Missão faz negócios de quase US$ 1 milhão no Marrocos

Delegação empresarial brasileira está em viagem ao Norte da África. A cidade marroquina de Casablanca é a segunda e última etapa do programa.

Da Redação

Mara Schuster/MDIC

Schaefer propôs acordo de cooperação

São Paulo – O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou nesta quarta-feira (04) que a delegação empresarial que está no Norte da África esta semana fechou US$ 975 mil em negócios no Marrocos e tem expectativa de realizar contratos de US$ 3,825 milhões nos próximos 12 meses. A cidade marroquina de Casablanca é a segunda e última etapa da missão comercial organizada pelo MDIC. A primeira foi Argel, na Argélia.

De acordo com o ministério, foram realizadas 56 reuniões entre empresários marroquinos e brasileiros das áreas de engenharia e construção, logística e transporte, produtos farmacêuticos, metalurgia, material elétrico, implementos agrícolas e equipamentos médicos e hospitalares, entre outras.

Assim como na Argélia, o secretário-executivo do MDIC, Ricardo Schaefer, disse que pretende propor ao governo marroquino a assinatura de um acordo de cooperação e facilitação de investimentos. “É um estímulo maior para que os empresários brasileiros invistam no Marrocos e para que os empresários marroquinos invistam no Brasil”, declarou o secretário, segundo nota do ministério.

A missão ao Norte da África é organizada pelo MDIC e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), com apoio do Itamaraty, Câmara de Comércio Árabe Brasileira e Confederação Nacional da Indústria (CNI).

FONTE: ANBA

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Balança comercial brasileira voltou a registrar déficit

Brasília – A balança comercial brasileira voltou a registrar déficit (exportações inferiores às importações) de US$ 1,35 bilhão na quarta semana de novembro. O valor resulta de US$ 4,15 bilhões em vendas externas e US$ 5,5 bilhões em compras do Brasil no exterior. Com isso, o saldo comercial acumulado no ano, que estava negativo em US$ 105 milhões, passou a deficitário em US$ 1,455 bilhão. As informações foram divulgadas hoje (25) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

O resultado negativo ocorre após superávit de US$ 808 milhões na terceira semana do mês, puxado pela exportação de uma plataforma de petróleo. Na prática, a plataforma não chega a deixar o país, sendo vendida a uma subsidiária da Petrobras no exterior, em uma operação que visa à redução dos gastos com impostos. Segundo o ministério, a operação é considerada legalmente exportação e está de acordo com  critérios da Organização das Nações Unidas (ONU).
A média diária das exportações na quarta semana de novembro ficou em US$ 830,2 milhões, 24,8% abaixo do apurado até a terceira semana, US$ 1,104 bilhão. Produtos industrializados e não industrializados foram responsáveis pela retração. As vendas de itens básicos recuaram 32,3%, principalmente em função das carnes de frango e bovina, do milho, café, petróleo bruto e da soja em grão. O comércio de semimanufaturados e manufaturados também caiu, respectivamente 23,6% e 16,5%. No primeiro grupo, açúcar, ligas de ferro, ouro e couros e peles puxaram o recuo. No segundo caso, entre os responsáveis, estão automóveis de passageiros, autopeças, motores e geradores e veículos de carga.

Do lado das importações, houve crescimento de 18,1% na média diária da quarta semana, que ficou em US$ 1,1 bilhão. A alta é explicada pelo aumento das compras do Brasil no exterior de combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, aparelhos eletroeletrônicos, automóveis e plásticos.

Mariana Branco
Repórter da Agência Brasil

Exportação de industrializados em 2013 já supera todo o 2012 em MS

Em dez meses, receita do estado com exportações chegou a US$ 3,06 bi.
Fiems diz que industrializados respondem por 65,9% das exportações.

Do Agrodebate

A receita de Mato Grosso do Sul com a exportação de produtos industrializados no acumulado de janeiro a outubro de 2013 já é maior do que em todo o 2012. É o que aponta o levantamento do “Radar” da Federação das Indústrias do estado (Fiems), com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

De acordo com o Radar, nos dez meses deste ano o faturamento das empresas do estado com as vendas de produtos industrializados para o mercado internacional foi de US$ 3,06 bilhões, enquanto que em todo o ano passado atingiu US$ 3 bilhões.

