Azul Cargo teve crescimento de 40% das vendas

Com quatro anos de operações, a Azul Cargo, unidade de cargas da Azul Linhas Aéreas Brasileiras, teve um crescimento de 40,2% nas vendas do primeiro semestre desse ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Em um ano, a Azul Cargo transportou mais de 1,2 milhões de volumes, o que representa um crescimento de 30% na comparação com o volume transportado em 2012. Foram cerca de 370 mil emissões de pedidos em 2013. Com isso, a divisão de cargas ganha relevância nos negócios da Azul.

 

Com modelo de negócio focado no transporte de remessas de cargas e encomendas expressas, a Azul Cargo atende a pedidos com entregas tanto nos aeroportos como em residência. “Nossas operações são muito fortes no transporte de pequenos pacotes e volumes. Acreditamos que a expansão de nossos negócios se deve a esse modelo de comercialização e também a parcerias com representantes que aumentam a cobertura dos nossos serviços,” explica Marcelo Brandão, diretor de Serviços aeroportuários e Qualidade da Azul Linhas Aéreas Brasileiras. “Nossa meta é ter um total de 150 lojas até o final de 2013,” completa Marcelo Brandão.
Além do aproveitamento da malha aérea da Azul e da frota, composta por 124 aeronaves entre jatos Embraer e turboélices ATR, a Azul Cargo tem à disposição onze aeronaves dos modelos ATR 72 homologadas pela Anac (Agência Nacional da Aviação Civil) com a condição de Quick Change, o que permite que sejam utilizadas para operações exclusivas de cargas. Essa é uma oportunidade de personalização dos serviços oferecidos pela Azul Cargo.

 

Em 26 de agosto de 2009, a Azul aproveitou a estrutura de suas bases e frota e ingressou no setor de cargas aéreas com quatro lojas localizadas nas cidades de Campinas, Salvador, Fortaleza e Recife. Atualmente a Azul Cargo está presente em 121 lojas distribuídas entre 106 localidades no país, das quais 64 contam também com as operações de voos regulares da companhia. Ao todo são mais de 3,4 mil municípios atendidos em todo o país.

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Nordeste precisa investir mais em transporte e logística, diz CNI

Investimentos visam aumentar a competitividade da indústria na região.
Federação maranhense quer formar uma força-tarefa para aprovar projetos.

Sidney PereiraDo G1 MA com informações da TV Mirante

Para não correr o risco de perder produção, o Nordeste precisa investir R$ 71 bilhões em logística, sobretudo em rodovias e ferrovias. Um dos gargalos que podem travar o escoamento da produção nos nove Estados nordestinos, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), é o estrangulamento de portos e ferrovias.

A confederação alerta que dois terços da Estrada de Ferro Carajás – um que liga São Luís a Açailândia e outro que liga Açailândia a Marabá – já operam próximo do limite da capacidade e devem atingir o limite crítico em 2020. O Complexo Portuário de São Luís já estaria operando acima da capacidade e também deve atingir estado crítico em oito anos.

O estudo mostra que as indústrias nordestinas possuem o equivalente a R$ 29 bilhões por ano; 81% da produção está concentrado no setor de bebidas, papel e celulose, açúcar, álcool, combustíveis, biscoitos e bolachas, autopeças, farinha de trigo e petroquímicos.

O Nordeste gasta, por ano, R$ 30 bilhões com transporte, incluindo fretes internos, pedágios, tarifas portuárias e fretes marítimos. O custo deve ficar ainda maior, já que a Vale Logística comunicou ao Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Maranhão, que vai cobrar, a partir de 1º de dezembro, R$ 1,93 por tonelada movimentada no Berço 105, no Porto do Itaqui.

A tarifa vai ser aplicada nas operações de carga e descarga dos navios. O cais pertence ao Porto do Itaqui e foi arrendado para a Companhia Vale. “Se você adiciona mais um item, isso impacta diretamente, imediatamente, na competitividade do produto que você vai operar naqueles terminais onde você está implantando uma nova taxa”, explicou Jorge Afonso Quagliani, presidente do Sindindicato das Agências de Navegação Marítima no Maranhão.

O estudo da CNI revela que apenas um quarto dos 83 projetos considerados prioridades no Nordeste estão em andamento; 15% deles com participação da iniciativa privada. A confederação está propondo a formação de uma “força tarefa” com a missão de planejar a logística de transporte e cargas no país.

