Brasil quer intensificar negócios com árabes

O vice-presidente da República, Michel Temer, é um dos convidados ilustres do Fórum Econômico Brasil-Países Árabes, que ocorre na próxima quarta-feira, em Brasília. O evento é uma iniciativa do Conselho dos Embaixadores Árabes no Brasil, da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira e da Confederação Nacional da Indústria. Grandes players de setores diversos, como JBS-Friboi e Marcopolo, participarão dos seminários.
As exportações brasileiras para os países da Liga Árabe foram recorde no primeiro semestre de 2013, atingindo um total de US$ 5 bilhões. O comércio de carnes liderou a pauta no período, obtendo avanço de 10%. Os Emirados Árabes Unidos (EAU), segundo maior comprador de produtos brasileiros da Liga Árabe, incrementou expressivamente suas exportações em 40%.
“O fórum foi idealizado com o objetivo de ser um encontro para estreitar o diálogo econômico e comercial entre o Brasil e os Países Árabes, discutindo as principais barreiras ao comércio, investimento e turismo”, informou o diretor geral da Câmara, Michel Alaby, que também será moderador do painel “Comércio Exterior”.
O evento contará com três painéis distintos. O primeiro, com o tema “Comércio Exterior”, contará com palestras de representantes do Grupo JBS-Friboi e do presidente da União Brasileira de Avicultura – Ubabef, Francisco Turra. Serão avaliadas alternativas para ampliar o Comércio Exterior entre o Brasil e os Países Árabes. O objetivo deste painel é analisar e discutir os principais obstáculos existentes para o investimento no Brasil e as maiores dificuldades de acesso ao mercado árabe. Serão debatidas formas para promover o desenvolvimento do intercâmbio comercial entre o Brasil e os países árabes.
O seguinte terá como tópico “Investimentos” e terá como palestrantes o diretor-presidente da Empresa Brasileira de Terminais Portuários – Embraport, Ernest Schulze, e representantes da Marcopolo. A intenção é avaliar e discutir os principais obstáculos existentes para o incremento dos investimentos brasileiros nos países árabes e investimentos árabes no Brasil.
O último painel tratará do tema Turismo – com palestra de representantes da Qatar Airways – e pretende debater as principais barreiras existentes para ampliar o turismo de forma bilateral.

Serviço:
Fórum Econômico Brasil-Países Árabes
Data: 4 de dezembro, das 9 horas às 14h30
Local: Edifício Sede da CNI, setor Bancário Norte, Quadra 1, Bloco C, Auditório S1
Informações: Unidade de Comércio Exterior – CNI (61 3317 8739 – mqmoura@cni.org.br ou 3317 9880 –cpferreira@cni.org.br)

Fonte:  Assessoria de Imprensa CNI

Com crescimento de 157% nas exportações, Rio Grande do Sul ocupa segundo lugar no ranking brasileiro

As exportações do Rio Grande do Sul cresceram 157,1% em outubro em relação ao mês anterior. Em valores absolutos, o Estado exportou US$ 3,8 bilhões, cerca de US$ 2,3 bilhões a mais do que em setembro. Com isso, as vendas gaúchas para o Exterior representaram 16,72% do total brasileiro, ocupando o segundo lugar no país, atrás apenas de São Paulo, que teve participação de 22,4% nas vendas para o exterior.

Nos primeiros 10 meses de 2013, o Rio Grande do Sul acumulou US$ 21,3 bilhões em exportações, o maior valor do Brasil no período, o que representa um crescimento de 41,2% em relação ao mesmo período de 2012. O crescimento vai contra a tendência nacional, de recuo nas exportações – no mesmo período, o Brasil teve decréscimo de 0,9% no índice.

Com crescimento de 157% nas exportações, Rio Grande do Sul ocupa segundo lugar no ranking brasileiro Quip/Divulgação

Os principais produtos exportados pelo mercado gaúcho foram a soja e o milho. Cerca de 19,7% das exportações gaúchas no período foram de soja, o que representa um acréscimo de US$ 2,2 bilhões. O crescimento das vendas de milho para o exterior também foi importante. Nos primeiros 10 meses de 2013, 732% a mais de milho foram exportados do que no mesmo período do ano anterior.

A venda de duas plataformas de perfuração e exploração de petróleo entrou na conta e impulsionou o índice gaúcho. No período, isso representou um incremento de US$ 3,6 bilhões nas exportações gaúchas.