Novo terminal pode aumentar em até 40% a capacidade do Porto de Santos, SP (Foto: Reprodução/TV Tribuna)Na comparação de janeiro a outubro de 2013 com o mesmo período de 2012, quando Mato Grosso do Sul exportou US$ 2,49 bilhões em produtos industrializados, o incremento chega a 22,7%, conforme o Radar da Fiems.

Segundo o levantamento da Federação das Indústrias, a exemplo dos meses anteriores, o crescimento nas exportações de industrializados do estado foi alavancado pelos grupos de produtos “papel e celulose”, com 133,5%; “couros e peles”, com 61,2%, “extrativo mineral”, com 34,3% e “complexo carne”, com 17,6%.

Quanto à participação relativa, o levantamento do Radar da Fiems aponta que no acumulado do ano o setor industrial já responde por 65,9% de tudo que foi exportado por Mato Grosso do Sul.

EUA compram 31% dos serviços brasileiros

Agência Estado

Os Estados Unidos são os maiores compradores de serviços do Brasil. O país adquiriu 31,11% de tudo que foi vendido por empresas nacionais neste ano, até 31 de outubro. Por outro lado, 38,22% de todos os serviços contratados pelo Brasil lá fora são de empresas norte-americanas. Os números fazem parte dos primeiros dados produzidos pelo Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços (Siscoserv) e que foram antecipados ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, pelo diretor do Departamento de Políticas de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Maurício do Val.

O governo identificou, por exemplo, que os turistas americanos gastam mais com hospedagem do que outras nacionalidades. Eles são responsáveis por 36,97% dos gastos com estadia feitos por turistas estrangeiros. “Os Estados Unidos têm peso maior em termo de valor faturado”, explicou o diretor. Em segundo lugar, vêm os argentinos, com 8,27%. Ele destaca, no entanto, que a estatística é gerada principalmente pelos hotéis de rede, porque empresas incluídas no Simples, como pousadas, não são obrigadas a fazer o registro.

Os EUA também compraram 40,69% dos serviços jurídicos prestados pelo Brasil no exterior. A Alemanha vem na sequência com apenas 7,53%. Os americanos representam 48,16% das exportações de serviços de manutenção e reparação de máquinas e aeronaves. Os dados mostram também que o Estado de São Paulo é o principal comprador e o maior exportador de serviço, com quase 60% das operações.

Os dados parciais estão sendo utilizados pelo governo para balizar políticas públicas. Junto com o Banco do Brasil, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Apex-Brasil, o MDIC tem reunido representantes dos setores mais representativos na balança de serviços para discutir a baixa utilização dos mecanismos oficiais de apoio.

É pequena a procura pelas linhas de financiamento do Programa de Financiamento à Exportação (Proex) e de Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC) e do BNDES-Exim. O governo quer entender o motivo da baixa procura e deve promover adaptações nestas linhas para melhorar a utilização destes recursos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Brasil precisa de política única de exportação, diz AEB

Agência Estado

O presidente da Associação de Comércio  Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, afirmou, nesta terça-feira, 15, no Fórum Estadão Brasil Competitivo – Comércio Exterior, realizado nestra manhã, em são Paulo, que no governo “temos políticas isoladas de exportação feitas pelos ministérios e não uma política única” e que o foco das ações são no curto prazo. “Exemplo disso é o Reintegra, que vai acabar. Aliás, se o Reintegra não for prorrogado, podem contestar na OMC que não houve justiça fiscal, mas sim o pagamento de subsídios”, criticou.

Castro avaliou que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) tem missão de unificar o comércio exterior, mas não tem poder para fazer isso. “E o Ministério da Fazenda tem o poder de, não a missão de unificação. Por isso é preciso unificar as ações no governo com uma integração”, cobrou.

O presidente da AEB avaliou ser necessária ainda a redução do custo Brasil para melhorar a competitividade das empresas de manufaturados, “senão seguiremos como meros embarcadores de commodities”, concluiu.