Missão faz negócios de quase US$ 1 milhão no Marrocos

Delegação empresarial brasileira está em viagem ao Norte da África. A cidade marroquina de Casablanca é a segunda e última etapa do programa.

Da Redação

Mara Schuster/MDIC

Schaefer propôs acordo de cooperação

São Paulo – O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou nesta quarta-feira (04) que a delegação empresarial que está no Norte da África esta semana fechou US$ 975 mil em negócios no Marrocos e tem expectativa de realizar contratos de US$ 3,825 milhões nos próximos 12 meses. A cidade marroquina de Casablanca é a segunda e última etapa da missão comercial organizada pelo MDIC. A primeira foi Argel, na Argélia.

De acordo com o ministério, foram realizadas 56 reuniões entre empresários marroquinos e brasileiros das áreas de engenharia e construção, logística e transporte, produtos farmacêuticos, metalurgia, material elétrico, implementos agrícolas e equipamentos médicos e hospitalares, entre outras.

Assim como na Argélia, o secretário-executivo do MDIC, Ricardo Schaefer, disse que pretende propor ao governo marroquino a assinatura de um acordo de cooperação e facilitação de investimentos. “É um estímulo maior para que os empresários brasileiros invistam no Marrocos e para que os empresários marroquinos invistam no Brasil”, declarou o secretário, segundo nota do ministério.

A missão ao Norte da África é organizada pelo MDIC e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), com apoio do Itamaraty, Câmara de Comércio Árabe Brasileira e Confederação Nacional da Indústria (CNI).

FONTE: ANBA

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Cade remete petição da indústria de PET para MDIC

Estadão Conteúdo

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) concluiu que a petição da Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet) sobre os impactos concorrenciais do regime de drawback no Mercosul deve ser analisada não pelo órgão de defesa da concorrência, mas sim pelas autoridades responsáveis pelo comércio exterior. Por isso, o conselho decidiu remeter os dados da consulta da Abipet ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

 

A Abipet alega que o regime diferenciado de tarifação entre os países membros do Mercosul acaba distorcendo o comércio do produto na região, beneficiando a resina PET da Ásia. A associação reclama que no Uruguai, Paraguai e Argentina a resina importada de países asiáticos é apenas convertida em pré-forma PET, por meio de um processo industrial simplificado que não implicaria agregação de valor significativa – cerca de 14% apenas.

 

“Se há uma distorção, essa distorção tem que ser tratada pelo Ministério do Desenvolvimento”, afirmou o presidente do Cade, Vinícius Carvalho. Além disso, o conselheiro relator do caso, Alessandro Octaviani, também considerou que outros fatores podem estar entre as causas das distorções alegadas pela associação no mercado brasileiro de PET, como, por exemplo, a taxa de câmbio brasileira.

Exportação para o Oriente Médio caiu em setembro

Vendas para a África também caíram. No geral, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,147 bilhões, 16% a menos do que no mesmo mês do ano passado.

Da Redação

São Paulo – As exportações brasileiras ao Oriente Médio e à África caíram em setembro, de acordo com o resultado da balança comercial divulgado nesta terça-feira (01) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). No mês passado, as vendas para o Oriente Médio somaram US$ 1,041 bilhão, com média diária de US$ 49,6 milhões. Pelo cálculo da média, as exportações à região caíram 21% em relação a setembro de 2012. Já as vendas para a África somaram US$ 931 milhões, com média diária de US$ 44,3 milhões, ou queda de 21,7%.

Segundo o comunicado do MDIC, a queda foi resultado da redução dos embarques de carne bovina, frango, milho em grão, açúcar bruto e refinado, óxidos e hidróxidos de alumínio, farelo de soja e máquinas para terraplanagem. Já as vendas aos países da África foram menores devido à queda nas vendas de aviões, açúcar bruto e refinado, carne de frango e bovina e milho em grão.

