Dilma deve participar de inauguração de terminal ferroviário em Rondonópolis

A presidente Dilma Rousseff e o ministro dos Transportes, César Borges, deverão participar da solenidade de inauguração, pela América Latina Logística (ALL) do Terminal Intermodal de Cargas de Rondonópolis. Considerado o maior complexo intermodal de cargas da América Latina, o terminal da Ferronorte, em Rondonópolis, se somará aos já existentes nos município de Alto Taquari, Alto Araguaia e Itiquira.

De acordo com a ALL, com o funcionamento dele a capacidade de transporte da Ferronorte em Mato Grosso salta de 12 milhões de toneladas/ano para 17 milhões. O terminal também deve abrigar áreas de transbordo e de armazenagem, além de fábricas de óleo e de biodiesel.

O governador Silval Barbosa disse que a expectativa é de que a agenda da presidente Dilma se confirme e que sua presença dê novo impulso para as obras da ferrovia chegarem a Cuiabá e avançarem ainda mais conquistando a maior área agricultáveis do mundo que é o Médio Norte onde deverá passar também a Ferrovia de Integração do Centro Oeste – Fico, que vai de Goiás até Rondônia e interliga com a Norte Sul atingindo assim todas as regiões do Brasil

Fonte: MT Agora

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Portos do Amazonas tem alta de 2,82% na movimentação de cargas, diz Antaq

Jornal do Commercio

Porto de Manaus. Foto: Divulgação/Porto de Manaus

Porto de Manaus. Foto: Divulgação/Porto de Manaus

MANAUS – De acordo com dados do Anuário Estatístico Aquaviário de 2012, divulgados na semana passada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), no ano passado os 15 principais Terminais de Uso Privativo do Amazonasmovimentaram 21.737.026 toneladas de carga. Esse número representa um aumento de 2,82% em relação a 2011, quando foram transportadas 21.140.539 toneladas.

Neste período, o desembarque de mercadorias teve um desempenho bem superior ao embarque.  Saíram do Amazonas 13.573 toneladas de produtos, contra apenas 8.163.550 que chegaram. Entre os principais produtos transportados aparecem soja, produtos químicos e orgânicos e combustíveis. O mesmo Anuário, no entanto, não inclui dados sobre a movimentação nos Portos Organizados (públicos) do Estado.

Os últimos números sobre o embarque e desembarque de cargas nesses portos são de 2009. Além da não inclusão de dados referentes ao transporte em Portos Organizados, o presidente do Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma), Dodô Carvalho, lembra outro ponto fraco nos números apresentados pela Antaq. De acordo com ele, faltam informações sobre o transporte fluvial entre os municípios do Amazonas.

“As mercadoria que vão daqui (Manaus) para o interior não tem dado nenhum. É difícil acompanhar e ter estatística disso. Dos portos que fazem movimentação de carga inter-estadual nós temos
os dados pela Antaq. Nós temos uns cinco ou seis locais de atracação –que chamamos de atracadouro – que saem com carga regional, carga interna, dentro do Estado e entre os municípios, mas não temos nenhum dado sobre eles”, alerta.

Brasil

A movimentação de cargas nos Portos brasileiros cresceu 2,03% em 2012 em relação ao ano anterior, chegando a 904 milhões maior nos Portos públicos, que apresentaram movimentação 2,27% maior em 2012 em relação ao ano anterior.

Nos Portos privados, o crescimento chegou a 1,91%. Os dados foram divulgados na última sexta-feira (28) pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

No entanto, do total de cargas movimentadas no ano passado, a maioria foi transportada pelos Portos privados. Em 2012, foram movimentados 588 milhões de toneladas de cargas nos terminais privados (65%) e 316 milhões de toneladas (35%) nos portos públicos. A movimentação nos terminais privados é impulsionada, principalmente, pelo transporte de combustíveis e minério de ferro.

MP dos Portos

Após uma paralisação que durou seis horas no último dia 22 de fevereiro, estivadores, empresários e governo entraram em acordo sobre a criação de uma mesa de diálogo que vai discutir propostas de emendas à medida provisória 595 (conhecida como MP dos Portos).

De acordo com o secretário do Sindicato dos Estivadores de Manaus (Setem-AM), Claudomir Farias Barreto, o trabalho dessa comissão vai até o dia 15 de março.

