CNI: índices de importação crescerão mais que os de exportação em 2012

Pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que o coeficiente de importação da indústria nacional, que mede a participação de bens importados no consumo de produtos industriais no País, crescerá mais do que o indicador de exportação, que corresponde à participação dos embarques brasileiros na produção industrial. Para a CNI, o governo federal precisa atuar fortemente para aumentar a competitividade dos produtos brasileiros no cenário internacional.

A pesquisa, que analisou 27 setores, aponta que praticamente um em cada cinco produtos industriais consumidos no Brasil em 2011 foi importado – nível recorde. O coeficiente de penetração de importações, que considera tanto o consumo final das pessoas quanto o de insumos pela indústria, mostra que 19,8% dos bens industrializados no País vieram de fora, alta de 2 pontos percentuais frente o desempenho de 2010. Além disso, nada menos do que 21 dos 27 segmentos pesquisados apresentaram elevação no coeficiente de 2011 frente a 2010. No período, os maiores crescimentos foram das indústrias ópticos, informática e eletrônicos (sobretudo equipamentos de comunicação, como celulares), derivados de petróleo e biocombustíveis.

 

A participação de insumos importados na indústria brasileira – matérias primas, máquinas e equipamentos – também bateu recorde no ano passado, atingindo um percentual de 21,7%, crescimento de 2,6 pontos percentuais sobre 2010 e 0,4 ponto percentual acima do registrado em 2008, resultado mais alto até então da série histórica. Além disso, 24 dos 27 setores analisados registraram expansão no coeficiente. No período, os segmentos de informática, eletrônicos e ópticos alcançaram a maior alta de consumo de importados na produção.

Ao mesmo tempo, a participação das exportações no valor da produção industrial chegou a 19,8% em 2011, alta de dois 2 percentuais na comparação com 2010. Trata-se do segundo aumento anual consecutivo no coeficiente de exportação. Ainda assim, o índice está abaixo do valor recorde de 2004, quando a participação das vendas externas no valor da produção industrial atingiu 22,9%.

Na indústria de transformação, em especial, o coeficiente de exportação cresceu 1,1 ponto percentual em relação a 2010, atingindo 15% no ano passado. Os segmentos que tiveram melhor evolução foram o de metalurgia, de máquinas e equipamentos e têxteis. No entanto, a participação das vendas externas no valor da produção desse mercado está 6,6 pontos percentuais abaixo do valor do recorde da série, alcançado em 2004. Já o coeficiente do setor extrativo, que é altamente exportador, caiu 0,7 ponto percentual, fechando 2011 em 73,8% – o valor registrado em 2010 foi o recorde da série.

Em nota divulgada junto com a pesquisa, Flávio Castelo Branco, gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, atribuiu o recorde à valorização cambial, a alta no consumo interno e ao chamado Custo Brasil, que se somaram aos incentivos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) às importações a infraestrutura deficiente e os juros altos. Castelo Branco previu ainda que a tendência é aumento do coeficiente este ano.

Célio Hirakuta, professor de economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), compartilha da opinião da CNI. “Ao contrário dos países desenvolvidos, o mercado consumidor brasileiro continuará aquecido este ano, o que deverá impulsionar as compras de bens industrializados de outros países”, avalia. Segundo Hirakuta, é provável que o ritmo de importação acelere a partir do segundo semestre, quando os Estados Unidos e a Zona do Euro deverão apresentar sinais mais sólidos de recuperação da atividade econômica. “Com a atual instabilidade da economia mundial, o mundo inteiro busca proteger o mercado interno e estimular as exportações, o que aumenta a concorrência do mercado internacional e os preços dos produtos. Países como o Brasil, cuja demanda interna se encontra em alta, estão na mira dos exportadores”, avalia.

De certa forma, dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgados na segunda-feira corroboram as projeções de Castelo Branco e Hirakuta. No acumulado do ano, enquanto as exportações cresceram 6,3% (para US$ 50,4 bilhões), as importações se expandiram 9% (para US$ 48,9 bilhões).

