Fórum Permanente discute efeitos da MP dos Portos

O Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico do Estado do Rio de Janeiro realiza nesta terça-feira um encontro para debater o impacto da MP dos Portos, sancionada pela presidente Dilma Rousseff em junho deste ano, na economia do Rio. Foram convidados representantes da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), da Secretaria de Estado de Transportes (Setrans) e do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma).

– A MP dos Portos foi uma medida provisória federal, e não teve a participação direta do estado. A idéia agora é ver o que aconteceu a partir daí, como a gente pode atuar nesse novo cenário. Com a lei efetivamente em prática, queremos ver se há novos problemas para serem resolvidos – resume a subdiretora-geral do Fórum, Geiza Rocha.

Monitor Mercantil

Governo vai ajudar PMEs a exportar

fonte: Agência Estado

Depois de longa negociação com os bancos comerciais, o governo federal vai facilitar a concessão de garantias da União para operações de crédito às exportações das micro, pequenas e médias empresas. A medida deve ajudar as vendas externas desse grupo de companhias, que tem maior dificuldade de apresentar aos bancos garantias suficientes para comprovar que o financiamento será honrado mesmo se acontecer algum problema no pagamento das exportações.

O Ministério da Fazenda concluiu o desenho de um certificado de garantia, uma apólice, para segurar as operações de crédito à exportação com prazo inferior a dois anos, beneficiando as empresas menores. Hoje, o governo concede o seguro somente para operações com prazos superiores a dois anos, o que dificulta o acesso ao mercado internacional das empresas pequenas que produzem, por exemplo, bens de consumo. Os instrumentos de garantia, como o aval bancário, custam muito caro para essas empresas.

O seguro de crédito é uma forma de garantia contra a inadimplência do importador em financiamentos à exportação. O seguro é lastreado nos recursos do Fundo de Garantia às Exportações (FGE), do governo federal. A Fazenda emite os certificados de garantias e a Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação (SBCE) presta assessoria ao governo na concessão das garantias de crédito, calculando os prêmios e analisando a viabilidade das operações.

Segundo o secretário adjunto de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Rodrigo Cota, o novo certificado aguarda apenas parecer da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para começar a ser oferecido às empresas, o que deverá ocorrer em breve. Ele explicou que houve uma longa discussão com os representantes do bancos e da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) sobre os termos do certificado. Depois do parecer aprovado, a SBCE irá colocar em operação um sistema que permitirá a emissão desse certificado para que os bancos possam operar.

Cota explicou que a medida permite que as exportações de bens mais baratos, como roupas e calçados, possam ser financiadas pelos bancos comerciais com garantias da União. Segundo ele, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atua basicamente nas operações de longo prazo.

Para o secretário de Competitividade e Gestão da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Carlos Leony, a decisão do governo de aperfeiçoar o FGE garantirá às empresas de menor porte condições para disputar espaço no mercado internacional. “Elas lutam hoje com barreiras muitas vezes intransponíveis para exportar, o que não propiciou às microempresas ingressarem na globalização.”

 

A Secretaria da Micro e Pequena Empresa está trabalhando para implantar num prazo de até um ano o Portal Empresa Simples, que entre outras medidas, vai criar uma praça eletrônica de comércio internacional. Batizado de “Simples Internacional”, o espaço proporcionará negociações diretas entre micro e pequenas empresas de línguas portuguesa e espanhola.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as micro, pequenas e médias empresas representam 20% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e respondem por 60% dos empregos no País. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Amcham realizará um Dia de Negócios

A Câmara Americana de Comércio de Porto Alegre, com cerca de 400 empresas associadas, está entrando em nova fase, renovando seu portfólio de atividades, com o objetivo de se tornar mais efetiva no apoio ao desenvolvimento empresarial, contribuindo para o surgimento de novas lideranças na indústria, no comércio e nos serviços. A informação é de Pedro Freitas Valerio, gerente regional da Amcham, destacando que um dos eventos da nova fase será o Amcham Business Day, dia 17, a partir das 16h, na Associação Leopoldina Juvenil, quando empresas nacionais e multinacionais estarão reunidas numa multifeira de fortalecimento do relacionamento com o mercado e entre si. Expositores de diversos segmentos vão trazer novidades em produtos e serviços para uma rodada de negócios: seguros, hotelaria, transporte aéreo, telefonia, comunicações, tecnologia, finanças e TI são algumas das áreas representadas. Haverá palestras com Eduardo Moreira (Encantadores de vidas) e Beto Carvalho (Cereja do bolo e Você é o cara). “Será um momento em que empresas de todos os portes, grandes, médias e pequenas, estarão reunidas para trocar informação, prospectar negócios e até discutir soluções sobre problemas comuns”, explicou Valério.

