ALL aposta na infraestrutura para crescer neste ano

Os principais setores responsáveis por esta expansão são o de celulose, combustível e contêineres, além de novas logísticas onde a empresa ainda não atua, como o biodiesel.

A América Latina Logística (ALL) estima que seu crescimento industrial será suportado por projetos que desenvolvam a infraestrutura para ampliar a participação juntos aos principais clientes. De acordo com Eduardo Fares, diretor de produtos industrializados, os principais setores responsáveis por esta expansão são o de celulose, combustível e contêineres, além de novas logísticas onde a empresa ainda não atua, como o biodiesel.

O mercado nacional de combustíveis no Brasil teve um crescimento acima do PIB em 2012, com um aumento de 6,5% no consumo, contra um PIB 0,9% maior. Este crescimento foi impulsionado pelo aumento da frota de veículos leves e caminhões e também por uma maior modernização no setor agrícola. Com a ampliação no consumo, as refinarias brasileiras chegaram ao limite da capacidade de refino, obrigando o país a intensificar a importação de diesel e gasolina (em 2010 foram 0,5 bilhões de litros e em 2012 foram 3,7 bilhões de litros). A expectativa é que, nos próximos anos, o Brasil importe 29% de todo o combustível que consome.

Neste cenário, a ALL vem desenvolvendo parcerias estratégicas que colocam a ferrovia como a principal alternativa logística para a importação de combustíveis. Em parceria com a Cattalini Terminais Marítimos, a empresa inicia em abril a movimentação de combustíveis a partir do Porto de Paranaguá com destino a Curitiba, Maringá, Londrina e Guarapuava, no Paraná, além de Passo Fundo (RS) e Ourinhos (SP).

“O projeto deve contribuir para o abastecimento de combustíveis no interior, hoje feito principalmente por dutos e pelas rodovias, modais que já estão saturados”, diz Luís Gustavo Vitti, gerente da Unidade de Líquidos da ALL.

Já o mercado de contêineres é considerado o mais promissor para o setor ferroviário. Por meio da subsidiária Brado Logística, a ALL receberá o aporte de mais de 1,9 mil vagões plataformas e a aquisição de 30 locomotivas dedicadas ao transporte de contêineres. Com estes investimentos, a expectativa da ALL é de crescer mais de 40% com relação ao ano passado na área de contêineres e aumentar para 12% a participação do mercado nos próximos três anos.

Além disso, a companhia trabalha tem projetos em operação com a Fibria e, para 2015, com a Klabin. Os projetos somam juntos mais de três milhões de toneladas/ano. Esse volume deve representar, em 2015, 19% de toda a produção nacional e 27% da exportação de celulose brasileira.

“A solução ferroviária para esse produto tem sido fundamental para a viabilidade da execução de novos projetos fabris longe dos portos. Por isso, as grandes produtoras estão buscando a ALL para participar do desenvolvimento dos seus novos projetos, como foi o caso da Fibria e da Eldorado”, revela o gerente de Industrializados da ALL, Guilherme Caetano.

Fonte:Brasil Econômico

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Falta de logística e burocracia atrasam transporte de cargas aéreo no Brasil

Tempo médio de liberação dos produtos é de 175 horas no Brasil.
Nos EUA, são seis horas, e, na China, só quatro horas de espera.

A falta de logística e a burocracia no transporte de cargas aéreas fazem com que a liberação de produtos demore até uma semana.

No comércio exterior, só viajam de avião mercadorias de primeira classe.  No Brasil, menos de 1% do comércio exterior é feito por aviões, mas essas mercadorias representam mais de 10% do valor total. Só chegam aos aeroportos produtos caros e que precisam ser entregues com urgência.

Nos aeroportos brasileiros, porém, a pressa perde para a burocracia. Um estudo divulgado nesta terça-feira (2) pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro mostra que, em cinco aeroportos com grande volume de carga, o tempo médio de liberação dos produtos é de 175 horas, mais de uma semana.

A espera parece ainda mais longa se comparada com outros aeroportos do mundo.  Em Londres, a carga é liberada em oito horas; nos Estados Unidos, seis horas, e, na China, só quatro horas de espera.

