Produtos inovadores diversificam a pauta de exportações de Minas

Produtos inovadores em diferentes segmentos diversificam a pauta de exportações de Minas Gerais

Mercado internacional absorve ideias desenvolvidas por pequenos e médios empreendedores mineiros; ponto forte é a oferta de novas linhas de produtos e serviços

A pauta de exportação de Minas tem se diversificado nos últimos anos graças às micro e pequenas empresas (MPEs), que têm descoberto no exterior um mercado promissor para seus novos negócios.

Segundo pesquisa publicada na última semana pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), as MPEs já correspondem a 51% das exportações mineiras. Com isso, tradicionais bens da indústria metalúrgica e da agropecuária ganham, cada vez mais, a companhia de artigos inovadores, provenientes de setores que experimentam momento de franca expansão, como o de serviços, moda e gastronomia.

Ainda de acordo com o estudo do Sebrae, feito com 245 empresas mineiras, as principais motivações dos empresários para exportarem são a demanda internacional frequente pelo produto e serviço, a possibilidade de expansão do negócio e da diversificação do mercado. A Licores Marinnho, que exporta castanha de baru, licores e geleias feitos a partir de frutos selecionados para a Europa, é umas das companhias que desfruta da crescente demanda e da boa aceitação dos produtos no mercado internacional.

“A perspectiva para o ano de 2014 é de grandes exportações. A empresa está passando por uma reestruturação e implementando um projeto de expansão, para atender grandes volumes. Além disso, estamos em negociando com clientes na Austrália e nos Estados Unidos”, revela o proprietário da empresa, Antonio Carlos de Carvalho Marinnho.

Neste ano, a Licores Marinnho foi convidada a participar do maior evento de gastronomia do mundo, o Madrid Fusión, que aconteceu na Espanha em janeiro. No principal evento gastronômico do mundo, Minas Gerais foi o primeiro estado subnacional a ser representado por sua culinária. Durante o evento, os visitantes puderam apreciar os produtos da empresa, que serviram de base para preparar pratos diferenciados com ingredientes regionais – como a jabuticaba, o pequi, a amora e o baru –apresentados no congresso.

Ao lado dos produtos artesanais e dos sabores típicos de Minas, a pauta de exportação gastronômica também é representada por artigos industrializados, a exemplo do que planeja a Practice Line, que comercializa sobremesas prontas em pequenas embalagens. A última invenção da empresa, o pudim em pó – mistura que necessita apenas do acréscimo de leite ou água, teve grande aceitação em feiras internacionais e vai marcar a estreia da empresa no exterior, programada para início de 2014.

“Conseguimos um produto com sabor caseiro e com segurança alimentar muito grande”, conta o sócio proprietário da Practice Line, Edmar Cerceau. “O pudim de leite condensado foi escolhido porque a receita é universal, no mundo inteiro há tem uma referência ao pudim. Inicialmente, vamos exportar para o Peru e para toda a região andina”, completa.

Neste ano, Edmar Cerceau levou sua invenção a três feiras internacionais no Japão, China e Peru, onde foi finalista de um concurso de inovação gastronômica, sendo a única empresa brasileira classificada. Em 2014, o empresário planeja lançar um novo produto da linha de sobremesa em pó no mercado internacional a cada trimestre.

Em Minas Gerais, a Central Exportaminas, ligada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) atua no sentido de facilitar as exportações das empresas mineiras. Junto ao serviço, qualquer empresário pode solicitar apoio e orientação. Segundo o diretor do órgão, Ivan Barbosa Netto, a diversificação da pauta de exportações no estado é um processo em andamento e tende a se intensificar nos próximos a nos. “O crescimento em valor exportado ainda é basicamente impactado pelo aumento do dólar e pelo aumento das exportações do agronegócio. Apesar do nosso trabalho contínuo e orientação, a diversificação das exportações consiste em um processo com resultados futuros, que demandam tempo e principalmente investimento”, destaca Ivan.

Negócios internacionais

A pesquisa do Sebrae também revela que a exportação tem um peso relevante para as micro, pequenas e médias empresas. Para 43% delas, o mercado externo representa de 1% a 25% do faturamento ou 29,5% das vendas anuais. Este é o caso da Atest Consultoria, cujo 40% do faturamento – que atinge cerca de R$ 2 milhões anuais – está ligado ao comércio internacional.