Crédito

A Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic) lançará, sábado, o projeto Smic perto de você, para estimular a abertura e formalização de pequenos empreendimentos com oferta de crédito rápido a juros baixos. A população receberá informações sobre microcrédito, como iniciar um pequeno negócio, formalização de pequenos empreendimentos e como conseguir alvará de localização e funcionamento. O Procon Municipal  também participa do projeto para dar orientações sobre direitos do consumidor e receber denúncias.

Quem manda

O aumento da taxa Selic que vem sendo adotado pelo governo federal para conter a inflação não convence o empresário gaúcho Paulo Vellinho. “Algo está errado, pois não entendo a razão de o Brasil insistir em competir com os países que praticam as mais altas taxas de juros do mundo se as nações vencedoras – e mesmo outras emergentes, inclusive a China – têm juros baixíssimos”. Considera que, da mesma forma, os  outros países conseguem manter a inflação sob absoluto controle sem apelar para a elevação do custo do dinheiro. “Diante disso, cada vez acredito mais que no Brasil há três poderes dominantes: o sistema financeiro, as empreiteiras de obras públicas e a indústria automotiva. A taxa Selic, a denúncia de cartel no fornecimento para o metrô de São Paulo e a redução do IPI para automóveis que o digam.”

Para os States

A vinícola Basso, de Farroupilha, fez a sua primeira exportação de vinhos para os Estados Unidos, enviando 20 mil garrafas através da importadora Aragoso Corp, de Massachusetts.

Protecionismo

A Argentina voltou a dificultar a entrada de produtos brasileiros em seu território. Sapatos, tênis, sandálias e alimentos têm sido barrados nas fronteiras, com longas esperas por autorizações de importação. É uma estratégia silenciosa dos argentinos. Não admitem a existência de barreira, mas só dão a licença quando querem.

Posse

O Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico e Eletrônico-RS terá posse às 20h, no Leopoldina Juvenil. Na presidência, o industrial Gilberto Porcello Petry, diretor-presidente da empresa Weco S.A., de Porto Alegre. Também será entregue o Mérito Sinmetal a cinco destacados industriais gaúchos.

Perto

A indústria Perto, de Gravataí, está participando da CL@B, grande feira em Miami, apresentando inovações em soluções para o segmento bancário. O gerente de exportação, Guilherme Hildebrand, informou que o projeto é crescer mais de 30% na exportação de produtos.

Óticas

Representantes do Sindicato do Comércio Varejista de Material Óptico e da Ajorsul estiveram reunidos com o secretário estadual da Fazenda, Odir Tonollier, solicitando a diminuição do ICMS de 17% para 12%, com o fim do imposto de fronteira, como quer o movimento Chega da Mordida. Em companhia do deputado José Sperotto (PTB), coordenador da Frente Parlamentar das Micro e Pequenas Empresas da Assembleia Legislativa, mostraram que esses 5% tiram a competividade dos lojistas gaúchos, que importam de outros estados tanto as lentes quanto as armações.

