Governo prorroga inscrição do projeto Primeira Exportação

A Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul prorrogou até o início de maio as inscrições para o projeto Primeira Exportação. O programa assegura consultoria técnica gratuita aos pequenos e médios empresários interessados em entrar no mercado externo. As inscrições podem ser feitas pelo site http://www.seim.pr.gov.br.
A prorrogação foi motivada para atrair mais empresas do interior do Estado. Nos próximos dias técnicos da Secretaria vão ampliar os contatos e, inclusive, viajar a algumas regiões para divulgar o programa. Esse é o segundo ciclo do projeto que, na primeira etapa, atendeu 10 empresas de Curitiba e região. O objetivo agora é atender 40 empresas de todas as regiões do Estado.
“Tivemos bons resultados na primeira etapa e queremos, agora, ajudar as empresas, sobretudo do interior e do litoral, a comercializar no mercado externo”, diz o secretário Ricardo Barros. Para dar o suporte às empresas, a Secretaria criou um núcleo de consultas, em parceria com a FAE Centro Universitário. Alunos da instituição elaboram o diagnóstico da companhia e verificam seu potencial exportador.
Empreendimentos de diversos segmentos econômicos e industriais recebem orientações sobre pesquisa de mercado, eventuais adequações do produto, promoção comercial e a parte operacional da exportação.O trabalho dura em torno de 18 meses e é coordenado pelo professor Joaquim Brasileiro, especialista em comércio exterior.
“Temos de criar a cultura exportadora nos micro e pequenos empresários paranaenses. O programa Primeira Exportação utiliza estratégias, programas e sistemas para inserir essas empresas no cenário internacional”, afirma Brasileiro.
O professor cita que, além das vantagens financeiras, o empresário que exporta quebra a dependência do mercado nacional. “As vantagens são inúmeras e nós vamos levar até eles as ferramentas para que isso ocorra”, conclui.

fonte: http://blogs.odiario.com

Micro e pequenos empresários de todo o Estado são estimulados a exportar

O Governo do Paraná abriu nesta terça-feira (22) as inscrições para o projeto Primeira Exportação, da Secretaria de Estado da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul. O programa dá consultoria técnica gratuita às pequenos e médios empresários interessados em entrar no mercado externo. As inscrições podem ser feitas pelo sitewww.seim.pr.gov.br até 31 de março.

Esse é o segundo ciclo do projeto que na primeira etapa atendeu cerca de 10 empresas de Curitiba e região. Agora, o objetivo é atender 40 empresas de todas as regiões do Estado. Uma comissão vai analisar os negócios e escolher as empresas para participar do programa.

O secretário Ricardo Barros afirma que o Governo do Estado tem a melhor legislação para pequenos e médio empresário, financiamento fácil e capacitação gratuita pelo Bom Negócio Paraná. O lançamento da segunda etapa do programafoi feito durante a reunião do Fórum das Micro e Pequenas Empresas do Estado do Paraná (Fopeme), na manhã desta terça, na Fecomércio. “Temos unidades do fórum em todas as regiões e damos suporte para aqueles que querem entrar no mercado internacional”, completou Barros.

PROGRAMA – Para atender as empresas, a Secretaria criou um núcleo de consultas, em parceria com a FAE Centro Universitário. Alunos da instituição elaboram o diagnóstico da companhia e verificam seu potencial exportador. Empreendimentos de diversos segmentos econômicos e industriais recebem orientações sobre pesquisa de mercado, eventuais adequações do produto,promoção comercial e a parte operacional da exportação.

O trabalho dura cerca de 18 meses e é coordenado pelo professor Joaquim Brasileiro, especialista em comércio exterior. “Temos que criar a cultura exportadora nos micro e pequenos empresários paranaenses. O programa Primeira Exportação utiliza estratégias, programas e sistemas para inserir essas empresas no cenário internacional”, afirma Joaquim.

O professor cita que além das vantagens financeiras, o empresário que exporta quebra a dependência do mercado nacional. “As vantagens são inúmeras e nós vamos levar até eles as ferramentas para que isso ocorra”.

NÚMEROS – Segundo dados do Governo Federal, apenas 6% da exportação paranaense é feita por meio de micro e pequenas empresas. Apesar de ser maior que a média nacional (4%) está muito abaixo do índice de países como Estados Unidos, Alemanha, França e Japão, onde o setor representa mais de 20 % da exportação na balança comercial.

