Justiça suspende liminar contra Terminal de Contêineres

Da Redação

A Justiça concedeu parecer favorável à Santos Brasil, arrendatária do Terminal de Contêineres (Tecon) do Porto de Santos, e suspendeu a liminar obtida pelo Ministério Público Estadual (MPE) que proibia caminhões com destino à empresa de estacionar ou parar na Rodovia Cônego Domênico Rangoni (SP-248). O inquérito civil previa multa de R$ 50 mil por veículo flagrado cometendo alguma dessas irregularidades.

A liminar havia sido pedida pelo MPE para reduzir os congestionamentos na rodovia, principal acesso aos terminais da Margem Esquerda do Porto (entre eles, o Tecon).

A decisão de suspender a medida judicial foi tomada na última segunda-feira. Mas até ontem a promotora do MPE Nelisa Olivetti de França Neri de Almeida, autora da ação que motivou a liminar, não havia sido notificada. Por isso, ela preferiu não se pronunciar sobre o caso, da mesma forma que não adiantou se irá recorrer da decisão.

O tenente Moacir Mathias, da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), também não foi informado do desembaraço. Por isso, as equipes na estrada permanecem monitorando o acesso de caminhões com destino a Santos Brasil.

A Tribuna Jornal - Santos, Brazil

Companhias enfrentam falta de porta-contêineres pequenos e médios

As companhias marítimas têm enfrentado falta de porta-contêineres de pequeno e médio porte e a previsão é que a situação permaneça pelos próximos anos, o que deve influenciar o desenvolvimento dos trades em algumas partes do mundo, a menos que as encomendas de navios do tipo sejam retomadas.

Poucos navios de 3.000 Teus (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) ou de tamanho menor foram construídos desde 2009. No plano dos navios médios, de até 7.999 Teu de capacidade, o cenário não é muito diferente. De acordo com a Clarksons, a diminuição da capacidade está cada vez mais iminente, devido à redução de construção das embarcações.

“Como o crescimento da indústria nos próximos anos deve se dar especialmente nas rotas adjacentes, a falta de encomendas de tamanhos pequeno e médio pode criar, eventualmente, um déficit de oferta desse tipo de tonelagem”, afirma a Clarksons.

Fonte: Guia Marítimo

Capitania dos Portos do Paraná amplia navegação para navios de contêineres

A Capitania dos Portos do Paraná ampliou a navegação pelo canal de acesso aos portos paranaenses. A partir de agora, Paranaguá terá condições de receber navios de até 335 metros de comprimento, no período diurno, e de até 306 metros de comprimento no período noturno.

Esta é a segunda vez, no mês, que a Capitania dos Portos do Paraná expande as condições de navegação pelo Canal da Galheta. Para Luiz Henrique Dividino,  superintendente da Appa (Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina), isso é o reflexo da nova infraestrutura marítima do Paraná: “Ao autorizar a dragagem de manutenção no canal que dá acesso aos portos de Paranaguá e Antonina, o governo já esperava que a ação refletisse diretamente na maior segurança, na ampliação da capacidade operacional e no aumento da produtividade”, afirma.

“A dragagem já reestabeleceu a profundidade, de 15 metros, e a largura, de 200 metros, do Canal da Galheta. Agora, estamos realizando a dragagem de sobre largura no ponto mais crítico desse trecho, elevando os níveis de segurança e reduzindo as incertezas principalmente em anos que temos eventos climáticos extremos que aceleram o assoreamento. São 1.650 metros que passarão de 200 para 225 metros de largura. Com isso, vamos reduzir o tempo do avanço acelerado do assoreamento no trecho de mais risco da navegação”, conclui o superintendente.

Fonte: Guia Marítimo

Movimentação de contêineres da Triunfo cresce 14,8% no acumulado do ano

Nos primeiros nove meses do ano, o volume da movimentação de contêineres da Triunfo, empresa do setor de infraestrutura, registrou alta de 14,8% em comparação ao mesmo período no ano passado, somando 458.647 Teus (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés). Já a cabotagem movimentou 29.633 Teus nesse período.

