Empresas investiram R$ 65 bi em pesquisa e inovação em 2011

Empresas investiram R$ 65 bi em pesquisa e inovação em 2011Os investimentos feitos pelas empresas em inovação tecnológica atingiram, em 2011, R$ 64,9 bilhões – equivalente a 2,56% da receita líquida de vendas. Na indústria, a aquisição de máquinas e equipamentos continua a ser a atividade que mais concentra gastos com inovação: 1,11% sobre a receita líquida de vendas.

Entre 2009 e 2011, 35,7% das 128.699 empresas com dez ou mais funcionários inovaram em produtos e processos no Brasil. As informações constam da Pesquisa de Inovação Tecnológica 2011 (Pintec 2011) que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (5).

Apesar dos avanços, a pesquisa constata que os investimentos em inovação tecnológica caíram na indústria nos últimos anos. A Pintec de 2008, por exemplo, registra que 38,1% das empresas haviam inovado. Esse percentual caiu para 35,6% na pesquisa atual.

No universo pesquisado, o número de empresas industriais aumentou 16,1%. Já o crescimento das empresas consideradas inovadoras foi menor (8,3%). Dentre as empresas do grupo indústrias extrativas, 18,9% foram consideradas inovadoras, percentual bem inferior ao das indústrias de transformação (35,9%).

No período que a pesquisa abrange (de 2009 a 2011), 36,8% das empresas do setor de serviços inovaram. “Importante destacar a inclusão, neste conjunto, do setor de serviços de arquitetura e engenharia, testes e análises técnicas, no qual 29,6% das empresas inovaram – valor abaixo da média dos segmentos de serviços”, informou o IBGE.

 

Fonte: TN Petróleo

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Transporte aéreo de cargas apresenta lenta recuperação, diz Iata

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) divulgou números que mostram uma pequena melhora no crescimento do setor de transporte aéreo, em outubro. Comparado com o mesmo período de 2012 toneladas globais de carga cresceram 4,0%, com melhora em todas as regiões, exceto África.

A expansão gradual continua uma tendência que começou no terceiro trimestre, quando os mercados de transporte aéreo responderam à confiança económica e melhoria da demanda do consumidor. O desempenho varia significativamente por região. Enquanto as transportadoras do Oriente Médio relataram um crescimento mais impressionante de 12,3%, as companhias aéreas europeias e norte-americanas apresentaram crescimento de 4,4% e 3,7%, respectivamente, números abaixo da tendência de crescimento em longo prazo de 5% a 6%.

Já as transportadoras da região da Ásia-Pacífico tiveram um crescimento significativo, de 2,0%. O comércio de volumes chineses em toda a região indica que a Ásia-Pacífico, que é confortavelmente uma região de maior volume de carga aérea em participação de mercado, está potencialmente pronta para a expansão continuada.

“Desde meados do ano temos visto um crescimento modesto, mas sustentado do setor de carga, alimentada pela forte confiança das empresas e melhora nos fluxos de comércio. A carga aérea ainda é um negócio muito difícil. A capacidade de demanda tem sido difícil em um ambiente em que o tráfego de passageiros está crescendo de forma mais enérgica. Há, no entanto, alguma evidência de que a queda da taxa de ocupação tem se estabilizado, mas os rendimentos continuam sob pressão”, disse Tony Tyler, diretor geral e CEO da IATA.

Todas as regiões cresceram em outubro de 2013 em comparação com o mesmo período do ano passado. O maior crescimento é no Oriente Médio, mas a Europa também apresentou uma melhora considerável. Europa e Oriente Médio combinados levaram três quartos do aumento da carga ao longo dos últimos seis meses.

As Companhias aéreas da América Latina cresceram 1,5% ano-a-ano, uma desaceleração em relação à taxa de 3,6% registrada em setembro. No entanto, a taxa de crescimento (3,6%) continua a ser a segunda mais rápida de todas as regiões, apoiada por um aumento de 10% no volume do comércio regional. A concorrência de companhias europeias e norte-americanas nas rotas da América Latina, no entanto, tem impacto sobre as transportadoras da região.