Brasill: Aumento de imposto sobre importação tornaria vinhos portugueses pouco competitivos no mercado brasileiro, dizem produtores

Rio de Janeiro, 27 abr (Lusa) – O imposto cobrado hoje sobre vinhos importados no Brasil já é alto, mas se aumentar, uma possibilidade quer está a ser estudada, tornará os preços dos vinhos portugueses pouco competitivos naquele mercado, defendem os enólogos, produtores e distribuidores nacionais.

“O Brasil é um mercado à parte. O preço que se paga hoje por um vinho brasileiro, já não vale [fora do país]. E como o vinho nacional é muito caro, o produtor estrangeiro pode cobrar o dobro do preço, que ainda assim é competitivo”, declarou à Lusa o enólogo português Jaime Quendera, responsável pela Cooperativa Agrícola de Santo Isidro de Pegões.

Segundo Quendera, um vinho considerado “barato” no Brasil custa hoje cerca de 20 reais (oito euros). Em Portugal, um vinho de qualidade equivalente, teria um preço na prateleira de supermercado de 1,5 euros.

ExpressoOnline

 

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Exportação do agronegócio mantém ritmo

As exportações do agronegócio brasileiro em fevereiro totalizaram US$ 5,9 bilhões, 11,8% a mais na comparação com o mesmo mês de 2011. As importações alcançaram US$ 1,3 bilhão. Como resultado, a balança comercial do agronegócio registrou superávit de US$ 4,7 bilhões. O setor do agronegócio que mais contribuiu para o aumento das vendas externas foi o complexo soja (grão, farelo e óleo), que registrou crescimento de US$ 517 milhões para US$ 1,2 milhões no valor exportado. O acréscimo foi de US$ 671,2 milhões, valor que suplantou o aumento total das exportações de fevereiro e participa com quase 20% no valor total exportado.
Outros segmentos exportadores com destaque nesse mês foram as carnes (US$ 1 bilhão), complexo sucroalcooleiro (US$ 865 milhões), produtos florestais (US$ US$ 746 milhões) e café (US$ 584 milhões). Os cinco principais setores mencionados respondem por 75% nas exportações de fevereiro deste ano. Quanto ao destino das exportações do agronegócio, os valores exportados aumentaram muito para a Ásia (US$ 1,560 bilhão), União Européia (US$ 1,797 bilhão) e África (US$ 695 milhões). Na análise por país, destaca-se o forte crescimento das exportações para a China (+171,5%). A elevação das vendas ao país possibilitou que a participação chinesa chegasse a 11% do total das exportações em fevereiro de 2012.

Venda de manufaturados se recupera 

Embora as exportações de manufaturados tenham recuado 2,9% na primeira semana de março (para US$ 353,8 milhões), em relação a igual período do ano passado, as duas semanas seguintes apresentaram uma recuperação nos embarques desses produtos. Ao fim da terceira semana do mês, segundo dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a alta acumulada foi de 0,5%, totalizando US$ 355,7 milhões. No período, automóveis, óleos combustíveis, veículos de carga, calçados e suco de laranja não congelado puxaram as vendas. Por outro lado, na quarta semana de março, decresceram as vendas de manufaturados (-0,8%), em consequência, principalmente, de autopeças, açúcar refinado e máquinas para terraplanagem. Especialistas descartam uma possível mudança de tendência na comercialização destes itens ao longo de 2012, que devem continuar perdendo espaço na pauta exportadora.