O tráfego das concessões rodoviárias da empresa no acumulado do ano aumentou 6,6% em relação ao mesmo período de 2011, chegando a 60.344 mil veículos equivalentes.

Fonte: Guia Marítimo

Volume mensal da Santos Brasil cresce 15% em Santos

O volume movimentado pela Santos Brasil no Porto de Santos atingiu 95.567 contêineres em setembro, o que correspondeu a um aumento de 15% em relação ao mesmo período de 2011. Na comparação com agosto, houve queda de 9,4%. Os dados, calculados pelo JP Morgan, levam em consideração datas de saída das embarcações no mês em questão.

Os números reforçam sua visão positiva para as units da Santos Brasil. O banco revisou recentemente suas estimativas para cima, diante da avaliação de que a concorrência afetará os volumes da empresa mais tarde que o esperado. Em relatório assinado por Fernando Abdalla e Ricardo Rezende, o JP Morgan chamou atenção para o mix de contêineres em setembro. “A empresa indicou que, no mês, os contêineres cheios representaram cerca de 78% do mix”, disse o banco.

Ainda com base nos números da instituição, a movimentação da Santos Brasil atingiu cerca de 300 mil contêineres no terceiro trimestre, um aumento de 14,5% ante igual intervalo de 2011. O JP Morgan estima crescimento consolidado – o que inclui a movimentação nos terminais de Imbituba, em Santa Catarina, e Convicon, no Pará – de 9,4% para os três meses encerrados em setembro.

Em relatório, o JP Morgan também ressaltou que os papéis da Santos Brasil estão sob pressão desde meados de setembro, quando o governo anunciou novas medidas para o setor elétrico. Os investidores estão preocupados, principalmente, com as condições de renovação da concessão da Santos Brasil no Porto de Santos – com vencimento em 2022 – e as ações ainda sofreram com alguns “ruídos” referentes a potenciais reduções de tarifa, segundo o banco.

Embora diga que não ficará surpreso se os papéis permanecerem pressionados pelo risco regulatório, o JP Morgan destacou que a Santos Brasil não terá dificuldades para renovar a concessão e considera muito baixa a probabilidade de as tarifas serem diminuídas.

“Nossa percepção é de que o governo deseja mais investimento para aumentar a capacidade do setor, e qualquer sinal de não renovação dos contratos ou o estabelecimento de limites de preços levariam a um menor Capex”, escreveram os analistas do banco.

Conforme os cálculos do JPMorgan, pelo critério EV/Ebitda (indicador que mostra o valor da empresa sobre a sua geração de caixa e que pode dar uma ideia do prazo de retorno do investimento), as units da Santos Brasil estão sendo negociadas a um múltiplo de 6,9 vezes para 2013, um desconto de 33% em relação aos seus pares globais. O banco reiterou a recomendação de “overweight” (acima da média do mercado) para os ativos.

As units da empresa subiram 3,44% no último pregão, para R$ 30. Embora acumulem alta acima de 22% no ano, as units caem 11,8% desde 10 de setembro. A medida provisória com novas regras para a renovação das concessões para o setor elétrico foi editada no dia 11.

Fonte: Valor / Beatriz Cutait

Porto de Santos dobrará capacidade de escoamento de contêineres

O presidente da Brasil Terminal Portuário (BTP), Henry James Robinson, avalia que Santos (SP) se consolidará como o porto de transbordo de cargas no país com a entrada dos novos terminais de contêineres: a própria BTP e a Embraport. A previsão é que ambas comecem a operar em março de 2013.

 

Juntas, as empresas dobrarão a capacidade de Santos para escoar contêineres, que hoje está perto de 3,2 milhões de Teus (unidade padrão de 20 pés).

