Dilma deve participar de inauguração de terminal ferroviário em Rondonópolis

A presidente Dilma Rousseff e o ministro dos Transportes, César Borges, deverão participar da solenidade de inauguração, pela América Latina Logística (ALL) do Terminal Intermodal de Cargas de Rondonópolis. Considerado o maior complexo intermodal de cargas da América Latina, o terminal da Ferronorte, em Rondonópolis, se somará aos já existentes nos município de Alto Taquari, Alto Araguaia e Itiquira.

De acordo com a ALL, com o funcionamento dele a capacidade de transporte da Ferronorte em Mato Grosso salta de 12 milhões de toneladas/ano para 17 milhões. O terminal também deve abrigar áreas de transbordo e de armazenagem, além de fábricas de óleo e de biodiesel.

O governador Silval Barbosa disse que a expectativa é de que a agenda da presidente Dilma se confirme e que sua presença dê novo impulso para as obras da ferrovia chegarem a Cuiabá e avançarem ainda mais conquistando a maior área agricultáveis do mundo que é o Médio Norte onde deverá passar também a Ferrovia de Integração do Centro Oeste – Fico, que vai de Goiás até Rondônia e interliga com a Norte Sul atingindo assim todas as regiões do Brasil

Fonte: MT Agora

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ALL aposta na infraestrutura para crescer neste ano

Os principais setores responsáveis por esta expansão são o de celulose, combustível e contêineres, além de novas logísticas onde a empresa ainda não atua, como o biodiesel.

A América Latina Logística (ALL) estima que seu crescimento industrial será suportado por projetos que desenvolvam a infraestrutura para ampliar a participação juntos aos principais clientes. De acordo com Eduardo Fares, diretor de produtos industrializados, os principais setores responsáveis por esta expansão são o de celulose, combustível e contêineres, além de novas logísticas onde a empresa ainda não atua, como o biodiesel.

O mercado nacional de combustíveis no Brasil teve um crescimento acima do PIB em 2012, com um aumento de 6,5% no consumo, contra um PIB 0,9% maior. Este crescimento foi impulsionado pelo aumento da frota de veículos leves e caminhões e também por uma maior modernização no setor agrícola. Com a ampliação no consumo, as refinarias brasileiras chegaram ao limite da capacidade de refino, obrigando o país a intensificar a importação de diesel e gasolina (em 2010 foram 0,5 bilhões de litros e em 2012 foram 3,7 bilhões de litros). A expectativa é que, nos próximos anos, o Brasil importe 29% de todo o combustível que consome.

Neste cenário, a ALL vem desenvolvendo parcerias estratégicas que colocam a ferrovia como a principal alternativa logística para a importação de combustíveis. Em parceria com a Cattalini Terminais Marítimos, a empresa inicia em abril a movimentação de combustíveis a partir do Porto de Paranaguá com destino a Curitiba, Maringá, Londrina e Guarapuava, no Paraná, além de Passo Fundo (RS) e Ourinhos (SP).

“O projeto deve contribuir para o abastecimento de combustíveis no interior, hoje feito principalmente por dutos e pelas rodovias, modais que já estão saturados”, diz Luís Gustavo Vitti, gerente da Unidade de Líquidos da ALL.

Já o mercado de contêineres é considerado o mais promissor para o setor ferroviário. Por meio da subsidiária Brado Logística, a ALL receberá o aporte de mais de 1,9 mil vagões plataformas e a aquisição de 30 locomotivas dedicadas ao transporte de contêineres. Com estes investimentos, a expectativa da ALL é de crescer mais de 40% com relação ao ano passado na área de contêineres e aumentar para 12% a participação do mercado nos próximos três anos.

Além disso, a companhia trabalha tem projetos em operação com a Fibria e, para 2015, com a Klabin. Os projetos somam juntos mais de três milhões de toneladas/ano. Esse volume deve representar, em 2015, 19% de toda a produção nacional e 27% da exportação de celulose brasileira.

“A solução ferroviária para esse produto tem sido fundamental para a viabilidade da execução de novos projetos fabris longe dos portos. Por isso, as grandes produtoras estão buscando a ALL para participar do desenvolvimento dos seus novos projetos, como foi o caso da Fibria e da Eldorado”, revela o gerente de Industrializados da ALL, Guilherme Caetano.

