MDIC espera aumento de exportações em 2012

Agência Estado

O secretário executivo do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Alessandro Teixeira, afirmou que a previsão de um crescimento de 3,1% para as exportações brasileiras em 2012 é realista e deve ser atingida. “As nossas previsões trabalham com a realidade do que pode ser atingido no Brasil”, afirmou. No entanto, destacou que 2012 será um dos anos mais difíceis para a indústria brasileira e para o comércio exterior em função do cenário internacional conturbado.

O secretário disse que a tendência para o resto do ano é de desaceleração tanto das exportações quanto das importações. Ele, no entanto, destaca que Brasil e China têm a menor desaceleração do comércio exterior. “Nos outros países é muito mais rápido. A dinâmica do comércio é diferente para nós”, afirmou Teixeira.

Ele disse que o desempenho das exportações ao longo de 2012 dependerá da capacidade de absorção dosprodutos brasileiros por outros países. Teixeira acredita que se a economia dos Estados Unidos melhorarem poderá haver um aumento na venda de algumas commodities e de manufaturados para aquele mercado. O secretário disse que ainda é cedo para dizer se vai ter redução mais abrupta das exportações e das importações brasileiras. Segundo ele, esta avaliação deverá ser feita no final do primeiro semestre.

A secretária de Comércio Exterior do ministério, Tatiana Prazeres, disse que espera trabalhar, em maio, com a média diária das exportações na faixa de US$ 1 bilhão. Ela destacou que já houve uma melhoria das vendas externas nas últimas semanas de abril, com a média diária acima de US$ 1 bilhão.

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Balança comercial tem superávit de US$ 2 bi

Agência Estado

O superávit comercial brasileiro em março foi de US$ 2,019 bilhões, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

O resultado de março superou as estimativas dos analistas consultados pelo AE Projeções, que iam de US$ 794 milhões a US$ 1,6 bilhão, com mediana de US$ 1,404 bilhão. No mês, as exportações somaram US$ 20,911 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 18,892 bilhões.

Na quinta semana de março (dias 26 a 31), o saldo foi positivo em US$ 919 milhões, decorrente de US$ 4,634 bilhões em embarques e US$ 3,715 bilhões em compras do exterior.  No ano, a balança comercial brasileira acumula superávit de US$ 2,440 bilhões. As exportações somaram US$ 55,080 bilhões no primeiro trimestre de 2012, e as importações chegaram a US$ 52,640 bilhões.

Exportação de manufaturados recua no início de março

Agência Estado

Os produtos básicos voltaram a ganhar força nas exportações brasileiras em março, até o dia nove. Em contrapartida, houve um recuo significativo das vendas de itens semimanufaturados e manufaturados, conforme divulgou hoje o Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC). A média das exportações em março até a segunda semana do mês foi de US$ 931 milhões, um aumento de 1,4% na comparação com a média do mesmo mês inteiro de 2011, quando ficou em US$ 918,4 milhões.

 

A média das exportações dos produtos básicos no período registrou avanço de 5,7% na comparação com a média vista ao longo de março de 2011, passando de US$ 417,3 milhões para US$ 441,1 milhões. Os principais destaques citados pelo MDIC foram algodão em bruto, petróleo em bruto, fumo em folhas, carne de frango e suína e minério de ferro.

 

Já a média das vendas de semimanufaturados caiu 3,8% no mês até o dia 9, ante a média verificada em março do ano passado, saindo de US$ 129 milhões para 124,1 milhões. Os principais recuos foram vistos em ferro/aço, açúcar em bruto, zinco em bruto, ferro fundido e couros e peles.

 

No caso dos manufaturados, a redução foi de 2,9% na mesma base de comparação, saindo de US$ 353,8 milhões para US$ 343,4 milhões. O vilões deste segmento foram automóveis, óleos combustíveis, veículos de carga, calçados e suco de laranja não congelado.

 

Na comparação com a média verificada em fevereiro deste ano, a média das exportações caiu 1,9%, de US$ 948,8 milhões para US$ 931 milhões. Mais uma vez, os produtos básicos foram destaque, com alta de 12,4% (de US$ 392,4 milhões para US$ 441,1 milhões). Os manufaturados desabaram 12,5% nesse período de comparação, passando de US$ 392,4 milhões para US$ 343,4 milhões. Praticamente na mesma proporção de queda ficaram os semimanufaturados (12,8%), saindo de US$ 142,4 milhões para US$ 124,1 milhões.