Exportação de flores do Brasil perde cada vez mais mercado

A perspectiva para o fechamento de 2013 das exportações brasileiras de flores mantém a tendência de queda dos últimos anos. Até outubro deste ano, o volume vendido para o exterior somou US$ 21,3 milhões, e a expectativa até o final do ano é totalizar US$ 23,4 milhões. Em 2012, as exportações foram de US$ 26 milhões.

 

A estimativa é baseada no histórico do setor que, nos últimos anos, vem caindo por conta da crise internacional. Por isso, o agrônomo da Hórtica Consultoria, Hélio Junqueira, acredita que as exportações só irão crescer na medida em que o mercado internacional se recuperar. As importações também devem se manter estáveis. Até outubro, o Brasil havia comprado US$ 35 milhões do exterior, e espera-se que, até o final do ano, ainda se importem mais US$ 6 milhões, o que superaria um pouco o ano passado, quando as importações totalizaram US$ 39,5 milhões. No primeiro semestre de 2013, o saldo da balança comercial brasileira no setor ficou negativo em US$ 13,1 milhões, sendo que as importações somaram quase o dobro das exportações.

 

Apesar do saldo abaixo de zero, o setor produtivo de flores está estável, pois o mercado interno é consolidado. “É mais tranquilo abastecer o mercado interno, que não necessita de toda a logística da exportação. Os produtos que importamos complementam a pauta interna, não existe atrito com os produtores locais”, afirma Junqueira.

 

Não há preocupação entre os produtores brasileiros, já que o foco é no mercado interno, que consome 97,3% do que é produzido no País. Países como a Colômbia, por exemplo, onde 95% da produção é destinada ao exterior, o impacto é mais preocupante.

 

Acompanhando os sinais de refreamento da economia nacional, o setor brasileiro pode não manter a taxa de crescimento de 12% a 15% que vem apresentando, mas manterá um crescimento ainda relevante, previsto para fechar o ano entre de 8% a 10%. Em 2013, devem ser arrecadados cerca de R$ 5 bilhões em vendas ao consumidor final no Brasil. “O setor de flores é significativo e cresce muito. Pode ser praticado em pequenas áreas, próximas de áreas urbanas, além de oferecer muita mão de obra, tendo um papel social relevante também”, diz Junqueira. Segundo o SEBRAE, a média de brasileiros empregados na produção de flores e plantas ornamentais é de oito funcionários por hectare. Em 2012, foram 209 mil pessoas empregadas, incluindo produção, atacado, varejo e apoio logístico.

 

Produtos
As exportações mundiais de plantas vivas e floricultura movimentaram, em 2012, US$ 21,1 bilhões, com 170 países exportando e 210 importando. Com o principal polo produtor, exportador e varejista em Holambra, cidade paulista, o Brasil vende para fora principalmente produtos focados em propagação vegetativa, como mudas e plantas ornamentais, bulbos, tubérculos, rizomas e flores de corte. Houve um crescimento de 47,41% em relação ao ano passado apenas no grupo de folhagens, folhas e ramos secos, representando 6,71% das vendas internacionais.

 

Os principais compradores de plantas brasileiras são Itália, em primeiro lugar, seguida dos Estados Unidos, Países Baixos, Japão, Bélgica e Canadá. Os países dos quais o Brasil importa são Holanda, em primeiro lugar, Tailândia, Japão e Estados Unidos, comprando também bulbos, rizomas, tubérculos, mudas e flores de corte que não são produzidas no País.

 

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o TerraCartola – Agência de Conteúdo – Especial para o Terra 

Anúncios

Rodadas abrem oportunidades para brasileiros

Empresas nacionais que ainda não exportam para os países árabes ou que querem expandir seus negócios na região participam de encontro na Câmara Árabe com importadores do Oriente Médio.

Aurea Santos
aurea.santos@yahoo.com

São Paulo – Empresas brasileiras que querem entrar ou se expandir no mercado do Oriente Médio estão aproveitando as rodadas de negócio do Projeto Copa, que começaram na segunda e se encerram nesta terça-feira (18), em São Paulo, para divulgar seus produtos e conquistar novos clientes. As negociações acontecem na sede da Câmara de Comércio Árabe Brasileira e são promovidas em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).