Para os especialistas, uma solução simples seria aumentar o horário de funcionamento de órgãos como a Receita Federal. “Aqui no Brasil, as autoridades que precisam liberar os produtos trabalham durante apenas o expediente. Muitos departamentos só trabalham seis horas por dia, de segunda a sexta, e, no mundo todo, trabalha 24 horas, sete dias por semana”, afirma Eugênio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan.

“O governo trabalha para que a escala de trabalho seja adequada às necessidades de importação e exportação de produtos, carga e descarga de produtos e de passageiros, 24 horas por dia”, diz Moreira Franco, secretário nacional da Aviação Civil.

O setor farmacêutico é o mais prejudicado. Uma carga de remédios de R$ 35 milhões paga R$ 287 mil no aeroporto do Rio de Janeiro, 40 vezes mais do que o custo no aeroporto de Cingapura, um dos mais ágeis do mundo.

“Se isso é agravado por armazenagem, perdas, atrasos, estocagens desnecessárias, muitas vezes o produto acabado tem um custo muito elevado no preço final que chega ao consumidor”, afirma Carlos Fernando Gross, presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos do Estado do Rio de Janeiro.

A Receita Federal informou que existe um plantão de despacho de carga 24 horas apenas para produtos perecíveis. Declarou ainda que a demanda pelo serviço de liberação de mercadorias em tempo integral é pequena.

fonte: G1

Fórum de Transporte e Carga debate logística em MT

Da Redação

As questões relacionadas às condições trabalhistas e de cargas no setor de transporte em Mato Grosso foram debatidas hoje (19) pela manhã, durante reunião do Fórum de Transportes e Cargas, sob a coordenação da deputada Luciane Bezerra (PSB). A abertura do fórum foi feita pelo deputado Wagner Ramos.

De acordo com a parlamentar, o objetivo é adequar as propostas de diversas entidades e órgãos que contribuam para a melhoria do setor. A reunião teve como base, demandas registradas na malha viária estadual e federal, observadas por Luciane Bezerra, durante uma visita feita, na semana passada, à base da América Latina Logística (ALL) em Rondonópolis, sul do estado.

A empresa tem feito a expansão da ferrovia em Mato Grosso com a possibilidade de atender as demandas dos produtores na região norte do estado. Entre as demandas, a melhoria na prestação de serviços aos caminhoneiros, que fazem o transporte da produção agrícola até o terminal da ALL, em Rondonópolis e Alto Taquari.

No entanto, a deputada disse que o foco do fórum é promover discussões sobre as questões ligadas ao setor logístico e de infraestrutura nos moldais no estado. E neste caso, um estudo apresentado pelo Diretor Executivo de Projetos de Logística, Edeon Vaz Ferreira, mostra que Mato Grosso ainda não superou o desafio de solucionar os problemas nas estradas federais e estaduais.

O estado que mais produz no Brasil é também o que tem o frete de sua produção mais caro do país. Segundo as estatísticas apresentadas por Edeon Vaz, somente em fevereiro de 2013, as empresas de transportes e cargas pagaram 56% de frete em relação ao mês passado.

O fórum defende a conclusão de todas as obras de infraestrutura em andamento no estado. Conforme os estudos, Mato Grosso pode reduzir os custos do frete por meio de melhorias dos modais, ferroviário e hidroviário, mantendo um número reduzido de caminhões trafegando pelas rodovias. Isso, segundo os representantes propicia qualidade de vida e renda ao estado de Mato Grosso.

As questões também foram abordadas pelo Chefe de Serviços do DNIT, Orlando Fanaia Machado que representou o superintendente do órgão, Luiz Antônio Garcia.

De acordo com Orlando Fanaia, o DNIT tem feito o trabalho funcional de recuperação da malha viária em diversas regiões do estado com a finalidade de atender as demandas do setor. “São várias ações que estão sendo feitas nas rodovias federais que contribuem para a melhoria dos serviços no setor do transporte”, disse Orlando.

Intermodal South America: Brasil e Alemanha celebram parceria comercial e logística em São Paulo

SÃO PAULO, 14 de março de 2013 /PRNewswire/ — O fortalecimento das relações entre Brasil e Alemanha e o momento econômico propício para o intercâmbio comercial trará a São Paulo a 4ª Conferência de Logística Brasil-Alemanha. Pela primeira vez na capital paulista, o evento acontecerá durante a 19ª Intermodal South America – Feira Internacional de Logística, Transporte de Cargas e Comércio Exterior, de 02 a 04 de abril, no Transamérica Expo Center.

