Balança comercial brasileira voltou a registrar déficit

Brasília – A balança comercial brasileira voltou a registrar déficit (exportações inferiores às importações) de US$ 1,35 bilhão na quarta semana de novembro. O valor resulta de US$ 4,15 bilhões em vendas externas e US$ 5,5 bilhões em compras do Brasil no exterior. Com isso, o saldo comercial acumulado no ano, que estava negativo em US$ 105 milhões, passou a deficitário em US$ 1,455 bilhão. As informações foram divulgadas hoje (25) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

O resultado negativo ocorre após superávit de US$ 808 milhões na terceira semana do mês, puxado pela exportação de uma plataforma de petróleo. Na prática, a plataforma não chega a deixar o país, sendo vendida a uma subsidiária da Petrobras no exterior, em uma operação que visa à redução dos gastos com impostos. Segundo o ministério, a operação é considerada legalmente exportação e está de acordo com  critérios da Organização das Nações Unidas (ONU).
A média diária das exportações na quarta semana de novembro ficou em US$ 830,2 milhões, 24,8% abaixo do apurado até a terceira semana, US$ 1,104 bilhão. Produtos industrializados e não industrializados foram responsáveis pela retração. As vendas de itens básicos recuaram 32,3%, principalmente em função das carnes de frango e bovina, do milho, café, petróleo bruto e da soja em grão. O comércio de semimanufaturados e manufaturados também caiu, respectivamente 23,6% e 16,5%. No primeiro grupo, açúcar, ligas de ferro, ouro e couros e peles puxaram o recuo. No segundo caso, entre os responsáveis, estão automóveis de passageiros, autopeças, motores e geradores e veículos de carga.

Do lado das importações, houve crescimento de 18,1% na média diária da quarta semana, que ficou em US$ 1,1 bilhão. A alta é explicada pelo aumento das compras do Brasil no exterior de combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, aparelhos eletroeletrônicos, automóveis e plásticos.

Mariana Branco
Repórter da Agência Brasil

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Brasil tem saldo positivo comercial acumulado em novembro

Reuters

A balança comercial brasileira registrou superávit de R$ 2,13 bilhões (US$ 916 milhões) entre os dias 1º e 10 de novembro, impulsionado pela queda nas importações, informou nesta segunda-feira (11) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

No período, com seis dias úteis, as importações somaram R$ 12,13 bilhões (US$ 5,2 bilhões), 16,1% abaixo da média diária de novembro do ano passado e 13,5% inferior ao mesmo período de outubro.

Os gastos com a importação de combustíveis e lubrificantes, que este ano vêm castigando o resultado comercial brasileiro este ano, tiveram queda de 56,9% nos primeiros dias de novembro ante o mesmo período de 2012, pela média diária. Adubos e fertilizantes recuaram 41,5 %, e automóveis e partes, tiveram retração de 11,3%, entre outros.

Já as exportações somaram R$ 14,27 bilhões (US$ 6,116 bilhões), queda de 0,4% em relação ao mesmo período de novembro do ano passado e alta de 2,7% ante outubro –ambas na comparação pela média diária.

Em relação a novembro de 2012, as vendas de produtos básicos cresceram 18,9% graças ao desempenho de soja em grão, fumo em folhas, minério de cobre, petróleo em bruto, farelo de soja, carnes de frango e bovina, e minério de ferro. A queda nas vendas de produtos manufaturados (-16,1%) e semimanufaturados (-11,5%) limitou o desempenho dos embarques.

No acumulado do ano, as exportações somam R$ 481,77 bilhões (US$ 206,587 bilhões) e as importações, R$ 483,27 bilhões (US$ 207,500 bilhões), gerando um déficit de R$ 2,12 bilhões (US$ 913 milhões), ante superávit de R$ 42,48 bilhões (US$ 18,238 bilhões) no mesmo período de 2012.

A balança comercial brasileira se aproxima do fim do ano com um dos piores desempenhos da história do comércio exterior do país.