O principal destino das exportações gaúchas no período foram para a China, no valor de US$ 4,4 bilhões, o que representa 20,5% do total. Outros mercados que tiveram crescimento foram Holanda (US$ 1,9 bilhão a mais do que no ano passado) e Panamá,graças à exportação da plataforma P-63.

Por que as vendas de plataformas que não saem do país entra na conta de exportações?

As plataformas adquiridas pela Petrobras contam com regime aduaneiro especial – o Repetro –, que permite a importação de equipamentos sem a incidência dos tributos federais e do adicional de frete para renovação da marinha mercante. No caso das plataformas construídas no Brasil, ocorre uma exportação “ficta” – quando o equipamento não sai efetivamente do país, mas há só o registro contáil da operação –para uma subsidiária da Petrobras fora do país. Posteriormente, as plataformas retornam ao país como se estivessem sendo “alugadas” por uma empresa da Petrobras localizada no Brasil. O impacto aparece na balança comercial do Estado porque a plataforma é registrada como exportação, mas retorna ao país como “admissão temporáia de bens” e por isso não entra nas estatíticas de importação. Esse tipo de operação é legal e obedece às regras de uma instrução normativa da Receita Federal.

 

Aprovado na Câmara relatório sobre as ZPE

Foi aprovado, ontem, por unanimidade na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC) o relatório do deputado Antonio Balhmann (PROS-CE) sobre o Projeto de Lei 5957/2013, que dispõe sobre o regime tributário, cambial e administrativo das Zonas de Processamento de Exportação (ZPE). Em seu relatório, o deputado defendeu o tema, que tem ocupado fração importante na pauta da Câmara dos Deputados. Segundo ele, as ZPE são um dos mais importantes e impactantes projetos de desenvolvimento atualmente em curso em território nacional.

“Através das ZPE, os exportadores terão mais um mecanismo para estimular a competitividade de seus produtos no mercado externo e para agregar valor às exportações. A ZPE também é um instrumento para atrair novos investimentos e gerar empregos e riquezas para o País”, explicou o deputado. A primeira ZPE do Brasil foi inaugurada no último mês de agosto, no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), no Estado do Ceará, e é a única em funcionamento atualmente no País.

Esse tipo de empreendimento se caracteriza como áreas de livre comércio com o exterior, destinadas à instalação de empresas voltadas para a produção de bens e serviços a serem comercializados no exterior, sendo consideradas zonas primárias para efeito de controle aduaneiro.

 

Camex reduz imposto de importação de 5 produtos químicos

LUCI RIBEIRO – Agencia Estado

BRASÍLIA – A Câmara de Comércio Exterior (Camex) cortou o imposto de importação de cinco produtos químicos: um tipo de cloro-alfa; monometilamina; monoetilamina e seus sais; di-n-propilamina e seus sais; e óxido de titânio do tipo anatase. Agora, as alíquotas incidentes sobre os produtos – que variavam entre 10%, 12% e 14% – serão reduzidas para 2% por um período de 12 meses.

A decisão, adotada por “razões de abastecimento”, está na Resolução Camex 96, publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União (DOU). O documento ainda especifica as cotas de exportação de cada um dos itens.

 

Balança comercial brasileira voltou a registrar déficit

Brasília – A balança comercial brasileira voltou a registrar déficit (exportações inferiores às importações) de US$ 1,35 bilhão na quarta semana de novembro. O valor resulta de US$ 4,15 bilhões em vendas externas e US$ 5,5 bilhões em compras do Brasil no exterior. Com isso, o saldo comercial acumulado no ano, que estava negativo em US$ 105 milhões, passou a deficitário em US$ 1,455 bilhão. As informações foram divulgadas hoje (25) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

O resultado negativo ocorre após superávit de US$ 808 milhões na terceira semana do mês, puxado pela exportação de uma plataforma de petróleo. Na prática, a plataforma não chega a deixar o país, sendo vendida a uma subsidiária da Petrobras no exterior, em uma operação que visa à redução dos gastos com impostos. Segundo o ministério, a operação é considerada legalmente exportação e está de acordo com  critérios da Organização das Nações Unidas (ONU).
A média diária das exportações na quarta semana de novembro ficou em US$ 830,2 milhões, 24,8% abaixo do apurado até a terceira semana, US$ 1,104 bilhão. Produtos industrializados e não industrializados foram responsáveis pela retração. As vendas de itens básicos recuaram 32,3%, principalmente em função das carnes de frango e bovina, do milho, café, petróleo bruto e da soja em grão. O comércio de semimanufaturados e manufaturados também caiu, respectivamente 23,6% e 16,5%. No primeiro grupo, açúcar, ligas de ferro, ouro e couros e peles puxaram o recuo. No segundo caso, entre os responsáveis, estão automóveis de passageiros, autopeças, motores e geradores e veículos de carga.

