Exportações superam importações na 2ª semana de outubro

FolhaPress

 

SÃO PAULO, SP, 15 de outubro (Folhapress) – As exportações superaram as importações em US$ 919 milhões na segunda semana de outubro, segundo informações divulgadas hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

O saldo positivo da segunda semana, chamado de superavit comercial, é resultante das exportações de US$ 4,43 bilhões menos as importações de US$ 3,52 bilhões.

No mês, o superavit é de US$ 1,73 bilhão. No mês, as exportações alcançaram US$ 9,79 bilhões, e as importações US$ 8,06 bilhões.

No ano, o saldo positivo é de US$ 17,45 bilhões, 27,08% menor do registrado no mesmo período de 2011 (US$ 23,93 bilhões). As exportações no acumulado do ano somam US$ 190,39 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 172,93 bilhões.

A balança comercial é o resultado do comércio entre os países, a relação entre as exportações e importações. Se o resultado é positivo, é registrado superavit e significa que o país vendeu mais produtos ou serviços do que comprou. No caso de resultado negativo (quando as importações são maiores do que as exportações) é registrado deficit.

Superávit comercial da China salta com fraqueza nas importações

PEQUIM, 10 Jul (Reuters) – Os dados da balança comercial de junho da China, divulgados nesta terça-feira, causaram ansiedade sobre a força da demanda doméstica na segunda maior economia do mundo, ao passo que as importações cresceram apenas metade do ritmo esperado, sinalizando uma necessidade de Pequim tomar mais ações para impulsionar o crescimento.

Autoridades apontaram para a crise da dívida na União Europeia (UE) -o maior parceiro comercial da China- como essencial para Pequim atingir sua meta de 10 por cento de crescimento das trocas comerciais este ano, com a queda nas vendas na UE no primeiro semestre de 2012 fazendo com que os Estados Unidos superem o bloco como o principal destino das exportações chinesas.

As importações, na base anual, cresceram 6,3 por cento em junho, número muito distante da previsão de economistas para aumento de 12,7 por cento e dos 12,7 por cento de alta em maio, indicando tanto uma queda na demanda doméstica como queda nos estoques dos exportadores, preocupados com a fraqueza do crescimento de novas encomendas.

“No mundo ‘acentuadamente negativo’ de hoje, isso colocará o foco sobre o ângulo da demanda doméstica e sobre a história de forte desaceleração”, afirmou à Reuters o chefe de pesquisas econômicas para a Ásia do ING em Cingapura, Tim Condon.

Os dados de importação ofuscaram uma surpresa no crescimento das exportações de junho de 11,3 por cento ante expectativa de alta de 9,9 por cento, deixando o superávit comercial em 31,7 bilhões de dólares, ante 18,7 bilhões de dólares em maio.

“As exportações vieram acima das expectativas, mas isso não significa que nós não devemos ficar preocupados com as exportações”, afirmou o economista do HSBC em Pequim Sun Junwei.

As exportações da China para a UE caíram 0,8 por cento no primeiro semestre de 2012, para 163,1 bilhões de dólares, enquanto para os Estados Unidos elas cresceram 13,6 por cento, para 165,3 bilhões de dólares. A China importou 65,8 bilhões de dólares em produtos norte-americanos nos primeiros seis meses do ano, uma alta de 7,9 por cento.

(Reportagem de Kevin Yao)

Reuters Brasil

Governo estuda medidas para melhorar exportações

Agência Estado

O secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Alessandro Teixeira, disse nesta segunda-feira que o governo está trabalhando medidas que possam facilitar o acesso de exportadores brasileiros a mercados. Ele disse que não poderia antecipar as medidas porque estão em fase muito preliminar. “Cabe ao MDIC dar mais rapidez às ações para poder ter um bom desempenho (da balança) ainda no ano de 2012”, disse.

Segundo ele, o papel do Ministério é apoiar os setores da economia com os instrumentos existentes. “O Brasil não pode fechar a economia, temos que fazer defesa e não proteção. Sempre que notarmos que há distorção grande e espúria na competição, o governo tem que agir através de seus instrumentos”, disse. “Não se pode confundir defesa da indústria com proteção. Precisamos avançar na política industrial”, enfatizou.