 

Segundo o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Renato Barco, já neste ano o porto deverá atingir a capacidade máxima, batendo no teto da oferta.

 

“No começo pode haver um descompasso entre oferta e demanda, mas a demanda é uma curva crescente”, disse Robinson durante a descarga dos primeiros equipamentos da BTP, nesta quarta.

 

O terminal da BTP tem 490 mil metros quadrados. Na primeira fase, a capacidade é para 1,2 milhão de Teus e 1,4 milhão de toneladas de granéis líquidos.

 

O investimento total é de R$ 1,8 bilhão, dos quais mais de 20% foram destinados à descontaminação da área onde está sendo construído o terminal, conhecida como o antigo “lixão” do porto.

Jornal Floripa Notícias

14 mil contêineres parados podem levar portos ao caos operacional

Com a greve dos servidores federais, os Portos de Itajaí e Navegantes acumulam 14 mil contêineres parados à espera de liberação por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que tem apenas dois servidores trabalhando de um total de treze

As informações são do superintendente do Porto de Itajaí, Antônio Ayres dos Santos, que participou da reunião da Câmara de Transporte e Logística da Federação das Indústrias (FIESC), na última quarta-feira (15), em Florianópolis. “No momento, as condições do Porto de Itajaí estão sob controle.

Estamos tendo a preocupação que vai faltar espaço na área primária. Isso poderá criar em breve um caos operacional, aí os navios não poderão descarregar por falta de espaço e vão ter que voltar”, alertou ele.
Conforme Ayres, a chegada dos navios está sendo realizada forma praticamente normal, com pequenos atrasos. O grande problema é quando a carga é depositada no porto. Para que ela seja nacionalizada, precisa de liberação de órgãos federais.
Ainda segundo o superintendente, hoje a preocupação maior está no desembaraço de cargas para as indústrias de alimentos e farmacêutica. Esta última recebe cargas consideradas emergenciais, que tem como destino laboratórios e hospitais.
“Com a greve não estão sendo liberados esses itens de maneira adequada por conta da falta de gente”, disse ele, destacando que os servidores dão prioridade para despachar essas cargas e para àquelas em que as empresas têm liminares. No entanto, o número reduzido de pessoas trabalhando não dá conta do volume de trabalho. “Essa retenção é que causa reclamação por parte do mercado”, disse Ayres.
Durante a reunião, ele declarou que há muitas reclamações de hospitais como Albert Einstein, Hospital das Clínicas de São Paulo e o Hospital do Câncer de Barretos. Tem um grande laboratório que tem mais de 100 liberações retidas por falta de atendimento da Anvisa. Com as cargas presas, pode faltar material no mercado, e, consequentemente, afetar a população.
“Nosso país já tem um grande problema de competitividade, com infraestrutura precária. Isso encarece o produto e quem é penalizado é o consumidor final. A sociedade é quem paga por tudo isso”, afirmou o presidente da Câmara, Mario Cezar de Aguiar, destacando que a greve agrava ainda mais a situação atual.
O presidente da FIESC, Glauco José Côrte, disse que no caso do setor agroindustrial, a greve atinge desde o produtor rural, que tem um sistema integrado de abastecimento dos frigoríficos, até a exportação abrangendo produção, transporte e armazenagem, que acarretam custos adicionais à indústria. No setor de transformação, corre-se o risco de desabastecimento de insumos e matérias-primas o que pode levar à redução da produção ou, em casos extremos, da paralisação das atividades industriais. “O prejuízo maior são a sequelas que uma paralisação pode ocasionar, como a perda de contratos, multas e redução de espaço no mercado internacional, além da queda na movimentação dos portos do Estado”, afirmou Côrte.
 A FIESC, que já conseguiu liminares para agilizar a liberação de cargas por parte da Receita Federal e da Anvisa, aguarda decisão de liminar quanto à greve dos servidores do Ministério da Agricultura.

 

fonte:PORTOGENTE