“O Primeira Exportação já vem colhendo bons resultados no Paraná e o seu segundo ciclo vem agora para capacitar também empresários do interior, além dos de Curitiba e região metropolitana”, reforça o professor da FAE.

RESULTADOS – Um dos empreendimentos que receberam consultoria é a Qualinova, localizada em Pinhais, região metropolitana de Curitiba. A empresa fez modificações no site e criou novos produtos para o mercado internacional e, em setembro do ano passado, foi uma das 30 empresas expositoras no Pavilhão Brasileiro da Americas’s Food and Beverage em Miami (EUA).

O projeto Primeira Exportação também colocou no mercado internacional a curitibana Satech do setor de telecomunicações. Há cerca de um ano, a empresa fechou negócio com empreendedores paraguaios para a montagem e industrialização de cabos conectorizados.

SERVIÇOS – O Primeira Exportação é gratuito e tem duração aproximada de 18 meses. Mais informações nos sites da Secretaria de Indústria e Comércio (www.seim.pr.gov.br) e do projeto (www.primeiraexportacao.mdic.gov.br).

Brasil investirá R$ 2,3 mi para ampliar exportação de leite

País pretende aumentar em 30% as vendas externas do produto até 2014

por Estadão Conteúdo
 Shutterstock

O Brasil é o quinto produtor mundial do setor lácteo, com uma produção anual de cerca de 32 bilhões de litros de leite

Brasil pretende ampliar as exportações de leite em 30% até 2014. Nesse sentido, serão investidos pelo menos R$ 2,3 milhões, nos próximos dois anos, para a execução deações de promoção comercial do produto no mercado externo. O recorde brasileiro de exportação do leite aconteceu em 2008, com faturamento total de US$ 541 milhões. Estão previstas missões de prospecção de negócios e parcerias em países como Angola, Arábia Saudita, Argélia, Emirados Árabes, Venezuela, China, Iraque e Egito.

A iniciativa faz parte de uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a qual será formalizada na manhã de quinta-feira (21), em Brasília (DF).

Em comunicado, a OCB informa que, atualmente, cerca de 40% da produção brasileira de lácteos passa – de alguma maneira – por uma cooperativa. O Brasil é o quinto produtor mundial do setor lácteo, com uma produção anual de cerca de 32 bilhões de litros de leite. A atividade leiteira está presente em 1,3 milhões de propriedades rurais do País, sendo a maior parte delas de agricultores familiares.

 

Empresas de pequeno porte se abrem para o comércio exterior

 

Empresas de pequeno porte se abrem para o comércio exterior Empresas de pequeno porte se abrem para o comércio exterior

Mais de 15 mil empresas brasileiras de pequeno porte possuem negócios no exterior. A África e a América Latina estão, cada vez mais, com as portas abertas para os produtos fabricados no Brasil

 

Exportar exige conhecimento e é um desafio ainda maior às micro, pequenas e médias empresas, que precisam investir em qualificação pessoal e aumentar sua capacidade de produção. Mas, quando os desafios são superados, podem trazer muitos benefícios. Pelo menos essa é a aposta do coordenador do Projeto Extensão Industrial Exportadora (Peiex), da Apex Brasil, Tiago Terra.

De olho no mercado globalizado, a MVM Indústria e Comércio de Revestimentos Sintéticos Ltda, de Eldorado do Sul, começou, em 2010, com apoio da Peiex, a dar seus primeiros passos para o mundo. Especializada em mantas isolantes térmicas e acústicas, fitas térmicas autoadesivas e telas de proteção para construção civil, sua primeira experiência em exportação foi com Cuba, que comprou manta térmica para telhados de casas pré-fabricadas.

De acordo com o sócio e diretor comercial, Martin Sá Martins, o mercado externo representa apenas 10% do faturamento da fábrica, mas a expectativa deste ano é de aumentar em 30%, com foco nos Estados Unidos, Canadá, Europa e América do Sul, em especial a Argentina.

Mas nada acontece de uma hora para outra, e exportar necessita preparação. A MVM, por exemplo, precisou de um ano até se adaptar à nova rotina de comercializar para fora do País. “Melhoramos o controle da qualidade, tanto na produção quanto na administração, no rastreamento da mercadoria, desde a matéria-prima até o cliente, e a formação de preço de venda de exportação”, diz o diretor, que se sentiu seguro com a ajuda da Peiex. “Espero que mais empresas possam se utilizar dessa experiência positiva e busquem a ajuda para se expandir”, recomenda.

