CEVA Logistics fará transporte marítimo de equipamentos

A CEVA Logistics, anunciou o projeto de transporte marítimo com a Petrobras, empresa brasileira integrada de petróleo e gás. O contrato inclui embarques mensais de cargas de grandes dimensões por transporte marítimo do porto de Tilbury, no Reino Unido, para o porto do Rio de Janeiro, no Brasil. A carga será transportada em navio de cargas de projetos especiais, cujo cronograma de viagem regular é pontual e otimizará o planejamento da Petrobras para instalação dos equipamentos. Com previsão de término em dezembro de 2014, o projeto será gerenciado pela equipe da CEVA dedicada à Petrobras.

Segundo o diretor de Energia e do Setor Industrial da CEVA para a América Latina, Eduardo Carlini, a empresa detém contrato de agenciamento de transporte internacional de cargas com a Unidade de Serviços de Contratação da Diretoria de Exploração e Produção da Petrobras há 4 anos.

 

Fonte: Guia Marítimo

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Navios para cabotagem aumentam 48% em 5 anos, diz Ilos

Agência Estado

O número de embarcações disponíveis para o transporte marítimo de cargas no Brasil deve crescer 48% – para 231 navios – até 2017, informa um estudo do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), divulgado nesta quinta-feira. Atualmente, 156 embarcações fazem a operação de cabotagem no País por meio de 31 empresas.

 

O Ilos mostra que o volume de produtos transportados por meio de cabotagem cresceu, em média, 4% nos últimos oito anos. No período, o transporte de carga geral subiu 15%, também em média. No perfil da carga transportada pela cabotagem, a maior parte é constituída por granel líquido (79%), por conta de combustíveis e óleos minerais, que representam 77% do total de mercadorias que utilizam operação no Brasil.

 

A pesquisa consultou 100 das 500 maiores empresas do País e mostrou que 68% têm a expectativa de aumentar o volume de produtos transportados por cabotagem nos próximos dois anos. O crescimento médio verificado é de 36%. Apenas 9% das companhias responderam esperar queda no uso desse transporte.

 

Para o diretor de Desenvolvimento de Negócios do Instituto Ilos, João Guilherme Araujo, o cenário é animador. “A demanda está colocada. O que devemos fazer é avançar pela perspectiva de como fazer os marcos do setor avançarem e perceber o que o cliente está precisando”, disse, durante a apresentação do estudo.

 

A cabotagem, contudo, ainda responde por 9,6% da matriz brasileira de transporte, enquanto o modal rodoviário representa 65,6%. Para efeito de comparação, na União Europeia a cabotagem significa 37% da matriz de transporte do bloco e na China, 48%, relata o estudo.

Transporte de cargas por cabotagem deve aumentar em dois anos

Assim como a indústria naval brasileira vive um momento de retomada, o transporte por cabotagem, aquele realizado entre portos do mesmo país, projeta crescimento para os próximos anos. Segundo estudo realizado pelo instituto Ilos, a expectativa é de aumento de 36% no volume movimentado nos próximos dois anos.

Enquanto em um país continental como o Brasil, com aproximadamente 7,5 mil quilômetros de costa, a cabotagem tem participação de apenas 9% no transporte de carga, União Europeia e China, por exemplo, tem 37% e 48% respectivamente. De acordo com João Guilherme Araujo, diretor de desenvolvimento de negócios do instituto Ilos e autor de estudo sobre cabotagem, 80% da economia brasileira se encontra a 200 quilômetros da costa, fato que demonstra o potencial da cabotagem na logística nacional.

Entre os entraves para o desenvolvimento do setor, segundo Araújo, estão as amarrações burocráticas, como a parametrização das cargas, as dificuldades de gerar conhecimentos de carga multimodais – que exigem cobertura de todo circuito do embarque à entrega, incluindo até as placas do caminhões participantes, se houverem – e os problemas históricos de infraestrutura. Além de custos operacionais, visto que a cabotagem não recebe os mesmos incentivos de tributação da navegação internacional.