As importações brasileiras a partir do Oriente Médio somaram US$ 320 milhões em setembro, com média diária de US$ 15,2 milhões, uma queda de 64,3% em relação ao mesmo mês de 2012. Segundo o MDIC, as compras foram menores em decorrência da queda nas importações de petróleo bruto, inseticidas, vidro flotado e fios de fibras flexíveis. As importações de produtos da África, por outro lado, cresceram 54,9% pela média diária em setembro, em razão das compras de gás natural, naftas, adubos e fertilizantes. As importações do continente somaram US$ 1,279 bilhão em setembro, com média diária de US$ 60,9 milhões.

No acumulado do ano, as exportações para o Oriente Médio somam US$ 7,825 bilhões, de acordo com o balanço do MDIC de setembro. As vendas até o mês passado foram 4,9% menores do que em 2012. As importações somam US$ 5,584 bilhões, 1,4% a menos do que entre janeiro e setembro de 2012. No caso da África, as exportações até setembro chegaram a US$ 8,083 bilhões, ou 7% menos do que entre janeiro e setembro de 2012. Neste ano, as importações de produtos africanos registram alta de 21,3% e somam US$ 12,785 bilhões.

Balança

Os resultados totais de setembro mostram que o Brasil obteve superávit em setembro. No mês passado, o País exportou US$ 20,996 bilhões e importou US$ 18,849 bilhões, com resultado positivo de US$ 2,147 bilhões. Houve queda de 15,9% no saldo em relação ao mesmo período de 2012.

No acumulado do ano, o Brasil acumula déficit na balança comercial de US$ 1,622 bilhão. Entre janeiro e setembro de 2012, o País registrava superávit de US$ 15,702 bilhões, segundo os resultados apresentados pelo MDIC.

O balanço do MDIC mostra que até o mês passado o País exportou US$ 177,65 bilhões, uma queda de 1,6% pela média diária de exportações. Já as importações neste ano registram recorde de US$ 179,272 bilhões, 8,7% a mais do que entre janeiro e setembro de 2012.

No acumulado deste ano, os principais importadores do Brasil são China, que importou US$ 35,9 bilhões, Estados Unidos (US$ 18,5 bilhões), Argentina (US$ 14,9 bilhões), Países Baixos (US$ 11,6 bilhões) e Japão (US$ 5,9 bilhões). Já os principais fornecedores do Brasil no período foram China (vendas de US$ 27,8 bilhões), Estados Unidos (US$ 27,1 bilhões), Argentina (US$ 12,7 bilhões), Alemanha (US$ 11,3 bilhões) e Coreia do Sul (US$ 7,2 bilhões).

Em entrevista concedida nesta terça-feira, em Brasília, o secretário de Comércio Exterior do MDIC, Daniel Godinho, afirmou que o superávit da balança comercial de setembro reforça a expectativa do governo em reverter o déficit acumulado até o momento. De acordo com informações da Agência Brasil, as exportações de petróleo apresentaram retomada no mês passado e ajudaram as exportações. No ano, as vendas de petróleo acumulam queda de 34,6% em relação a 2012, porque algumas plataformas pararam para manutenção.

Segundo Godinho, o câmbio favorável às exportações, o aumento nos embarques de soja em grão e a valorização do minério de ferro também ajudaram o país a obter superávit. “O aumento das exportações de petróleo gerou impacto positivo na balança como um todo. Nós mantemos expectativa de superávit comercial”, afirmou. Em setembro, as vendas de minério de ferro cresceram 3,8%, as de soja em grão tiveram alta de 65,9% e as de óleos combustíveis, 47,7%, na comparação com setembro de 2012.

 

fonte: ANBA

 

MDIC corre para divulgar edital com 105 oportunidades

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) corre contra o tempo, dispondo de pouco mais de um mês para o vencimento do prazo imposto pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) para a abertura do concurso que visa o preenchimento de 105 vagas em seus quadros, para ajustar os parâmetros que nortearão a seleção.

