COMPORTAMENTO DO TRANSPORTE AÉREO GLOBAL EM JANEIRO

Crescimento encorajador” de 5%

Volumes globais ainda estão abaixo dos níveis registrados em 2010 e 2011

A Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata) divulgou que o transporte aéreo global de cargas registrou crescimento de 5% em janeiro, o que mostra a estabilização desse mercado desde o final de 2012, que teve um “crescimento encorajador”.

“O negócio de carga aérea está mostrando alguns sinais encorajadores, mas ainda é muito cedo para ser otimista demais. Enquanto o declínio parou, os volumes globais ainda estão abaixo dos níveis de 2010 e 2011. A economia mundial é frágil. Nossa previsão para o crescimento da demanda permanece modesto de 1,4%”, disse o CEO da Iata, Tony Tyler.

“O transporte de carga aérea é importante para a economia global e da vida cotidiana. Em valor, quase um terço dos bens comercializados internacionalmente são enviados via aérea. Emprego e oportunidades econômicas são criados por meio da ligação de mercadorias aos mercados. E vidas são enriquecidas pelo comércio global de produtos e serviços, o que é tornado possível pela conectividade aérea. Apoiar o sucesso do setor é do interesse de todos”, disse Tyler.

 

Remessas

 

O envio de remessas aéreas para mercados internacionais teve expansão de 4,5% em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2012. Em mercados domésticos o crescimento de janeiro foi de 7,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

A oferta total do transporte de cargas registrou crescimento de 2,1% em janeiro. Em vôos internacionais e domésticos, a capacidade teve aumentos de 2,3% e de 1,3%, respectivamente, nas mesmas bases comparativas.

 

América Latina

 

As companhias aéreas da América Latina foram as únicas que apresentaram queda na demanda, de 1,6%, em relação ao ano anterior. No entanto, houve aumento de 10,2% na capacidade.

As companhias locais vêm aumentando a capacidade de carga aérea para aproveitar as oportunidades de crescimento do comércio de muitas economias locais. Este potencial de crescimento também está atraindo companhias aéreas de outras partes do mundo, acirrando a concorrência.

 

África e Ásia

 

As companhias africanas relataram aumento de demanda de 3,7%, enquanto a capacidade teve uma evolução de 13,9%. As transportadoras da região se beneficiaram de um forte crescimento econômico, particularmente na África Ocidental.

A demanda das operadoras da Ásia-Pacífico, que representam 39,2% de carga aérea mundial, cresceram 7,1%, enquanto a capacidade caiu 0,4%. Com o ajuste para o Ano Novo Chinês, estima-se que as transportadoras da região tiveram crescimento de cerca de 3% da demanda.

 

EUA e Europa

 

As companhias norte-americanas tiveram um crescimento modesto, de 0,6%, em relação a janeiro de 2012, enquanto a capacidade se reduziu em 1%. Os consumidores norte-americanos estão tendo perspectivas mais positiva sobre a economia das companhias aéreas da América do Norte.

As européias registraram crescimento da demanda de 1,2%, metade do crescimento de 2,4% na capacidade. De acordo com a Anac, a debilidade econômica na Zona do Euro, que é um grande mercado de bens de consumo, está atrapalhando o crescimento do comércio mundial, e vai limitar o crescimento dos volumes de carga aérea em 2013.

As companhias aéreas do Oriente Médio continuam a ter o crescimento mais rápido de todas as regiões: 16,3% em relação a janeiro 2012. O capacidade aumentou em 12,4%. As transportadoras da região continuam a se beneficiar da rota e da capacidade de expansão das economias que crescem rapidamente na África Ocidental e na Ásia.

Monitor Mercantil

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AviancaTaca terá Airbus A330F para transporte de carga

A Tampa Cargo, empresa de transporte de carga da  AviancaTaca, incorporou oficialmente nesta quinta-feira (17/01) a primeira de quatro novas aeronaves Airbus A330-200F cargueiros, que foram compradas pela empresa.

Com a adição deste avião eco-eficiente em rotas de e para a Colômbia, Estados Unidos, México, Brasil e Peru, a Tampa Cargo oferece aos seus clientes na América Latina e nos Estados Unidos, uma ferramenta que oferece maior capacidade para o transporte de bens e mercadorias.

De acordo com o CEO da AviancaTaca, Fabio Villegas Ramirez, “tendências no mercado de carga em toda a América, nos encorajaram a expandir este negócio. Queremos que tanto os importadores quanto os exportadores da região vejam na AviancaTaca e na Tampa um aliado ideal para o cumprimento de seus objetivos de negócio.”

Airbus A330-200F – O novo cargueiro de médio porte é ideal para destinos de alta demanda transnacional operacional. Essas aeronaves, alimentadas pela Rolls-Royce Trent 772, com capacidade para transportar até 70 toneladas de carga e um alcance de até 4.000 milhas náuticas, fazem parte da estratégia lançada por ordem AviancaTaca para reforçar a sua capacidade de de transporte de carga na região.