“A força tarefa vai trabalhar junto ao governo estadual, municipais, à bancada de todo o Nordeste, para que esse projeto possa ser encaminhado e conduzido de forma efetiva junto aos ministérios, junto ao governo federal, para que os recursos sejam liberados para esses investimentos. Não esquecendo que, grande parte desses recursos, são de origem da iniciativa privada”, finalizou o presidente da Federação das Indústrias do Maranhão, Edilson Baldez.

Transporte e logística são maiores entraves ao desenvolvimento

Autor: Agência Câmara

O Brasil disputa com a Grã Bretanha o 6º lugar entre as maiores potências do mundo, não por causa de sua logística, mas apesar dela. Foi assim que o presidente da Frente Parlamentar Mista para o Fortalecimento da Gestão Pública, deputado Luiz Pitiman (PMDB-DF), abriu, nesta terça-feira, o Seminário de Gestão de Transporte e Logística, que, durante dois dias, vai discutir os principais desafios do setor de transporte de carga no País.

Para Pitiman, o transporte e a logística são os principais gargalos para o desenvolvimento do Brasil e encarecem nossos produtos. Ele cita como exemplo a agricultura brasileira, que teve um grande avanço tecnológico nos últimos anos e a um custo competitivo, mas esbarra no transporte do produto final.

De acordo com o deputado, quando é necessário transportar os produtos “até o porto ou a casa do consumidor, o custo acaba ficando muito caro, e isso dificulta a competitividade do Brasil no restante do mundo”.

Um terço mais caro

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) fez um estudo comparativo e concluiu: o transporte de uma tonelada de soja produzida no Mato Grosso para ir a Xangai, na China, passando pelo Porto de Santos, pode custar 180 dólares.

Já uma tonelada de soja de Davenport, nos Estados Unidos, para a mesma cidade custa 108 dólares, quase um terço mais barato. Em média, o custo do transporte representa 30% do produto no Brasil, enquanto nos Estados Unidos representa 19% do valor final.

Para o secretário de Política Nacional de Transporte, Marcelo Perrupato, existe um descompasso entre as expectativas para o crescimento do País e a logística deficiente. “Atualmente, o Brasil alimenta a esperança de estar no contexto das cinco maiores economias do mundo neste século 21. E temos o desafio de alcançar essa posição com uma infraestrutura que ainda é do século 20.”

“Não há como ser uma grande nação sem um mercado doméstico forte, porque, dessa forma, estaremos protegidos desses altos e baixos, que é a convivência com a economia globalizada”, acrescenta o secretário.

Investimentos

O Programa de Investimentos em Logística para Rodovias e Ferrovias, lançado em agosto pelo governo, prevê investimento de R$ 133 bilhões em 25 anos. Serão concedidos 7,5 mil quilômetros de rodovias e 10 mil quilômetros de ferrovias.

Segundo o coordenador setorial de transporte da Frente Parlamentar pelo Fortalecimento da Gestão Pública, deputado Mauro Lopes (PMDB-MG), o Legislativo tem um papel importante na melhoria da logística do País, ao aprovar projetos do governo com essa intenção.

Hoje, 60% da carga do País usam as rodovias, e a idade média dos caminhões é de 18 anos. Pelas ferrovias passam apenas 20% da produção. Ao longo desses dois dias, o seminário vai debater problemas dos transportes rodoviário, ferroviário, fluvial, aéreo, marítimo e portuário, além do transporte por dutos. O objetivo é mobilizar partidos e a comunidade para identificar e propor soluções.

O seminário é promovido pela Frente Parlamentar para o Fortalecimento da Gestão Pública em parceria com a Esaf, o Instituto JK e o Instituto Brasileiro de Administração (IBA). A frente parlamentar é composta por deputados e senadores da oposição e da base governista. O grupo possui cinco vice-presidentes: os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), Valdir Raupp (PMDB-RO) e Kátia Abreu (PSD-TO) e os deputados Ricardo Berzoini (PT-SP) e Hugo Leal (PSC-RJ).

Cresce o transporte de cargas pela costa brasileira

O aumento da navegação pela costa brasileira, a chamada cabotagem, é uma das apostas do Tecon Rio Grande para incrementar a movimentação de contêineres pelo terminal gaúcho. E, realmente, a quantidade de cargas transportadas dessa maneira vem crescendo. Em 2010, a cabotagem foi responsável pela movimentação de 22.881 contêineres dentro do Tecon e, no ano passado, esse número passou para 27.640.