O edital de abertura tem que ser publicado até o dia 24 de outubro, por força da portaria autorizativa assinada pela ministra do Planejamento Miriam Belchior. Até o momento, poucos avanços significativos foram feitos pelo MDIC que, no entanto, pretende anunciar a empresa organizadora da seleção até o fim deste mês. Não foram repassados detalhes do processo que elegerá a responsável por conduzir o certame, o terceiro para ingresso no ministério em um espaço de quatro anos. As últimas seleções foram organizadas pela Funrio e Esaf.

Ofertas
As oportunidades contemplarão os níveis médio e superior.  As vagas serão para os cargos de analista técnico-administrativo (75), função que exige formação superior, e agente administrativo (30), posto que admite candidatos com o ensino médio completo.

Os vencimentos, de acordo com a mais recente atualização da Tabela de Remuneração dos Servidores Públicos Federais, são de R$ 3.980,62 para o primeiro cargo, e de R$ 2.570,02 para o segundo.

Ainda não há nenhuma indicação oficial do destino dessas vagas, porém, a maior probabilidade é de que sejam todas para Brasília, sede do órgão.

Sobre o ministério
Criado durante o governo Juscelino Kubitschek, extinto no governo Collor e recriado no governo Itamar Franco, o MDIC tem entre suas principais atribuições o desenvolvimento de políticas para os setores da indústria, do comércio e dos serviços, propriedade intelectual e transferência de tecnologia e políticas de comércio exterior.

Fonte: JC Concursos

Falta promoção à exportação no CE

O plano de ação servirá como norte nas discussões dos Encontros de Comércio Exterior em Fortaleza

A ausência de promoção comercial estruturada dos produtos cearenses no mercado internacional foi indicada pela Comissão de Comércio Exterior do Ceará (CCE-CE) como um dos principais gargalos estratégicos para a exportação no Estado.

Recursos humanos insuficientes nos processos de desembaraço aduaneiro e a dificuldade de entendimento e emissão das notas fiscais de exportação e importação foram problemas identificados FOTO: TUNO VIEIRA

A dificuldade local, abordado no Plano de Ação para Estímulo às Exportações do Ceará (2013-2014) traz como sugestão a implantação, pelo governo estadual, de uma “Política para o Comércio Exterior com gestor e órgão responsável pela promoção comercial do Ceará no mercado externo”.

Elaborado pela CCE-CE, o plano servirá como norte n as discussões dos Encontros de Comércio Exterior (Encomex) 2013, que se iniciam nesta semana. Para o secretário executivo da CCE-CE, Roberto Marinho, este Encomex “será um marco na criação de uma ambiência ao Comércio Internacional do Ceará”.

Os encontros são promovidos pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), e ocorrem na próxima quinta-feira, no Centro de Eventos do Ceará. O objetivo é a implementação do Plano Nacional da Cultura Exportadora.

Estratégia

Outras duas questões que devem ser abordados no Encomex Fortaleza, indicados no plano estratégico, são a cultura exportadora incipiente no Estado, a ausência de “pontos focais” de apoio às exportações no Interior e a falta de projetos específicos voltados às exportações nos polos industriais.

Dentre as sugestões estão a criação de um Programa de Estimulo à Exportação assim como a realização de campanha de incentivo aos empresários cearenses sobre as vantagens de inserção de seus produtos no comércio internacional.

Logística

Em relação à logística, o plano aponta a ausência de linha marítima para os países africanos e o número reduzido de destinos internacionais, atendidos via aérea, como entraves para alavancar as exportações.

Nos órgão intervenientes foram indicadas: a inexistência de um regime de sistema simplificado pelo modal marítimo; recursos humanos insuficientes nos processos de desembaraço aduaneiro (órgãos anuentes); e a dificuldade de entendimento e emissão das notas fiscais de exportação e importação.

Segundo Marinho, a CCE-CE também está participando da elaboração do Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE), a cargo do MDIC.