 

Aurea Santos/ANBA
Jackson: produtos de construção sustentáveis

Uma das companhias nacionais que chamou a atenção dos importadores árabes que buscam materiais de construção foi a Tecnopet, do Ceará. Com 15 anos de existência, a indústria produz revestimentos, blocos de tijolo, portas, telhas, tubulações e outros itens para construção, tudo feito à base de garrafas pet.

“Exportamos para dois países na África e estamos aqui hoje buscando esse mercado fantástico que é o mercado árabe”, disse Maurício Jackson, presidente da Tecnopet. Com 25 itens em sua linha, a empresa também atua nas indústrias automobilística, náutica e moveleira. Toda a produção da companhia vai para os dois países africanos. “Estamos trabalhando com expansão da empresa para atender também a demanda local”, revelou Jackson.

No entanto, a intenção de atender ao mercado interno não tirou o foco da empresa do mercado estrangeiro. “Estamos nos instalando em uma Zona de Processamento de Exportação no Ceará e precisamos de parceiros fortes”, afirmou. Segundo Jackson, a produção atual da empresa é de 200 toneladas de produtos por mês, com a expansão este volume crescerá para cinco mil toneladas.

Um dos importadores árabes que se interessou pela tecnologia da empresa cearense foi Abdul Razak Yousuf, diretor-geral da Bani Yousuf General Trading, dos Emirados Árabes Unidos. “Vamos conversar novamente. Ele (Jackson) me disse que tem interesse em construir uma fábrica lá. Inicialmente, podemos comprar deles daqui e ver o que é possível fazer”, afirmou o empresário.

A Bani Yousuf atua como trading e com a reexportação de equipamentos industriais, ferramentaria, materiais de construção, telefones celulares, alimentos e outros itens. É a primeira vez que a empresa participa de rodadas de negócios no Brasil, mas a companhia já mantém negócios com a fabricante de cadeados Pado, do Paraná.

 

Aurea Santos/ANBA
Biacchi quer exportar facas artesanais aos árabes

Fabricante de facas artesanais, a empresa gaúcha Coqueiro também participa das rodadas para tentar levar seus produtos aos países árabes. “Já fazemos um trabalho junto ao Mercosul e estamos vendo a possibilidade de expandir os negócios com a Câmara Árabe fazendo um link junto às empresas”, afirmou Carlos Biacchi, gerente Comercial da companhia.

Atualmente, a Coqueiro exporta suas facas para Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai, Peru e México. Durante o evento, Biacchi conversou com tradings que representavam restaurantes e redes de lojas. Ele revelou que as rodadas devem render negócios e que irá aguardar o retorno de uma empresa de Dubai.

Produtora e processadora de rochas ornamentais, a Angraex, do Espírito Santo, exporta para o Líbano e para os Emirados Árabes e veio para as rodadas em busca de novos clientes. “Achamos que seria interessante conhecer um pouquinho mais do mercado e, quem sabe, expandir”, destacou Danielle Ervatti, vendedora da empresa.

Segundo ela, das seis empresas com as quais conversou, ela vê possibilidade de negócios com quatro delas. “O mercado de construção árabe é crescente. Eles gostam de um produto mais trabalhado e nós temos isso”, avaliou.

A Arabian Trading Corporation (Atraco), da Arábia Saudita, é uma das empresas com quem Ervatti espera fechar negócios. O empresário Hasnein Amiji contou que sua companhia atua em duas divisões, uma com a comercialização de materiais de construção e outra com commodities.

“Conversei com cinco ou seis empresas que podem ser interessantes, tanto de materiais de construção quanto de commodities”, disse Amiji. Ele considera interessante participar das rodadas no Brasil para buscar novos fornecedores. “É uma fonte alternativa. Os produtos brasileiros não são muito famosos em nosso mercado. Então, é uma boa fonte alternativa aos produtos da China, Índia e outros grandes países que já estão presentes em nosso mercado”, avaliou.

Safra de grãos movimenta transporte de carga

O anúncio de que a safranacional  de grãos 2012/2013 deve atingir o recorde de 180 milhões de toneladas já movimenta o setor de Transporte Rodoviário de Carga (TRC) do Paraná. Por isso, Gilberto Antonio Cantú, Presidente do Sindicatodas Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (Setcepar), alerta os transportadores para tentar evitar a formação de filas de caminhões ao longo da BR-277. “Nossos associados seguem as regras do agendamento da entrega de carga pelo sistema Carga Online, da Administração dos Portos de Paranaguá (Appa). Agora, estamos reforçando a orientação da Appa para os motoristas quanto às novas rotas de acesso aos terminais de descarga”, explica.