Fonte: www.revistacomexbb.com.br

Contra China, tarifa de importação subirá

Agência O Globo

BRASÍLIA – O governo estuda aumentar as tarifas de importação de bens industrializados para dificultar o ingresso de mercadorias da China e de outros países asiáticos. Os técnicos da área econômica também trabalham na expansão da quantidade de itens que serão desonerados de tributos como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). As medidas têm como objetivo proteger a indústria nacional dos efeitos do câmbio e manter empregos, no esforço para a economia crescer 4,5%, como deseja a presidente Dilma Rousseff.

O aumento das tarifas de importação já estava sendo cogitado para tecidos e confecções, mas deve ser estendido. Como a alíquota máxima permitida pela Organização Mundial do Comércio (OMC) é de 35%, no caso de bens que já estejam com esse imposto no teto, o governo estuda elevar o IPI vinculado à importação, como com os automóveis.

A equipe econômica já decidiu prorrogar a redução do IPI para produtos da linha branca (fogões, geladeiras, máquinas de lavar e tanquinhos), cuja vigência acabaria em março. Agora, está avaliando quais outras desonerações ajudariam a incentivar o consumo e a produção industrial. Na lista, estão eletrodomésticos e materiais de construção.

BNDES deve ser capitalizado em R$ 30 bilhões

O governo também pretende capitalizar o BNDES em até R$ 30 bilhões, para que o banco conceda mais empréstimos ao setor de infraestrutura. E pretende desonerar a folha de pagamento de outros segmentos do setor produtivo, sendo o de autopeças o principal

Outra medida em estudo é a redução da alíquota que hoje incide sobre o faturamento dos setores que já foram desonerados na folha de pagamentos (confecções, calçados, couros, tecnologia da informação e call centers). A contribuição de 20% sobre o INSS foi substituída por um percentual entre 1,5% e 2,5% sobre o faturamento. Mas o percentual provocou reclamações:

– Estamos avaliando a possibilidade de baixar esse valor – informou um técnico, admitindo que a alíquota pode cair a 0,8%.

Outra medida que consta do cardápio da equipe econômica é uma nova redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre o crédito a pessoas físicas. Em dezembro, o governo reduziu a alíquota de 3% para 2,5%, mas pode cair a 2% ou 1,5%.

Mesmo com essas ações, os técnicos do governo admitem, nos bastidores, que o crescimento desejado pela presidente não deve ser atingido em 2012. Isso porque as ações que vêm sendo adotadas não têm fôlego para recuperar a atividade no curto prazo. Pelos cálculos, o PIB deve crescer, no máximo, 3,5%.

A decisão de reduzir a taxa básica de juros (Selic) em 0,75 ponto levou analistas do mercado a reverem para cima as previsões de inflação. Pela primeira vez, a taxa para 2013 é maior que a prevista para este ano. Na pesquisa Focus divulgada ontem pelo Banco Central, o IPCA para 2013 subiu de 5,20% para 5,50%, e a estimativa de inflação para 2012 passou de 5,24% para 5,27%. Para a Selic, as previsões foram corrigidas para baixo: 9% em 2012 e 10% em 2013. Antes, as projeções eram de 9,5% e 10,50%.

DESTAQUE: Panorama do Comércio Exterior Brasileiro Janeiro-Dezembro 2011.

Em 2011, o comércio exterior brasileiro registrou corrente de comércio recorde de US$ 482,3 bilhões, com ampliação de 25,7% sobre 2010, quando atingiu US$ 383,7 bilhões.

As exportações encerraram o período com valor de US$ 256,0 bilhões e as importações de US$ 226,2 bilhões, resultados igualmente recordes. Em relação a 2010, as exportações apresentaram crescimento de 26,8% e as importações de 24,5%. Estes crescimentos significativos indicam a solidez da progressiva inserção brasileira no comércio internacional.

O saldo comercial atingiu US$ 29,8 bilhões em 2011, significando ampliação de 47,9% sobre o consignado no ano anterior, de US$ 20,1 bilhões, motivado por um maior aumento das exportações em relação às importações.