A opinião de que falta incentivo é compartilhada pelo vice-presidente executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), Roberto Galli. Para ele, entre os principais obstáculos que a cabotagem enfrenta está “a falta de uma posição consistente do Governo, que seja indutora de investimentos, principalmente quanto a marcos regulatórios”. Galli concorda que é preciso evoluir a infraestrutura portuária do País. “O principal desafio é o acesso e, em seguida, o tratamento diferenciado para as cargas de cabotagem, que têm o mesmo trâmite das cargas de importação e exportação”, diz.

Outro dado constatado na pesquisa com os principais embarcadores do País é de que 68% deles pretendem aumentar o volume movimentado por cabotagem. Para João Guilherme Araújo, o que tem impulsionado o crescimento é a melhoria econômica do Nordeste e até as mudanças geradas no modal rodoviário pela lei 12.619, que regulamenta a profissão de motorista. Além disso, a cabotagem é menos poluente e mais segura para cargas de alto valor agregado, tanto sob a perspectiva patrimonial quanto de acidentes. O Porto de Santos (SP) é visto pelas empresas entrevistadas como o principal ponto de saída de carga por cabotagem, seguido por Paranaguá (PR) e Manaus (AM). Por outro lado, Manaus e Suape (PE) são os portos com maior potencial de receber carga por cabotagem, seguidos por Santos.

FONTE: TERRA

Setor de transportes ganhará plano específico

Para tentar estimular os empresários em um quadro de estagnação econômica e, de quebra, estabelecer uma agenda positiva em meio ao julgamento do mensalão, a presidente Dilma Rousseff prepara o lançamento do Plano Nacional de Logística Integrada (PNLI).

Trata-se de um ambicioso projeto para, nos próximos 30 anos, interligar rodovias, ferrovias e hidrovias a portos e aeroportos. As medidas envolvem mudanças na legislação, nas concessões e nas Parcerias Público-Privadas (PPPs).

No transporte marítimo, fazem parte do pacote a entrega à iniciativa privada de três novos portos públicos – Manaus (AM), Bahia e Vitória (ES) – e a definição sobre o destino dos cerca de 90 terminais privados cujas concessões estão vencidas ou por vencer. Além disso, o governo prepara um novo modelo de gestão dos portos federais que se encontram delegados aos estados.

Investimentos de pelo menos R$ 11 bilhões aguardam a definição de um único ponto: o que fazer com os terminais portuários que estão em mãos da iniciativa privada e cujos contratos estão expirando.  A cifra diz respeito apenas aos 30 terminais filiados à Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP).

Luís Opice, presidente do Terminal de Contêineres da Margem Direita (Tecondi), estima que haja de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões de investimentos a serem feitos no Porto de Santos em 2012 e 2013, apenas aguardando a decisão do governo. “Se não fosse o baixo crescimento, já estaríamos com seríssimos problemas”, diz ele.

Nas conversas internas, o ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos, Leônidas Cristino, vem propondo que eles sejam todos licitados novamente. No entanto, o setor privado pressiona pela prorrogação dos contratos.

“O governo não tem condições de licitar 90 terminais no curto prazo”, diz o presidente da ABTP, Wilen Manteli. “O terminal de Itaqui, no Maranhão, levou sete anos para ser concedido e há oito anos fazem estudos para um terminal de granéis em Sepetiba, no Rio.”

No Palácio do Planalto, a posição predominante, até pouco tempo, era contra a renovação. Porém, ganha força a ala que concorda com a prorrogação de alguns contratos. Existe a possibilidade de os demais terminais privados também continuarem com os atuais concessionários. Para tanto, teriam de ceder eventuais espaços ociosos a outros operadores de carga. O pacote da concessão nos portos é considerado, nos bastidores, como o mais complexo entre as medidas em estudo. Já a lista de projetos em rodovias, ferrovias e aeroportos a serem entregues à iniciativa privada, está praticamente fechada.

Por causa das dificuldades, o ministro Leônidas Cristino participou de uma verdadeira maratona de reuniões, na semana passada, com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que coordena a elaboração do pacote. Ele esteve no Planalto todos os dias. Na quinta-feira, reuniu-se com Dilma para o que os assessores chamam de “sessão de espancamento” dos projetos. A presidente questiona duramente cada detalhe do detalhe das propostas e, normalmente, manda refazer vários pontos.

