Operadoras de logística ampliam serviços oferecidos em sites

As empresas de logística estão ampliando os serviços oferecidos aos clientes, via sites. Além do rastreamento on-line de mercadorias, os endereços eletrônicos das operadoras fornecem faturas e comprovantes de entrega de cargas. Nos próximos meses, a meta é oferecer facilidades como indicadores de performance de terminais portuários e agendamento de contêineres vazios para a inclusão de novas mercadorias. Para Fernando Arbache, professor de logística da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Fundação Dom Cabral (FDC) e HSM, as páginas precisam também ter informações como preços dos serviços e condições do trânsito em tempo real.

A Terra Master, empresa santista de transporte rodoviário, vai oferecer o rastreamento on-line de cargas, no site da empresa, a partir de 2014. “Com uma senha, o usuário poderá, do seu escritório, localizar o pedido feito”, diz o diretor Thiago Veneziani. “A facilidade permite ainda que o cliente se planeje para receber as mercadorias”.

Segundo Veneziani, que já investiu R$ 15 mil no endereço eletrônico, o serviço não será cobrado. A oferta de localização já existe na empresa, mas por meio do envio de e-mails sobre o status das encomendas. A Terra Master opera no Porto de Santos (SP) e, por meio de parcerias, em Itajaí e Navegantes (SC).

A Santos Brasil, de movimentação de contêineres e logística, dispõe de rastreamento on-line para clientes há dez anos, segundo o diretor comercial Mauro Salgado. A empresa investiu cerca de R$ 3 milhões no endereço eletrônico, nos últimos anos, sem incluir despesas de link de dados. Estão programadas outras facilidades no site, como indicadores de performance de terminais portuários para cargas transacionadas e um sistema de agendamento de contêineres vazios para a inclusão de mercadorias. “Vamos ter ainda serviços de agendamento de ferrovias, para o recebimento de contêineres enviados pelo modal, e de exportação de cargas gerais”.

Este mês, a operadora começou a operar com scanners de raio X, com capacidade de penetrar até 300 milímetros de aço, para verificar o conteúdo de contêineres sem a necessidade de abri-los. A ideia é agilizar o fluxo de cargas nos terminais e ganhar mais eficiência na fiscalização das mercadorias. A empresa investiu cerca de R$ 20 milhões na nova tecnologia.

Segundo Keley Lopes, gerente de marketing da mineira Rodoviário Camilo dos Santos, que atua na região Sudeste há 30 anos, além do acompanhamento de cargas em tempo real, os clientes podem usar o site corporativo para obter faturas e comprovantes de entrega, no mesmo dia da operação. A maioria dos clientes da empresa é dos segmentos de cargas fracionadas de roupas, calçados, autopeças e medicamentos.

Para o professor Fernando Arbache, a “roteirização” de veículos vem se tornando uma commodity para as empresas por conta da popularização de aplicativos de mapas para smartphones e computadores, equipados com GPS. “Mas os serviços precisam ter dados como preços, mais facilidade de uso em múltiplas plataformas, além de atualização contínua e em tempo real do trânsito”, diz.

O especialista afirma que as operadoras devem priorizar também aportes na simulação dos trajetos. “Isso traz um melhor conhecimento dos roteiros, antes que o veículo de carga saia da empresa”, diz. Arbache lembra que os serviços de rastreamento também estão se tornando mais populares e baratos.

Recursos gratuitos de localização pessoal, como o Find my iPhone, criado pela Apple, já são usados por operadores logísticos. “Ainda existem restrições de cobertura, mas é um modelo atrativo, a médio prazo, quando analisamos custo, funcionalidade e o crescimento da infraestrutura de telefonia móvel”.

A UnepxMil, com sede em São José do Rio Preto (SP), fornece rastreamento de veículos e embarcações, por meio de pagamento de taxa mensal. O serviço é baseado em aparelhos embutidos nos veículos, que emitem sinais de GPS ou GPRS (transferência de dados por rádio). O sistema mostra os deslocamentos em tempo real e cria uma “cerca eletrônica” – se o motorista ultrapassar os limites previstos, a central de monitoramento avisa a empresa.

Fonte: Valor Econômico/Jacílio Saraiva | Para o Valor, de São Paulo

Trabalhadores acampam em terminal de contêineres no Porto de Santos

Eles reivindicam a contratação de mão de obra por um órgão gestor, enquanto a empresa quer utilizar o regime da CLT.

Trabalhadores estão acampados em frente ao terminal de contêineres da Embraport, no Porto de Santos.

Durante o dia, o protesto complicou o trânsito na estrada de acesso ao terminal. Eles reivindicam a contratação de mão de obra por um órgão gestor, enquanto a empresa quer utilizar o regime da CLT.

Na noite de quarta-feira (25), um grupo de portuários, que arrombou o portão da Empbraport, tinha subido a bordo de um navio. Mas, no início da madrugada, a empresa conseguiu uma liminar da Justiça e os manifestantes deixaram o local.

A Embraport declarou que as contratações feitas pela empresa têm o amparo da Nova Lei dos Portos. Mas que concordou em contratar metade do pessoal por intermédio do órgão gestor de mão de obra.

 

FONTE: GLOBO