Analista de comércio exterior 

Foi publicado, na edição desta quinta-feira do Diário Oficial da União, o Edital n° 4 da Escola de Administração Fazendária (Esaf) para concurso público da carreira de analista de comércio exterior com a oferta de 157 vagas. A remuneração inicial da carreira é R$ 12.960,77 e as atribuições do cargo são voltadas para as atividades de gestão governamental, relativas à formulação, implementação, controle e avaliação de políticas de comércio exterior. Esse é o maior concurso já feito para preenchimento de vagas da carreira e estava previsto no Plano Brasil Maior. A ampliação no quadro de servidores do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) atende a uma necessidade de reforço nas atividades de comércio exterior, em especial as relacionadas às investigações de defesa comercial. Leia mais: http://www.mdic.gov.br 

Cosméticos conquistam mercados 

Na seara das exportações, a indústria brasileira de cosméticos embarcou o equivalente a US$ 754 milhões em 2011, um crescimento de 8,7% sobre o ano anterior, segundo a Abihpec. Basilio ressaltou que nos últimos 10 anos as vendas externas cresceram, em média, 14,7% ao ano, ao passo que as importações aumentaram 16,4%. “A valorização do real [frente ao dólar] trouxe esse resultado deficitário, mas ele [o déficit] é pequeno, de US$ 126 milhões”, disse. “Isso não é preocupante, não sentimos uma invasão dos importados”, acrescentou. O discurso é bem diferente do que o de outros setores da indústria, que reclamam da concorrência dos importados no mercado nacional.

Entre os destinos dos cosméticos brasileiros está o mundo árabe. Segundo a diretora de Comércio Exterior da Abihpec, Silvana Gomes, o mercado do Oriente Médio tem dado um “resultado excelente”. “É um mercado importante, que aceita os produtos brasileiros e reconhece sua qualidade”, declarou.

Calçadistas buscam negócios na China 

Um grupo de calçadistas brasileiros estará na China nesta semana para mais uma ação comercial. As marcas Amazonas, Anatomic Gel, Dumond e Stéphanie Classic irão expor na China International Clothing & Acessories Fair (CHIC), feira que ocorre dias 26 a 29 de março, em Pequim.

Alfândega de Santos aumenta fiscalização 


A Receita Federal aumentou o rigor na fiscalização de produtos importados em portos, aeroportos e fronteiras. O Porto de Santos, por onde entraram US$ 55 bilhões em mercadorias no ano passado, ou 24% de tudo que o Brasil comprou no exterior, terá o dobro de agentes para conferência física de contêineres. Os 36 novos fiscais que atuarão no complexo chegaram ontem, remanejados de outras regiões do estado ou do país. O objetivo da Receita é impedir a entrada de produtos falsificados no Brasil, em um momento de acirrada competição internacional e crescimento das importações. O governo brasileiro entende que um maior volume de operações comerciais pode ser acompanhado por mais tentativas de operações fraudulentas, o que lesa o país e reduz a oferta de empregos na indústria

 

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Vendas de veículos importados caem 12,3% em fevereiro

Agência Estado

As vendas de veículos importados no mês de fevereiro somaram 10.430 unidades, o que representou um recuo de 12,3% em relação ao mesmo mês do ano passado. Se comparado às vendas registradas em janeiro, a queda foi de 8,2%. Os dados foram divulgados, hoje, pela Associação Brasileira dos Importadores de Veículos Automotores (Abeiva).

De acordo com a entidade, a participação das suas associadas no mercado interno ficou em 4,42% no mês passado, ante uma fatia de 4,5% em janeiro e de 4,6% em fevereiro de 2011. No primeiro bimestre do ano, as vendas atingiram 21.797 veículos, o que representa um crescimento de 0,8% ante igual intervalo de 2011.

“O mercado interno está instável, está sem referência de preços, com exceção dos veículos vindos do México e da Argentina, com alíquota zero do Imposto de Importação e sem alta do IPI, que tiveram suas vendas duplicadas neste início de ano”, afirmou José Luiz Gandini, presidente da Abeiva. O aumento do IPI em 30 pontos porcentuais para carros importados está em vigor desde a metade de dezembro de 2011.