O Dia

  • Edna Bedani, diretora de RHRS da Ticket, será a palestrante no café da manhã do Sindicato do Comércio Varejista de Veículos e Peças, às 8h, à avenida Paraná, 2.435, sobre motivação.
  • O diretor da Innoscience Consultoria em Gestão da Inovação, Maximiliano Carlomagno, será o palestrante do Bom Dia Associado na Federasul, às 8h10min.
  • Eduardo Tevah estará no Sindilojas Porto Alegre, às 8h30min, falando sobre gerência de loja.
  • Às 8h30min, no Dall’Onder Vittoria Hotel, em Bento Gonçalves, o escritório de advocacia Dupont Spiller promoverá palestra com o italiano Marco Mellone sobre cidadania italiana.
  • Começará o X Seminário de Gerenciamento de Projetos, na Fiergs. Dia 12, palestra de Eduardo Peres, diretor da DBServer.
  • A Associação Brasileira de Design de Interiores-RS fará seu café, às 9h, na Saccaro da avenida Nilo Peçanha, 2.218, com a arquiteta Cristina Leal.
  • Computação em Nuvem – Vantagens Estratégicas será o tema de Edison Ademir Ely, no Grupo de Gestão Empresarial do Seprorgs, às 12h, à rua Felipe Camarão, 690/404.
  • A jornalista e empresária Martha Becker será a palestrante do almoço da Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais, às 11h, no Plaza São Rafael. Abordará mitos e verdades sobre o relacionamento com a imprensa.
  • O ex-prefeito José Fogaça fará uma análise crítica do PMDB, às 12h, no Hotel Continental (largo Vespasiano Júlio Veppo, 77). Convites a R$ 50,00.
  • O advogado Claudio Castro falará sobre assédio moral nas relações de trabalho, às 12h, no Iargs, travessa Acelino Carvalho, 21, 4º andar. Entrada franca.
  • O professor Cláudio Pereira Elmir falará sobre seu livro A História devorada: no rastro dos crimes da Rua do Arvoredo, às 17h, no Palácio da Justiça.
  • Reinauguração da cafeteria do Margs, às 18h, na Praça da Alfândega, com cardápio da chef Carmem Taffarel, famosa por seus doces, tortas e salgados. As bebidas ficam por conta do Café do Centro e Vinhos do Mundo.
  • Rodada de negócios em TC&I, às 18h30min, na ESPM-Sul, no  curso de Relações Internacionais, Prédio C, à rua Guilherme Schell, 350.
  • Lançamento da 8ª edição da Seleção de Vinhos de Farroupilha, às 19h30min, na prefeitura da cidade.
  • Morgani Braido, Gilmar e Fátima Dal Magro, da Bello Bagno Construção e Decoração, oferecerão coquetel para brindar os 12 anos da empresa, com assinatura da chef Sônia Hermoza. Na avenida Cristóvão Colombo, 1.128.

FONTE: DIÁRIO DO COMÉRCIO

Camex ainda avaliará lista de produtos que teve imposto elevado

Em agosto, Mantega afirmou que imposto de importação seria reduzido.
Nesta segunda, porém, assunto foi retirado de pauta da reunião da Camex.

Alexandro MartelloDo G1, em Brasília

 

O Ministério do Desenvolvimento informou nesta segunda-feira (9) que a Câmara de Comércio Exterior (Camex) ainda não aprovou a redução do imposto de importação para uma lista de 100 produtos importados que teve a tarifa elevada no ano passado – conforme foi anunciado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, no início do mês de agosto. A decisão, segundo informou ele na ocasião, teria validade de outubro deste ano em diante.

 

“Durante a reunião de hoje, a decisão sobre a prorrogação da lista de elevações temporárias da Tarifa Externa Comum foi retirada de pauta. Quanto aos produtos que tiveram a alíquota do Imposto de Importação majorada, a Camex informa que haverá nova análise dos produtos para verificar se é pertinente a manutenção de determinados bens em outros mecanismos tarifários”, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior na noite desta segunda-feira.

No começo de agosto, o ministro Guido mantega afirmou que a decisão de reduzir o imposto de importação, ainda não confirmado pela Camex, teria por objetivo contribuir para aliviar as pressões inflacionárias na economia brasileira.

“Essa decisão significa que a indústria de transformação poderá obter insumos mais baratos e melhorar sua competitividade. O dólar também se valorizou. Desta maneira, não faz sentido manter essa elevação [da tarifa de importação]. Estamos falando de tarifas que eram em média de 8% a 12%, e que foram para 25% [em outubro do ano passado]. Esses produtos poderão ter uma queda de preço [com a queda da tarifa de importação para os patamares anteriores]”, afirmou Mantega na ocasião.

O aumento da tarifa de importação para 100 produtos começou a valer em outubro do ano passado e poderia, em tese, ser renovada até 31 de dezembro de 2014. Em 2012, o governo informou que a decisão buscava evitar um forte ingresso de produtos importados em meio à crise financeira internacional. A medida chegou a ser duramente criticada pelos Estados Unidos – que acusaram o país de aumentar o chamado “protecionismo”.

Outra lista com 100 produtos
No início de agosto, o ministro da Fazenda também informou que uma nova lista com cem produtos que poderia ter suas tarifas de importação elevadas, que estava em fase de elaboração pela equipe econômica, também não seria levada adiante. “Havia uma outra lista com mais 100 produtos que poderiam ter alíquotas majoradas. Refere-se a um acordo feito com o Mercosul. Mas não haverá essa nova lista”, disse Mantega na ocasião. A Camex não fez comentários sobre essa nova lista nesta segunda-feira.