Transporte aéreo de cargas cai 0,5% em setembro

transporte de cargas pelas companhias aéreas associadas à Iata registrou aumento de apenas 0,5% em setembro, em relação ao mesmo período do ano passado. “Globalmente, os resultados de setembro estão alinhados com nossa expectativa de um incremento mundial até o final do ano. Todos os indicadores apontam para a recuperação da confiança no setor com no último quadrimestre do ano”, disse o CEO da Iata, Tony Tyler, destacando que o setor de cargas mantém crescimento mais fraco que o transporte de passageiros.

No recorte regional, as companhias aéreas da América Latina registraram aumento de 3,9% notransporte de cargas no mês passado, na variação anual. Foi o segundo melhor resultado, atrás apenas das companhias do Oriente Médio, com crescimento de 9,9%. Na Europa, esse índice foi positivo em 1,4%, enquanto na América do Norte o aumento foi de 0,9%, na mesma comparação. A região da Ásia-Pacífico registrou redução de 3,1% no transporte de cargas no mês passado, em relação a setembro de 2012, enquanto as áreas africanas tiveram diminuição de 0,8% nesse mesmo índice. A Iata representa 240 companhias aéreas, respondendo por 84% do tráfego global.

 

fonte: www.panrotas.com.br

Fetranspar e Setcguar realizam seminário de transporte

Hoje, a Fetranspar (Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná) e o Setcguar (Sindicato das Empresas de Transporte e Logística de Guarapuava e Região) realizam o Seminário Itinerante de Transporte em Guarapuava. O evento acontecerá das 15 às 18h, no Hotel Harbor Baroni (rua Capitão Rocha, 1.822, Centro).

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site da federação. O evento abordará temas como prevenção a acidentes, linhas de financiamento, jornada de trabalho do motorista, entre outros assuntos relevantes ao setor de transporte de carga.

“O SIT é um investimento da Fetranspar e de seus sindicatos em capacitação. Esse seminário visa à aproximação da instituição com os associados, auxiliando no desenvolvimento do setor de transporte de cargas”, afirmou o presidente da Fetranspar, Sérgio Malucelli.

O seminário conta com o apoio dos sindicatos locais, que são os multiplicadores da federação em suas praças. O objetivo é contribuir para o desenvolvimento do setor de transporte de cargas em todo o Estado. O Seminário Itinerante de Transporte conta com patrocínio de: Sanepar, governo do Estado do Paraná, AngelLira e Fomento Paraná.

Manaus é segunda em transporte de cargas por via aérea

O fluxo de passageiros, segundo a pesquisa, também é reflexo da atuação da ZFM, impulsionado por viagens de negócios

Manaus – Manaus é a segunda metrópole que mais transporta cargas por via aérea e a 12ª em movimentação de passageiros no Brasil, mostra a pesquisa Ligações Aéreas, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O instituto analisou dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), de 2010, sobre ligações aéreas de origem-destino entre 135 cidades brasileiras. A conexão São Paulo-Manaus apresentou o maior volume de cargas, com 20% do total transportado.

De acordo com análise do IBGE, “isso se deve à presença da Zona Franca de Manaus, que tem nas empresas sediadas em São Paulo seu ponto de comando preferencial”. Manaus fica atrás apenas de São Paulo no quesito transporte de cargas.

O fluxo de passageiros, segundo a pesquisa, também é reflexo da atuação da ZFM, impulsionado por viagens de negócios.

Terminal de cargas do Aeroporto de Guarulhos receberá R$ 45 milhões para melhoria de infraestrutura

Ao longo deste ano, o TECA deverá receber R$ 45 milhões em investimentos, sendo que R$ 25 milhões serão utilizados para a melhoria dos armazéns, aumento da área de carga climatizada e compra de novos equipamentos para as operações. Cerca de R$ 10 milhões serão destinados às obras de reforma do edifício da empresa, que conta com 60 escritórios de empresas aéreas, despachantes e agentes. Para a modernização dos sistemas operacionais e de serviços serão viabilizados mais R$ 10 milhões.

