Fetranspar e Setcguar realizam seminário de transporte

Hoje, a Fetranspar (Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná) e o Setcguar (Sindicato das Empresas de Transporte e Logística de Guarapuava e Região) realizam o Seminário Itinerante de Transporte em Guarapuava. O evento acontecerá das 15 às 18h, no Hotel Harbor Baroni (rua Capitão Rocha, 1.822, Centro).

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site da federação. O evento abordará temas como prevenção a acidentes, linhas de financiamento, jornada de trabalho do motorista, entre outros assuntos relevantes ao setor de transporte de carga.

“O SIT é um investimento da Fetranspar e de seus sindicatos em capacitação. Esse seminário visa à aproximação da instituição com os associados, auxiliando no desenvolvimento do setor de transporte de cargas”, afirmou o presidente da Fetranspar, Sérgio Malucelli.

O seminário conta com o apoio dos sindicatos locais, que são os multiplicadores da federação em suas praças. O objetivo é contribuir para o desenvolvimento do setor de transporte de cargas em todo o Estado. O Seminário Itinerante de Transporte conta com patrocínio de: Sanepar, governo do Estado do Paraná, AngelLira e Fomento Paraná.

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Em fevereiro, Porto de Santos bate novo recorde na movimentação de cargas

A movimentação de cargas no Porto de Santos chegou a 7.180.001 toneladas em fevereiro deste ano, número 17,1% maior se comparado ao mesmo período do ano passado. É a primeira vez que as operações foram superiores a sete milhões de toneladas em fevereiro. No acumulado do ano, o montante é de 13.461.242 toneladas, crescimento de 8,1% em relação ao bimestre anterior. Até o final do ano, a previsão é que as operações no complexo santista somem 99,74 milhões de toneladas.

“Em um mês em que fatores como bom tempo e alta de quase 30% nas exportações, fortemente impulsionada pelo início antecipado do escoamento da soja e pela crescente operação com contêineres, Santos quebra mais uma vez recordes de movimentação, garantido pela boa produtividade a adequada infraestrutura” disse o presidente da Companhia Docas do estado de São Paulo (Codesp), José Roberto Correia Serra.

A soja em grãos fechou o bimestre com 1.825.903 toneladas, ultrapassando em cerca de 600 mil toneladas o açúcar como principal produto movimentado no Porto de Santos. A alta da oleaginosa no bimestre foi de 172,6%.

A grande demanda nas exportações brasileiras de soja se deve, segundo especialistas, à expectativa de menor produção do produto no Hemisfério Sul. O cenário impulsionou importadores a antecipar as compras. De acordo com previsão da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), os embarques devem diminuir no final do ano, retornando à queda sazonal no final deste ano e início de 2013.

Os embarques de granéis líquidos, como óleo combustível, diesel, gasóleo e sucos cítricos, também cresceram, impulsionando a alta nas exportações.

Nas importações, o aumento em fevereiro foi de 1,5%. Porém, no acumulado do ano, a queda foi de 4,3%.

A movimentação de contêineres cresceu 9,6% no bimestre, registrando um novo recorde, com 474.219 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés).

A média da tonelagem operada por embarcação subiu para quase 10% em relação ao primeiro bimestre do ano passado. Mesmo com 1,6% menos atracações (total de 939), o ganho foi de 8,1%, reflexo do aumento da capacidade transportada pelos navios, permitida pelo aumento da profundidade do canal de navegação.

Quanto à balança comercial, Santos teve crescimento de 13,24%, registrando US$ 17,1 bilhões de trocas comerciais até fevereiro, garantindo 25,2% do total brasileiro. As exportações chegaram a US$ 8,3 bilhões, com aumento de 13,69% no bimestre. As importações cresceram 12,82%, atingindo US$ 8,8 bilhões.

Fonte: A Tribuna

Porto do Pecém terá R$ 2 bilhões até 2016

O Porto do Pecém aguarda licença ambiental emitida pelo Ibama para seguir a segunda etapa das obras de expansão e modernização. O terminal completa hoje 10 anos de inauguração

Estavam lá. Tasso Jereissati, governador do Ceará de então; José Serra, que lançara o edital de licitação das obras em 2005 quando ministro do Planejamento; e Juraci Magalhães, prefeito de Fortaleza à época. Era a inauguração oficial do Terminal Portuário do Pecém, em 28 de março de 2002.

O porto, com seu complexo industrial batizado de Mário Covas – nome votado na Assembleia Legislativa -, recebeu investimento do Governo do Estado da ordem de R$ 220 milhões, segundo informou o secretário de Infraestrutura do período, Maia Júnior. Houve também recursos do Governo Federal.