Cantú ressalta, porém, que apesar dos esforços para resolver os problemas logísticos do Paraná, ainda é preciso melhorar. “Infelizmente as causas para as filas de caminhões na BR-277 vão muito além da falta de agendamento no sistema. O grande problema é que não há infraestrutura adequada para o escoamento da safra”, diz. Para o Presidente do Setcepar, além dos problemas habituais, a nova Lei dos Caminhoneiros também deve causar transtornos. “Como a Lei do Caminhoneiro limita o tempo de trabalho dos profissionais -a jornada está limitada a 10 horas para os contratados e a 12 horas para os autônomos, com intervalos de 30 minutos a cada 4 horas trabalhadas e um repouso ininterrupto de 11 horas a cada 24 horas- consequentemente teremos mais caminhões nas estradas para dar conta do escoamento. Isso se não faltar caminhão para este fim”, comenta.

Cantú destaca que, apesar dos esforços para minimizar os impactos do escoamento da safra, os entraves logísticos devem encarecer o frete. “Quem deve pagar a conta, mais uma vez, é a população na hora em que comprar os produtos no mercado interno”, finaliza.

Perfil do Setcepar
Criado em 1943, o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Paraná (Setcepar) representa 5.000 empresas de transporte de cargas em 265 cidadesdo estado. O Setcepar oferece aos associados diversos serviços e eventos, para debater e fomentar melhorias no setor, e no relacionamento das empresas entre si e com demais setores da sociedade.

 Fonte: redacao@talkcomunicacao.com.br

Camex reduz imposto de importação de 330 novos itens

Produtos foram incluídos na lista de ex-tarifários, sem produção nacional.
Até o momento, já foram aprovados 2.134 ex-tarifários em 2012, diz MDIC.

Do G1, em Brasília

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) reduziu o imposto de importação de 330 itens de bens de capital (máquinas e equipamentos para produção) e bens de informática, que não têm produção no Brasil, até 30 de junho de 2014, informou o Ministério da Previdência Social nesta quarta-feira (31), quando a medida foi publicada no “Diário Oficial da União”.

No caso dos bens de capital, são 322 ex-tarifários, dos quais 45 são renovações e 277 novas concessões. Para estes itens, a alíquota do imposto de importação recuou de 14% para 2%, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio exterior (MDIC). Sobre os bens de informática, houve redução de imposto de 16% para 2% para impressoras de grande formato e renovação da redução tarifária de 16% para zero para sete equipamentos relacionados a investimentos em tecnologia de TV digital.

Regime de ex-tarifários
O regime de ex-tarifário é um mecanismo de estímulo aos investimentos produtivos no país por meio da redução temporária do imposto de importação para bens de capital e de informática e telecomunicação, que não são produzidos no Brasil.

O objetivo é aumentar a inovação tecnológica por parte de empresas de diferentes segmentos da economia, produzir efeito multiplicador de emprego e renda, além de desempenhar papel especial no esforço de adequação e melhoria da infraestrutura nacional. O regime serve ainda para estimular os investimentos para o abastecimento do mercado interno de bens de consumo e contribuir para o aumento da competitividade de bens destinados ao mercado externo.

Parcial de 2012
Com as duas novas Resoluções da Camex, o número total de ex-tarifários aprovados em 2012 chega a 2.134. “Os benefícios fiscais que passam a vigorar a partir de hoje incentivarão investimentos globais de mais de US$ 7,021 bilhões e investimentos em importações de aproximadamente US$ 340 milhões”, informou o governo.

Em relação aos países de origem das importações beneficiadas com os novos ex-tarifários, destacam-se, de acordo com o MDIC, EUA (44,80%), Alemanha (10,19%) e Itália (7,62%). Os principais setores contemplados, em relação aos investimentos globais, foram o de petróleo (31,37%), o automotivo (19,96%), o de autopeças (11,47%), o ferroviário (8,91%), e o setor de mineração (8,62%).

Entre os grandes projetos que serão incentivados com a redução tarifária, ainda segundo o governo federal, destacam-se a implantação de uma fábrica para produção de duzentos mil veículos por ano, em Rezende (RJ), a construção de uma unidade para produção de mais de vinte mil toneladas de pneus por ano, no Rio de Janeiro (RJ), a construção de uma fábrica de fertilizantes em Três Lagoas (MS), e a expansão da linha verde do metrô de São Paulo (SP).