Por conta do desempenho mais fraco do que o esperado, a Abeiva revisou a projeção de vendas de veículos importados anunciada em janeiro. Agora, a entidade estima queda das vendas em 40% em 2012 em relação ao volumes registrado em 2011, quando as vendas somaram 199.366 unidades. A projeção anterior apontava para uma queda de 20%.

USDA: rebanho brasileiro aumenta 3% e exportações crescem 4% em 2012

O relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgado em 1o de março sobre o setor pecuário brasileiro manteve a estimativa de produção de carne bovina em 2012, mas revisou para cima as exportações, refletindo as novas estimativas feitas pelas fontes comerciais. O relatório também revisou a estimativa de 2011 para incluir dados finais de importação e exportação.

Embora de forma geral a demanda doméstica por carne bovina tenha suportado a expansão na produção no ano passado, fontes comerciais acreditam que um consumo doméstico sustentado, combinado com uma recuperação nas exportações, contribuirá para uma produção maior nesse ano.

Rebanho

O USDA prevê um aumento de 3% no rebanho bovino em 2012, principalmente devido ao suporte financeiro para reconstrução de rebanho, melhoramento genético, melhorias de pastagens e preços sustentados do boi. Dessa forma, o rebanho bovino brasileiro deverá alcançar quase 204 milhões de cabeças até o final do ano.

O USDA revisou para cima a previsão de exportações de gado em 2012, com maiores envios esperados para Venezuela e Suriname, devido aos preços competitivos. Apesar da queda nas exportações de boi de quase 38% em 2011, a indústria brasileira de frigoríficos oficialmente enviou ao Governo Federal em 31 de janeiro de 2012 um requerimento para uma tarifa de exportação de 30% sobre as vendas de boi em pé.

Carne bovina

A previsão foi de um aumento na produção de carne bovina de 2% em 2012 devido aos seguintes fatores: a) maiores exportações; b) crescimento contínuo na demanda doméstica por carne bovina, à medida que a economia brasileira deverá crescer em 2012 a uma taxa de 3,3%; e c) maior poder de compra dos consumidores, que levará ao maior consumo de proteína animal.

As exportações de carne bovina deverão aumentar 4% em 2012, à medida que os exportadores brasileiros estão otimistas com as recuperações em suas exportações à Rússia, apesar da lenta aprovação das plantas brasileiras. Eles também estão otimistas com as vendas a outros mercados, como Egito, China, Chile, Cuba, Iraque e Marrocos.

Apesar da crise financeira na União Europeia (UE), os exportadores também esperam aumentar as exportações a esses mercados, porque mais fazendas brasileiras estão registradas no programa de rastreabilidade da UE (lista Traces) devido à maior flexibilidade da Normativa # 61 pela UE, que fornece as informações sobre o programa de rastreabilidade do Brasil. Além disso, os exportadores também esperam uma contínua recuperação nas exportações de carne bovina processada aos Estados Unidos.

Os dados revisados desse relatório incluem dados finalizados de importação e exportação de 2011.

Nota: as diferenças entre os dados de exportação reportados pelas fontes comerciais brasileiras e esses usados pelo USDA são devido ao uso de diferentes fatores de conversão. As fontes brasileiras usam um fator de 2,5% para conversão de carne bovina processada em Pesos Equivalentes Carcaça (CWE, sigla em inglês), enquanto o USDA usa 1,79. O mesmo se aplica para carne bovina sem osso, onde o USDA usa 1,40 como fator de conversão, enquanto as fontes comerciais brasileiras usam 1,36. Além disso, e segundo das instruções de relatório do Serviço Agrícola Externo (FAS), os miúdos não foram incluídos.

Fonte: Global Agricultural Information Network (GAIN), Foreign Agricultural Service (FAS), USDA.

Superávit acumulado da balança comercial cai 78% em relação a 2011

Agência Brasil

Apesar de as exportações terem reagido em fevereiro, depois de déficits consecutivos nas quatro semanas de janeiro, o superávit da balança comercial no acumulado do ano é 78% menor em relação a 2011. Segundo números divulgados há pouco pelo Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior (MDIC), o país exportou US$ 429 milhões a mais do que importou do início do ano até a terceira semana de fevereiro, contra superávit de US$ 1,954 bilhão registrado no mesmo período do ano passado.

