Camex reduz imposto de importação para 219 produtos

Agência Brasil

Brasília – A Câmara de Comércio Exterior (Camex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) aprovou resoluções reduzindo temporariamente  o imposto de importação para 219 produtos e renovando o benefício para 71.

As desonerações abrangem bens de capital e produtos de informática e telecomunicações, sendo que para os primeiros, a medida vale até 31 de dezembro deste ano e para os segundos até a mesma data de 2014. Os produtos foram contemplados pelo regime ex-tarifário, que prevê imposto menor em caráter temporário para bens que não são fabricados no Brasil nem nos países do Mercado Comum do Sul (Mercosul).

As decisões foram publicadas hoje (28) sob a forma de duas resoluções no Diário Oficial da União. Todas as alíquotas serão reduzidas a 2% no período de vigência das medidas. De acordo com comunicado do MDIC, os principais setores contemplados pelos ex-tarifários foram o naval, o de geração de energia, o siderúrgico e a agroindústria. Os bens adquiridos com desoneração serão utilizados em projetos que totalizam US$ 3,87 bilhões em investimentos.

Ainda segundo o MDIC, entre os projetos beneficiados estão a construção de um estaleiro no  Complexo do Porto de Açú, em São João da Barra (RJ); a construção de uma fábrica de moagem de milho em Castro (PR); a instalação de uma siderúrgica em Caucaia (CE); o aumento da fabricação de chapas de aço em Ipatinga (MG) e a instalação de uma fábrica de tubos soldados em Salto (SP).

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Exportações de carne suína reagem e podem sustentar os preços internos

Alguns produtores paulistas já recebem abaixo de R$ 40 pela arroba de suíno. Esse preço registra recuo de 22% em relação ao valor praticado há 30 dias, quando a arroba estava a R$ 51. Os dados fazem parte de pesquisa diária da Folha, que mostra queda de 25% quando comparados os valores atuais aos praticados pelo mercado há um ano. Essa queda de preços no mercado interno pode ser aliviada, no entanto, por uma reação das exportações nas últimas semanas.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento referentes a março indicaram que as exportações subiram para 41 mil toneladas de carne “in natura”, 32% mais do que as de fevereiro e 4% acima das vendas de março do ano passado, quando a Rússia ainda não tinha imposto barreiras às compras brasileiras.

Pedro Camargo Neto, presidente da Abipecs -entidade que congrega produtores exportadores-, diz que há uma retomada nas exportações e que quatro novos frigoríficos voltaram a vender para a Rússia.

Os problemas continuam sendo Argentina e África do Sul, países que mantêm entraves à entrada do produto brasileiro, segundo Camargo Neto.

Essa retomada de exportações é saudável para os produtores, que estão sufocados pela elevada oferta de carne suína no mercado.

As limitações externas à carne brasileira fazem com que aumente a oferta interna, derrubando os preços, segundo os produtores.

As exportações somaram US$ 108 milhões no mês passado, acima dos US$ 85 milhões de fevereiro. Em março do ano passado, o setor havia exportado o correspondente a US$ 106 milhões.

 

Fonte:  Folha de São Paulo

Balança comercial tem superávit de US$ 372 milhões na última semana

Números foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento. Na parcial do ano, até 25 de março, superávit cai 41,6%, para US$ 1,5 bi.
A balança comercial brasileira registrou superávit (exportações menos importações) de US$ 372 milhões na última semana, informou nesta segunda-feira (26) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Com isso, o saldo positivo deste mês, no acumulado até este domingo (25), subiu para US$ 1,1 bilhão. Este valor contempla exportações de US$ 16,27 bilhões, com média diária de US$ 957 milhões, e importações de US$ 15,17 bilhões – média de 892 milhões por dia útil. Sobre março de 2011, as vendas externas subiram 4,3% e as compras do exterior avançaram 5,7%.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, as vendas externas de produtos básicos (com alta de 12,3%) e de manufaturados (alta de 0,3%) sustentaram a elevação das exportações no acumulado deste mês. No caso dos semimanufaturados, houve uma queda de 12,7% das vendas externas nesta comparação.

Parcial do ano
Na parcial deste ano, até 25 de março, os dados do governo revelam que as exportações superaram as importações em US$ 1,52 bilhão, com queda de 41,6% sobre o mesmo período do ano passado (+US$ 2,6 bilhões).

No acumulado de 2012, as exportações somaram US$ 50,44 bilhões, com média diária de US$ 869 milhoes, enquanto as compras do exterior totalizaram US$ 48,92 bilhões (média de US$ 843 milhões por dia útil). Contra o mesmo período de 2011, as vendas externas subiram 6,3% e as importações avançaram 9%, de acordo com dados oficiais.

Resultado de 2011 fechado
Em todo o ano de 2011, o superávit da balança comercial brasileira somou US$ 29,79 bilhões. Com isso, o superávit da balança comercial registrou crescimento de 47,8% em relação ao ano de 2010, quando o saldo positivo totalizou US$ 20,15 bilhões. Trata-se, também, do maior superávit da balança comercial desde 2007 (US$ 40,03 bilhões). Em 2008 e 2009, respectivamente, o saldo comercial somou US$ 24,95 bilhões e US$ 25,27 bilhões.

Perspectivas para 2012
Para 2012, ano que ainda será marcado pelos efeitos da crise financeira internacional, com a previsão de crescimento do PIB em cerca de 3,2%, e pela concorrência acirrada pelos mercados que ainda registram crescimento econômico – como é o caso do Brasil –, os economistas dos bancos acreditam que o valor do superávit da balança comercial (exportações menos importações) registrará queda, atingindo cerca de US$ 19 bilhões.

O Banco Central, porém, está um pouco mais otimista. A autoridade monetária projeta um superávit da balança comercial de US$ 21 bilhões para este ano. A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por sua vez, prevê um saldo comercial positivo de US$ 20,8 bilhões neste ano.

Credito: G1.com.br