Empresas ganham incentivo para exportar

O percentual das exportações na receita bruta para que uma empresa seja considerada “preponderantemente exportadora” foi reduzido de 70% para 50%, com a conversão da Medida Provisória 563/12 na Lei 12.715/12 . O texto, que trata do Plano Brasil Maior de incentivo à inovação e produção industrial, foi publicado no Diário Oficial da União da última terça-feira (18).

Com a mudança, mais empresas poderão adquirir insumos nacionais ou importados com suspensão de tributos (IPI, PIS e Cofins). “Com essa medida, o capital de giro das empresas é liberado do recolhimento de impostos, o que abre espaço para o exportador investir mais e obter ganhos de competitividade no mercado externo”, avalia o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.

A vantagem de ser uma “empresa preponderantemente exportadora”, é que a cobrança do IPI, PIS e Cofins fica suspensa já no processo de aquisição dos insumos, nacionais ou importados – o que evita comprometer o capital de giro das empresas exportadoras.

Quando essas empresas não classificadas desta forma compram insumos no mercado interno, há o recolhimento de IPI, PIS e Cofins. Se a produção for exportada, os valores pagos são lançados na contabilidade como créditos fiscais, que serão utilizados para abater parte dos débitos referentes a esses impostos gerados pelas vendas no mercado interno. Como a exportação não gera débito fiscal, a empresa deve pedir o ressarcimento em dinheiro se o percentual das exportações no faturamento total das empresas for elevado, gerando mais créditos do que débitos.

Esse ressarcimento implica investigação da procedência do crédito pela Receita Federal, o que pode comprometer o capital de giro das empresas exportadoras, que aguardam a liberação dos créditos. “A nova regra evita o acúmulo de créditos dos tributos federais em decorrência das exportações, atendendo a uma solicitação dos exportadores brasileiros”, diz a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Tatiana Lacerda Prazeres.

Setores de software e autopeças receberam vetos

Na conversão da MP 563, a sanção presidencial foi feita com 18 vetos, como dois artigos que tratavam do setor de autopeças e de softwares. Segundo o secretário executivo adjunto do Ministério da Fazenda, Dyogo Oliveira, o texto da MP gerava um desequilíbrio, pois, recentemente, o setor de autopeças migrou da tributação na folha de pagamento para a tributação no faturamento. Por conta dessa mudança, a importação de autopeças teve um adicional de 1 ponto percentual na Cofins. “Se a montadora comprasse da fabricante nacional de autopeças, ela pagaria 1%. Se ela comprasse via importação, não pagaria. Por esse motivo, foi vetado o dispositivo”, explicou.

O veto ao artigo da MP que tratava sobre softwares teve motivação semelhante. “A razão do veto também é uma questão de competitividade. Como o software nacional vai pagar 1% de tributo, o revendedor do software importado também tem que pagar 1% para equilibrar a competição, garantindo a igualdade de condições”, disse.

Cesta básica

Entre os vetos, está a proposta que previa a desoneração dos itens da cesta básica, por questões técnicas e jurídicas. O texto da MP 563 esbarrou na Constituição e também no Código Tributário Nacional. “O artigo apenas falava em produtos alimentícios sem, no entanto, especificar quais seriam eles”, explicou Oliveira.

Durante entrevista coletiva no Ministério da Fazenda, o secretário assegurou que o governo vai desonerar a cesta básica. “A desoneração vai ocorrer e sabe-se como: a partir de um grupo de trabalho que identificará quais são os produtos e quais são os tributos”, ressaltou.

O grupo terá até 31 de dezembro para finalizar a nova proposta de desoneração de produtos da cesta básica. A comissão será composta por representantes dos estados, dos ministérios da Fazenda, da Saúde, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Casa Civil ficará responsável pela coordenação dos trabalhos.

FONTE: INCORPORATIVA

Com crise, cargas aéreas diminuem e atrasam recuperação econômica

O movimento de cargas aéreas nas unidades da Infraero registrou queda de 7,2% no primeiro semestre deste ano em comparação com igual período do ano passado.

Foram quase 50 mil toneladas a menos e as quedas mais significativas são justamente nos aeroportos que concentram maior volume de carga transportada: Guarulhos (-9,5%), Campinas (-11,6%) e Manaus (-7,7%).

