Brasil começa a dificultar importação de produtos argentinos

O Brasil começou a dificultar importação de produtos argentinos – como resposta às medidas que a Argentina adotou contra as nossas exportações. E os prejuízos atingem os dois lados da fronteira.

 

Não é de hoje que a Argentina se fecha contra produtos estrangeiros, quando bem entende. No começo de 2011, impôs limites às licenças automáticas de importação de produtos. A partir de fevereiro, passou a exigir dos importadores uma lista detalhada do que ele pretendem comprar de outros países.

 

É assim que tenta impedir a saída de dólares, o país precisa de US$ 11 bilhões de excedente comercial por ano para fechar as contas. Mas parece estar dando um tiro no pé. Aqueceu o mercado paralelo do dólar, hoje, 30% acima do câmbio oficial. Ficou mais caro produzir e exportar.

 

“Quem perde é a Argentina. Ela precisa vender para o resto do mundo e o Brasil é o principal sócio”, diz o ex-presidente do Banco Central.

 

É, mas o Brasil está dando o troco. Agora existem barreiras para produtos argentinos: batatas pré-cozidas, azeitonas, azeite, vinho, frutas, não têm mais autorização automática para entrar no Brasil.

 

Há duas toneladas de maçã argentina barradas na fronteira desde 8 de maio. Vão apodrecer. Prejuízo de US$ 2 milhões.

O governo diz que vai seguir com essa política de barreiras. Indiferente aos efeitos para além do Brasil, Mercosul. A União Européia, que compra 17% das exportações argentinas, reclamou na organização mundial do comércio.

E, agora, quem reclama do governo são os próprios argentinos. A partir de terça, quem quiser viajar para o exterior, terá que dizer como, porque e quanto custou o pacote de viagem. É mais um controle para segurar o dólar no país.

FONTE: JORNAL FLORIPA

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Receita Federal lança operação contra fraudes nas importações

A movimentação de cargas nunca foi tão grande no Porto de Vitória. Foram 8 milhões de toneladas só no ano passado. Uma mostra do crescimento das importações no país, que segundo a Receita Federal, foi de 24% em 2011. Mas como fiscalizar tanta mercadoria que vem de fora? Na maioria dos casos, só é feita uma checagem na papelada da importação. Desse jeito, muitos produtos entram no país de forma irregular.

“É uma forma que o importador encontra de pagar menos impostos. Assim, o produto fica mais barato, e com isso ameaçando a indústria nacional”, ressalta o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (FIES), Marcos Guerra.

Para evitar fraude nas importações, este ano a Receita iniciou a Operação Maré Vermelha, anunciada como a maior da história do país. É um pente fino em portos e aeroportos que aumentou o rigor da fiscalização. Vistorias, em que os auditores da Receita mandam abrir um container para olhar mais de perto o que tem lá dentro, ficaram muito mais frequentes.

“A abertura de contêineres para conferência física auxilia na identificação dos produtos, na verificação, se aquilo que foi declarado realmente confere com aquilo que foi trazido pelo importador”, destaca o chefe da alfândega de Vitória (ES), Flávio Passos Coelho.

O alvo principal da Receita Federal são bens de consumo, como produtos eletrônicos e vestuário. O resultado de um mês de operação em todo o país é um aumento de 800% no volume de importações retido com suspeita de irregularidade.

“Pode acontecer em importações em portos, aeroportos, que é a natureza da Operação Maré Vermelha, mas pode acontecer com contrabando físico também, que ingressa pelas nossas fronteiras”, afirmou o subsecretário da Aduana, Relações Internacionais da Receita, Ernani Argolo Checcucci Filho

A Receita Federal também promete ampliar o pessoal trabalhando na operação, porque fiscalização mais rigorosa também representa mais demora na liberação dos produtos. Em alguns portos do país, já começa a faltar espaço para guardar tanta carga à espera de liberação.

Fonte: G1 Economia

Preços de importados na Alemanha sobe 3,1% em março

27 de abril de 2012 –  O índice de preços das importações na Alemanha aumentou 3,1% em março em relação ao mesmo mês do ano anterior. De fevereiro a março, o índice subiu 0,7%, relatou nesta manhã o Escritório Federal de Estatísticas, Destatis.

Na base de comparação mensal, o dado veio abaixo do esperado pelo mercado, que era de aumento de 0,9% (previsão Forex Factory).

Sem petróleo bruto e produtos e óleo mineral, o índice de preços de importação avançou 1,4% em março ante o ano anterior.

O índice de preços de exportação cresceu 1,9% em março em relação ao mês homólogo do ano anterior. De fevereiro a março, o índice subiu 0,2%.

(Redação – http://www.ultimoinstante.com.br)

Brasill: Aumento de imposto sobre importação tornaria vinhos portugueses pouco competitivos no mercado brasileiro, dizem produtores

Rio de Janeiro, 27 abr (Lusa) – O imposto cobrado hoje sobre vinhos importados no Brasil já é alto, mas se aumentar, uma possibilidade quer está a ser estudada, tornará os preços dos vinhos portugueses pouco competitivos naquele mercado, defendem os enólogos, produtores e distribuidores nacionais.

“O Brasil é um mercado à parte. O preço que se paga hoje por um vinho brasileiro, já não vale [fora do país]. E como o vinho nacional é muito caro, o produtor estrangeiro pode cobrar o dobro do preço, que ainda assim é competitivo”, declarou à Lusa o enólogo português Jaime Quendera, responsável pela Cooperativa Agrícola de Santo Isidro de Pegões.