Conceituada como uma plataforma para o intercâmbio entre empresas, políticos e especialistas do setor, a conferência é uma parceria da Associação Alemã de Empresas de Logística (BVL) e da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro.

Dados recentes de pesquisa realizada entre os associados da câmara apontam que, pelo menos 60% das empresas possuem projetos concretos de investimento em vários setores do mercado brasileiro. O Brasil é visto com grande interesse por sua ebulição econômica e pelos inúmeros projetos de infraestrutura em curso. Aos olhos das empresas alemãs, o país tem-se posicionado como um polo concentrador de investimentos e como um mercado carente de soluções logísticas, segmento no qual as empresas alemãs são reconhecidas por sua expertise

CASES. Durante a 4ª Conferência de Logística Brasil-Alemanha, palestrantes de grandes empresas e especialistas da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha destacarão cases de sucesso e apontarão as melhores práticas em logística para que tomadores de decisão, investidores e indústrias possam potencializar seus negócios.

Com público estimado em 200 participantes, a conferência gerará ainda mais oportunidades na 19ª Intermodal South America. “A discussão em torno das soluções que possam aperfeiçoar os fluxos logísticos entre os países assume uma posição estratégica nos negócios tanto para nossos expositores, quanto às empresas que demandam dessa expertise. É mais uma oportunidade gerada na feira para alavancar a produtividade do setor”, destaca o gerente da Intermodal, Michael Fine.

Ano da Alemanha no Brasil 2013-2014 – Como forma de ampliar e aprofundar as relações entre os dois países, a partir de maio deste ano, Brasil e Alemanha iniciam uma série de ações e atividades a fim de traçar o futuro da parceria. Sob o lema “Quando ideias se encontram”, a iniciativa pretende incentivar novas parcerias e a visibilidade alemã no país, seja na cultura, política ou economia.

Conteúdo Empresarial – Comunicação IntegradaTel: (11) 3079.6339

 

FONTE Intermodal South America

Principal Feira Industrial de Nordeste, 5ª Forind recebe o Seminário Nordestino de Logística

Evento é promovido pela Anelog e acontece no dia 15 de abril, das 9h às 18h, no Centro de Convenções de Pernambuco

O setor de logística no Nordeste cresce 15% ao ano, apontam dados da Associação Nordestina de Logística (Anelog). E é por se tratar de um segmento que está em ascensão que a Anelog traz para o Recife o 1º Seminário Nordestino de Logística. O seminário acontece no dia 15 de abril de 2013, das 9h às 18h, no Centro de Convenções de Pernambuco, dentro FORIND NE (Feira de Fornecedores Industriais do Nordeste), promovida pela Reed Multiplus, marca associada à Reed Exhibitions Alcantara Machado.

Com o tema “Os desafios do futuro”, o encontro pretende criar um network entre as empresas, possibilitando a troca de experiências com o objetivo de torná-las mais competitivas. As inscrições podem ser realizadas no site da Anelog http://www.anelog.com.br ou pelo email anelog@anelog.com.br, onde o interessado solicitará a ficha de adesão.

A programação é composta por quatro palestras. Pela manhã, a primeira vai abordar o tema da mobilidade logística, ministrada pelo diretor de logística da Coca-Cola, Fernando Castelão. Em seguida, a tecnologia da informação vai propor soluções para alavancar os negócios, com a palestra “Otimizando a Logística com RFID”, com o diretor da VC2ti, Gustavo Caldas Filho.

No turno da tarde, o debate começa com uma explanação sobre a situação atual e as perspectivas do setor para o Nordeste com a participação do consultor e professor Marcilio Cunha. Para encerrar o ciclo de palestras, o presidente da Anelog, Fernando Trigueiro, vai ressaltar a importância da qualidade no serviço de logística, no intuito de mostrar às empresas como a excelência do trabalho afeta diretamente a vantagem competitiva da empresa.