“A MP foi criada e publicada sem a participação dos trabalhadores. A principal emenda que nós queremos que seja contemplada é o equilíbrio entre o que vai ser mudado para beneficiar os empresários do setor portuário e o que vai ser modificado para garantir a mão de obra”, reclamou.

Segundo Claudomir, a reivindicação dos trabalhadores é que não fique restrita apenas aos Portos Organizados a obrigatoriedade de contratar mão de obra específica dos portuários, mas que também seja requisitada também nos Terminais de Uso Privativo (TUPs).

“Se o governo e empresários aceitarem e continuarem requisitando os trabalhadores portuários avulsos, seja no Porto organizado, seja nos TUPs, estará contemplada nossa reivindicação”. Na tarde de ontem, representantes dos estivadores de todo o país se reuniram no Senado Federal para discutir novas propostas.

Além disso, deverá acontecer uma reunião plenária (ainda sem data confirmada) com membros do Setem-AM para discutir as propostas e encaminhamentos do movimento.de toneladas.

Ilos: Transporte de carga por cabotagem deverá crescer em média 36% nos próximos dois anos

Números detalhando as expectativas do setor serão apresentados durante o 18º Fórum Internacional de Logística & Expo.Logística 2012

Por: Agência Brasil

Na esteira da retomada da indústria naval brasileira, e esquecido nas últimas décadas, o transporte de cabotagem no Brasil “caminha para um futuro promissor” e vive a expectativa de um aumento médio de 36% em volume de carga transportada nos próximos dois anos.

Os números detalhando as expectativas do setor serão apresentados durante o 18º Fórum Internacional de Logística & Expo.Logística 2012, entre os dias 20 e 22 deste mês, na capital fluminense.

Pesquisa recente do Instituto Ilos (Instituto de Logística e Supply Chain – cadeia de suprimentos) indica que seis entre as dez das maiores empresas do Brasil em faturamento pretendem aumentar o volume de cargamovimentada pelo modal nos próximos dois anos.

“A expectativa é que o aumento médio transportado pelo modal seja de 36% nos próximos dois anos. O que aproxima o Brasil dos padrões mundiais desta modalidade de transporte, mais segura e eficiente e que, paralelamente, é muito menos poluente que outras modalidades de transporte de carga”, disse à Agência Brasil João Guilherme Araújo, diretor de Desenvolvimento de Negócios do Instituto Ilos.

Araújo destaca, dentre os setores mais interessados em ampliar a sua participação na cabotagem, os dehigiene e limpeza, de cosméticos e farmacêutico, automotivo e de autopeças, químico e petroquímico e de alimentos e bebidas. “O nosso país tem 7.500 quilômetros de costa, 80% de sua economia estão a apenas 200 quilômetros dela. É portanto um tremendo e natural candidato a usar o transporte de cabotagem, que no entanto, é uma modal ainda subutilizado quando comparado com números internacionais”.

No Brasil, segundo ele, a cabotagem responde por apenas 9% do transporte de carga, contra 37% da União Europeia e 48% da China, o país que mais usa este tipo de transporte em todo o mundo.

O estudo feito com exclusividade pelo Instituto Ilos para o 18º Fórum Internacional de Logística aponta a rota Manaus-Santos-Manaus como a de maior potencial de crescimento. O Porto de Santos (SP) é visto pelas empresas entrevistadas como o principal ponto de saída de carga por cabotagem, seguido por Paranaguá (PR) e Manaus (AM). Em contrapartida, Manaus e Suape (PE) são os portos com maior potencial de receber carga por cabotagem, seguidos por Santos.

Secretaria de Logística Intermodal de Transportes pode ser extinta

De acordo com entrevista concedida ao site Gazeta Digital pelo líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Romoaldo Júnior (PMDB), o governador Silval Barbosa (PMDB) cogitou em reunião com secretários e deputados nesta terça-feira (05), extinguir a Secretaria Extraordinária de Logística Intermodal de Transportes, que tinha como secretário Francisco Vuolo.

Recentemente, o governador já tinha anunciado que pensava na fusão da Secretaria de Esportes à Secretaria Extraordinária da Copa. No entanto, segundo Romoaldo, nenhuma decisão foi tomada nesse sentido. O deputado Emanuel Pinheiro (PR), que se posiciona contrário a essa ideia, aproveitou para expor sua opinião ao chefe do Executivo.

O foco da reunião, que durou cerca de 6 horas, foi a discussão de uma reforma administrativa. A intenção é reduzir gastos em todos os Poderes constituídos. Para isso, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva (PSD) apresentou uma proposta, que foi aceita pelo governador.