Fonte:Brasil Econômico

Terminal de Cargas de Itiquira dá mais competitividade e estímulo ao produtor e maior eficiência a Mato Grosso

Um carregamento de toneladas de soja, na manhã do dia 2 de junho de 2012, no Terminal Intermodal de Itiquira João Celi Triches, acompanhado de perto pelo governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, e ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, inaugurou oficialmente o terceiro terminal de cargas com cerca de 120 km de trilhos de Alto Araguaia a Itiquira, da Ferrovia Senador Vuolo (Ferronorte).

O funcionamento do terceiro terminal da Ferronorte representa uma grande valorização de Itiquira e de toda região Sul, conforme defendeu a produtora rural Maria Anita Zamboni ao proferir o primeiro discurso da solenidade, representando a classe produtora. “Agora aqui se planta e escoa”, assinalou a produtora ao lembrar que logística é o maior pedido dos produtores, que começa a ser realizar com as maiores perspectivas.

Citando diversos dos novos investimentos que foram atraídos para o município, falando da geração de emprego e renda e, sobretudo, das possibilidades de ampliarem a exportação da soja que Mato Grosso – apesar de ser o maior produtor – participa com apenas 32,5% de toda produção da oleaginosa exportada pelo País, Maria Anita argumentou que “Itiquira agora faz parte do mapa e está na trilha do progresso”.

A Ferrovia e o terminal de cargas de Itiquira – construído e operando pela Seara – fazem da região um polo de desenvolvimento, melhorando o escoamento da produção do Estado e diminuindo o preço do frete, além de aumentar o poder de competitividade com outros estados. Só o terminal de Itiquira conta com uma área de 70 hectares e cerca de seis quilômetros de extensão, com perspectivas de gerar 210 empregos diretos, e capacidade de 100 mil toneladas/dia e movimentação estimada é de 2,5 milhões de toneladas/ano.

Para o prefeito de Itiquira, Ernani José Sander (Nani), é o sonho de progresso do município se realizando. Relembrando desbravadores e idealizadores da ferrovia como ele, o prefeito emocionado disse que os trilhos trazem “geração de emprego e renda aos nossos filhos”. Com a voz embargada pela emoção, o secretário extraordinário de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transporte, Francisco Vuolo, falou do sonho que herdou do pai e do avanço com a ferrovia, como os novos investimentos com atração de indústrias que irão agregar valores à produção regional.

O ministro Paulo Passos, que vê a Ferrovia Senador Vuolo se consolidando há tempos, lembrou que Mato Grosso é um Estado cujas taxas crescem mais que as taxas médias do Brasil, tem capacidade transformadora e por isso é um Estado diferenciado. “Não há país que se desenvolva de forma sólida sem uma infraestrutura sustentável”, disse Passos ao completar que assim o Governo Federal entendeu que o projeto da Ferronorte não podia ser adiado.

O Governo Federal inclusive tem liberado bilhões ao Estado para investimento na logística, segundo Passos. O ministro destacou o esforço do então presidente da América Latina Logística (ALL), Bernardo Hees, e cobrou do atual presidente, Eduardo Pelleissone, o mesmo compromisso com o Brasil e na entrega do trecho de Itiquira a Rondonópolis, previsto para o primeiro semestre de 2013.



Para o governador Silval Barbosa, a ferrovia transforma a região e traz um novo desafio de desenvolvimento de todos os setores econômicos, com a geração de oportunidades de trabalho e investimentos, e ainda a melhoria estrutural da cidade. Silval garantiu investimento de R$ 23 milhões para o recapeamento de 36 km de estrada de acesso ao terminal. “Se o Estado não estiver presente as coisas não acontecem, por isso vamos ajudar a alavancar a infraestrutura necessária na região”, concluiu.

Mais investimentos

A expectativa é dos trilhos chegarem ainda em dezembro de 2012 em Rondonópolis, onde o (quarto) terminal terá uma área de 400 hectares, levando Mato Grosso a Estado com maior extensão de linha férrea que contribui ainda mais para a eficiência que se conquista hoje no País, sem contar também com a construção de mais mil quilômetros de extensão da Ferrovia Centro-Oeste (Fico) que de Campinorte (GO) passará por Lucas do Rio Verde (MT), lembrou ainda o ministro dizendo que Mato Grosso ganhará ainda custos mais baratos, maior competitividade e maior estímulo ao produtor.

Conforme Paulo Sérgio Passos, ainda para investimentos na logística de Mato Grosso, o Ministério dos Transportes liberou recursos para a duplicação da BR 163 entre Rondonópolis e o Posto Gil no valor de R$ 1,1 bilhão, em torno de R$ 1 bilhão para asfaltamento das BRs 242 e 158, mais recursos para a pavimentação da rodovia que corta a região do Araguaia, entre outros com apoio decisivo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Já para julho deste ano está previsto o lançamento dos editais de licitação para os oito lotes da duplicação da BR163.