Na semana passada, o Brasil exportou US$ 370 milhões a mais do que importou. O número representa a diferença entre as exportações, que somaram US$ 4,703 bilhões, e das compras externas, que totalizaram US$ 4,333 bilhões. O resultado fez o superávit comercial no acumulado de fevereiro subir para US$ 1,721 bilhão.

As vendas para o exterior aumentaram 3% em 2012, mas as importações subiram 10%, o que impede a melhoria significativa do saldo da balança comercial. No acumulado do ano, as exportações aumentaram de US$ 27,513 bilhões para US$ 28,535 bilhões. As compras do exterior, no entanto, passaram de US$ 25,559 bilhões para US$ 28,106 bilhões, quase alcançando o valor das vendas externas.

De acordo com o MDIC, as exportações de produtos industrializados têm impulsionado as vendas externas no início do ano. A média diária das exportações de manufaturados subiu 24,1% em 2012, e a média das exportações de semimanufaturados aumentou 10,2%. Os produtos com mais destaque foram plataforma de perfuração e exploração de petróleo, energia elétrica, óleos combustíveis e aviões. A média diária das vendas de produtos básicos aumentou 7,4% até a terceira semana de fevereiro na comparação com o mesmo período de 2011.

Nas importações, os produtos cujas compras mais aumentaram em relação a fevereiro de 2011 foram equipamentos mecânicos, com crescimento de 25,4%, instrumentos de ótica e precisão (+24,7%), siderúrgicos (+21,6%), aparelhos eletroeletrônicos (+8,4%).

Estado vendeu US$ 7,9 milhões em couros

Mato Grosso do Sul comercializou o equivalente a US$ 7,9 milhões em couros no mês de janeiro para o exterior. O cálculo é do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), com base no balanço da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

O balanço das vendas externas de couros dos estados brasileiros no primeiro mês deste ano em relação a 2011 informa que os principais exportadores foram São Paulo (que retomou a liderança nacional, US$ 35,42 milhões, 25,4% de participação), seguido do Rio Grande do Sul (US$ 24,62 milhões, 17,6% de participação), Paraná (US$ 21,53 milhões, 15,4%), Goiás (US$ 14,26 milhões, 10,2%) e Ceará (US$ 10,39 milhões, 7,4%).

Os demais estados são Mato Grosso do Sul (US$ 7,9 milhões, 5,7%), Mato Grosso (US$ 7,25 milhões, 5,2%), Minas Gerais (US$ 6,34 milhões, 4,5%), Bahia (US$ 5,56 milhões, 4%) e Santa Catarina (US$ 4,24 milhões, 3%).

 

FONTE: 

Brasil fecha 2011 com 1,6% do mercado de exportações mundiais

Estudo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) mostra que em 2011 o Brasil teve participação de 1,6% nas exportações mundiais, o melhor índice nas vendas globais desde 1950. Nesse ano, a participação era de 2,26%.

A previsão da AEB é que, neste ano, os preços internacionais cairão. “Nós somos passivos. Assim como passou de 1% (em 2004) para 1,6% agora, foi tudo em decorrência do mercado internacional. E não de uma ação que o Brasil tenha desenvolvido e tenha tido como resultado o aumento da participação”.

O estudo da AEB apresenta evolução do Brasil no ranking de países exportadores, passando da décima posição, em 1950, para a 21ª, no ano passado. Em 2000, ocupava o 28º lugar. Considerando as exportações dos dez maiores países, nove exportam manufaturados. Exportação de manufaturados dá estabilidade para o país. Ele não fica sujeito às fortes oscilações por causa das commodities.

 

fonte: http://www.economiasc.com.br