O secretário executivo lembrou que o Brasil já negocia com os países do Mercosul uma lista com 200 produtosque terão elevação do Imposto de Importação. Segundo ele, esse é mais um mecanismo de defesa contra a crise. A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, informou que na consulta pública sobre essa lista o Ministério recebeu cerca de 300 pleitos para compor o documento. Ela destacou também que essa elevação é temporária, até 2014, e deve entrar em vigor no segundo semestre.

Teixeira disse também que espera que o câmbio possa impactar positivamente algumas exportações de manufaturados nos próximos meses. No entanto, ponderou, não deve mudar a dinâmica e a tendência das exportações brasileiras. Ele destacou que o efeito do câmbio vai depender da recuperação das economias mundiais, caso contrário o impacto será neutro.

O secretário afirmou que a maior queixa dos empresários atualmente é a dificuldade de acesso a mercados por causa da baixa demanda. Ele disse que ainda assim a balança comercial terá superávit este ano, mas não quis arriscar uma estimativa. “Não consigo mensurar o tamanho do superávit. Não consigo ter uma previsibilidade clara do que vai acontecer em dois ou três meses. O mercado externo tem muita volatilidade”, afirmou.

Sobre a Argentina, o secretário disse que o comércio bilateral deve melhorar este mês em função das negociações recentes para a retirada de barreiras, porém, avaliou que a desacelaração do comércio entre os dois países é efeito da crise internacional.

Balança comercial tem saldo negativo na penúltima semana do mês

Fonte: Agência Brasil

A balança comercial brasileira registrou saldo negativo de US$ 119 milhões na semana entre os dias 18 e 22 de junho, informou nesta segunda-feira (25) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O déficit é resultado de US$ 4,07 bilhões em exportações contra US$ 4,19 bilhões de importações no período.

No mês, os embarques externos alcançaram US$ 14,13 bilhões e as compras internas, US$ 14,19 bilhões, com saldo negativo de US$ 55 milhões. No caso das exportações, houve retração de 16,5% na compração dom o mesmo período do ano passado. A queda é atribuída à redução nas vendas internacionais das três categorias de produtos: semimanufaturados (-27,2%), manufaturados (-19,8%) e básicos (-11%).

Nas importações, houve aumento dos gastos em 2,7% ,quando comparado a junho de 2011. O acréscimo foi principalmente com combustíveis e lubrificantes (+25,8%), aeronaves e partes (+23,1%), adubos e fertilizantes (+18,5%), siderúrgicos (+9,7%) e equipamentos mecânicos (+3,8%).

De janeiro a junho, as exportações somam US$ 111,99 bilhões e as importações, US$ 105,78 bilhões, com resultado superavitário de US$ 6,21 bilhões.

Porto perde oito escalas de navios e terminal fica 16 dias sem operar

Oito escalas de navios perdidas e um terminal inoperante. Esta é a situação do Porto de Santos desde o início do protesto dos trabalhadores portuários avulsos (TPAs), que entra hoje em seu 16º dia. O Terminal de Exportação de Veículos (TEV), que fica na Margem Esquerda (Guarujá) e é administrado pela Santos Brasil, segue inoperante com 9.585 automóveis parados em seu pátio.

A ação dos trabalhadores é uma reação à determinação do Ministério Público do Trabalho, que exige um intervalo de 11 horas entre cada jornada. Desde então, a maioria dos terminais tem utilizado mão de obra própria para manter o complexo em operação, mesmo que parcialmente.

O atual levantamento dos prejuízos operacionais foi feito pelo Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar). De acordo com o diretor-executivo da entidade, José Roque, o protesto afeta a balança comercial brasileira e provoca impactos negativos na economia local.

Créditos: Carlos Nogueira

Empresários reclamam da falta de mão de obra para operar os navios atracados no cais

Por conta da paralisação das operações, o Sindamar solicitou à Codesp, Autoridade Portuária, a dispensa da cobrança da taxa de navios inoperantes. Conforme as regras da estatal, quando uma embarcação está atracada, mas não opera, o armador é obrigado a pagar em dobro a tarifa de permanência do cargueiro no Porto. Até a noite de ontem, não havia resposta.

Este é o caso do navio Grand Cameroon, que tinha previsão de saída para as 13 horas do último dia 8 e permanece atracado, por opção do armador, na esperança de que as operações voltem à normalidade. Ao todo, são 13 dias de atracação sem operação.