O novo Airbus A330-200F, que possui tecnologia avançada, é conhecido por sua eficiência e desempenho operacional, bem como os baixos níveis de emissão de ruído e poluição. Seu design, especialmente concebido para o transporte simultâneo de vários tipos de carga, faz com que os A330-200F sejam a alternativa ideal para a mobilização de diferentes materiais no mesmo voo. Tudo isso graças a seus dispositivos especiais para zonas de controle de temperatura.

Fernanda Lutfi

fonte: http://www.mercadoeeventos.com.br/

Navios para cabotagem aumentam 48% em 5 anos, diz Ilos

Agência Estado

O número de embarcações disponíveis para o transporte marítimo de cargas no Brasil deve crescer 48% – para 231 navios – até 2017, informa um estudo do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), divulgado nesta quinta-feira. Atualmente, 156 embarcações fazem a operação de cabotagem no País por meio de 31 empresas.

 

O Ilos mostra que o volume de produtos transportados por meio de cabotagem cresceu, em média, 4% nos últimos oito anos. No período, o transporte de carga geral subiu 15%, também em média. No perfil da carga transportada pela cabotagem, a maior parte é constituída por granel líquido (79%), por conta de combustíveis e óleos minerais, que representam 77% do total de mercadorias que utilizam operação no Brasil.

 

A pesquisa consultou 100 das 500 maiores empresas do País e mostrou que 68% têm a expectativa de aumentar o volume de produtos transportados por cabotagem nos próximos dois anos. O crescimento médio verificado é de 36%. Apenas 9% das companhias responderam esperar queda no uso desse transporte.

 

Para o diretor de Desenvolvimento de Negócios do Instituto Ilos, João Guilherme Araujo, o cenário é animador. “A demanda está colocada. O que devemos fazer é avançar pela perspectiva de como fazer os marcos do setor avançarem e perceber o que o cliente está precisando”, disse, durante a apresentação do estudo.

 

A cabotagem, contudo, ainda responde por 9,6% da matriz brasileira de transporte, enquanto o modal rodoviário representa 65,6%. Para efeito de comparação, na União Europeia a cabotagem significa 37% da matriz de transporte do bloco e na China, 48%, relata o estudo.

Empresas de transporte querem baixar preço de pedágio em MT

Representantes do setor de transporte rodoviário de cargas querem discutir com o governo do Estado o valor do pedágio na MT-130, no trecho que liga Rondonópolis ao entroncamento com a BR-070, em Primavera do Leste (200 km de Cuiabá).

 O preço praticado é de R$ 6,50 por eixo. Em outras praças de pedágio em Mato Grosso, o valor é de cerca de R$ 4.
“Queremos saber por que não fomos chamados para discutir os termos da concessão e nem os valores estipulados. Esse é o pedágio mais caro do Estado e não sabemos como se chegou a esse valor. Não podemos ficar refém de uma decisão que afeta todo o setor”, afirmou o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de Mato Grosso (Sindmat), Eleus Vieira de Amorim.

Sefa fiscaliza transporte intermodal de cargas

Da Redação
Agência Pará de Notícias

A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) iniciou, esta semana, o procedimento de fiscalização do transporte intermodal de cargas. A ação acontece em seis estabelecimentos de transportadoras localizados na Grande Belém e tem como objetivo garantir o recolhimento do Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) para o Pará na modalidade rodoviária, o que não vinha acontecendo.

No primeiro dia da ação foram apreendidas algumas carretas com produtos da Zona Franca de Manaus, trazidas de balsas para Belém, e que são levadas daqui, por estrada, para outros estados. O ICMS era recolhido para o Amazonas.

O Pará defende que o imposto referente ao trecho Belém até o seu destino final seja recolhido aqui, onde se inicia a modalidade de transporte rodoviário.  Uma reunião foi marcada entre as secretarias da Fazenda do Pará e do Amazonas para discutir o assunto. No ano passado a Sefa já havia iniciada este procedimento de fiscalização, que foi sustado a pedido do Amazonas.

De acordo com o diretor de Fiscalização da Sefa, Célio Cal Monteiro, “a legislação de transporte intermodal é nacional e o que o Pará busca é o cumprimento da norma vigente”. Ele esclareceu que o transporte aquaviário inicia em Manaus, e que ao chegar ao Pará passa para a modalidade rodoviária, passando, portanto, a haver recolhimento do imposto ao Pará. “A Sefa está cobrando o ICMS do trecho rodoviário. O contribuinte pode recolher o imposto e prosseguir com o transporte da mercadoria. Caso contrário, a Sefa  apreende a carga e lavra o auto de infração”, informa o diretor.

Segundo o auditor de receitas estaduais, estas mercadorias estão desacompanhadas de documentário fiscal, pois a Sefa não reconhece o documento de transporte rodoviário emitido no Amazonas.