Presente em Minas Gerais há 16 anos, a empresa presta consultoria atuarial em previdência, segmento altamente especializado, tendo como clientes empresas e instituições públicas em todo território nacional e fora dele, especialmente em Angola, onde atende 15 planos de benefícios (fundos de pensão).”O principal mercado é Angola. Mas estamos prospectando outros países”, conta o presidente da empresa, Ivan Santan’a Ernandes.

A artesã e empresária mineira Janice Perez, proprietária da marca Anéis Rudá, também destina boa parte da sua produção ao mercado internacional tendo, inclusive, vendas diretas na França, Inglaterra e Itália, principais polos da moda mundial. A empresa produz anéis e pingentes em formatos únicos e inovadores, usando como matéria-prima madeira reaproveitada e gemas.

Neste ano, Janice Perez foi a primeira brasileira radicada no país a participar da London Fashion Week, um dos maiores eventos mundiais da moda. A mostra em que ela participou tinha como propósito reunir artistas com trabalhos voltados para a sustentabilidade, usando matéria prima de origem reciclada ou orgânica. “A confecção manual aliada ao efeito do tempo sobre a madeira dá a cada peça características únicas”, ressalta Janice.

Na Central Exportaminas, empresários são atendidos, gratuitamente, por pessoas especializadas em comércio exterior. A Licores Marinnho, Practice Line, Atest Consultoria e Anéis Rudá receberam orientação da instituição. A Exportaminas está instalada na avenida Afonso Pena, 2.910, em Belo Horizonte. O empreendedor que quiser informações sobre como exportar sua produção poderá agendar reunião com um consultor, acessar o site http://www.exportaminas.mg.gov.br ou ligar para o telefone 0800-770-7087.

via Agência Minas

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Falta promoção à exportação no CE

O plano de ação servirá como norte nas discussões dos Encontros de Comércio Exterior em Fortaleza

A ausência de promoção comercial estruturada dos produtos cearenses no mercado internacional foi indicada pela Comissão de Comércio Exterior do Ceará (CCE-CE) como um dos principais gargalos estratégicos para a exportação no Estado.

Recursos humanos insuficientes nos processos de desembaraço aduaneiro e a dificuldade de entendimento e emissão das notas fiscais de exportação e importação foram problemas identificados FOTO: TUNO VIEIRA

A dificuldade local, abordado no Plano de Ação para Estímulo às Exportações do Ceará (2013-2014) traz como sugestão a implantação, pelo governo estadual, de uma “Política para o Comércio Exterior com gestor e órgão responsável pela promoção comercial do Ceará no mercado externo”.

Elaborado pela CCE-CE, o plano servirá como norte n as discussões dos Encontros de Comércio Exterior (Encomex) 2013, que se iniciam nesta semana. Para o secretário executivo da CCE-CE, Roberto Marinho, este Encomex “será um marco na criação de uma ambiência ao Comércio Internacional do Ceará”.

Os encontros são promovidos pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), e ocorrem na próxima quinta-feira, no Centro de Eventos do Ceará. O objetivo é a implementação do Plano Nacional da Cultura Exportadora.

Estratégia

Outras duas questões que devem ser abordados no Encomex Fortaleza, indicados no plano estratégico, são a cultura exportadora incipiente no Estado, a ausência de “pontos focais” de apoio às exportações no Interior e a falta de projetos específicos voltados às exportações nos polos industriais.

Dentre as sugestões estão a criação de um Programa de Estimulo à Exportação assim como a realização de campanha de incentivo aos empresários cearenses sobre as vantagens de inserção de seus produtos no comércio internacional.

Logística

Em relação à logística, o plano aponta a ausência de linha marítima para os países africanos e o número reduzido de destinos internacionais, atendidos via aérea, como entraves para alavancar as exportações.

Nos órgão intervenientes foram indicadas: a inexistência de um regime de sistema simplificado pelo modal marítimo; recursos humanos insuficientes nos processos de desembaraço aduaneiro (órgãos anuentes); e a dificuldade de entendimento e emissão das notas fiscais de exportação e importação.

Segundo Marinho, a CCE-CE também está participando da elaboração do Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE), a cargo do MDIC.

Núcleo de Comércio Exterior visitará a Feira Sul Trade Summit

Está agendada para o dia 13 de setembro a viagem dos integrantes do Núcleo de Comércio Exterior (Next) da Associação Empresarial de Rio do Sul (Acirs) para a 11ª edição da Feira Sul Trade Summit, em Itajaí. O evento começa no dia 11 e encerra no dia 13 de setembro. Um dos atrativo, além dos expositores, é o Fórum Net Marinha, com palestras envolvendo temas atuais para a indústria exportadora e importadora, prestadores de serviços e para quem atua ou pretende atuar no mercado internacional.

