Camex ainda avaliará lista de produtos que teve imposto elevado

Em agosto, Mantega afirmou que imposto de importação seria reduzido.
Nesta segunda, porém, assunto foi retirado de pauta da reunião da Camex.

Alexandro MartelloDo G1, em Brasília

 

O Ministério do Desenvolvimento informou nesta segunda-feira (9) que a Câmara de Comércio Exterior (Camex) ainda não aprovou a redução do imposto de importação para uma lista de 100 produtos importados que teve a tarifa elevada no ano passado – conforme foi anunciado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, no início do mês de agosto. A decisão, segundo informou ele na ocasião, teria validade de outubro deste ano em diante.

 

“Durante a reunião de hoje, a decisão sobre a prorrogação da lista de elevações temporárias da Tarifa Externa Comum foi retirada de pauta. Quanto aos produtos que tiveram a alíquota do Imposto de Importação majorada, a Camex informa que haverá nova análise dos produtos para verificar se é pertinente a manutenção de determinados bens em outros mecanismos tarifários”, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior na noite desta segunda-feira.

No começo de agosto, o ministro Guido mantega afirmou que a decisão de reduzir o imposto de importação, ainda não confirmado pela Camex, teria por objetivo contribuir para aliviar as pressões inflacionárias na economia brasileira.

“Essa decisão significa que a indústria de transformação poderá obter insumos mais baratos e melhorar sua competitividade. O dólar também se valorizou. Desta maneira, não faz sentido manter essa elevação [da tarifa de importação]. Estamos falando de tarifas que eram em média de 8% a 12%, e que foram para 25% [em outubro do ano passado]. Esses produtos poderão ter uma queda de preço [com a queda da tarifa de importação para os patamares anteriores]”, afirmou Mantega na ocasião.

O aumento da tarifa de importação para 100 produtos começou a valer em outubro do ano passado e poderia, em tese, ser renovada até 31 de dezembro de 2014. Em 2012, o governo informou que a decisão buscava evitar um forte ingresso de produtos importados em meio à crise financeira internacional. A medida chegou a ser duramente criticada pelos Estados Unidos – que acusaram o país de aumentar o chamado “protecionismo”.

Outra lista com 100 produtos
No início de agosto, o ministro da Fazenda também informou que uma nova lista com cem produtos que poderia ter suas tarifas de importação elevadas, que estava em fase de elaboração pela equipe econômica, também não seria levada adiante. “Havia uma outra lista com mais 100 produtos que poderiam ter alíquotas majoradas. Refere-se a um acordo feito com o Mercosul. Mas não haverá essa nova lista”, disse Mantega na ocasião. A Camex não fez comentários sobre essa nova lista nesta segunda-feira.

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