Reforço no transporte de cargas do PIM cria vagas de emprego

Os novos equipamentos serão destinados, exclusivamente, para o atendimento das atividades dos principais armadores – Aliança, Hamburg SUD, CMA-CGM, Mercosul-Maersk, Log In Logística e NYK – que operam no transporte dos produtos importados e exportados pelo Polo Industrial de Manaus (PIM)

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Para operar esta nova frota de veículos foram criados 115 novos postos de trabalho

Para operar esta nova frota de veículos foram criados 115 novos postos de trabalho(Divulgação)

Com a aquisição de 309 novos veículos o terminal portuário do Estado- Porto Chibatão deve ampliar o atendimento às empresas que compõem o Polo Industrial de Manaus (PIM), além de aumentar a agilidade e eficiência dos serviços.

Os 309 veículos e mais 12 empilhadeiras para contêineres Terex Hamdler que devem começar a operar esta semana, serão manuseados por 115 novos funcionários.

Os novos equipamentos serão destinados, exclusivamente, para o atendimento das atividades dos principais armadores – Aliança, Hamburg SUD, CMA-CGM, Mercosul-Maersk, Log In Logística e NYK – que operam no transporte dos produtos importados e exportados pelo Polo Industrial de Manaus (PIM), no qual o terminal reponde por 80% da movimentação de cargas movimentadas via navios de longo curso e cabotagem.

Na avaliação do gestor do Porto Chibatão, Jhony Fidelis, os investimentos na renovação da frota fazem parte da estratégia do Grupo para manter os altos índices de competitividade e eficiência assim como preparar-se para o aquecimento da produção das indústrias do PIM neste segundo semestre.

“Já reduzimos em 40% o tempo de movimentação decontêineres em nossos pátios neste período e estamos prontos para o aumento da demanda dos produtos fabricados em Manaus para os mercados consumidores do Sul e Sudeste do País previsto para o segundo semestre”, afirmou Fidelis.

Treinamentos

Para operar esta nova frota de veículos, da qual também fazem parte cavalos mecânicos, carretas porta-contêineres, carretas para operação portuária, guindastes e empilhadeiras Reach-Stacker entre outros itens, foram criados 115 novos postos de trabalho na companhia durante o período, assim como a contratação da empresa paulistana Incatep para treinar os colaboradores.

“Além de investir em equipamentos, colocamos recursos próprios para treinar os operadores, uma vez que em Manaus não existe nenhum curso de habilitação básica, ou seja, poderíamos investir mais se existisse mão de obra qualificada no mercado”, avaliou Jhony Fidelis.

Para o segundo semestre, além da continuidade do programa de ampliação da frota, novos investimentos em infraestrutura já estão em andamento como uma nova ponte de acesso ao píer, instalação do scanner de contêineres (o primeiro da região Norte) e uso de novas tecnologias no controle das operações.

 

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Terminal Portuário Chibatão implementa pré-agendamento online

O Terminal Portuário Chibatão, uma das estruturas particulares que operam o transporte de cargas por meio do modal fluvial em Manaus (AM) anunciou que, até julho deste ano, terá finalizado a instalação de seu novo sistema online de agendamento de operações, melhoria que, segundo os operadores, trará mais eficiência e agilidade às exportações.

Segundo os administradores do porto fluvial, o sistema de agendamento já está em fase de testes e será instalado pela primeira vez em um porto da Região Norte do Brasil. Os empresários do Polo Industrial de Manaus estão animados com a novidade, que poderá trazer, além de aumento na performance do porto, redução de custos nas operações.

O sistema vai funcionar por meio do site do porto (www.portochibatao.com.br), que vai rodar um programa no qual os clientes farão a entrada dos dados de seus contêineres a serem embarcados nos navios de longo curso ou cabotagem com antecedência e de forma remota (online). O sistema terá o agendamento com os horários de entrada e saída das cargas, antes mesmo que elas cheguem aos pátios de armazenagem.

“Para as empresas, haverá redução dos custos de armazenagem e transporte. Para o armador, a vantagem é diminuir o tempo que o navio ficará no pier e, para nós, do Porto Chibatão, o pré-agendamento permitirá controle total da operação, aperfeiçoando o atendimento aos nossos clientes e melhor remanejamento dos recursos de acordo com a movimentação e necessidades”, explica Jhony Fidelis, gestor portuário.

De acordo com o executivo do terminal, a expectativa é que, nos primeiros meses de funcionamento da ferramenta, o novo sistema cadastre, em média, 483 contêineres por dia. “Até o final de 2013 a meta é atingir a marca de 100% dos contêineres e cargas agendadas pelo programa”, completa o gestor.