As definições para a viagem aconteceram durante reunião do núcleo, nesta quarta-feira, dia 4. Na ocasião, o grupo também recepcionou o novo integrante, Marcelo Moretti, da Contabilidade Djazil. Os nucleados ainda ouviram o relato sobre a reunião do Conselho de Núcleos da ACIRS, que teve como assuntos a Fersul 2013 e III Autosul, a Pesquisa de Satisfação dos Núcleos, Empreender Competitivo, 2ª Sessão de Negócios do Núcleo da Mulher Empresária (dia 18 de setembro) e o Bom Dia Acirs (dia 11) com o tema Inovação.

Sobre a Fersul, os participantes elogiaram os resultados obtidos e sugeriram produzir uma revista especial sobre o setor, editada em inglês e português, para ser distribuída durante missão técnica à Dubai e China, em 2014.

Outro assunto em pauta foi a análise do curso de capacitação sobre o Siscoserv, oferecido pelo Next, na semana passada. Ficou claro que as empresas ainda não conhecem o suficiente a abrangência dessa nova tributação e que por isso poderão ser multadas.

As próximas atividades a serem organizadas incluem palestra com Daniel Maia, da Fort Export, sobre “Como Iniciar na Importação e Exportação”, e apresentação do case da nucleada Cristine Souza, do Frigorífico Pamplona.

fonte: 2013 economiasc.com.br

Brasil poderá ter este ano déficit comercial

No final deste ano, o Brasil poderá registrar um déficit no comércio exterior. Este será o primeiro saldo negativo nos últimos 13 anos, segundo um relatório divulgado nesta quarta-feira (17) pela Associação de Comércio Exterior do Brasil.

O documento prevê que, no final do ano, as exportações do país totalizem US$ 230,511 bilhões enquanto as importações, US$ 232,519 bilhões. O déficit comercial poderá atingir US$ 2,008 bilhões.

A queda de preços das mercadorias no mercado internacional e o aumento da importação brasileira de produtos petrolíferos são as principais causas deste déficit.

No primeiro semestre deste ano, o Brasil já acumulou um déficit de US$ 3 bilhões, o pior resultado durante o período nos últimos 18 anos.

Brasil perde espaço no mercado chinês e saldo comercial recua

Embora tenham perdido ritmo, as importações brasileiras com origem China ainda crescem acima da média. Isso mostra que os produtos do país asiático avançam no mercado doméstico. As exportações brasileiras, porém, cresceram menos que as importações totais da China. Com isso, as trocas com a China, o maior parceiro comercial do Brasil, contribuem menos para melhorar o resultado comercial brasileiro. Especialistas avaliam que esse movimento vai prosseguir até o fim do ano.
Segundo dados compilados pela Organização Mundial de Comércio (OMC), a importação total da China de janeiro a maio cresceu 8,2% contra iguais meses do ano passado. As exportações brasileiras para o país asiático, porém, cresceram menos, com alta de 4,9% no mesmo período. Na mesma comparação, as importações brasileiras com origem China aumentaram em 8,3%, enquanto os desembarques totais tiveram elevação de 7,7%. O superávit comercial do Brasil nas trocas com os chineses caiu de US$ 3,8 bilhões, de janeiro a maio de 2012, para US$ 3,5 bilhões nos mesmos meses deste ano. Os dados do comércio brasileiro são do Ministério do Desenvolvimento.

Fabio Silveira, diretor de pesquisa econômica da Go Associados, diz que a pauta brasileira de exportação para a China explica parte do descompasso. “A exportação é concentrada em commodities, que são os primeiros produtos a sentir no preço a queda da demanda internacional e, neste momento, a fuga de dólares aos EUA”, diz ele, referindo-se à expectativa de mudança no programa americano de estímulo ao crescimento.
“A sobra de liquidez, que até pouco mais de um ano estava direcionada para as commodities, agora está migrando para os títulos americanos”, diz Silveira. O efeito, explica, é a valorização do dólar no mercado internacional e a queda do preço das commodities. Os três produtos mais importantes que o Brasil vende para os chineses são soja, minério de ferro e petróleo. Juntos o embarque dos três itens para a China somou de janeiro a maio US$ 15,3 bilhões, o que significa 85% da exportação brasileira para o país asiático.
O mesmo não acontece com as compras brasileiras da China. Entre os produtos adquiridos do país asiático predominam os bens manufaturados. Entre os dez produtos que o Brasil mais vende para os chineses estão material elétrico – como partes de aparelhos de telefonia e televisores -, circuitos integrados, fornos industriais, guindastes e tecidos. Os valores dos dez produtos mais importados da China nos primeiros cinco meses do ano somaram US$ 4,2 bilhões, o que representa 29% do total da importação brasileira com origem no país asiático. Se considerarmos os três principais produtos – celulares, partes de televisão e partes de máquinas -, a fatia é de 16%.