Atualmente, 42 companhias aéreas operam no Termi nal de Cargas de Cumbica, e deste número, 10 são brasileiras e as outras 32 são internacionais. Os setores farmacêutico, automotivo, eletroeletrônico e o aeronáutico são os mais expressivos em movimentação.

O segmento de cargas do aeroporto representa 34% da receita geral da unidade de Guarulhos. Já em relação à movimentação total nacional no modal aéreo, o TECA soma 32% de participação.

“Nossos pontos fortes são a localização estratégica do aeroporto, considerando a força econômica de São Paulo e a sua posição como maio r centro distribuidor de mercadorias do País, e a conectividade dos voos das companhias aéreas que aqui operam”, comenta Marcus Santarém, diretor de operações de cargas do CRU Airport.

Fonte: Transporta Brasil

Brasil se mantém atrativo às empresas de carga aérea

Companhias como Emirates e TAP têm aumentado em 30% volume de produtos exportados

Brasil Econômico – Ana Paula Machado

Mesmo com a desaceleração da economia no Brasil, o país ainda é um dos mercados mais atrativos para as empresas de carga aérea. A portuguesa TAP, por exemplo, tem aumentado em 30% o volume de produtos exportados na rota Brasil/Europa. Já a companhia Emirates SkyCargo, aumentou em 16% a movimentação na primeira metade do ano fiscal 2012/2013.

“Viracopos, em Campinas, será o nosso hub (aeroporto distribuidor) para a América do Sul. Lá temos mais eficiência na movimentação de carga. Além disso, a região tem um potencial enorme de crescimento, puxado justamente pelo mercado brasileiro”, disse o vice-presidente mundial para Cargas da Emirates, Ram Menen.

E foi justamente o segmento de carga que trouxe a companhia árabe para o Brasil. Ela começou a operar aqui cargueiros em 2006. A Emirates SkyCargo opera no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, com o Boeing 777F, que tem capacidade para 105 toneladas de carga com três frequências semanais, às segundas, quintas e sábados, para satisfazer às necessidades dos clientes no transporte de para Europa e Oriente Médio.

 

Dilvulgação

A TAP, por exemplo, tem aumentado em 30% o volume de produtos exportados na rota Brasil/Europa

 

Com esse “pioneirismo” a companhia já detém 10% de participação no transporte de carga no mercado brasileiro, entre as empresas estrangeiras. No ano fiscal 2011-2012, ela transportou cerca de 28 mil toneladas nas rotas para a América do Sul.

Da América do Sul, as exportações incluem peças automotivas, equipamentos de perfuração, produtos perecíveis e farmacêuticos. Os produtos mais importados são equipamentos médicos, peças de aeronaves, eletrônicos, farmacêuticos e móveis. “Por enquanto, não vamos aumentar as frequências na rota brasileira”, disse Menem. “Não há demanda ainda pra isso, mas no futuro é uma medida a ser avaliada, justamente pelo potencial que há a região“, completou.

Outra que tem no Brasil um dos seus principais mercados é a portuguesa TAP. Diferentemente da Emirates, a companhia portuguesa opera carga em conjunto com passageiro no país. Ou seja, não há frequências com cargueiro integral para o mercado brasileiro.

Segundo o diretor de cargas e correio da TAP para o Brasil, Pedro Mendes, somente no primeiro bimestre deste ano, o volume de exportação cresceu cerca de 30% na rota Brasil/Europa. Foram 900 toneladas por mês. Hoje, a empresa opera 70 frequências semanais no país é a companhia europeia que atende o maior número de cidades.

“Março foi melhor que fevereiro. Chegamos a 1,2 mil toneladas. Com isso, retomamos a terceira posição no ranking”. O mercado que mais demanda espaços nos porões dos aviões da TAP é o nordestino.

O executivo ressaltou que os exportadores da região Nordeste são responsáveis por 60% do volume movimentado pela companhia na rota brasileira. “Mandamos muita fruta para a Europa, é o nosso principal produto. E hoje, os grandes produtores estão presentes nas cidades nordestinas”, disse Mendes. “São Paulo hoje não é forte em exportação dentro da nossa companhia. Há muita concorrência por aqui”.