Na comparação com 2010, as vendas de produtos básicos cresceram 36,1%, e os semimanufaturados e os manufaturados se ampliaram em, respectivamente, 27,7% e 16,0%.

O grupo de produtos industrializados respondeu por metade do total exportado pelo Brasil no ano de 2011.

Do lado da importação, as compras de matérias-primas e intermediários representaram 45,1% da pauta total, e as de bens de capital, 21,2%, demonstrando que a pauta brasileira de importação é fortemente vinculada a bens direcionados à atividade produtiva. As importações de bens de consumo representaram 17,7% e as de combustíveis e lubrificantes, 16,0%. Sobre 2010, a categoria de combustíveis e lubrificantes foi a que registrou maior crescimento, de 42,8%, seguida de bens de consumo (+27,5%), matérias-primas e intermediários (+21,6%) e bens de capital (+16,8%).

Por mercados de destino, destacam-se as vendas para a Ásia. As vendas aumentaram 36,3%, garantindo à região a primeira posição de mercado comprador de produtos brasileiros em 2011, superando América Latina e Caribe e a União Europeia, que também registraram aumento expressivo de, respectivamente, 19,1% e 22,7%.

A tal “morte” da indústria proclamada por vários economistas é apenas um blefe.
A indústria responde por apenas 14% das nossas…. balela!
Vamos supor que tenhamos uma casa com 03 árvores: uma mangueira, uma macieira e uma bananeira.
Cada uma delas produziu 10 frutos por ano, durante anos.
Mas assim, de repente, a bananeira passou a produzir 20 frutos por ano.
A macieira passou para 12 frutos e a mangueira, para 13.
A relação do “PIB” mudou, a bananeira passou a ter peso maior, dizem que foi por causa da La Nina. Incrível!!!
Mas daí inferirmos que, por causa da maior participação das bananas no PIB,  a macieira ou a mangueira tenham caído de produção é outra história.
Foi algo sazonal, a El Nina não é permanente.
Mas nem por isso vamos rejeitar nossas 20 bananas, foi SORTE nossa.
A indústria de calçados não exporta muito com o clima atual. Mas vende bastante no mercado interno, como nunca vendeu.
Assim como a indústria do aço e seus preços descolados dos padrões internacionais.
Ou automobilística, que JAMAIS vendeu tanto!!!!.
A gritaria é de gente que quer vender muito lá fora e aqui também, como se fosse possível. E diz que a indústria vai…. morrer.
A ganância é uma coisa feia….. mas muito comum.
As exportações brasileiras (maçã e manga) cresceram, mas as exportações de bananas cresceram ainda mais.
Sorte a nossa, não é?
Ou.. não????

 

FONTE: 

China aumentará exportação e importação em 10% em 2012

A China quer aumentar o volume total de exportações e importações em cerca de 10% em 2012 para melhorar ainda mais seu balanço de pagamentos internacionais.

“É crucial expandir a demanda doméstica, mas nunca podemos negligenciar a importância da demanda externa no desenvolvimento econômico da China”, diz um relatório proferido pelo primeiro-ministro Wen Jiabao na manhã desta segunda-feira na sessão parlamentar anual.

De acordo com o relatório, a China continuará a implementar a política de abatimento de taxa de exportação e implementará completamente a estratégia de promover o comércio através da atualização de tecnologia, melhoria de qualidade e diversificação de mercados.

“Consolidaremos os mercados tradicionais nos Estados Unidos, Japão e Europa e abriremos mercados emergentes”, diz o relatório, acrescentando que a China limitará a exportação de bens cuja produção consome muita energia e causa poluição.

Além disso, a China adotará diretrizes para aumentar as importações e promover o equilíbrio do comércio, melhorar as políticas de importação, construir mais plataformas para promover a importação e trabalhar para o crescimento equilibrado de exportações e importações, de acordo com o relatório.

por agência Xinhua

‘Guerra dos portos’ tira R$ 80 bi da indústria

A indústria brasileira deixou de movimentar R$ 80 bilhões em 2011 com a “guerra dos portos”, um dos capítulos da guerra fiscal travada pelos Estados brasileiros.