Segundo Quendera, um vinho considerado “barato” no Brasil custa hoje cerca de 20 reais (oito euros). Em Portugal, um vinho de qualidade equivalente, teria um preço na prateleira de supermercado de 1,5 euros.

ExpressoOnline

 

Senado aprova alíquota única de ICMS para acabar com incentivos fiscais a importadores

Projeto busca acabar com briga entre os portos brasileiros por importados

Da Agência Brasil, com R7
 

Depois de cerca de quatro horas de discussão, a CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado aprovou por 20 votos a favor e 6 contra o Projeto de Resolução 72, que pretende acabar com a disputa dos portos brasileiros pelo ingressos de mercadoria importada.

A medida estabelece alíquota única de 4% do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) que incide sobre operações interestaduais de produtos importados ou de produtos que usam mais de 40% de matéria prima importada no processo de industrialização. O projeto segue agora para votação em plenário. A previsão é que a alíquota única seja votada amanhã (18).

Os governadores de Santa Catarina, Raimundo Colombo, e do Espírito Santo, Renato Casagrande, além do vice-governador de Goiás, José Eliton Figueiredo, acompanharam a reunião na CAE.

Os três estados são os que mais vão perder com a nova alíquota, pois utilizam o ICMS para conceder estímulos fiscais a importadores.
Hoje, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu a aprovação da resolução. Como compensação para os estados prejudicados, Mantega garantiu a liberação de recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para os estados que se sentirem prejudicados com o fim da chamada guerra dos portos.

Santa Catarina, Espírito Santo e Goiás oferecem incentivo fiscal na cobrança de ICMS para estimular o desembarque de produtos importados nos seus respectivos portos (no caso de Goiás, no porto seco).

Importação de escadas rolantes fica mais próxima

Após cinco anos, Sérgio Cabral volta a comunidade carente na Colômbia, onde vai observar como funciona meio de transporte para implantá-lo no Rio

Rio –  A fim de conhecer como funcionam as escadas rolantes urbanas e o Centro Integrado de Intervenção da comunidade Comuna 13, em Medellín, o governador Sérgio Cabral viajou para a Colômbia. Hoje, ele irá observar o trabalho dos colombianos nas áreas de segurança pública e acessibilidade, que, possivelmente, poderá ser importado e implantado em favelas cariocas.

“Essa visita servirá para conferirmos os avanços conquistados pelo Estado e pela população da Comuna 13. Em 2007, estivemos lá e conhecemos muitas iniciativas que, depois, foram levadas ao Rio de Janeiro, como o teleférico do Complexo do Alemão, as bibliotecas-parque, e até mesmo uma primeira ideia para as UPPs, que depois adaptamos para a realidade do Rio”, disse Cabral, antes de prosseguir: “Hoje, a comunidade colombiana ganhou um projeto pioneiro de mobilidade com as escadas rolantes elétricas. Essa vai ser uma ótima oportunidade para entender melhor como o sistema funciona e qual as vantagens que traz para o dia a dia dos moradores”.

A viagem de Cabral foi anunciada por O DIA em 23 de janeiro. Ainda hoje, Cabral conhecerá quais são as ações promovidas pela Empresa de Desenvolvimento Urbano de Medellín (EDU), que elabora projetos urbanísticos e imobiliários na cidade. O projeto das escadas rolantes foi feito pela EDU e beneficia diretamente 12 mil pessoas da localidade de Las Independencias, que fica na parte alta da Comuna 13. A comunidade tem 135 mil habitantes.

Visita de Dilma marca retomada da relação comercial com EUA

Agência Brasil

Ao desembarcar hoje (9) em Washington, nos Estados Unidos, em sua primeira visita oficial ao país, a presidente Dilma Rousseff leva na bagagem a consolidação econômicabrasileira. A condição favorável de país emergente e a economia pujante, deixa o Brasil em posição vantajosa diante dos EUA.

Na avaliação do presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto Castro, a visita presidencial marca a retomada da relação comercial entre os dois países. “Desde 2000, esta é a primeira viagemcom finalidades comerciais. Antes só havia participações dos presidentes em reuniões da ONU (Organização das Nações Unidas) e do FMI (Fundo Monetário Internacional)”, disse.

Castro destacou que o atual momento de crise econômica mundial favorece ainda mais a posição brasileira no mercado internacional. “O Brasil tem hoje sólida saúde financeira e é isso que tem gerado interesse de outros países. Os Estados Unidos são o maior mercado do mundo, temos que estar lá e nos aproximar do país porque estamos muito distantes. Temos que aproveitar que os Estados Unidos têm interesse no mercado brasileiro que é grande e crescente”, declarou.

Em 2011, o óleo bruto de petróleo foi o principal produto brasileiro vendido aos Estados Unidos. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), no período, as exportações brasileiras ao país somaram US$ 25,942 bilhões. O valor representou 10,1% de todos os embarques externos do Brasil, de US$ 256,040 bilhões. De janeiro a março deste ano, as vendas externas brasileiras aos Estados Unidos somam US$ 6,966 bilhões. Aumento de 7,5% ante o mesmo período do ano passado, US$ 4,940 bilhões.

Mesmo com o aumento, o Brasil continua com o saldo deficitário. Em 2011, as importações somaram US$ 34,225 bilhões. No acumulado dos três primeiros meses do ano, as compras dos EUA estão em US$ 7,735 bilhões. Déficit de US$ 769,5 milhões. O presidente da AEB acredita que a visita de Dilma é uma ótima oportunidade para aumentar a participação brasileira no mercado norte-americano. “A Dilma sabe bem que a relação de comércio exterior atual é de negócios e não mais de ideologia”.