Medidas buscam estimular investimentos por parte da iniciativa privada em todos os setores
A intenção é fechar o pacote de concessões em infraestrutura para anunciar nos próximos dias. Em seguida, virão as medidas para reduzir o custo da energia elétrica e o anúncio da prorrogação de concessões de usinas e linhas de transmissão que vão vencer em 2015. Juntos, esses anúncios deverão dar à iniciativa privada um horizonte para o planejamento de investimentos. Também estão em estudo novas desonerações tributárias e a reforma do PIS/Cofins.

A indefinição sobre o que o governo fará com as concessões de terminais portuários que estão vencidos ou por vencer não paralisou totalmente os investimentos no setor. Há projetos em plena execução, como é o caso da Rumo Logística, uma empresa do grupo Cosan que tem projetos de R$ 200 milhões em andamento no porto de Santos.

No total, ela pretende investir R$ 1,3 bilhão em trens, trilhos e porto para levar açúcar do interior de São Paulo para o exterior. A empresa adquiriu R$ 400 milhões em vagões e locomotivas de alta performance e gastará outros R$ 600 milhões para duplicar uma linha férrea concedida à ALL, num projeto em parceria.

“Precisamos prorrogar nossa concessão”, disse o diretor da empresa, Angelo Baptista, após reunir-se, na semana passada, com o ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos, Leônidas Cristino. Ele explicou que a empresa já instalou um novo carregador no porto, está construindo um novo terminal e pretende instalar uma cobertura no cais para carregar os navios sem depender do clima. Baptista disse não ter recebido nenhuma resposta do ministro. Porém, comentou que não deverá haver dificuldade na prorrogação de sua concessão.

Para o executivo, o pacote em elaboração no governo é um conjunto de oportunidades. Ele explicou que a Rumo, uma empresa formada há dois anos, tem a intenção de tornar-se uma gigante em logística no agronegócio. Por isso, interessa a ela, por exemplo, a definição do novo modelo de concessão de ferrovias. Tudo indica que o governo abrirá espaço para a entrada de novos operadores.

“Terminais portuários de granéis também nos interessam”, afirmou. É grande a expectativa do empresariado em relação às medidas que a presidente Dilma Rousseff prometeu anunciar entre agosto e setembro. “Estamos no aguardo. Acreditamos que serão medidas para ajudar o País”, disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade. “O empresariado só investe se tem a possibilidade de produzir algo que tenha mercado e rentabilidade.”

Aeroportos terão capacidade reforçada para a Copa
As concessionárias dos aeroportos de Guarulhos (SP), Brasília (DF) e Viracopos (SP) pretendem ultrapassar a meta de ampliação da capacidade de passageiros que foi estabelecida pelo governo, disse o ministro Wagner Bittencourt (Secretaria de Aviação Civil).

Segundo Bittencourt, a decisão teria sido tomada por cada um dos três consórcios individualmente. Eles terão como prazo atender ao fluxo de passageiros na Copa do Mundo, em 2014.

O consórcio responsável pelo aeroporto de Guarulhos – formado pela Invepar e a sul-africana Acsa – pretende que a ampliação seja 71% maior que a prevista no edital. Em vez de aumentar em 7 milhões a capacidade de passageiros por ano do aeroporto, o consórcio quer que o número suba para 12 milhões até a Copa.

Em Viracopos, o consórcio Aeroportos Brasil, que teria de ampliar a capacidade em 5,5 milhões de passageiros, pretende montar uma infraestrutura para 14 milhões – 155% a mais.

A maior ampliação será feita em Brasília. No lugar de atingir a exigência de 2 milhões para a Copa, o grupo Infravix e a Corporación América pretendem aumentar a capacidade do aeroporto em 8 milhões de passageiros/ano – 300% a mais que a exigência do governo. O diretor-presidente da Anac, Marcelo Guaranys, disse que a intenção dos grupos é apenas de antecipar investimentos, já que eles teriam de ser feitos, eventualmente, no futuro.

Fonte: Jornal do Comércio

Hamburg Süd é agraciada no 40º Prêmio Exportação RS

No último dia 25 de Junho, a Hamburg Süd recebeu o prêmio “Destaque Serviços de Suporte à Exportação”, na 40ª edição do Prêmio Exportação RS.