O Terminal Portuário Chibatão conta com uma área total de um milhão de metros quadrados e recebeu em 2012 um aporte de R$ 80 milhões em investimentos para equipamentos e ampliação da infraestrutura. Segundo a empresa que opera o terminal, outros dois portos do grupo, em Belém (PA) e Porto Velho (RO), também receberão o novo sistema de pré-agendamento online.

Fonte: Transporta Brasil

Crise reduz movimento de cargas aéreas em Manaus

Com a exportação, a indústria local liderou a queda na movimentação

[ i ]A quantidade de cargas importadas desembarcadas ficou praticamente estável

Manaus – A movimentação de cargas pelo Terminal de Logística do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes apresentou queda em 2012. Os envios destinados à exportação do Polo Industrial de Manaus (PIM) foram os mais afetados, e retraíram 18,41%, na comparação com 2011.

De acordo com os dados da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) passaram pelo terminal 170.892 toneladas de carga, volume 6,71% menor que o do ano anterior.

Entre os envios e recebimentos domésticos, houve queda de 5,06% nos embarques e de 12,79% nos desembarques. Em 2012 foram descarregados 5,079 mil toneladas.

No embarque de produtos com destino ao exterior, o volume foi 18,41% menor em 2012, quando foram transportadas 316 toneladas.

De acordo com o coordenador do Centro Internacional de Negócios (CIN), da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), José Machado Lima, a queda nas exportações ainda é reflexo da crise econômica mundial. “Na realidade, com a crise de 2008 houve uma desaceleração, cujo reflexo no Amazonas veio surgir a partir de 2011. São consequências da conjuntura do mundo, que afetaram e ainda afetam todo o País”, afirma.

O empresário observa que, com a atual situação política da Venezuela e a continuidade da crise em boa parte dos países europeus, será preciso expandir a negociação com investidores e novos mercados na Ásia e, principalmente, na América do Sul. “Diante da nossa realidade, será preciso alargar essas fronteiras do PIM”.

A quantidade de cargas importadas desembarcadas no terminal de Manaus também teve pequena retração no ano passado, de 0,29%.

Demissões e redução nas importações revelam o enfraquecimento da indústria

De acordo com o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, o consumidor está apreensivo e isso refletiu na produção industrial.

 Com estoques em alta, indústria desacelera produção e comércio tem apelado para constantes promoções a fim de alavancar as vendas

Manaus – A instabilidade na economia internacional e a privação de crédito, imposta pelo governo desde o final do ano passado, vem afetando a produção das empresas do Polo Industrial de Manaus, que já estão crescendo menos que no ano passado. Segundo informações da pesquisa mensal de Produção Industrial, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desempenho da indústria local entre novembro e janeiro foi 0,9% inferior, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

De acordo com o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, o consumidor está apreensivo e isso refletiu na produção industrial. “Houve uma queda no consumo. Tanto é verdade que as empresas estão com os estoques lotados, algumas estão inclusive dando férias para seus trabalhadores. O Comitê de Política Monetária (Copom) até reduziu em 0,75% a taxa de juros, para estimular o consumo. Mas no momento houve um desaquecimento grande e está todo mundo com o pé no freio”, afirma.

Os dados do IBGE mostram que, em janeiro deste ano, a produção industrial do Estado cresceu apenas 0,1%, enquanto que no mesmo mês de 2011 este crescimento foi de 0,8%.

Com o desaquecimento do ritmo nas linhas de produção, as demissões foram inevitáveis. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindimetal-AM), as demissões do primeiro bimestre de 2012 já superaram em 74% as homologações do mesmo período de 2011. E não é só o mercado interno que segue em baixa, as exportações de produtos fabricados no PIM também apresentaram queda no primeiro bimestre do ano, de 15,4%, segundo informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

Em fevereiro o PIM também exportou menos do Japão, queda de 20%, e da Coreia do Sul, que teve queda de 4,32%, embora as importações de insumos chineses tenham continuado em alta. “Como o ritmo das produções está diminuindo, a importação de insumos também caiu, pois as empresas estão com seus estoques cheios”, explicou Nelson Azevedo. O vice-presidente da Fieam observa, no entanto, que a expectativa da indústria é que a produção seja retomada no segundo trimestre.

 

Comércio

 

As vendas do comércio também estão crescendo a um ritmo mais conservador este ano. Segundo informações da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDLM), o comércio cresceu 2,4% em fevereiro de 2012. Índice bem abaixo dos 4,1% de fevereiro de 2011. “O governo está começando a aliviar o fator crédito e isso vai dar uma resposta, mas não é imediata”, afirmou o vice-presidente da Fecomércio, Aderson Frota.

fonte: PORTAL D 24 AM