Segundo o presidente do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), Querginaldo Alves de Camargo, o número de navios parados é altamente preocupante. “Isso representa um prejuízo enorme à Cidade e aos terminais. Os danos são incalculáveis e irreversíveis”, afirmou.

Camargo destacou os diversos comunicados de terminais e operadores portuários que recebeu sobre a dificuldade de operação. Segundo ele, a falta de mão de obra e os ternos incompletos são as principais queixas dos empresários.

Tanto o Terminal de Contêineres da Margem Direita (Tecondi) quanto o Tecon, que fica na Margem Esquerda, ainda não sentiram os reflexos da paralisação. Ambos operam contêineres.

Já o TEV está há 16 dias sem movimentar cargas. Segundo o diretor operacional da Santos Brasil, Caio Morel, os trabalhadores portuários avulsos são utilizados em grande quantidade no terminal. Eles são responsáveis pelo embarque ou pelo desembarque dos veículos nas embarcações.

“No Tecon, nós tivemos apenas um navio que cancelou escala, mas vai descarregar quando voltar da viagem sul, então é certo que ele vai voltar, mas estamos sofrendo muito no TEV”, destaca. No terminal que exporta veículos, os pátios estão lotados e toda a cadeia logística deve ser prejudicada.

Prejuízos

De acordo com Caio Morel, da Santos Brasil, o impacto dos 15 dias de paralisação nas operações obrigará a empresa a rever as expectativas de movimentação para o mês e para o ano. Já para José Roque, do Sindamar, além da queda da movimentação e da receita nos fretes, que atinge diretamente armadores e agentes marítimos, a capacidade física dos terminais é prejudicada com a paralisação.

Além do Grand Cameroon, o Grand Pionner, que fundeou na barra (região da costa fora da Baía de Santos) de Santos no último dia 5, teve sua rota alterada e postergou a escala em Santos para o próximo dia 16. Como consequência, teve de cancelar o embarque das cargas de exportação.

Assim como o Pionner, o Apollon Leader cancelou a escala onde efetuaria descarga, por conta da longa espera na barra. Já o Frisia Wismar, que faria apenas embarques em Santos, cancelou a escala prevista e não retornou para operar contêineres.

Os navios Saga WindDerbyPort Said e Grand Togo procuraram alternativas em outros portos e não atracaram no cais santista. E, de acordo com José Roque, outras embarcações partiram do Porto de Santos sem a quantidade de cargas prevista.

“A preocupação de os navios zarparem com metade das cargas ou não é que, às vezes (quando menos carregado), ele desenvolve maior velocidade de navegação, provocando um aumento considerável (no consumo) de combustível, que acaba sendo até três vezes o custo fixo por dia (hire) do navio”, explicou.

FONTE: A TRIBUNA

China aumentará comércio exterior de produtos mecânicos e eletrônicos

As exportações e importações da China de produtos mecânicos e eletrônicos registrarão um crescimento médio anual de 10% nos próximos cinco anos para chegar a US$ 25 trilhões até 2015, indicou um plano de desenvolvimento divulgado pelo setor nesta segunda-feira.

O plano para o período 2011-2015 indica que a China melhorará ainda mais a qualidade dos produtos e impulsionará a proporção de produtos de alta tecnologia em suas exportações, informou um comunicado publicado no site do Ministério do Comércio.

O país também diversificará seus mercados com o objetivo de aumentar as exportações a países emergentes para 40% do total, indicou.

Além disso, a China promoverá de maneira ativa as importações de equipamentos tecnológicos e componentes chave avançados e tomará medidas para melhorar a balança comercial no setor, acrescentou.

As exportações e importações de produtos mecânicos e eletrônicos representam a maior parte do comércio exterior da China.

por Agência Xinhua

Brasil e Argentina impõem barreiras

Brasil e Argentina estão vivendo o pior momento de suas relações comerciais. Desde fevereiro de 2012, as restrições às importações impostas pelo país portenho afetam a balança comercial brasileira. Os dois países negociam, agora, uma trégua baseada no enfraquecimento das ameaças anteriores de imposições alfandegárias de ambos os lados.