Portos de Estados que oferecem incentivos fiscais se tornaram porta de entrada privilegiada para bens importados, cuja condição permite disputar, com vantagens, o mercado nacional.

Na semana passada, um grupo de associações industriais –capitaneadas pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo)– lançou uma campanha para barrar o uso do ICMS como estímulo à importação em alguns portos, sejam litorâneos, sejam interioranos.

Os alvos da indústria são dez Estados da Federação: Santa Catarina, Paraná, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Maranhão.

A indústria nacional afirma que os programas estaduais de atração de investimentos criaram brechas para o avanço da importação de bens manufaturados, que recebem incentivo para disputar com itens similares produzidos em outros Estados.

Fonte: FOLHA.COM

MDIC: manufaturado deve ter desempenho melhor em 2012

A venda de produtos manufaturados brasileiros para o exterior deve ter um desempenho melhor este ano do que o verificado em 2011. A expectativa foi apresentada hoje pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Alessandro Teixeira. “A tendência é ter desempenho melhor de manufaturados do que no ano passado”, disse.

 

A secretária de comércio exterior da Pasta, Tatiana Prazeres, comentou que a alta das exportações em fevereiro foi fortemente influenciada pelos produtos industrializados. “As exportações foram claramente puxadas por manufaturados. Ao longo de todo o ano passado, os básicos é que puxaram. Neste momento, temos inversão desse perfil e isso nos chama a atenção”, comentou. Conforme Tatiana, as exportações brasileiras não eram puxadas por produtos manufaturados no primeiro bimestre de cada ano desde 2005.

 

Em relação às importações, a secretária ressaltou que a entrada de bens de capital foi o que mais se destacou. “Isso é reflexo de investimentos realizados no País, mas também houve crescimento das compras de bem de consumo”, salientou. Ela destacou ainda que, no mês passado, os automóveis não foram referência das importações. “Houve crescimento de apenas 0,1% das importações; elas se mantiveram estáveis”, afirmou.

 

De forma geral, conforme a secretária, houve aumento da participação de produtos industrializados na pauta do Brasil. “Houve aumento de valor e de quantidade de produtos industrializados”, disse. Segundo ela, o minério de ferro tende a perder relevância na pauta de exportações brasileiras este ano e outros produtos devem ganhar destaque na pauta do Brasil. Um dos itens que se classificam como básico e que promete crescer é o petróleo. “A combinação desses dois aspectos, maior valor exportado e maior participação, chama a atenção”.

Agência Estado

Exportação será foco da TNT no Brasil

SÃO PAULO – Gigante mundial da condução de bens edocumentos, e no Brasil tida como a maior transportadora de carga expressa, a TNT decidiu focar-se no setor de importação e exportação para manter sua posição. Mais especificamente, ela buscará ampliar sua clientela em dois nichos de mercado: o do transporte de autopeças e o de eletrônicos. Trata-se de segmentos que conciliam demanda elevada com alto nível de rentabilidade por viagem.

Com isto, a empresa espera que seu volume de cargas transportadas cresça mais de 15% no País em 2012, somando-se as operações domésticas e internacionais. São algumas das estratégias e previsões relatadas por Carlos Ienne, diretor da divisão Express da TNT Brasil, em entrevista exclusiva ao DCI. “Não queremos mais ser vistos como uma companhia que leva documentos e pequenas encomendas, apenas. A TNT mundial já decidiu que é nos mercados emergentes como Brasil, China e Chile que está a nova fronteira de crescimento da empresa”, explica Ienne. Ele, que assumiu seu posto em julho de 2011, comanda uma equipe de 300 pessoas e se reporta diretamente ao presidente da organização no Brasil.