A queda é resultado direto da retração econômica do país e mostra porque a recuperação está mais lenta, já que os produtos que chegam e saem via aérea são de altíssimo valor agregado, como componentes para computador, peças para carros, produtos farmacêuticos.

O valor médio do que é desembarcado nos aeroportos é de R$ 123/quilo, contra R$ 2/quilo no porto de Santos.

Do movimento da Infraero, estatal que administra os aeroportos públicos, 80% são importações, que caíram mais que as exportações.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio indicam que, nos primeiros sete meses do ano, as importações por via aérea recuaram 8,4%, enquanto as exportações caíram 6,3% em igual período. Os números do ministério englobam todo movimento de carga no país, não só os da Infraero.

Na lista das importações, máquinas, aparelhos e materiais elétricos recuaram 15,4%, enquanto produtos similares mecânicos tiveram queda de 14,3%. São importações de produtos que registram o recuo dos investimentos no país neste ano.

Segundo Wilson Périco, vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Amazonas), a queda no mercado interno foi fortemente sentida na região. O maior impacto foi a redução do setor de motos.

Outro problema foi a queda na demanda por eletroeletrônicos, afetada pela concorrência chinesa.

Os números do segundo semestre não apresentam melhora por dois motivos.

O primeiro é a greve de servidores públicos responsáveis pela liberação das cargas, entre eles a Receita Federal, a Polícia Federal e a Anvisa. Iniciadas em julho, elas fizeram com que grande volume de carga ficasse acumulado nos últimos meses.

Segundo Ricardo Martins, diretor do Departamento de Relações Internacionais da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo), a expectativa é que só em 45 dias se normalize a fila de cargas importadas em São Paulo, tanto em aeroportos como portos, acumuladas pela greve.

Os atrasos na liberação de matéria prima reduzem a produtividade das empresas, diminuindo a produção, o que deverá ocasionar ainda menor volume das importações.

Outro fator é que o número de encomendas para o segundo semestre não está mostrando força, mesmo com os incentivos dados pelo governo para a produção.

Ednaldo Santos, superintendente de Planejamento e Gestão da Infraero, diz esperar recuperação. A meta é terminar o ano com 12% mais de volume que em 2011.

Fonte: Boainformacao.com.br

Camex sobe Imposto de Importação de 100 produtos como batata e pneu

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu nesta terça-feira (4) elevar, para até 25%, a alíquota do Imposto de Importação para uma lista de 100 produtos. O objetivo da medida é incentivar a produção nacional num momento de acirramento da disputa com os importados por conta da crise internacional.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo espera que a medida leve ao aumento da produção nacional desses produtos. Estão sendo beneficiados com a medida os setores siderúrgico, petroquímico, de produção de pneus, entre outros.

“Esperamos que, com isso, a indústria nacional produza mais. Vivemos um momento em que está faltando mercado no mundo e os exportadores vêm atrás do Brasil, que é um dos poucos mercados que crescem. E a nossa indústria está sendo prejudicada com isso”, disse o ministro.

De acordo com Mantega, o governo vai monitorar o preço no mercado nacional dos produtos que terão o Imposto de Importação elevado. O ministro afirmou que, se houver aumento de preços desses produtos, a alíquota será derrubada.

Segundo Mantega, o governo quer evitar que um eventual aumento de preços desses produtos leve à inflação.

“Esses produtos serão monitorados pela Fazenda de modo a verificar se há aumento de preço. Se houver aumento de preço, nos derrubaremos a alíquota imediatamente”, disse Mantega. “Se aumentar [o preço] no mercado interno haverá inflação, e nós não queremos isso.”

Produto alíquota atual nova alíquota
Batatas 14% 25%
Câmaras para bicicletas 16% 25%
Pneu de automóvel 16% 25%
Óleos minerais brancos 4% 25%
Anidro Maléico 12% 20%
Chapas de alumínio 14% 20%

A lista será encaminhada aoMercosul, que terá de aprová-la. A Camex espera que a medida passe a valer até o fim de setembro. A elevação da alíquota vai valer por um ano, prorrogável por igual período.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, negou que o governo esteja adotando medidas protecionistas para defender a indústria nacional. Ele afirmou que o aumento da alíquota do Imposto de Importação foi feito dentro das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).

“O que nós estamos fazendo é absolutamente dentro das regras da OMC. A lista chama-se lista de exceção tarifária. Nem a regra da OMC nós podemos cumprir?”, disse ele ao ser questionado se o governo temia críticas por conta da medida.

FONTE: G1