Dessa forma, uma comissão composta por integrantes dos Poderes será formada para discutir a reforma administrativa do estado. Segundo informou Romoaldo Júnior, na próxima semana uma nova reunião será realizada para discutir os detalhes de como vai funcionar esse grupo de trabalho.

A proposta é reduzir os gastos em todos os Poderes e não somente no Executivo. Devem passar por cortes também o Judiciário, o Ministério Público e o Legislativo.

Mudanças no secretariado

Romoaldo Júnior disse que durante a reunião não foi discutida mudanças no secretariado estadual. Contudo, o parlamentar adiantou que até a segunda quinzena desse mês o PSD vai ser contemplado com cargos no primeiro escalão. As pastas a serem cedidas ao partido não foram reveladas.

Interior

O governador se comprometeu a voltar os olhos para o interior do estado, com a viabilização do programa Mato Grosso Integrado. Nesse projeto, 44 cidades do estado que ainda não contam com uma interligação asfáltica terão uma via pavimentada. Recursos estão sendo pleiteados no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), mas ainda não houve a liberação do montante.

A principal reclamação apresentada pelos parlamentares durante a reunião foi a falta de atendimento dos pleitos apresentados por parte dos secretários. Principalmente os deputados que representam o interior do estado têm feito várias reclamações desde o ano passado.

Os secretários aproveitaram a oportunidade para se defenderem. Disseram que atendem aos pedidos na medida do possível, mas argumentam que não conhecem os problemas tão bem quanto os parlamentares que estão periodicamente viajando as suas bases. (Com informações de Gazeta Digital e RD News)


Autor: PnBonline.com.br
Fonte: O NORTÃO

EMEF entrega à CP Carga último vagão da encomenda

A EMEF está pronta para entregar à CP Carga o útimo lote de vagões de uma encomenda de 300 vagões de bogies e 100 vagões de dois eixos, aguardando, neste momento, a emissão de documento formal (ICS) por parte do IMTT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres. Para marcar a conclusão da encomenda, a EMEF realizou, no passado dia 14 de maio, uma foto de grupo com o último vagão Sgnss nº 300, no Entroncamento. Foi exatamente nestas instalações que os vagões foram fabricados, os os primeiros com conceção e fabrico inteiramente nacional. Estes são também os primeiros vagões europeus a respeitarem as recentes Especificações Técnicas de Interoperabilidade (vagões e ruído), tendo o projecto, fabrico e ensaios sido certificados pela Associação Portuguesa para a Normalização e Certificação Ferroviária e a sua circulação autorizada e certificada pelo IMTT.
A conceção, o cálculo e o projeto destes veículos foram desenvolvidos pela EMEF, com total autonomia técnica, sendo todos os direitos detidos integralmente pela empresa, que desta forma alarga o seu potencial de exportação, iniciado em 2005 com o fornecimento de 356 vagões à República da Bósnia & Herzegovina”, afirma a EMEF.
A encomenda representou um investimento de 41,2 milhões de euros e a primeira entrega, de um lote de 50 vagões, remonta a julho de 2010. Os novos vagões permitem à CP Carga ficar melhor apetrechada para o serviço de transporte nacional e internacional de mercadorias em contentores e caixas móveis, competindo no mercado europeu com elevados padrões de qualidade e fiabilidade. Entre diversas vantagens, irá usufruir da possibilidade que estes novos veículos oferecem na versatilidade de circulação em diferentes bitolas, permitindo o atravessamento de Espanha para França e circulação na Europa Central, mediante a mudança de rodados.
FONTE: Transportes em Revista

Sem navegação, mais caminhões nas estradas

Autor: Zero Hora

A falta de água nas hidrovias está colocando pelo menos mais 1,3 mil caminhões por mês nas estradas para o transporte de soja, fertilizantes e areia entre as regiões dos rios Taquari e Jacuí, com o porto de Rio Grande.

A situação no Taquari se agravou no último mês, quando a baixa na barragem de Bom Retiro do Sul impediu que mesmo embarcações pequenas aportassem em Estrela. Em seu nível normal, o rio daria condições ao Porto de Estrela movimentar 90 mil toneladas de grãos de soja, farelo de soja e fertilizantes. Na barragem, a baixa chega a 1m30cm metro do nível normal.

Na avaliação do vice-presidente de Logística do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (Setcergs), Frank Woodhead, o aumento médio de 65 caminhões por dia nas estradas não causa tantos transtornos. No porto de Rio Grande, chegam cerca de 1,2 mil caminhões ao dia nos períodos de safra.