“Nós importamos da China o fio e o tecido, o componente e o bem de capital acabado”, diz Silveira, sobre a diversificação dos bens. Com pauta de exportação muito mais variada e rica em manufaturados, avalia, os chineses sentem menos a volatilidade do mercado internacional e do câmbio.

 

“O problema é o possível agravamento do quadro até o fim do ano”, diz José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Segundo ele, até agosto, o Brasil deve exportar para a China toda a safra de soja para o ano. No segundo semestre, portanto, cessa a contribuição do grão para o resultado comercial das trocas com os chineses e os embarques brasileiros ficarão mais dependentes do desempenho do minério de ferro.
Castro lembra que na última semana o minério chegou a ser vendido por US$ 110 a tonelada no mercado à vista da China. “Esse preço CIF – que inclui seguro e frete – equivale a US$ 90 a tonelada para embarque no Brasil, que é um preço baixo.” Se houver essa queda de preço, é possível que o quadro da exportação piore, já que os volumes vendidos de minério estão até agora com evolução negativa.
De janeiro a maio, o volume de venda de minério para os chineses caiu 6% contra mesmo período de 2012. Mas o comportamento do preço compensou essa queda, fazendo a exportação do minério para o país asiático avançar 1,5% no mesmo período.

O petróleo, porém, pode amenizar a situação no segundo semestre. De janeiro a maio, a exportação do óleo para a China somou US$ 1,32 bilhão, o que representa uma queda de 35,6% contra iguais meses de 2012.

 

Com a retomada de parte da produção doméstica, diz Silveira, deverá haver recuperação em relação ao primeiro semestre, como também na comparação com o segundo semestre do ano passado. “Mas será uma melhora modesta e relativa, nada espetacular. Amenizará a queda da exportação para a China, mas não irá virar o jogo.”

Mesmo que não se agrave muito, o quadro de perda de superávit nas trocas com a China não deve mudar este ano, diz Castro. Os preços das commodities não mostram sinais de que irão se recuperar. Para ele, a importação pode amenizar a queda de superávit. “Um consumo das famílias mais fraco no mercado doméstico, aliado à alta de juros, pode resultar em perda de ritmo nas importações.”
Silvio Campos Neto, economista da Tendências, tem opinião semelhante. Para ele, a desvalorização do real também pode contribuir para reduzir o ritmo das importações. “Isso pode atenuar a expansão das importações, já que o atual patamar de câmbio torna mais caros não só os bens de menor valor agregado como também os intermediários e os bens de capital.” Num horizonte de mais longo prazo, porém, destaca o economista, a tendência é que o custo desse novo patamar de câmbio, se mantido no nível atual, seja absorvido.

 

Fonte: Marta Watanabe, Valor Econômico

 

Omã é sétimo destino de vendas das tradings

As exportações das trading companies do Brasil para o país árabe renderam US$ 173 mihões no primeiro trimestre e cresceram 218% sobre igual período de 2012. As vendas gerais do setor ao mercado externo recuaram 4,5%.

Da Redação

São Paulo – Omã, país árabe do Golfo, foi o sétimo destino das exportações das trading companies brasileiras no primeiro trimestre deste ano, segundo informações divulgadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). A nação é a única árabe que integra a lista dos dez maiores clientes destas empresas no exterior e gastou US$ 173 milhões com produtos oriundos delas no período. Houve crescimento de 218,5% sobre o primeiro trimestre do ano passado, quando elas estavam em US$ 54,2 milhões.

Na lista dos 20 maiores destinos das exportações das tradings, no entanto, também há outros países árabes, como Arábia Saudita, na 17ª posição, e Líbia, na 18ª. Eles fizeram importações de US$ 62 milhões e US$ 54,3 milhões, respectivamente. No ranking dos 50 maiores compradores também aparecem Egito, Emirados Árabes Unidos, Tunísia e Sudão, respectivamente. O maior destino dos produtos das tradings no mercado internacional, no período, foi a China, seguida de Coreia do Sul, Japão, Holanda, Bélgica e Alemanha.