Do lado das importações, houve crescimento de 18,1% na média diária da quarta semana, que ficou em US$ 1,1 bilhão. A alta é explicada pelo aumento das compras do Brasil no exterior de combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, aparelhos eletroeletrônicos, automóveis e plásticos.

Mariana Branco
Repórter da Agência Brasil

Exportação de industrializados em 2013 já supera todo o 2012 em MS

Em dez meses, receita do estado com exportações chegou a US$ 3,06 bi.
Fiems diz que industrializados respondem por 65,9% das exportações.

Do Agrodebate

A receita de Mato Grosso do Sul com a exportação de produtos industrializados no acumulado de janeiro a outubro de 2013 já é maior do que em todo o 2012. É o que aponta o levantamento do “Radar” da Federação das Indústrias do estado (Fiems), com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

De acordo com o Radar, nos dez meses deste ano o faturamento das empresas do estado com as vendas de produtos industrializados para o mercado internacional foi de US$ 3,06 bilhões, enquanto que em todo o ano passado atingiu US$ 3 bilhões.

Novo terminal pode aumentar em até 40% a capacidade do Porto de Santos, SP (Foto: Reprodução/TV Tribuna)Na comparação de janeiro a outubro de 2013 com o mesmo período de 2012, quando Mato Grosso do Sul exportou US$ 2,49 bilhões em produtos industrializados, o incremento chega a 22,7%, conforme o Radar da Fiems.

Segundo o levantamento da Federação das Indústrias, a exemplo dos meses anteriores, o crescimento nas exportações de industrializados do estado foi alavancado pelos grupos de produtos “papel e celulose”, com 133,5%; “couros e peles”, com 61,2%, “extrativo mineral”, com 34,3% e “complexo carne”, com 17,6%.

Quanto à participação relativa, o levantamento do Radar da Fiems aponta que no acumulado do ano o setor industrial já responde por 65,9% de tudo que foi exportado por Mato Grosso do Sul.

Produtos inovadores diversificam a pauta de exportações de Minas

Produtos inovadores em diferentes segmentos diversificam a pauta de exportações de Minas Gerais

Mercado internacional absorve ideias desenvolvidas por pequenos e médios empreendedores mineiros; ponto forte é a oferta de novas linhas de produtos e serviços

A pauta de exportação de Minas tem se diversificado nos últimos anos graças às micro e pequenas empresas (MPEs), que têm descoberto no exterior um mercado promissor para seus novos negócios.

Segundo pesquisa publicada na última semana pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), as MPEs já correspondem a 51% das exportações mineiras. Com isso, tradicionais bens da indústria metalúrgica e da agropecuária ganham, cada vez mais, a companhia de artigos inovadores, provenientes de setores que experimentam momento de franca expansão, como o de serviços, moda e gastronomia.

Ainda de acordo com o estudo do Sebrae, feito com 245 empresas mineiras, as principais motivações dos empresários para exportarem são a demanda internacional frequente pelo produto e serviço, a possibilidade de expansão do negócio e da diversificação do mercado. A Licores Marinnho, que exporta castanha de baru, licores e geleias feitos a partir de frutos selecionados para a Europa, é umas das companhias que desfruta da crescente demanda e da boa aceitação dos produtos no mercado internacional.

“A perspectiva para o ano de 2014 é de grandes exportações. A empresa está passando por uma reestruturação e implementando um projeto de expansão, para atender grandes volumes. Além disso, estamos em negociando com clientes na Austrália e nos Estados Unidos”, revela o proprietário da empresa, Antonio Carlos de Carvalho Marinnho.