Dez anos depois, sob a tutela do governador Cid Gomes, o Porto do Pecém prepara-se para a agenda de expansão e modernização. Serão R$ 2 bilhões até 2016.

A Secretaria da Infraestrutura do Estado (Seinfra) já assinou o contrato com o consórcio vencedor Marquise/QG/Ivaí, formado pela Construtora Marquise; Queiroz Galvão e Ivaí Engenharia de Obras. O valor firmado foi de R$ 568,7 milhões, com término das obras em 30 meses a contar da data de assinatura da ordem de serviços.

Para começarem os trabalhos, falta a licença ambiental, emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama). A expectativa é que saia ainda neste mês ou no início de abril. O Ibama informou que o documento está em analise.

A segunda etapa da expansão inclui uma nova ponte de acesso ao quebra-mar existente com 1.520 metros (m) de extensão; pavimentação de 1.065m sobre o quebra-mar; ampliação do quebra-mar em cerca de 90m; alargamento em cerca de 33m da ponte; construção de 600 metros de cais com dois berços de atracação de navios cargueiros ou porta-contêineres, informou a Seinfra. Está prevista ainda a ampliação do pátio da retro-área de aproximadamente 69 mil metros quadrados.

Em agosto de 2011, foram entregues as obras do Terminal de Múltiplo Uso (Tmut), que tem dois berços de atracação; quebra-mar ampliado para mil metros e o prolongamento da ponte existente. A obra custou cerca de R$ 410 milhões.

A importância do Porto do Pecém e do seu complexo industrial foi tratado pelo O POVO na reportagem especial Dossiê Pecém, que começou a ser publicaa no dia 18.

Siderúrgica em pauta
O governador Cid Gomes se reuniu, ontem, no Palácio da Abolição, com o presidente da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), Marcos Chiorboli, além de representantes da Zona de Processamento de Exportação (ZPE).

Na pauta, a preparação da área da CSP para receber o material de construção, grande parte vindo da China, está previsto para chegar, em abril, conforme O POVO adiantou em matéria noa dia 21.

O quê

ENTENDA A NOTÍCIA

Porto do Pecém tem aspectos naturais de profundidade e localização muito competitivos. A infraestrutura está sendo montada e o empresário começa a se sentir mais seguro em fazer negócios no local.

Retrospectiva

Março/2002. Inauguração oficial do Porto do Pecém e do seu complexo industrial. Um dos dois nomes que estavam em votação para batizar o complexo era Cícero Romão Batista, mas Mario Covas acabou sendo escolhido.

Fevereiro/2003. Estudo Refinaria – Razões Técnicas de Sua Localização, feito pelo Núcleo de Pesquisa em Logística, Transporte e Desenvolvimento (Nupeltd), aponta o Porto do Pecém como o melhor para receber uma refinaria.

Maio/2005. Pesquisadores visitam o Ceará para definir os detalhes da construção de uma usina de geração de energia por meio das ondas do Porto do Pecém.

Dezembro/2007. Governo do Estado determina um estudo para montar o plano diretor do Complexo do Pecém e um planejamento para os dez anos seguintes.

Agosto/2008. O então presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, afirma, pela primeira vez à imprensa cearense, que a refinaria no Pecém seria mesmo construída e teria o início das obras em 2009.

Novembro/2009. Porto do Pecém completa 3 anos seguidos como líder em exportação de frutas.

Fevereiro/2010. Primeiro carregamento de minério de ferro.

Fonte: O POvo (CE)

Custo do frete em Mato Grosso é mantido em 2012

Autor: A Gazeta

Custo do frete rodoviário se manteve estável nesta safra agrícola, segundo informações da Associação dos Transportadores de Carga de Mato Grosso (ATC). Excepcionalmente, o reajuste de 15% previsto para este período não se confirmou. Explicação é a maior disponibilidade de transportadores autônomos, por causa da quebra de safra no Sul do país, além das negociações realizadas pelas tradings diretamente com os caminhoneiros e com os produtores, diz o diretor executivo da entidade, Miguel Mendes.

“Hoje o frete não está sob domínio das transportadoras. Quem interfere nos preços são as grandes tradings”. Mantendo cada uma seu próprio departamento de logística, essas empresas contratam o transporte com caminhoneiros autônomos, embutindo o preço do frete na compra da produção agrícola. “Por isso, o preço negociado não chega na planilha de custo do transportador, mas é cobrado dos produtores, que continuam reclamando que estão pagando caro”.