Lembraram ainda dos investimentos na logística mato-grossense, contudo da retomada das obras da Ferronorte, o senador Blairo Maggi, os deputados federais Carlos Bezerra e Wellington Fagundes, e deputado estadual Ondanir Bortolini (Nininho). Participaram também da solenidade, o secretário de Estado de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, Carlos Milhomen; presidentes da Seara, Santo Zanin Neto, e da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), Marcelo Dourado; diretores da Seara, da ALL, daAgência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), e do BNDES; de lideranças regionais e população.

FONTE

Secretaria de Comunicação de Mato Grosso

Novo terminal da Ferronorte será inaugurado neste sábado

O terminal rodoferroviário de Itiquira, a 359 km de Cuiabá, será inaugurado neste sábado (02), com a presença do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos.

Fonte: Agrodebate

Ele tem capacidade para escoar 100 mil toneladas por dia e deverá gerar 210 empregos diretos.

A nova linha já está operando em caráter experimental desde o final de abril, depois da América Latina Logística (ALL) conseguir a licença do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

O terminal, o terceiro do estado, está instalado em uma área de 70 hectares. Os outros dois ficam em Alto Araguaia e Alto Taquari, respectivamente a 426 e 509 quilômetros da capital.

Alto Araguaia

O terminal  de Alto Araguaia enfrenta problemas de escoamento devido ao alto fluxo de caminhões. Uma das metas da ferrovia é acelerar a recepção e o carregamento. Mais de 60% da soja de Mato Grosso saem pelos trilhos da ferrovia. Cada composição comporta de 6 mil a 8 mil toneladas de carga e faz o serviço de 150 carretas. A viagem dura quatro dias de Alto Araguaia até o Porto de Santos, em São Paulo.

“Nós conseguimos ter um desempenho melhor este ano, aumentando a produtividade do terminal, passando de 30 caminhões por hora para 40”, afirmou o Coordenador de produção do terminal, Flávio José da Silva.

Expansão

Rondonópolis será o próximo destino da ferrovia. As obras do Complexo Intermodal de Rondonópolis (CIR) já começaram em abril deste ano, com a terraplanagem e drenagem. Ele será construído em uma área de 400 hectares nas proximidades da BR-163, na saída para Campo Grande (MS). O terminal rodoferroviário terá uma estrutura para comportar os caminhões e um posto de abastecimento. A ALL calcula que três mil pessoas irão trabalhar na unidade.

A expectativa é que o município seja um dos maiores centros de recebimento e transporte da soja da América Latina com movimentação de até 15 milhões de toneladas por ano até 2015. Investimento que deve ficar em torno de R$ 750 milhões.

O projeto é estender a linha ferroviária até Cuiabá.  A projeção da Secretaria Extraordinária de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes é que até 2013 os estudos de impacto ambiental e o projeto estejam prontos. “Conseguimos um orçamento de R$ 14 milhões para a etapa inicial do projeto que deve durar 18 meses. Já a  construção da ferrovia irá ficar entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão. Estamos estudando a possibilidade da linha transportar também passageiros”, destacou o secretário-extraordinário de Estado de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, Francisco Vuolo.

Fico

Mato Grosso deve ser atendido por outro empreendimento, a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), ligando em uma primeira etapa Campinorte, em Goiás, até Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso. A obra faz parte do Programa de Aceleramento do Crescimento (PAC 2).

Numa segunda fase a ferrovia deve chegar à Vilhena, em Rondônia. Ela terá o papel de integrar regiões. Em Goiás os trilhos vão se conectar à outra ferrovia, a Norte-sul. A produção de Mato Grosso terá, então, caminho aberto até outros portos como o de Itaqui, no Maranhão, diminuindo os custos de escoamento.

De acordo com José Eduardo Castelo Branco, presidente da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias, responsável pela obra, em um ano os procedimentos contratuais e o projeto estarão prontos. O prazo para início das obras é de 15 meses.