Target

O executivo explica como vem se desenvolvendo a estratégia da empresa: “Direcionar nossas ações para atividades de grande valor agregado e que estão inseridas no fluxo de comércio exterior brasleiro é uma ideia recente. O conceito, na forma atual, só ganhou forma a partir do ano passado”. O transporte de autopeças feito pela TNT já ostenta cases de sucesso, como o contrato da empresa com uma unidade local da montadora de caminhões Scania. “A empresa estava levando 15 dias para exportar as peças que fabricava, e seu target [alvo] era reduzir para 9 dias”, conta Ienne. “Nos contrataram para isto – e o resultado é que estamos conseguindo fazer este transporte para eles em 7 dias.”

Quanto aos eletrônicos, a companhia tem uma forte atividade de importação e exportação de componentes em Manaus e no Estado de São Paulo. Usa, para tanto, os porões de aviões de passageiros que pousam no aeroporto da capital amazonense e em Viracopos, Campinas, que é o maior terminal de cargas do País.
O próximo passo da empresa, revela Ienne, será aumentar sua presença no Brasil no ainda mais rentável setor de transporte de peças e equipamentos hospitalares, o chamado Health Care. “Trata-se do suprassumo da logística expressa. Conduzir material de saúde exige um nível de especialização extrema da empresa, e nós estamos preparados para tanto.”

Aquisições

A TNT está no Brasil desde 1989. No entanto, foi na última década que os holandeses resolveram pisar no acelerador por aqui e tornaram-se líderes locais em seu setor. Para tanto, aquisições de outras empresas foram necessárias. A primeira foi a Expresso Mercúrio, no início de 2007.
Na época, a Mercúrio era dona de 15% do mercado brasileiro de entregas expressas e tinha forte presença no Sul e Sudeste do Brasil. Em 2009 a companhia voltou à carga e comprou a Expresso Araçatuba, enfocada no transporte de cargas de São Paulo para as Regiões Norte e Centro-oeste do País. Em fevereiro do mesmo ano a empresa já havia anunciado a aquisição da companhia de logística LIT Cargo, no Chile. A TNT, no período, também adquiriu outras transportadoras de cargas em países emergentes, como a Hoau, na China, e a Speedage, na Índia.

“Hoje, no Brasil, operamos com as marcas TNT Mercúrio e TNT Araçatuba, dependendo da região do País. Isto fortalece nosso vínculo com as empresas locais, que já eram clientes destas transportadoras antes que nós as incorporássemos”, diz Ienne.
Quanto à possíveis novas aquisições, o executivo é um pouco mais cauteloso. Para ele, os pesados investimentos que foram feitos no Brasil nos últimos anos ainda estão se pagando. “Nosso foco é usar agora ao máximo a capacidade que temos no País.”

Tecnologia

A TNT tem 8 mil funcionários no Brasil e possui aqui 2.500 veículos próprios, através dos quais atinge 5.000 municípios em todo o território. A companhia cobre seis países da América Latina no modal rodoviário (Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai). Em nível global, a empresa transporta, por semana, 4,7 milhões de documentos, amostras e cargas em mais de 200 países.

A companhia quer continuar investindo pesadamente em tecnologia no Brasil. “Trouxemos recentemente equipamentos da Holanda que automatizam todo o processo de distribuição da carga entre os caminhões. Foi usando eles que conseguimos crescer tanto no transporte de autope- ças.” Ela acaba de comprar 15 novas vans e planeja adquirir outras 15 até o final do ano, além de investir em scanners para suas unidades. A TNT também conta com caminhões blindados e rastreadores, que usa no transporte das cargas mais visadas por ladrões, como medicamentos. E por fim há os sorters, espécie de esteiras rolantes altamente sofisticadas.

A corporação emprega dois destes no Brasil, com capacidade média de 120 caixas por minuto, e já prepara a vinda de outros. “O sorter instalado em nossa filial paulistana reduziu de 6 horas para 1 hora o tempo de separação dos produtos a serem conduzidos”, conta Ienne, orgulhoso da força de sua holandesa notável.

 

FONTE: DCI