Para continuar operando, as transportadoras aceitam os preços propostos pelas grandes compradoras de grãos. Pela retirada de uma tonelada de soja do município de Sorriso, um dos principais produtores nacionais da oleaginosa, são cobrados em média R$ 230 até o Porto de Santos, segundo o proprietário da Transportadora Roma, Romoaldo Nunes Cavalheiro. Em Mato Grosso, há 110 empresas de transporte atuando. Estimativa da ATC é que 12 mil caminhões trafeguem pelas rodovias estaduais durante a safra agrícola.

Porto de Santos deve dobrar capacidade de operação até 2014, diz diretor

São Paulo – O Porto de Santos deve dobrar a capacidade de operação até 2014, segundo o diretor de planejamento da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Renato Barco. A previsão é que com a construção de dois novos terminais o porto passe a movimentar 8 milhões de teus em carga – cada teu equivale a um contêiner de 20 pés cúbicos (38,51 metros cúbicos), que pode transportar aproximadamente 10 toneladas.

Os investimentos para a construção dos novos terminais, totalizando cerca de R$ 3,5 bilhões, serão feitos pela Empresa Brasileira de Terminais Portuários S.A (Embraport) e pela Brasil Terminal Portuária. Com as obras, o porto passará a trabalhar com folga – a demanda prevista para 2014 é de 4,25 milhões de teus. “Em um ano e meio nós vamos mais que dobrar a nossa movimentação, esse é o nosso plano, o nosso projeto”, ressaltou Barco. Em 2011 foram movimentados 2,9 milhões de teus em Santos.

A construção permitirá, de acordo com o diretor, a criação de até 1,5 mil empregos. Atualmente, cerca de 15 mil pessoas trabalham no porto. “Considerando os operadores portuários e os trabalhadores administrativos que operam nos mais variados terminais do porto”, explicou Barco.

Além dos novos terminais, Barco destacou que a obra de dragagem para aprofundamento do cais já está 95% finalizada. “É uma obra do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], está elevando o nível de atendimento e colocando o Porto de Santos como um dos mais importantes do mundo”, disse sobre a intervenção que vai aumentar a profundidade do canal de 12 metros para 15 metros.

Apesar das melhorias, o diretor ressaltou que ainda existe um gargalo para o transporte das mercadorias até o porto. Isso porque os veículos de carga têm que enfrentar o tráfego intenso nas rodovias do Sistema Anchieta-Imigrantes, que liga a capital paulista com o litoral e, por isso, tem fluxo intenso nas épocas de temporada. “Em toda essa estrada o caminhão compete muito com o carro de passeio. Ainda mais em época de temporada, época de calor”, assinalou.

Para solucionar o problema, Renato Barco defende a ampliação da malha ferroviária para, inclusive, contornar a capital paulista, que restringe o tráfego de caminhões durante o dia. “Hoje, por exemplo, as mercadorias que chegam do interior de São Paulo ou de Mato Grosso param para atravessar São Paulo somente à noite.”

Fonte: Agência Brasil/Daniel Mello

IQPC prepara 1ª conferência “Logística de Cargas Valiosas e Vulneráveis”

REDAÇÃO PLANETA SEGURO
Estatísticas mostram que os roubos de cargas continuam crescendo no país. Para não serem surpreendidas nas estradas, as empresas de transportes investem cada vez mais em técnicas e sistemas de controle.
Dados do SETCESP (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região) indicaram que, somente no Estado de São Paulo, o roubo de cargas causou prejuízos de R$ 193 milhões, em 2.521 casos contabilizados em 2003.
Segundo outras entidades do setor, em todo o país o total de perdas com este tipo de delito quase dobraram em seis anos, saltando dos R$ 350 milhões em 1998 para mais de R$ 600 milhões em 2004, com mais de 10.000 ocorrências registradas. Para se defender do crime organizado, as empresas de transporte passaram a investir em estratégias avançadas de gerenciamento de risco e segurança.
Pensando nisso, o IQPC preparou a 1ª edição da conferência “Logística de Cargas Valiosas e Vulneráveis” que ocorrerá nos dias 25 e 26 de Abril de 2012. O objetivo é trazer tantos os principais embarcadores dos setores mais atingidos, tratando das estratégias de redução no índice de ocorrências de sinistros nas cargas, como também da solução, através dos provedores, mostrando as ferramentas que podem combater o crime e aumentar a segurança na logística das mercadorias mais visadas.