O evento é considerado o maior do segmento no Sul do País. Ele tem como objetivo reconhecer e valorizar as empresas com atividades exportadoras de produtos e serviços, fabricados e/ou comercializados no Rio Grande do Sul, que tiveram destaque no ano anterior à premiação.

A Hamburg Süd foi escolhida por meio da análise de dados sobre o desenvolvimento de estratégias inovadoras para expor e comercializar produtos no mercado internacional. Essas informações foram fornecidas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

“O Prêmio Exportação RS acontece há 40 anos e recebê-lo é uma honra para a Hamburg Süd”, conta Rene Wlach, gerente regional da Hamburg Süd.

Sobre a Hamburg Süd
Fundada em 1871, a Hamburg Süd é um dos maiores grupos operando no transporte marítimo e está presente nas Américas, Europa, África, Ásia e Oceania, seja diretamente ou através de empresas coligadas. A Hamburg Süd, adquirida pelo Grupo Oetker no fim da década de 40, também é um dos maiores especialistas no transporte de cargas congeladas e refrigeradas com tecnologias inovadoras.

Em 2011, a empresa movimentou 3,1 milhões de TEUs. O maior fluxo de mercadorias concentra-se nos trechos Brasil e Argentina para a Europa. Nesta rota, os produtos mais transportados são café, tabaco, autopeças, carne, frango e frutas. Na rota inversa aparecem os produtos químicos e autopeças.

Informações para a Imprensa:
DFREIRE Comunicação e Negócios
http://www.dfreire.com.br
Contato: Flávia Gavioli (flavia@dfreire.com.br)
Tel. (11) 5505-8922

 

Fonte: Agência de Pautas INCorporativa

Sem navegação, mais caminhões nas estradas

Autor: Zero Hora

A falta de água nas hidrovias está colocando pelo menos mais 1,3 mil caminhões por mês nas estradas para o transporte de soja, fertilizantes e areia entre as regiões dos rios Taquari e Jacuí, com o porto de Rio Grande.

A situação no Taquari se agravou no último mês, quando a baixa na barragem de Bom Retiro do Sul impediu que mesmo embarcações pequenas aportassem em Estrela. Em seu nível normal, o rio daria condições ao Porto de Estrela movimentar 90 mil toneladas de grãos de soja, farelo de soja e fertilizantes. Na barragem, a baixa chega a 1m30cm metro do nível normal.

Na avaliação do vice-presidente de Logística do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs), Frank Woodhead, o aumento médio de 65 caminhões por dia nas estradas não causa tantos transtornos. No porto de Rio Grande, chegam cerca de 1,2 mil caminhões ao dia nos períodos de safra.

A substituição das vias fluviais pelas estradas encarece em quase 50% o transporte das cargas.

– Além do custo a mais com frete, há transtornos de logística dentro da empresa – explica o gerente de produção da Camera Agroalimentos, Valdetar Biberg do Nascimento.

Um dos principais canais navegáveis do Estado, de onde a areia é extraída, também está secando. Levantamento da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) feito no rio, na última semana, apontou que é crítica a situação em 21 quilômetros entre Triunfo e Rio Pardo, onde não há como navegar embarcações com cargas.

Há pontos onde é possível fazer a travessia a pé. A hidrovia, que tem calado de 2m50cm chega a ter partes com 1m44cm de profundidade.

Sem ter como passar da barragem de General Câmara, a extração de areia caiu pela metade no trecho.

Liberdade contratual no transporte marítimo internacional

O comércio exterior se formaliza através do contrato de compra e venda internacional de mercadorias, principal instrumento contratual do qual emanam os contratos de transportes e de seguro marítimo.

Foto: Rodrigo João Mélo – Itajaí/SC

O contrato de transporte marítimo é o regulador de uma relação

Como regra, o princípio da autonomia da vontade das partes em contratar e determinar o conteúdo do contrato é prevalente. Contudo, há restrições a esta autonomia em decorrência dos sistemas estatais de direito internacional privado.

Analisando a temática, Raphael Magno Vianna Gonçalves, advogado e professor do curso de Pós-Graduação em Direito Marítimo e Portuário da Universidade Católica de Santos (UniSantos), analisa, no texto a seguir, a autonomia da vontade nos contratos marítimos.