Terminal ferroviário de Itiquira será inaugurado ainda em maio

Realidade em Mato Grosso, a ferrovia Senador Vicente Vuolo (Ferronorte), cujo terminal intermodal de cargas no município de Itiquira (325 Km ao Sul de Cuiabá) será inaugurado ainda neste mês de maio pelo governador Silval Barbosa, transformou a vida da população da cidade com pouco mais de 11 mil habitantes.
O crescimento pelo qual o município vem passando é fruto do trabalho em conjunto entre os governos do Estado e Federal e as empresas América Latina Logística (ALL), concessionária responsável pelas obras do trecho e a Seara Indústria de Alimentos, investidora do trecho da ferrovia em Itiquira e responsável pela construção do terminal de cargas.
O início das operações do Terminal de Itiquira representa uma conquista importante para a região. A Ferrovia Vicente Vuolo faz parte do Plano de Governo do governador Silval Barbosa, que sempre destacou a importância do modal para o escoamento da produção de Mato Grosso. Um ganho para todo Estado, que terá um novo impulso socioeconômico.
Para o governador Silval Barbosa a concretização da ferrovia e a extensão até o município de Rondonópolis dará condições de competitividade, promovendo o desenvolvimento em todos os setores da economia mato-grossense. “Estamos comemorando índices de crescimento fantásticos, gerando mais oportunidades a quem vive no Estado”.
Um marco na história da logística de Mato Grosso, a Ferrovia Senador Vicente Vuolo e o terminal de cargas colocam a região como polo de desenvolvimento, gera emprego, renda, progresso, qualifica mão-de-obra e melhora o escoamento da produção do Estado. Dentre tantos outros fatores se destacam ainda a diminuição do preço do frete e aumenta o poder de competitividade com outros Estados. Centralizado no Brasil, Mato Grosso é um dos três corredores inseridos na logística de onde seguem para quaisquer rotas utilizadas. Com capacidade de 13 mil toneladas a Ferronorte, como também é conhecida, já está consolidada como a saída pelo corredor centro-sul.
Com uma área de 70 hectares o terminal de Itiquira tem cerca de seis quilômetros de extensão. O empreendimento irá gerar 210 empregos diretos e irá atender aos produtores da região. O terminal terá capacidade de 100 mil toneladas/dia e a movimentação estimada é de 2,5 milhões de toneladas/ano. Em Mato Grosso são três os terminais de cargas, nos municípios de Alto Taquari, Alto Araguaia e Itiquira, que fazem parte do projeto de expansão da Malha Norte da ALL e que compreendem 260 quilômetros de extensão da malha ferroviária no Estado. Os investimentos chegam a R$ 700 milhões.
A continuidade dos trilhos, por meio da concessão da ALL, que segue até o município de Rondonópolis, compreende 80 Km de trilhos, cujas obras já iniciaram, de acordo com o gerente de Operações da empresa, Thiago Fiori. “A ALL opera os terminais de Alto Taquari e Alto Araguaia e Itiquira (este último desde o fim de abril de 2012) sendo que os trilhos chegarão até o município de Rondonópolis, até onde vai a concessão da ALL. A previsão de finalização das obras até Rondonópolis é em dezembro deste ano. A parte de infraestrutura já foi concluída, agora já foi iniciada a terraplanagem”.
Ao longo do trecho entre os terminais de Alto Araguaia e Itiquira foram construídas 24 passagens semelhantes. As obras permitem o acesso do trem sem obstruir a rodovia. Em março de 2012 foi concluída a obra da ponte sobre o Rio Itiquira com 205 metros e com sete vãos de 29 metros cada.
SONHO REALIZADO
O produtor rural Marcelo Borges, 37 anos, descarrega soja no terminal de embarque em Itiquira e ressaltou que a vantagem é o preço do frete, que é mais barato, além da melhor logística. “Você tem um potencial muito grande com a ferrovia. É um sonho que está se tornando realidade. Estive aqui no lançamento da obra e ver esse terminal, dois anos depois, funcionando é muito gratificante”, disse Marcelo.
Segundo Marcelo a tendência agora é melhorar o preço direto ao produtor. Tirar o caminhão da estrada, conforme ele relata, para a logística e para a cadeia toda de produtores é uma melhora muito grande. “Fiquei surpreso com o curto espaço de tempo em que o terminal levou para ser construído, já que as obras estavam paradas há mais de 10 anos. Para quem ficou muitos anos escutando e agora ver a ferrovia funcionando é um sonho”.
O gerente de operações da Seara, Victor Goltz, informou que no terminal são 40 colaboradores e a curto e médio prazo serão 65. Em relação aos números do intermodal, são 38 mil toneladas por dia e uma tonelada por hora. “A carga vem do norte de Mato Grosso do Sul e de cidades de um raio de 200 quilômetros daqui. São realizados comboios a cada dois dias. A capacidade de armazenamento é de 100 mil toneladas e o foco é embarcar para o porto de Santos. Por dia, são descarregados 60 caminhões de soja.