Governo ainda discutirá aumento de impostos

O novo secretário do Comércio Exterior do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Daniel Godinho, disse ontem que ainda não está decidido se o imposto mais alto de importação para uma lista de cem produtos será ou não prorrogado em outubro. A declaração vai contra o que foi anunciado oficialmente pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, no início de agosto.

Na ocasião, Mantega disse que o aumento do impostos valerá apenas até setembro, momento em que as alíquotas voltarão ao seu patamar original. Além disso, o ministro disse que não será mais elaborada uma nova lista com outros cem produtos que também teriam impostos mais alto, como havia sido previsto.

O objetivo de reduzir os impostos sobre importação é reduzir o repasse do aumento do dólar -que encarece os produtos comprados no exterior- para a inflação.

Questionado se a redução dos impostos não limitaria o impacto do câmbio mais alto na contenção do crescimento das importações, Godinho disse que não está decidido ainda se a alíquota mais alta será prorrogada ou não. Segundo ele, o tema será debatido na Camex (Câmara de Comércio Exterior), órgão formado por sete ministérios, entre eles, a Fazenda e o Mdic.

“Em primeiro lugar, cabe destacar que ainda não há uma definição sobre o que ocorrerá com a lista. Ele (Mantega) anunciou a intenção do Ministério da Fazenda de acabar com a lista. Esse tema será debatido no âmbito da Camex, haverá uma discussão sobre o que fazer”, disse.

Após a resposta, os jornalistas perguntaram se havia uma mudança então em relação ao que já havia sido anunciado em coletiva de imprensa por Mantega. Godinho manteve a mesma posição.

“O ministro Mantega anunciou o desejo de que esses cem produtos não seriam renovados. É uma decisão a ser tomada no âmbito da Camex. Esse tema será objeto de discussão na próxima reunião”, afirmou.
O próximo encontro da Camex está previsto para segunda-feira que vem.

 

FONTE: FOLHAPRESS

Brasil firma acordos para exportar máquinas para a África

Da Assessoria de Comunicação Social do MDIC – O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ricardo Schaefer, assinou memorandos de entendimento do governo brasileiro com os países africanos de Senegal e Zimbábue, sobre o Programa Mais Alimentos Internacional, durante a Exposição Internacional de Animais, Máquinas, Implementos e Produtos Agropecuários (Expointer), no Rio Grande do Sul. Os documentos selam o compromisso entre estes governos para dar garantias ao financiamento das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos de uso agrícola, por meio do Programa de Financiamento às Exportações (Proex).

“Estes acordos viabilizam importantes trocas comerciais com o continente africano para que possamos ter preponderância nestes mercados. Há uma grande convergência. Ajudamos no desenvolvimento destes países irmãos, com quem partilhamos um destino comum, e, ao mesmo tempo, desenvolvemos mais a nossa indústria de máquinas e equipamentos”, disse Schaefer na ocasião, em que mencionou ainda que o governo brasileiro pretende expandir os recursos do programa nos próximos anos.

O ministro das Finanças de Senegal, Amandou Kane, que veio ao Brasil para firmar o acordo, disse que o seu país se inspira no modelo do agronegócio brasileiro e que busca implementar melhorias nas áreas de sementes e cultivo, irrigação, e mecanização do campo. “Estou certo que os equipamentos brasileiros são os melhores para o Senegal porque possuem a tecnologia adequada para o uso em nosso país”, considerou. Pelo governo de Zimbábue, o acordo foi assinado pelo embaixador do país no Brasil, Thomas Bvuma.

Também presente ao evento, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, disse que o Programa Mais Alimentos, pelos seus êxitos alcançados, passou a ter repercussão internacional e outros países vêm procurando adotar sistemas semelhantes e importar máquinas brasileiras para modernizar as suas atividades agrícolas. “Dessa maneira, é possível aumentar a tecnologia e a produtividade no campo”, comentou.