Terminal de embarque volta a operar no Porto de Paranaguá

Autor: Gazeta do Povo

O terminal de embarques administrado pela Centro-Sul Serviços Marítimos no Porto de Paranaguá, cuja interdição estava provocando filas de caminhoneiros no acostamento da BR-277, voltou a operar apenas na tarde de ontem (15), segundo a Receita e a Justiça Federal. As informações dos dois órgãos desmentem informações prestadas anteontem pela Administração dos Portos de Paranaguá e Anto­nina (Appa), segundo a qual o terminal teria voltado a operar normalmente na última quarta-feira.

“Liberamos o funcionamento da Centro-Sul por volta do meio dia. Até a manhã de quinta-feira, a empresa não recebeu caminhões”, garantiu Gerson Zanetti, inspetor adjunto da Receita em Paranaguá. Ele informou ainda que o terminal foi interditado a partir de segunda-feira e não desde sexta-feira passada, como havia dito a Appa.

Na tarde de quarta-feira – quando, segundo informações prestadas pela Appa naquele dia, o terminal já teria voltado a funcionar –, a reportagem da Gazeta do Povo foi até o local e encontrou os portões da Centro-Sul lacrados. As moegas que recebem os caminhões para descarregamento de grãos também estavam sem movimento algum.

Um dos funcionários da Centro-Sul, que pede para não ser identificado, confirma o ocorrido. “Reto­mamos nossas atividades no fim da manhã de hoje [ontem], depois de a Receita deslacrar nossas cancelas”, disse ele. De acordo com Zanetti, o terminal foi fechado porque a empresa pediu prorrogação do prazo de alfandegamento fora do prazo determinado.

Por telefone, um dos assessores da entidade que administra o Porto de Paranaguá insistiu que o terminal estava em funcionamento havia mais de um dia. A coordenação do departamento de comunicação da entidade, no entanto, não se manifestou e nem deu retorno às ligações da reportagem até o fechamento desta edição.

A interrupção do escoamento de grãos pelo terminal Centro-Sul foi um dos fatores apontados pela Appa na quarta-feira para justificar a fila de caminhões de mais de 17 quilômetros que se formou à beira da BR-277 no início desta semana. Em entrevista no mesmo dia, o diretor da Appa, Lou­renço Fregonese, disse que a paralisação das atividades no terminal comprometeu o escoamento de 24 mil toneladas, volume que, segundo ele, equivale à carga de 700 carretas.

Anúncios

Porto de Paranaguá quer ampliar projeto social

Autor: Assessoria

A Usina de Leite mantida pela Administração dos Portos de Porto de Paranaguá e Antonina, entregou 40 mil pacotes de 250 ml de leite de soja para entidades que atendem famílias carentes do município no segundo semestre do ano passado. O projeto atende 2.400 pessoas de 17 entidades por mês, que recebem o leite de soja para complementação alimentar.

“Esta é uma das ações sociais mais importantes que o porto mantém para contribuir com a comunidade onde nossas atividades estão inseridas. Temos um grande público e estamos à procura de novos parceiros para modernizar os equipamentos e expandir o projeto, de forma a atender mais pessoas”, afirma o superintendente da Appa, Airton Maron.

O projeto da Usina de Leite foi retomado pela Appa em julho de 2011 e conta com a parceria das empresas Pasa, Sal Diana, Tibagi, Marcon, Grano, América Latina Logística (ALL) e a Associação dos Operadores Portuários do Corredor de Exportação (AOCEP), que doam os insumos para produção do leite. A capacidade atual do equipamento é de 750 litros por semana (3000 pacotes de 250 ml).

Está em fase de conclusão um projeto de panificação para aproveitar o resíduo de soja resultante da produção do leite em receitas diversas. “Estamos preparando oficinas para desenvolver em conjunto com as entidades beneficiadas para ensinar as mães a produzir pães, bolos, biscoitos e outros produtos alimentícios com esta farinha, para enriquecer a alimentação da família”, afirma a coordenadora da Usina de Leite, Gizele Abilhôa.

O leite de soja é um alimento muito rico em proteínas e representa um reforço importante na alimentação de centenas de crianças. Cada pacote de 250 ml de leite de soja produzido pela usina repõe até 30% das necessidades diárias de proteína de crianças e adultos. Além de auxiliar na prevenção de doenças e ajudar a combater a desnutrição, neste projeto também representa uma alternativa de baixo custo para famílias com crianças que sofrem de alergia à lactose.

“Este leite é um complemento alimentar importante, porque sabemos das qualidades da soja como alimento saudável, e é entregue para famílias muito carentes, que muitas vezes não conseguem ter uma boa refeição todos os dias”, afirma a irmã Fernanda Mustachetti, que coordena o Instituto Palazollo, entidade que mantém centros de pastoral na Vila São Carlos, no “Morro da Cocada”, na Vila do Povo e no Jardim Esperança.

Mais informações sobre como apoiar o projeto da Usina de Leite podem ser obtidas com a coordenadora do projeto, Gizele Abilhôa, na Sessão de Assistência Médica e Social do Porto de Paranaguá (41) 3420-1263.