A Argentina foi a primeira a recuar, anunciando que as dificuldades impostas pelo governo Cristina Kirchner à carne suína brasileira – um dos principais setores afetados – serão superadas. Porém, esta medida só foi negociada após o governo brasileiro começar a impor regras semelhantes às exigidas pelo vizinho. Desde o início do mês de maio, o Brasil vem restringindo a entrada de cerca de dez produtos perecíveis argentinos, entre eles vinhos, farinha de trigo, maçã, batata e queijos – produtos que representam boa parte da pauta de exportações dos portenhos para os brasileiros.

Para pressionar o governo argentino, o Brasil passou a exigir uma autorização de importação que pode levar até 60 dias para ser concedida. “É uma medida de retaliação mesmo, e nosso país tem feito bem em deixar de ser bonzinho e começar a também adotar ferramentas protecionistas quando necessário. Só por ter chacoalhado um pouco a relação com os produtos argentinos, conseguiu resultados imediatos”, aponta Clóvis Nogueira, economista filiado ao Conselho Regional de Economia de São Paulo (CORECON-SP).

De acordo com dados divulgados pelo MDIC, o Brasil se comprometeu em retirar as barreiras comerciais se a Argentina fizer o mesmo com os suínos. A expectativa, agora, acredita Ribeiro, é de reconciliação entre os vizinhos. “A Argentina é um parceiro importante do Brasil e não deve ser encarada como inimigo. Porém, o Mercosul não pode tornar-se refém do protecionismo portenho. Creio que o Brasil poderá, inclusive, auxiliar a Argentina a lidar com seus problemas econômicos. Não vejo o contra-ataque brasileiro dificultando as relações dos países no longo prazo. Os dois, eventualmente, terão que se entender novamente. E o primeiro passo já foi dado”, conclui Tomáz Ribeiro, economista especialista em comércio exterior.

Efeitos bilaterais
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em abril deste ano, as exportações brasileiras caíram cerca de 30% em relação ao mesmo período de 2011. Grande parte do resultado negativo, explica Nogueira, foi provocado pela queda nas vendas para o mercado argentino – um dos principais destinos dos bens manufaturados brasileiros.

Em 2010, o secretário de Comércio Interior da Argentina, Guillermo Moreno, criou impedimentos de importação de alimentos não frescos que rivalizem com similares de fabricação no país. Porém, desde o dia 1º de fevereiro deste ano, as burocracias foram ampliadas e, agora, todos os produtos importados pelo vizinho sul-americano precisam passar por autorização prévia de órgãos estatais argentinos.

“Por conta de uma crise econômica interna, a Argentina impôs regras protecionistas muito severas. Hoje, o importador deve pedir permissão antecipada para comprar produtos, esperar pela aprovação e só então ter acesso à sua compra. Até autoridades sanitárias passaram a dificultar o desembaraço de mercadorias brasileiras. É um tiro no escuro para o exportador brasileiro e para o importador do outro lado da fronteira. Uma medida desesperada e muito agressiva”, critica Nogueira.

Com as novas restrições, aumentou de 400 para 600 itens a lista de produtos que deixaram de entrar no país automaticamente. As medidas têm como objetivo estimular setores domésticos argentinos e preservar o superávit comercial do país, além de controlar o mercado de câmbio.

Consequências brasileiras
Ribeiro afirma que toda a burocracia do país vizinho atrasou o processo de exportação brasileiro e encareceu os custos alfandegários. “Setores importantes da economia estão sendo seriamente atingidos, como a indústria moveleira e produtos como tubos de ferro, máquinas agrícolas e calçados, além de carne suína e máquinas agrícolas – os mais afetados desde 2010”, diz.

Isso sem contar alguns segmentos do setor de alimentação, como chocolate, amendoim e balas que, segundo dados do MDIC, chegou a perder mais de US$ 5,2 milhões nos meses de março e abril de 2012. “Também os exportadores nacionais de massas e biscoitos deixaram de vender US$ 800 mil ao mercado argentino no mesmo período. Os produtos são armazenados em depósitos na Argentina, sem permissão para comercialização”, conta Ribeiro.

Nogueira acredita que a redução de vendas deverá representar uma queda de 11% no acumulado do ano na balança comercial brasileira. “Isso, obviamente, sendo otimista e acreditando que a Argentina dará um fim às suas medidas protecionistas e agressivas demais”, aposta.
 

Ógui
Especial para o Terra

fonte: OPERAÇÕES CAMBIAIS