Grandes armadores reajustam os fretes nas rotas do Brasil

Os principais armadores que fazem o transporte de contêineres no longo curso com a Costa Leste da América do Sul anunciaram aumento de fretes válidos a partir deste mês. A maioria dos reajustes incide desde 1º de abril. Os aumentos variam em cada serviço, mas, no geral, atingirão as maiores rotas com as quais o Brasil comercializa: Europa e Ásia. Para usuários do transporte, o empenho do governo em baixar custos portuários para tornar o comércio exterior brasileiro mais competitivo poderá ter efeito limitado.

Sem marinha mercante na navegação de longo curso, o Brasil depende das linhas internacionais para exportar e importar. Os armadores, por sua vez, afirmam que não se trata de reajuste, mas sim de recomposição de preços em busca de rentabilidade no negócio, após perdas bilionárias em razão da crise mundial. “Os ganhos que teremos com a redução de custos portuários que a MP 595 promete podem ser anulados por conta dos fretes, mas infelizmente o governo não tem o que fazer. É a lei de mercado”, diz José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

 

Atuam na Costa Leste da América do Sul na navegação de longo curso mais de 20 empresas estrangeiras. Em 2012 elas movimentaram 5,59 milhões de Teus (contêiner de 20 pés) cheios. Quase 65% da movimentação está centrada nas mãos de cinco companhias – todas anunciaram aumentos em alguma rota que escala os portos brasileiros, dominantes nos tráfegos sul-americanos.

Fonte: Valor

Falta de logística e burocracia atrasam transporte de cargas aéreo no Brasil

Tempo médio de liberação dos produtos é de 175 horas no Brasil.
Nos EUA, são seis horas, e, na China, só quatro horas de espera.

A falta de logística e a burocracia no transporte de cargas aéreas fazem com que a liberação de produtos demore até uma semana.

No comércio exterior, só viajam de avião mercadorias de primeira classe.  No Brasil, menos de 1% do comércio exterior é feito por aviões, mas essas mercadorias representam mais de 10% do valor total. Só chegam aos aeroportos produtos caros e que precisam ser entregues com urgência.

Nos aeroportos brasileiros, porém, a pressa perde para a burocracia. Um estudo divulgado nesta terça-feira (2) pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro mostra que, em cinco aeroportos com grande volume de carga, o tempo médio de liberação dos produtos é de 175 horas, mais de uma semana.

A espera parece ainda mais longa se comparada com outros aeroportos do mundo.  Em Londres, a carga é liberada em oito horas; nos Estados Unidos, seis horas, e, na China, só quatro horas de espera.

Para os especialistas, uma solução simples seria aumentar o horário de funcionamento de órgãos como a Receita Federal. “Aqui no Brasil, as autoridades que precisam liberar os produtos trabalham durante apenas o expediente. Muitos departamentos só trabalham seis horas por dia, de segunda a sexta, e, no mundo todo, trabalha 24 horas, sete dias por semana”, afirma Eugênio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan.

“O governo trabalha para que a escala de trabalho seja adequada às necessidades de importação e exportação de produtos, carga e descarga de produtos e de passageiros, 24 horas por dia”, diz Moreira Franco, secretário nacional da Aviação Civil.

O setor farmacêutico é o mais prejudicado. Uma carga de remédios de R$ 35 milhões paga R$ 287 mil no aeroporto do Rio de Janeiro, 40 vezes mais do que o custo no aeroporto de Cingapura, um dos mais ágeis do mundo.

“Se isso é agravado por armazenagem, perdas, atrasos, estocagens desnecessárias, muitas vezes o produto acabado tem um custo muito elevado no preço final que chega ao consumidor”, afirma Carlos Fernando Gross, presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos do Estado do Rio de Janeiro.

A Receita Federal informou que existe um plantão de despacho de carga 24 horas apenas para produtos perecíveis. Declarou ainda que a demanda pelo serviço de liberação de mercadorias em tempo integral é pequena.

fonte: G1