Exportação de industrializados em 2013 já supera todo o 2012 em MS

Em dez meses, receita do estado com exportações chegou a US$ 3,06 bi.
Fiems diz que industrializados respondem por 65,9% das exportações.

Do Agrodebate

A receita de Mato Grosso do Sul com a exportação de produtos industrializados no acumulado de janeiro a outubro de 2013 já é maior do que em todo o 2012. É o que aponta o levantamento do “Radar” da Federação das Indústrias do estado (Fiems), com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

De acordo com o Radar, nos dez meses deste ano o faturamento das empresas do estado com as vendas de produtos industrializados para o mercado internacional foi de US$ 3,06 bilhões, enquanto que em todo o ano passado atingiu US$ 3 bilhões.

Novo terminal pode aumentar em até 40% a capacidade do Porto de Santos, SP (Foto: Reprodução/TV Tribuna)Na comparação de janeiro a outubro de 2013 com o mesmo período de 2012, quando Mato Grosso do Sul exportou US$ 2,49 bilhões em produtos industrializados, o incremento chega a 22,7%, conforme o Radar da Fiems.

Segundo o levantamento da Federação das Indústrias, a exemplo dos meses anteriores, o crescimento nas exportações de industrializados do estado foi alavancado pelos grupos de produtos “papel e celulose”, com 133,5%; “couros e peles”, com 61,2%, “extrativo mineral”, com 34,3% e “complexo carne”, com 17,6%.

Quanto à participação relativa, o levantamento do Radar da Fiems aponta que no acumulado do ano o setor industrial já responde por 65,9% de tudo que foi exportado por Mato Grosso do Sul.

Produtos inovadores diversificam a pauta de exportações de Minas

Produtos inovadores em diferentes segmentos diversificam a pauta de exportações de Minas Gerais

Mercado internacional absorve ideias desenvolvidas por pequenos e médios empreendedores mineiros; ponto forte é a oferta de novas linhas de produtos e serviços

A pauta de exportação de Minas tem se diversificado nos últimos anos graças às micro e pequenas empresas (MPEs), que têm descoberto no exterior um mercado promissor para seus novos negócios.

Segundo pesquisa publicada na última semana pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), as MPEs já correspondem a 51% das exportações mineiras. Com isso, tradicionais bens da indústria metalúrgica e da agropecuária ganham, cada vez mais, a companhia de artigos inovadores, provenientes de setores que experimentam momento de franca expansão, como o de serviços, moda e gastronomia.

Ainda de acordo com o estudo do Sebrae, feito com 245 empresas mineiras, as principais motivações dos empresários para exportarem são a demanda internacional frequente pelo produto e serviço, a possibilidade de expansão do negócio e da diversificação do mercado. A Licores Marinnho, que exporta castanha de baru, licores e geleias feitos a partir de frutos selecionados para a Europa, é umas das companhias que desfruta da crescente demanda e da boa aceitação dos produtos no mercado internacional.

“A perspectiva para o ano de 2014 é de grandes exportações. A empresa está passando por uma reestruturação e implementando um projeto de expansão, para atender grandes volumes. Além disso, estamos em negociando com clientes na Austrália e nos Estados Unidos”, revela o proprietário da empresa, Antonio Carlos de Carvalho Marinnho.

Neste ano, a Licores Marinnho foi convidada a participar do maior evento de gastronomia do mundo, o Madrid Fusión, que aconteceu na Espanha em janeiro. No principal evento gastronômico do mundo, Minas Gerais foi o primeiro estado subnacional a ser representado por sua culinária. Durante o evento, os visitantes puderam apreciar os produtos da empresa, que serviram de base para preparar pratos diferenciados com ingredientes regionais – como a jabuticaba, o pequi, a amora e o baru –apresentados no congresso.

Ao lado dos produtos artesanais e dos sabores típicos de Minas, a pauta de exportação gastronômica também é representada por artigos industrializados, a exemplo do que planeja a Practice Line, que comercializa sobremesas prontas em pequenas embalagens. A última invenção da empresa, o pudim em pó – mistura que necessita apenas do acréscimo de leite ou água, teve grande aceitação em feiras internacionais e vai marcar a estreia da empresa no exterior, programada para início de 2014.

“Conseguimos um produto com sabor caseiro e com segurança alimentar muito grande”, conta o sócio proprietário da Practice Line, Edmar Cerceau. “O pudim de leite condensado foi escolhido porque a receita é universal, no mundo inteiro há tem uma referência ao pudim. Inicialmente, vamos exportar para o Peru e para toda a região andina”, completa.

Neste ano, Edmar Cerceau levou sua invenção a três feiras internacionais no Japão, China e Peru, onde foi finalista de um concurso de inovação gastronômica, sendo a única empresa brasileira classificada. Em 2014, o empresário planeja lançar um novo produto da linha de sobremesa em pó no mercado internacional a cada trimestre.

Em Minas Gerais, a Central Exportaminas, ligada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) atua no sentido de facilitar as exportações das empresas mineiras. Junto ao serviço, qualquer empresário pode solicitar apoio e orientação. Segundo o diretor do órgão, Ivan Barbosa Netto, a diversificação da pauta de exportações no estado é um processo em andamento e tende a se intensificar nos próximos a nos. “O crescimento em valor exportado ainda é basicamente impactado pelo aumento do dólar e pelo aumento das exportações do agronegócio. Apesar do nosso trabalho contínuo e orientação, a diversificação das exportações consiste em um processo com resultados futuros, que demandam tempo e principalmente investimento”, destaca Ivan.

Negócios internacionais

A pesquisa do Sebrae também revela que a exportação tem um peso relevante para as micro, pequenas e médias empresas. Para 43% delas, o mercado externo representa de 1% a 25% do faturamento ou 29,5% das vendas anuais. Este é o caso da Atest Consultoria, cujo 40% do faturamento – que atinge cerca de R$ 2 milhões anuais – está ligado ao comércio internacional.

Presente em Minas Gerais há 16 anos, a empresa presta consultoria atuarial em previdência, segmento altamente especializado, tendo como clientes empresas e instituições públicas em todo território nacional e fora dele, especialmente em Angola, onde atende 15 planos de benefícios (fundos de pensão).”O principal mercado é Angola. Mas estamos prospectando outros países”, conta o presidente da empresa, Ivan Santan’a Ernandes.

A artesã e empresária mineira Janice Perez, proprietária da marca Anéis Rudá, também destina boa parte da sua produção ao mercado internacional tendo, inclusive, vendas diretas na França, Inglaterra e Itália, principais polos da moda mundial. A empresa produz anéis e pingentes em formatos únicos e inovadores, usando como matéria-prima madeira reaproveitada e gemas.

Neste ano, Janice Perez foi a primeira brasileira radicada no país a participar da London Fashion Week, um dos maiores eventos mundiais da moda. A mostra em que ela participou tinha como propósito reunir artistas com trabalhos voltados para a sustentabilidade, usando matéria prima de origem reciclada ou orgânica. “A confecção manual aliada ao efeito do tempo sobre a madeira dá a cada peça características únicas”, ressalta Janice.

Na Central Exportaminas, empresários são atendidos, gratuitamente, por pessoas especializadas em comércio exterior. A Licores Marinnho, Practice Line, Atest Consultoria e Anéis Rudá receberam orientação da instituição. A Exportaminas está instalada na avenida Afonso Pena, 2.910, em Belo Horizonte. O empreendedor que quiser informações sobre como exportar sua produção poderá agendar reunião com um consultor, acessar o site http://www.exportaminas.mg.gov.br ou ligar para o telefone 0800-770-7087.

via Agência Minas