“Para crescer é preciso se capacitar e planejar”, orienta o coordenador do Peiex, Tiago Terra. Diagnóstico realizado pela entidade sobre as dificuldades das empresas em exportar, demonstram que 60% estão na qualificação da gestão. O contato com culturas diferentes, com outra mentalidade e todas as suas diferenças, acaba interferindo diretamente nos padrões das empresas. Dessa forma, garante Terra, elas se tornam mais competitivas também no mercado interno. Portanto, ele aconselha que os empresários busquem consultorias e subsídios que venham a melhorar a gestão de seus negócios.

Conhecer o destino do produto, saber se ele teria aceitação, entender as diferenças, a legislação e a língua do país destinatário são requisitos básicos para iniciar um processo de exportação. De acordo com Terra, muitas empresas precisam modificar o design e a cor do produto ou da embalagem a fim de que possam ser aceitos, sem agredir a filosofia do lugar. Seguir os padrões internacionais orientados pelas agências e institutos, como a Anvisa ou o Inmetro, por exemplo, facilita nas negociações. “Isso a levará ao mercado externo e vai aumentar sua competitividade interna”, garante Terra.

É importante, ainda, um bom catálogo dos seus produtos, que ela se preocupe com o marketing e faça as adequações necessárias e, principalmente, tenha certificação. Além disso, existem exigências com relação à Receita Federal e outros órgãos federais e fiscalizadores que precisam ser vistos por uma pessoa ou entidade especializada. De acordo com Terra, os maiores obstáculos para entrar em um novo mercado são: adequações do produto, certificações e a burocracia local.

O Brasil, comenta Terra, é um dos maiores exportadores de commodities, mas as micro, pequenas e médias empresas, apesar da concorrência com os chineses, vendem muitos calçados, vestuário e acessórios. Na área de alimentos, o carro-chefe são as carnes.
 

Fonte: Jornal do Comércio

Encomex prepara profissionais para negócios internacionais

Encontro ocorre dia 29 de novembro, em Bento Gonçalves, e inscrições ainda podem ser feitas

 

A cidade de Bento Gonçalves, vai sediar, no dia 29 de novembro, o Encontro de Comércio Exterior – Encomex Empresarial, evento dirigido a pequenos e médios empresários que pretendem iniciar ou ampliar sua participação no mercado externo. Promovido pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o Encomex Empresarial tem o objetivo de fomentar a cultura exportadora e estimular a participação do empresariado brasileiro no comércio internacional, com a divulgação de informações sobre exportação, mecanismos de apoio ao exportador, oportunidades de negócios e dados referentes à logística e financiamento.

Os painéis, oficinas e palestras terão foco na vocação regional onde se destacam a produção de uva e vinho, móveis, calçados, cutelaria, tecidos, confecções, semijoias além dos setores metalmecânico e de turismo. O evento será realizado no Parque de Eventos Fundaparque, na Rua Alameda Fenavinho, n° 481, em Bento Gonçalves.

Programação
Após a solenidade de abertura, que se realiza às 9h, a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Tatiana Lacerda Prazeres, abrirá o painel ‘O Brasil no Mercado Mundial’, com participação de empresários. Em seguida, o secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Emilio Garofalo Filho, fará a palestra ‘Como lidar com o câmbio nas exportações diante das incertezas externas’.

À tarde, a partir das 14h, o público poderá participar de oficinas setoriais e temáticas, seguidas de debates com os palestrantes. Os temas das oficinas serão:

• Exportação: o caminho para a competitividade;
• Inovação: caminhos para diferenciação e acesso a mercados internacionais;
• Design e Embalagem: inovação na prática do comércio exterior;
• Ferramentas de Apoio ao Exportador Brasileiro;
• Brasil Global Net: ligando o exportador ao mercado internacional;
• Barreiras Técnicas: superando os desafios para acesso aos mercados;
• Mecanismos de financiamento ao Comércio Exterior;
• Entendendo os procedimentos do Drawback, um estímulo a mais para exportar;
• Logística em comércio exterior e os desafios para a exportação;
• Cenário, Perspectivas e Oportunidades de Negócios para a América do Sul;
• Ações de Promoção Comercial da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento;
• Oportunidades de Negócios na Colômbia, Peru e Bolívia;
• Acordos Comerciais e Sistema Geral de Preferências; e
• Como avaliar a competitividade na exportação.