Entre janeiro e março deste ano, estas empresas faturaram no exterior um total de US$ 5,2 bilhões, com queda de 4,5% sobre igual período de 2012. As trading companies responderam por 10,2% do total embarcado pelo Brasil ao mercado internacional. As exportações de produtos básicos somaram 83,8% do total vendidos por elas, com destaque para minério de ferro, que participou com 60,6%, soja em grãos, com 9%, milho em grão, com 7,2%, farelo de soja, com 3,1%, e carne de frango, com 2,2% do total.

Em março, individualmente, as tradings faturaram US$ 1,8 bilhão com exportações, o que significou uma queda de 3,98% sobre o mesmo mês de 2012. No período também o maior destino das vendas foi a China, seguido da Holanda e da Bélgica.

 

FONTE: JC

Seminário sobre Agronegócio para Exportação é realizado em Sergipe

Disseminar informações estratégicas para estimular os agentes do agronegócio brasileiro a aumentar sua participação no mercado internacional. Com esse foco foi realizado nesta quinta-feira, 21, no Centro de Convenções de Sergipe o “Seminário do Agronegócio para Exportação – Agroex”. Em sua 52ª edição, o evento que vem sendo realizado em todo o país pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) foi realizada pela primeira vez em Sergipe com a parceria do Governo do Estado, através da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec). O seminário foi direcionado a produtores rurais, estudantes, agroindustriais, cooperativas e instituições de apoio ao agronegócio.

O secretário da Sedetec, Saumíneo Nascimento, destacou a importância do evento para desmistificar a ideia de que o Estado somente pode se destacar nas exportações através do suco de laranja. “Pela primeira vez tivemos em Sergipe um evento voltado para o agronegócio local e vimos que embora metade das exportações de Sergipe se deva ao suco de laranja temos outras culturas que podem ser inseridas no setor, como o couro, por exemplo”, disse ao enfatizar que o governo Marcelo Déda prima pelo aumento do potencial competitivo, a fim de gerar mais empregos em Sergipe e esta é uma oportunidade de disseminar a cultura da ampliação da competitividade pelo agronegócio.  

Durante o 52º Agroex, foi apresentando o caso de sucesso realizado em Sergipe sobre a exportação de material genético de ovinos e caprinos para a Tailândia – projeto que tem apoio do Governo de Sergipe, por meio do Arranjo Produtivo Local de Sergipe (APL/SE), articulado pela Sedetec. “No ano passado fizemos a primeira remessa de matrizes reprodutoras do Brasil para esse país, que quer introduzir a raça Santa Inês em seu rebanho”, explicou o presidente da Associação Sergipana dos Criadores de Caprinos e Ovinos (ASCCO), Arnaldo Dantas, que abordou o tema no final do evento.

Se referindo também ao caso de sucesso sergipano, o superintendente federal de Agricultura Regional do Mapa, Carlos Augusto Leal, ressaltou que a realização do evento em Sergipe foi bastante oportuna. “Pudemos ter contato com uma série de informações, repassadas aos produtores do setor agropecuário para que eles possam se preparar e abrir novos mercados aos produtos com potencial de exportação no Estado”, disse.

O diretor de Promoção Internacional do Agronegócio do Mapa, Marcelo Junqueira, lembrou que a realização do evento em Sergipe somente foi possível graças aos esforços do Governo de Sergipe. “Viemos difundir que exportar é um negócio bom, é uma forma de vender valorizando seu produto”, destacou ao informar que o Brasil é um grande exportador de alimentos, mas ainda apresenta uma pauta pouco diversificada. “Sergipe ocupa o 23º como exportador de agronegócios no país, e embora respeitadas as dimensões geográficas, acredito que o Estado tem potencial para mais do que isso”, confirmou Junqueira que foi um dos palestrantes do evento, tratando sobre o tema ‘Oportunidades e desafios às exportações do agronegócio brasileiro’.

Também durante o Agroex os participantes puderam ver palestras sobre os temas “Valorizando o produto com uso da indicação geográfica na agropecuária”, por Manoel Mota, do departamento de Propriedade Intelectual e Tecnologia da Agropecuária; “Principais exigências sanitárias e fitossanitárias do mercado internacional”, por Jesulindo Nery, do Departamento de Negociações Sanitárias e Fitossanitárias; “Integração Contatual: uma estratégia de acesso ao mercado internacional”, por Eduardo Mazzoleni, do Departamento de Cooperativismo e Associativismo Rural e ainda “Caminhos para exportar: O passo a passo para a exportação do agronegócio, por Adilson Farias, do Departamento de Promoção Internacional de Agronegócio, todos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).