A FORIND NE é o maior encontro de negócios industriais do Nordeste. São esperados 280 expositores, 45% a mais do que no ano passado, já que além das cadeias produtivas de energia, metal e mecânica e elétrica e eletrônica, a feira ganha um quarto segmento: o de Logística.

Serviço:
1º SEMINÁRIO NORDESTINO DE LOGÍSTICA – OS  DESAFIOS DO FUTURO
Data:
 15/04/2013
Horário: 9h às 18h
Local: Centro de Convenções de Pernambuco- Recife -PE
Valor da Inscrição: Sócios da ANELOG R$ 150,00, NÃO SÓCIOS: R$ 300,00
As inscrições serão realizadas pelo site da ANELOG: http://www.anelog.com.br  ou email anelog@anelog.com.br onde o interessado solicitará a ficha de adesão
Telefone: (81) 34327507 ou (81) 91071169 / 94633475

PROGRAMAÇÃO:
9 às 09h30 – ABERTURA
9h30 às 10h30 – Palestra: MOBILIDADE LOGÍSTICA – Fernando Castelão – Diretor de Logística da Coca-Cola
10h30 às 11h – Intervalo – Networking
11h às 12h – Palestra: Otimizando a Logística com RFID – Gustavo Caldas Filho – diretor da VC2ti
12h às 12h30 – Debates e Networking
12h30 às 14h30 – Almoço
14h30 às 15h30 – Palestra: O Potencial Logístico do Nordeste – Marcílio Cunha – Consultor em Logística e professor Universitário
15h30 às 16h00 – Intervalo e Networking
16h30 às 17h30 – Palestra: Qualidade nos Serviços de Logísticas – Fator de Diferenciação – Fernando Trigueiro – Presidente da ANELOG – Associação Nordestina de Logística
17h30 às 18h – Encerramento
18h – Visita à FORIND – 5º FEIRA de Fornecedores Industriais – Pavilhão do Centro de Convenções de Pernambuco
(Com Informações da Assessoria de Imprensa)

Postado por: NewsComex – Comércio Exterior e Logística

´Integração modal trará dinâmica´

A integração modal dos transportes, ou seja, a ligação entre rodovias, ferrovias e portos, deve proporcionar aos portos cearenses uma importância maior na dinâmica da economia nacional, segundo a avaliação dos presidentes da Companhia Docas do Ceará (CDC), Paulo André Holanda, e da Cearáportos, Erasmo Pitombeira. Os dois lideram as empresas administradoras dos terminais do Mucuripe e do Pecém, respectivamente.

“90% daquilo que se exporta e importa no Brasil passa pelos portos, por isso temos que investir. Mais que isso, temos que olhar para os três meios de transporte. Agora, chegou o momento de uma modelagem no esqueleto dos nossos portos. O Nordeste vai se integrar sem dúvidas nenhuma a esse contexto de economia brasileira e mundial”, afirmou o titular da Secretaria Especial dos Portos (SEP), o cearense Leônidas Cristino durante a abertura do VII Seminário SEP de Logística.

Docas do Ceará

Para a CDC, além da construção do terminal de passageiros do Porto do Mucuripe, que já conta com 40% da obra feita, uma parceria com governo do Estado e Prefeitura de Fortaleza para obras de apoio já são costuradas. No caso do executivo cearense, Paulo André confia no VLT Parangaba-Mucuripe, que vem a reforçar o transporte de passageiros, além da construção de uma rodovia que vai da Ponte da Sabiaguaba às rodovias estaduais e federais, como reforço ao escoamento de cargas.

Via

Por parte da prefeitura, o presidente da CDC afirma ter um projeto para a realização da via desde a Ponte da Sabiaguaba até o Porto do Mucuripe. “Até três meses atrás estava tudo encaminhado e logo deve ser licitado”, informou. Já para as ferrovias, ele afirmou que um outro estudo está em curso entre a SEP, o Ministério dos Transportes e o governo cearense para dobrar a velocidade do trem que chega ao porto. A obra que deve dar um impulso imediato às operações do Mucuripe é a dragagem do porto, que ainda aguarda a homologação da Marinha do Brasil. O aumento do calado fará com que navios de maior porte atraquem no terminal e, segundo garantiu Paulo André, em dezembro deve estar pronta.

