Volume mensal da Santos Brasil cresce 15% em Santos

O volume movimentado pela Santos Brasil no Porto de Santos atingiu 95.567 contêineres em setembro, o que correspondeu a um aumento de 15% em relação ao mesmo período de 2011. Na comparação com agosto, houve queda de 9,4%. Os dados, calculados pelo JP Morgan, levam em consideração datas de saída das embarcações no mês em questão.

Os números reforçam sua visão positiva para as units da Santos Brasil. O banco revisou recentemente suas estimativas para cima, diante da avaliação de que a concorrência afetará os volumes da empresa mais tarde que o esperado. Em relatório assinado por Fernando Abdalla e Ricardo Rezende, o JP Morgan chamou atenção para o mix de contêineres em setembro. “A empresa indicou que, no mês, os contêineres cheios representaram cerca de 78% do mix”, disse o banco.

Ainda com base nos números da instituição, a movimentação da Santos Brasil atingiu cerca de 300 mil contêineres no terceiro trimestre, um aumento de 14,5% ante igual intervalo de 2011. O JP Morgan estima crescimento consolidado – o que inclui a movimentação nos terminais de Imbituba, em Santa Catarina, e Convicon, no Pará – de 9,4% para os três meses encerrados em setembro.

Em relatório, o JP Morgan também ressaltou que os papéis da Santos Brasil estão sob pressão desde meados de setembro, quando o governo anunciou novas medidas para o setor elétrico. Os investidores estão preocupados, principalmente, com as condições de renovação da concessão da Santos Brasil no Porto de Santos – com vencimento em 2022 – e as ações ainda sofreram com alguns “ruídos” referentes a potenciais reduções de tarifa, segundo o banco.

Embora diga que não ficará surpreso se os papéis permanecerem pressionados pelo risco regulatório, o JP Morgan destacou que a Santos Brasil não terá dificuldades para renovar a concessão e considera muito baixa a probabilidade de as tarifas serem diminuídas.

“Nossa percepção é de que o governo deseja mais investimento para aumentar a capacidade do setor, e qualquer sinal de não renovação dos contratos ou o estabelecimento de limites de preços levariam a um menor Capex”, escreveram os analistas do banco.

Conforme os cálculos do JPMorgan, pelo critério EV/Ebitda (indicador que mostra o valor da empresa sobre a sua geração de caixa e que pode dar uma ideia do prazo de retorno do investimento), as units da Santos Brasil estão sendo negociadas a um múltiplo de 6,9 vezes para 2013, um desconto de 33% em relação aos seus pares globais. O banco reiterou a recomendação de “overweight” (acima da média do mercado) para os ativos.

As units da empresa subiram 3,44% no último pregão, para R$ 30. Embora acumulem alta acima de 22% no ano, as units caem 11,8% desde 10 de setembro. A medida provisória com novas regras para a renovação das concessões para o setor elétrico foi editada no dia 11.

Fonte: Valor / Beatriz Cutait

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