O presidente do Tecon Rio Grande, Paulo Bertinetti, calcula que, de janeiro a agosto deste ano, a cabotagem respondeu pela movimentação de cerca de 20 mil contêineres no terminal, o que representa algo entre 10% e 15% da operação total neste período. “Nossa intenção é fazer com que a cabotagem cresça muito”, adianta o executivo, que participou do seminário Cabotagem: Uma Alternativa Logística, realizado na Fiergs.

Ele acrescenta que o complexo teria capacidade para dobrar a movimentação oriunda da cabotagem. O dirigente informa que o arroz corresponde, atualmente, a 86% do total do volume das cargas transportadas dessa maneira e que passam pelo Tecon. Depois, seguem produtos como resinas, móveis, entre outros.

Bertinetti admite que a cabotagem enfrenta algumas dificuldades relacionadas a custos, pois está ligada à navegação, que usa combustíveis especiais e legislações específicas para a tripulação. No entanto, ele destaca que os armadores estão investindo nos navios de cabotagem e oferecendo fretes interessantes para distâncias mais longas. “Temos que mudar a forma de encarar essa prática, porque ela é uma possibilidade maravilhosa”, defende.

O diretor comercial do Tecon, Thierry Rios, reitera que o terminal está preparado, em termos de infraestrutura e de foco, para que esse incremento aconteça. Entretanto, ele lembra que o modal rodoviário é predominante no Brasil. “Então, leva algum tempo para desenvolver essa nova cultura”, aponta Rios.

Ainda envolvendo o segmento logístico, uma importante ferramenta para o aprimoramento do setor será apresentada ao público na próxima terça-feira, na Confederação Nacional da Indústria (CNI). O Projeto Sul Competitivo trata-se de um diagnóstico da infraestrutura logística dos três estados da região Sul do País. O diretor do Centro das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Ciergs), Ricardo Portella Nunes, explica que o levantamento colheu informações diretamente com as empresas. A partir desses dados, serão traçados cenários sobre as ações e os investimentos necessários para melhorar o processo logístico.

ALL estuda devolução do trecho ferroviário SP-Porto Alegre
A ALL – América Latina Logística está estudando com o governo a devolução do trecho ferroviário São Paulo-Porto Alegre, informou ontem o superintendente financeiro e de relações com investidores da empresa, Alexandre Rubio. De acordo com ele, essa é uma das possibilidades para que o governo concretize parte do plano de concessões anunciado na semana passada.

“Há a possibilidade de se pensar em devolução desde que o governo me pague o capital empregado. Mas isso está sendo estudado”, declarou o executivo, após participar de encontro realizado pela Apimec-Rio, acrescentando que o trecho em questão não é muito representativo no resultado da empresa.

Rubio disse que a ALL está atenta às possibilidades relativas ao pacote lançado para desenvolver a infraestrutura do País, mas acrescentou que no curto prazo não prevê investimento para tais projetos. “Acho que o pacote está em fase muito inicial ainda. Temos uma disciplina muito grande para gastar nosso dinheiro”, declarou. Ele frisou que os últimos projetos nos quais a empresa entrou foram tocados por meio de associação. “Temos buscado parceiros para colocar o capital e ficamos com participação no negócio.”

Durante o evento, o executivo revelou ainda que a empresa está negociando com três grupos argentinos a venda de seus ativos no país vizinho. “Faz mais sentido (a venda de) uma operação dessas para grupos argentinos do que para multinacionais devido ao contexto que temos lá”, declarou. Sem informar o nome dos interessados, Rubio evitou dar um prazo para a concretização da transação.

Fonte: Jornal do Comércio

Estradas e pontes do Pará devem receber R$ 1,2 bi

A Assembleia Legislativa do Pará (AL) vai propor ao governo do Estado a criação do Fundo Estadual de Apoio às Vias Rodoviárias, que poderá funcionar com arrecadação do próprio Estado e municípios com a inclusão das empresas privadas na obrigatoriedade de contribuir financeiramente com o fundo.

A verba seria utilizada para recuperação das estradas estaduais e municipais no Pará. A contribuição das empresas seria uma forma de compensação pelos estragos que os grandes veículos de transporte de carga fazem nas vias pavimentadas. Em sessão especial, a AL debateu ontem a situação da malha viária do Estado, proposta pelo líder do PT, Zé Maria Souza, juntamente com colega de bancada, Airton Faleiro.