Pecém

No Pecém, Erasmo Pitombeira diz que a ferrovia que atende ao porto atende dentro dos limites necessários para o funcionamento, mas algumas cargas necessitam de um modal mais adequado para potencializar as atividades do porto. “Nosso grande gargalo hoje é a falta de equiparação entre o necessário e o oferecido, o que vai ser suprido com a Transnordestina”, confia. Para ele, cargas que possuem urgência de chegar ao destino poderão ser enviadas via trem de forma mais confiável pela velocidade que a via vai tomar.

Como apoio não só ao porto, mas também ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), o executivo planeja rodovias e aeroportos para a área.

Frustração na abertura

As discussões do governo para elaborar o pacote de portos estão centradas neste momento na revisão do arcabouço legal do setor. “A lei é de 93, tem perto de 20 anos e carece de adaptação para o tempo atual”, disse o ministro da Secretaria Especial de Portos, Leônidas Cristino. Ele, porém, frustrou a plateia formada por operadores portuários de todo o País. “Todos querem que eu fale do novo modelo mas, evidentemente, não vou falar”, adiantou.

Segundo informou Cristino, o pacote portuário vai complementar, em termos de modernização logística, os R$ 133 bilhões de investimentos em rodovias e ferrovias, anunciados pela presidente Dilma Rousseff em agosto passado. (AOL)

Relevância

90% de tudo que é importado e exportado no País passa pelos portos. Dado mostra a importância em modelar o sistema portuário nacional

Fonte: Diário do Nordeste (CE)

Nordeste precisa investir mais em transporte e logística, diz CNI

Investimentos visam aumentar a competitividade da indústria na região.
Federação maranhense quer formar uma força-tarefa para aprovar projetos.

Sidney PereiraDo G1 MA com informações da TV Mirante

Para não correr o risco de perder produção, o Nordeste precisa investir R$ 71 bilhões em logística, sobretudo em rodovias e ferrovias. Um dos gargalos que podem travar o escoamento da produção nos nove Estados nordestinos, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), é o estrangulamento de portos e ferrovias.

A confederação alerta que dois terços da Estrada de Ferro Carajás – um que liga São Luís a Açailândia e outro que liga Açailândia a Marabá – já operam próximo do limite da capacidade e devem atingir o limite crítico em 2020. O Complexo Portuário de São Luís já estaria operando acima da capacidade e também deve atingir estado crítico em oito anos.

O estudo mostra que as indústrias nordestinas possuem o equivalente a R$ 29 bilhões por ano; 81% da produção está concentrado no setor de bebidas, papel e celulose, açúcar, álcool, combustíveis, biscoitos e bolachas, autopeças, farinha de trigo e petroquímicos.

O Nordeste gasta, por ano, R$ 30 bilhões com transporte, incluindo fretes internos, pedágios, tarifas portuárias e fretes marítimos. O custo deve ficar ainda maior, já que a Vale Logística comunicou ao Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Maranhão, que vai cobrar, a partir de 1º de dezembro, R$ 1,93 por tonelada movimentada no Berço 105, no Porto do Itaqui.

A tarifa vai ser aplicada nas operações de carga e descarga dos navios. O cais pertence ao Porto do Itaqui e foi arrendado para a Companhia Vale. “Se você adiciona mais um item, isso impacta diretamente, imediatamente, na competitividade do produto que você vai operar naqueles terminais onde você está implantando uma nova taxa”, explicou Jorge Afonso Quagliani, presidente do Sindindicato das Agências de Navegação Marítima no Maranhão.

O estudo da CNI revela que apenas um quarto dos 83 projetos considerados prioridades no Nordeste estão em andamento; 15% deles com participação da iniciativa privada. A confederação está propondo a formação de uma “força tarefa” com a missão de planejar a logística de transporte e cargas no país.

“A força tarefa vai trabalhar junto ao governo estadual, municipais, à bancada de todo o Nordeste, para que esse projeto possa ser encaminhado e conduzido de forma efetiva junto aos ministérios, junto ao governo federal, para que os recursos sejam liberados para esses investimentos. Não esquecendo que, grande parte desses recursos, são de origem da iniciativa privada”, finalizou o presidente da Federação das Indústrias do Maranhão, Edilson Baldez.