A substituição das vias fluviais pelas estradas encarece em quase 50% o transporte das cargas.

– Além do custo a mais com frete, há transtornos de logística dentro da empresa – explica o gerente de produção da Camera Agroalimentos, Valdetar Biberg do Nascimento.

Um dos principais canais navegáveis do Estado, de onde a areia é extraída, também está secando. Levantamento da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) feito no rio, na última semana, apontou que é crítica a situação em 21 quilômetros entre Triunfo e Rio Pardo, onde não há como navegar embarcações com cargas.

Há pontos onde é possível fazer a travessia a pé. A hidrovia, que tem calado de 2m50cm chega a ter partes com 1m44cm de profundidade.

Sem ter como passar da barragem de General Câmara, a extração de areia caiu pela metade no trecho.

Brasil precisa investir R$ 125 bilhões por ano em transporte, afirma estudo do Ipea

O Brasil precisa de um programa de investimentos na ordem de R$ 125 bilhões por ano para solucionar gargalos e impulsionar o desenvolvimento do setor de transporte nos modais rodoviário, ferroviário, portuário e aéreo. O valor é equivalente a 3,4% do Produto Interno Bruto(PIB) do país e deveria ser aplicado nos próximos cinco anos.

O cálculo é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que acaba de divulgar o estudo Brasil em Desenvolvimento: Estado, Planejamento e Políticas Públicas – clique aqui para acessar o estudo. A média de 3,4%, considerada ideal, foi obtida a partir da avaliação dos investimentos feitos por cinco países, onde o trabalho com os sistemas de transporte merecem destaque: Chile, China, Vietnã, Tailândia e Filipinas.

Atualmente, entre recursos públicos e privados, o Brasil aplica quase cinco vezes menos. Em 2010, por exemplo, o Ipea constatou que apenas 0,7% do PIB — R$ 24,8 bilhões – foi aplicado no setor, “o que confirma a necessidade de incremento significativo para não haver obstáculos ao crescimento econômico”, segundo o estudo. Entre 2006 e 2010, a média de investimento foi ainda menor: R$ 18,3 bilhões.

Dos R$ 125 bilhões, o Ipea estima que 53,4% – R$ 66,7 bilhões – devem ser investidos exclusivamente para resolver gargalos de infraestrutura: R$ 36,9 bilhões iriam para o setor rodoviário, R$ 15,9 bilhões para as ferrovias, R$ 9,3 bilhões seriam alocados no setor portuário e R$ 4,6 bilhões destinados às estruturas aeroportuárias.

A diferença de R$ 58,3 bilhões anuais, durante cinco anos, poderia ser direcionada à ampliação da infraestrutura de transporte. São recursos que deverão ser investidos na ampliação da malha rodoviária (R$ 32,2 bilhões) e ferroviária (R$ 13,9 bilhões), e na construção e ampliação de estruturas portuárias (R$ 8,1 bilhões) e aeroportuárias (R$ 4 bilhões).

O levantamento apresenta um plano para os próximos 15 anos na infraestrutura de transportes nacional, isto é, os investimentos não devem cessar a partir do sexto ano. Após esse período, o país precisaria investir R$ 73,6 bilhões por ano, o que representa, em média, 2% do PIB.

A aplicação dos recursos, até o 15º ano, deve ter dois objetivos simultâneos. O primeiro corresponde aos investimentos em manutenção e recuperação do setor de transporte. O segundo visa integrar com maior eficiência a matriz de cargas brasileira que, atualmente, registra participação desigual do modal rodoviário, “o que aumenta sobremaneira o custo do transporte e da logística”, segundo o Ipea.

A melhor distribuição das cargas entre os quatro modais seria baseada nos percentuais de investimento propostos pelo Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT) 2010. A meta, segundo os pesquisadores, é fazer com que os recursos estimulem principalmente o desenvolvimento dos modais ferroviário e aquaviário.

Carência

Em comparação aos valores aplicados recentemente, o Ipea destaca que o plano proposto evidencia a carência relativa do Brasil em termos de infraestrutura de transportes. O quadro irá melhorar “se as condições específicas de cada modal forem aprofundadas, se for promovida a eficiência do transporte de cargas e a evolução tecnológica que afeta a demanda e oferta de transporte”, afirma o documento.

FONTE – Agência CNT de Notícias