Atendimento e Rodada de Negócios
O Encomex Empresarial Bento Gonçalves também será uma oportunidade para os empresários esclarecerem dúvidas específicas sobre comércio exterior bem como resolver pendências com os especialistas da Secretaria de Comércio Exterior do MDIC. O balcão de atendimento do MDIC funcionará das 10h às 18h. Para agendar os atendimentos, os empresários que já se inscreveram no Encomex Empresarial Bento Gonçalves devem preencher um formulário (disponível no site: http://www.encomex.mdic.gov.br) e encaminhá-lo para os e-mails:encomex@mdic.gov.br e lina.chang@mdic.gov.br .

Também fazem parte da programação os Encontros com Especialistas em Mercados (Rodada com Tradings), organizados pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). A agência promoverá ainda o Projeto Comprador, que realiza reuniões de negócios do Brasil Trade com empresas selecionadas que já operam no mercado internacional e que contam com canais abertos para distribuição de produtos de diversos setores.

Além disso, quem participar do Encomex Empresarial Bento Gonçalves poderá trocar experiências com empresas exportadoras e instituições parceiras que terão estandes no showroom do evento. Mais informações podem ser obtidas através do e-mail: apexbrasil@apexbrasil.com.br.

Apoio Institucional
O Encomex Empresarial Bento Gonçalves é promovido pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC, com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Ministério das Relações Exteriores (MRE) e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Apoiam o evento, no estado, o Governo do Rio Grande do Sul, a Prefeitura de Bento Gonçalves, a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), a Associação das Indústrias de Móveis do Rio Grande do Sul (Movergs), o Centro Gestor de Inovação Moveleiro (CGI), o Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindmóveis), o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), a Associação de Turismo da Serra Nordeste de Bento Gonçalves (Atuaserra), a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Bento Gonçalves (Simmme), a Universidade de Caxias do Sul (UCS), a Fundaparque e a Rede Dallonder.

Inscrições:
Para fazer a inscrição, acesse: http://www.encomex.mdic.gov.br/sitio
 

Fonte: Fimma

Camex reduz imposto de importação de 330 novos itens

Produtos foram incluídos na lista de ex-tarifários, sem produção nacional.
Até o momento, já foram aprovados 2.134 ex-tarifários em 2012, diz MDIC.

Do G1, em Brasília

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) reduziu o imposto de importação de 330 itens de bens de capital (máquinas e equipamentos para produção) e bens de informática, que não têm produção no Brasil, até 30 de junho de 2014, informou o Ministério da Previdência Social nesta quarta-feira (31), quando a medida foi publicada no “Diário Oficial da União”.

No caso dos bens de capital, são 322 ex-tarifários, dos quais 45 são renovações e 277 novas concessões. Para estes itens, a alíquota do imposto de importação recuou de 14% para 2%, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio exterior (MDIC). Sobre os bens de informática, houve redução de imposto de 16% para 2% para impressoras de grande formato e renovação da redução tarifária de 16% para zero para sete equipamentos relacionados a investimentos em tecnologia de TV digital.

Regime de ex-tarifários
O regime de ex-tarifário é um mecanismo de estímulo aos investimentos produtivos no país por meio da redução temporária do imposto de importação para bens de capital e de informática e telecomunicação, que não são produzidos no Brasil.

O objetivo é aumentar a inovação tecnológica por parte de empresas de diferentes segmentos da economia, produzir efeito multiplicador de emprego e renda, além de desempenhar papel especial no esforço de adequação e melhoria da infraestrutura nacional. O regime serve ainda para estimular os investimentos para o abastecimento do mercado interno de bens de consumo e contribuir para o aumento da competitividade de bens destinados ao mercado externo.

Parcial de 2012
Com as duas novas Resoluções da Camex, o número total de ex-tarifários aprovados em 2012 chega a 2.134. “Os benefícios fiscais que passam a vigorar a partir de hoje incentivarão investimentos globais de mais de US$ 7,021 bilhões e investimentos em importações de aproximadamente US$ 340 milhões”, informou o governo.

Em relação aos países de origem das importações beneficiadas com os novos ex-tarifários, destacam-se, de acordo com o MDIC, EUA (44,80%), Alemanha (10,19%) e Itália (7,62%). Os principais setores contemplados, em relação aos investimentos globais, foram o de petróleo (31,37%), o automotivo (19,96%), o de autopeças (11,47%), o ferroviário (8,91%), e o setor de mineração (8,62%).

