Preços de importados nos EUA têm maior queda em 10 meses

Reuters

WASHINGTON, 10 Mai (Reuters) – Os preços dos importados nos Estados Unidos registraram em abril a maior queda em 10 meses devido ao recuo nos custos da energia, de acordo com relatório do Departamento do Trabalho divulgado nesta quinta-feira.

Os preços dos importados em geral recuaram 0,5 por cento em abril. Os dados de março foram revisados para mostrar um aumento de 1,5 por cento, ante alta de 1,3 por cento reportada anteriormente.

Economistas consultados pela Reuters estimavam que os preços recuariam 0,2 por cento no mês passado. Em 12 meses até abril, os preços dos importadores subiram 0,5 por cento, menor leitura desde outubro de 2009.

Excluindo petróleo, os preços de importados ficaram estáveis com os custos de bens de capital compensando o maior aumento nos preços de automóveis em dez meses, indicando que pressões inflacionárias mais amplas continuam benignas -em linha com a visão do Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos).

Dados que serão divulgados na sexta-feira devem mostrar que os fracos custos de energia seguraram os preços no atacado em abril pelo segundo mês seguido, de acordo com uma pesquisa da Reuters.

Excluindo alimentos e energia, os preços ao produtor devem ter moderado, com um ganho previsto de 0,2 por cento, depois de uma alta de 0,3 por cento em março.

Os preços de alimentos importados avançaram 0,1 por cento, após crescerem 1,8 por cento no mês anterior.

Nos outros setores, os preços de bens de capital importados ficaram estáveis, depois de registrarem alta de 0,2 por cento em março. Os preços de veículos motorizados importados subiram 0,4 por cento, depois de um avanço de 0,3 por cento no mês anterior.

O relatório do Departamento do Trabalho mostrou ainda que os preços de exportação cresceram 0,4 por cento no mês passado, acima das expectativas dos analistas de ganho de 0,2 por cento. Os preços de exportação subiram 0,8 por cento em março.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

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Senado aprova alíquota única de ICMS para acabar com incentivos fiscais a importadores

Projeto busca acabar com briga entre os portos brasileiros por importados

Da Agência Brasil, com R7
 

Depois de cerca de quatro horas de discussão, a CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado aprovou por 20 votos a favor e 6 contra o Projeto de Resolução 72, que pretende acabar com a disputa dos portos brasileiros pelo ingressos de mercadoria importada.

A medida estabelece alíquota única de 4% do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) que incide sobre operações interestaduais de produtos importados ou de produtos que usam mais de 40% de matéria prima importada no processo de industrialização. O projeto segue agora para votação em plenário. A previsão é que a alíquota única seja votada amanhã (18).

Os governadores de Santa Catarina, Raimundo Colombo, e do Espírito Santo, Renato Casagrande, além do vice-governador de Goiás, José Eliton Figueiredo, acompanharam a reunião na CAE.

Os três estados são os que mais vão perder com a nova alíquota, pois utilizam o ICMS para conceder estímulos fiscais a importadores.
Hoje, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu a aprovação da resolução. Como compensação para os estados prejudicados, Mantega garantiu a liberação de recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para os estados que se sentirem prejudicados com o fim da chamada guerra dos portos.

Santa Catarina, Espírito Santo e Goiás oferecem incentivo fiscal na cobrança de ICMS para estimular o desembarque de produtos importados nos seus respectivos portos (no caso de Goiás, no porto seco).

Soja: Preços seguem em alta

As estimativas oficiais continuam reduzindo a produção de soja na América do Sul mês a mês, e agentes ainda apostam em novos ajustes

Fonte: Cepea

Com isso, as cotações seguem em alta nos mercados interno e externo. No Brasil, de acordo com levantamentos do Cepea, os preços diários e a média do mês vêm batendo recorde nominal a cada dia.

Com a possibilidade de que a produção seja ainda menor que a estimada até agora, no Brasil, a oferta de soja pode inclusive ficar abaixo da de milho, o que não acontece há onze anos. Ao mesmo tempo, a demanda segue firme, com agentes antecipando as compras. Importadores, em especial, também têm incertezas quanto ao tamanho que poderá ser a safra dos Estados Unidos, maior produtor mundial, uma vez que deverá haver redução da área cultivada.
Quanto aos preços internos, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (produto transferido para armazéns do porto de Paranaguá) foi de R$ 59,98/saca de 60 kg nessa sexta, 13, elevação de 1,87% entre 5 e 13 de abril.
Ao ser convertido para dólar (moeda prevista nos contratos futuros da BM&FBovespa), o Indicador fechou a US$ 32,63/sc de 60 kg, alta de 1,18% no mesmo período. A média ponderada das regiões paranaenses, refletida no Indicador CEPEA/ESALQ, teve aumento de 1,9%, indo para R$ 57,23/sc de 60 kg.