Abit defende divulgação diária de informações sobre comércio exterior

O coordenador da Área Internacional da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Domingos Mosca, defendeu há pouco o aperfeiçoamento do sistema, Aliceweb, da Secretária de Comércio Exterior (Secex), com o objetivo de tornar disponíveis, diariamente, dados individualizados relativos às operações de importação e exportação.

Mosca, que participa de audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, afirma que atualmente o sistema apresenta apenas as médias mensais das operações, o que, segundo ele, pode ocultar práticas desleais de comércio como a importação de produtos finais a preços mais baixos do que o custo da matéria-prima.

“Defendemos o aperfeiçoamento desse sistema para que seja possível identificar o importador ou o exportador, o valor total, quantidade e o valor por quilo, a exemplo do que já ocorre, por exemplo, na Argentina e no Uruguai”, disse Mosca. Ele defendeu a aprovação do Projeto de Lei Complementar 90/11, do deputado Zeca Dirceu (PT-PR), que autoriza o Poder Executivo a divulgar diariamente os dados relativos às operações de importação e exportação.

O diretor executivo da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Pedro Armengol, também defendeu a proposta. Ele afirmou que a divulgação de informações pelo poder publico, sejam elas de interesse coletivo ou individual, reflete um avanço no processo de transparência da gestão pública.

O debate foi proposto pelos deputados Miguel Corrêa (PT-MG) e Afonso Florence (PT-BA).

Açúcar: Exportações brasileiras recuam em abril

De acordo com a Secex (Secretaria do Comércio Exterior), as exportações brasileira de açúcar tiveram um baixa em abril em relação a março. As vendas do produto bruto passaram de 625,3 mil para 434,5 mil toneladas. Neste mês, as exportações totalizaram 1,14 milhão de toneladas. 

As vendas de açúcar refinado também tiveram um declínio. Enquanto em março foram vendidas 369 mil toneladas, e em abril do ano passado, 162,5 mil, em abril deste ano foram somente 114 mil toneladas. 

Segundo uma notícia da agência Reuters, essa queda foi reflexo do atraso na moagem de cana na região Centro-Sul do Brasil na temporada 2012/13 por conta da programação das empresas com grande capacidade ociosa. 

A chegada desse volume da nova safra provoca um aumento do número de navios para embarque de açúcar nos principais portos brasileiros. Segundo Nicolle de Castro, da consultoria SA Commodities, a tendência agora é de que os volumes nos portos continuem crescendo. 

Nesta quarta-feira (2), o volume total de açúcar bruto a ser embarcado era de 679,704 mil toneladas. 

Exportações avançam no 1º trimestre

Puxadas pelo avanço dos embarques de soja, as exportações do agronegócio brasileiro renderam US$ 19,41 bilhões no primeiro trimestre deste ano, crescimento de 8,7% sobre os US$ 17,8 bilhões registrados mesmo período de 2011, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura.

Fonte: Valor Econômico

Carro-chefe do agronegócio nacional, a soja foi o grande destaque das exportações do agronegócio no período. Entre janeiro e março de 2012, as receitas com os embarques do grão mais que dobraram em relação ao mesmo intervalo do ano passado, alcançando US$ 3,24 bilhões. Ao todo, foram exportadas 6,81 milhões de toneladas de soja em grão, volume 115,3% superior às 3,16 milhões de toneladas do primeiro trimestre do ano passado.

O complexo soja, que inclui grão, farelo e óleo, foi responsável por cerca de 25% das exportações do setor no primeiro trimestre. Esses embarques somaram US$ 4,82 bilhões no período, incremento de 52,6% sobre o mesmo intervalo de 2011. Em volume, foram exportadas 10,31 milhões de toneladas, alta de 66,2% na comparação trimestral.

Ainda que em ritmo bastante inferior, as exportações do setor de carnes também cresceram. No período, os embarques renderam US$ 3,61 bilhões, 2% acima do registrado no mesmo intervalo do ano passado. O volume embarcado de carnes, por sua vez, avançou 4,3%, para 1,43 milhão de toneladas, influenciada pelas exportações de carne de frango (933 mil toneladas) e suína (123 mil toneladas), que cresceram 4,3% e 3,8%, respectivamente. Em contrapartida, os embarques de carne bovina caíram 2,2%, para 258 mil toneladas.

No caso do café, as exportações caíram em volume e receita. Nos primeiros três meses deste ano, os embarques de café totalizaram US$ 1,75 bilhão, recuo de 9% sobre o mesmo intervalo de 2011. Em volume, foram exportadas 374 mil toneladas de café, 21,4% abaixo do verificado um ano antes.

Mais uma vez, a China foi o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Entre janeiro e março de 2012, os embarques ao país asiático renderam US$ 2,95 bilhões, crescimento 84,5% sobre o primeiro trimestre do ano passado.