“A situação das estradas é ruim, os deputados são cobrados nos municípios pela população, pelas lideranças, por prefeitos e vereadores e estou convencido de que sozinho o Estado não pode resolver e que os municípios também não dão conta das vicinais sem ajuda”, explicou Faleiro. Ele ressaltou que o projeto do fundo será apresentado ao governo como projeto de indicação. “É uma excelente proposta e o governador já demonstrou interesse em implantar”, definiu o secretário estadual de Transportes, Eduardo Carneiro,

Segundo o secretário, há previsão de aplicação, até o final deste ano, de R$ 200 milhões do orçamento estadual na recuperação de pontes e rodovias. Outros R$ 60 milhões oriundos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide); outros R$ 600 milhões deverão ser financiados pelo BNDES para obras nas estradas paraenses. No total, há previsão de investimento de R$ 1,2 bilhão em pavimentação, recuperação de vias, além de construção e recuperação de pontes de concreto. Parte destes recursos está em fase de captação.

Uma das obras previstas é a segunda etapa de recuperação da Alça Viária. Também está prevista a instalação da primeira balança de cargas após a conclusão da obra da Alça Viária, uma forma de controlar o peso dos transportes nesta via.

Para as rodovias da Calha Norte, informou o secretário, está prevista a recuperação de alguns trechos até o final de dezembro. Carneiro explica que esta região abriga a pior situação das estradas estaduais e municipais, agravada com o período chuvoso.

FUNDO

Para ele, a proposição do fundo rodoviário, como já está sendo denominado, vai possibilitar que os municípios e o Estado tenham maior poder aquisitivo para recuperar as estradas precárias. “A região oeste precisa ser priorizada. Há mais de 400 pontes precisando ser refeitas”, ressalta Carneiro.

Para o ex-secretário de Transportes, deputado Francisco Melo, o Chicão, é impossível o Estado sozinho manter a malha viária trafegável sem parceria com municípios, governo federal e com a iniciativa privada. Ele também defendeu a implantação no Pará das parcerias público-privadas como alternativa para manter as estradas em bom estado de trânsito. O projeto do Executivo estadual se encontra na AL, já tem parecer favorável das comissões de Justiça e de Finanças, mas enfrenta grande reação de parte da oposição e de movimentos sociais.

(Diário do Pará)

Menor demanda por carga ajuda a diminuir lucro da LAN

Agência Estado

A companhia aérea chilena LAN Airlines disse nesta segunda-feira que seu lucro líquido caiu 22% no primeiro trimestre, para US$ 76 milhões, em relação a igual período do ano passado, devido, em parte, à demanda menor do Brasil por transportes de cargas, afirmou o executivo-chefe da empresa, Alejandro De la Fuente. A receita com transporte cargas cresceu somente 6%, para US$ 368 milhões. A queda do lucro líquido da LAN no primeiro trimestre também foi resultado de um aumento de 15% dos preços dos combustíveis e custos relacionados à integração de suas operações colombianas, afirmou a empresa em comunicado. A LAN começará a operar com a brasileira TAM como uma empresa única em 15 de junho, cerca de dois anos após as companhias anunciarem os planos de fusão em agosto de 2010. Após a fusão, a LAN registrará um custo extraordinário de entre US$ 150 milhões a US$ 200 milhões. A companhia espera começar a alcançar economias anuais de entre US$ 600 milhões e US$ 700 milhões em 2016, com economias de entre US$ 170 milhões e US$ 200 milhões sendo reportadas um ano após a fusão. Segundo De la Fuente, os negócios de transporte de cargas não cresceram no ano passado porque as economias do Brasil e de outros países da América Latina estão desacelerando. “A redução do transporte de cargas começou no segundo semestre de 2011 e continuou no primeiro trimestre”, afirmou o executivo. A companhia planeja aumentar suas operações europeias, entre outras medidas, para aumentar o negócio de transporte de carga, que representou 25% da receita da companhia da LAN no primeiro trimestre. As informações são da Dow Jones.

ALL bate recorde no transporte de carga no 1º semestre de 2012

No primeiro trimestre de 2012, a América Latina Logística (ALL) registrou aumento de 7,6% nas operações ferroviárias no Brasil em comparação a 2011, chegando à marca de 9,2 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU).

No mesmo período, a geração operacional de caixa consolidada atingiu R$ 320,8 milhões, elevação 6,4% no frente aos R$301,7 milhões do ano de 2011, registrados no mesmo período.

O crescimento da geração operacional de caixa foi impulsionado pelo maior volume transportado na operação ferroviária no Brasil e pelos resultados das novas empresas criadas pela ALL em 2011, a Brado e a Ritmo, empresas dedicas a logística de contêineres e rodoviária, respectivamente.

FONTE: Campo Grande News