Neste ano, a Licores Marinnho foi convidada a participar do maior evento de gastronomia do mundo, o Madrid Fusión, que aconteceu na Espanha em janeiro. No principal evento gastronômico do mundo, Minas Gerais foi o primeiro estado subnacional a ser representado por sua culinária. Durante o evento, os visitantes puderam apreciar os produtos da empresa, que serviram de base para preparar pratos diferenciados com ingredientes regionais – como a jabuticaba, o pequi, a amora e o baru –apresentados no congresso.

Ao lado dos produtos artesanais e dos sabores típicos de Minas, a pauta de exportação gastronômica também é representada por artigos industrializados, a exemplo do que planeja a Practice Line, que comercializa sobremesas prontas em pequenas embalagens. A última invenção da empresa, o pudim em pó – mistura que necessita apenas do acréscimo de leite ou água, teve grande aceitação em feiras internacionais e vai marcar a estreia da empresa no exterior, programada para início de 2014.

“Conseguimos um produto com sabor caseiro e com segurança alimentar muito grande”, conta o sócio proprietário da Practice Line, Edmar Cerceau. “O pudim de leite condensado foi escolhido porque a receita é universal, no mundo inteiro há tem uma referência ao pudim. Inicialmente, vamos exportar para o Peru e para toda a região andina”, completa.

Neste ano, Edmar Cerceau levou sua invenção a três feiras internacionais no Japão, China e Peru, onde foi finalista de um concurso de inovação gastronômica, sendo a única empresa brasileira classificada. Em 2014, o empresário planeja lançar um novo produto da linha de sobremesa em pó no mercado internacional a cada trimestre.

Em Minas Gerais, a Central Exportaminas, ligada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) atua no sentido de facilitar as exportações das empresas mineiras. Junto ao serviço, qualquer empresário pode solicitar apoio e orientação. Segundo o diretor do órgão, Ivan Barbosa Netto, a diversificação da pauta de exportações no estado é um processo em andamento e tende a se intensificar nos próximos a nos. “O crescimento em valor exportado ainda é basicamente impactado pelo aumento do dólar e pelo aumento das exportações do agronegócio. Apesar do nosso trabalho contínuo e orientação, a diversificação das exportações consiste em um processo com resultados futuros, que demandam tempo e principalmente investimento”, destaca Ivan.

Negócios internacionais

A pesquisa do Sebrae também revela que a exportação tem um peso relevante para as micro, pequenas e médias empresas. Para 43% delas, o mercado externo representa de 1% a 25% do faturamento ou 29,5% das vendas anuais. Este é o caso da Atest Consultoria, cujo 40% do faturamento – que atinge cerca de R$ 2 milhões anuais – está ligado ao comércio internacional.

Presente em Minas Gerais há 16 anos, a empresa presta consultoria atuarial em previdência, segmento altamente especializado, tendo como clientes empresas e instituições públicas em todo território nacional e fora dele, especialmente em Angola, onde atende 15 planos de benefícios (fundos de pensão).”O principal mercado é Angola. Mas estamos prospectando outros países”, conta o presidente da empresa, Ivan Santan’a Ernandes.

A artesã e empresária mineira Janice Perez, proprietária da marca Anéis Rudá, também destina boa parte da sua produção ao mercado internacional tendo, inclusive, vendas diretas na França, Inglaterra e Itália, principais polos da moda mundial. A empresa produz anéis e pingentes em formatos únicos e inovadores, usando como matéria-prima madeira reaproveitada e gemas.

Neste ano, Janice Perez foi a primeira brasileira radicada no país a participar da London Fashion Week, um dos maiores eventos mundiais da moda. A mostra em que ela participou tinha como propósito reunir artistas com trabalhos voltados para a sustentabilidade, usando matéria prima de origem reciclada ou orgânica. “A confecção manual aliada ao efeito do tempo sobre a madeira dá a cada peça características únicas”, ressalta Janice.

Na Central Exportaminas, empresários são atendidos, gratuitamente, por pessoas especializadas em comércio exterior. A Licores Marinnho, Practice Line, Atest Consultoria e Anéis Rudá receberam orientação da instituição. A Exportaminas está instalada na avenida Afonso Pena, 2.910, em Belo Horizonte. O empreendedor que quiser informações sobre como exportar sua produção poderá agendar reunião com um consultor, acessar o site http://www.exportaminas.mg.gov.br ou ligar para o telefone 0800-770-7087.

via Agência Minas