Entre os grandes projetos que serão incentivados com a redução tarifária, ainda segundo o governo federal, destacam-se a implantação de uma fábrica para produção de duzentos mil veículos por ano, em Rezende (RJ), a construção de uma unidade para produção de mais de vinte mil toneladas de pneus por ano, no Rio de Janeiro (RJ), a construção de uma fábrica de fertilizantes em Três Lagoas (MS), e a expansão da linha verde do metrô de São Paulo (SP).

Empresas ganham incentivo para exportar

O percentual das exportações na receita bruta para que uma empresa seja considerada “preponderantemente exportadora” foi reduzido de 70% para 50%, com a conversão da Medida Provisória 563/12 na Lei 12.715/12 . O texto, que trata do Plano Brasil Maior de incentivo à inovação e produção industrial, foi publicado no Diário Oficial da União da última terça-feira (18).

Com a mudança, mais empresas poderão adquirir insumos nacionais ou importados com suspensão de tributos (IPI, PIS e Cofins). “Com essa medida, o capital de giro das empresas é liberado do recolhimento de impostos, o que abre espaço para o exportador investir mais e obter ganhos de competitividade no mercado externo”, avalia o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.

A vantagem de ser uma “empresa preponderantemente exportadora”, é que a cobrança do IPI, PIS e Cofins fica suspensa já no processo de aquisição dos insumos, nacionais ou importados – o que evita comprometer o capital de giro das empresas exportadoras.

Quando essas empresas não classificadas desta forma compram insumos no mercado interno, há o recolhimento de IPI, PIS e Cofins. Se a produção for exportada, os valores pagos são lançados na contabilidade como créditos fiscais, que serão utilizados para abater parte dos débitos referentes a esses impostos gerados pelas vendas no mercado interno. Como a exportação não gera débito fiscal, a empresa deve pedir o ressarcimento em dinheiro se o percentual das exportações no faturamento total das empresas for elevado, gerando mais créditos do que débitos.

Esse ressarcimento implica investigação da procedência do crédito pela Receita Federal, o que pode comprometer o capital de giro das empresas exportadoras, que aguardam a liberação dos créditos. “A nova regra evita o acúmulo de créditos dos tributos federais em decorrência das exportações, atendendo a uma solicitação dos exportadores brasileiros”, diz a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Tatiana Lacerda Prazeres.

Setores de software e autopeças receberam vetos

Na conversão da MP 563, a sanção presidencial foi feita com 18 vetos, como dois artigos que tratavam do setor de autopeças e de softwares. Segundo o secretário executivo adjunto do Ministério da Fazenda, Dyogo Oliveira, o texto da MP gerava um desequilíbrio, pois, recentemente, o setor de autopeças migrou da tributação na folha de pagamento para a tributação no faturamento. Por conta dessa mudança, a importação de autopeças teve um adicional de 1 ponto percentual na Cofins. “Se a montadora comprasse da fabricante nacional de autopeças, ela pagaria 1%. Se ela comprasse via importação, não pagaria. Por esse motivo, foi vetado o dispositivo”, explicou.

O veto ao artigo da MP que tratava sobre softwares teve motivação semelhante. “A razão do veto também é uma questão de competitividade. Como o software nacional vai pagar 1% de tributo, o revendedor do software importado também tem que pagar 1% para equilibrar a competição, garantindo a igualdade de condições”, disse.

Cesta básica

Entre os vetos, está a proposta que previa a desoneração dos itens da cesta básica, por questões técnicas e jurídicas. O texto da MP 563 esbarrou na Constituição e também no Código Tributário Nacional. “O artigo apenas falava em produtos alimentícios sem, no entanto, especificar quais seriam eles”, explicou Oliveira.

Durante entrevista coletiva no Ministério da Fazenda, o secretário assegurou que o governo vai desonerar a cesta básica. “A desoneração vai ocorrer e sabe-se como: a partir de um grupo de trabalho que identificará quais são os produtos e quais são os tributos”, ressaltou.

O grupo terá até 31 de dezembro para finalizar a nova proposta de desoneração de produtos da cesta básica. A comissão será composta por representantes dos estados, dos ministérios da Fazenda, da Saúde, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A Casa Civil ficará responsável pela coordenação dos trabalhos.

FONTE: INCORPORATIVA