Brasil firma acordos para exportar máquinas para a África

Da Assessoria de Comunicação Social do MDIC – O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ricardo Schaefer, assinou memorandos de entendimento do governo brasileiro com os países africanos de Senegal e Zimbábue, sobre o Programa Mais Alimentos Internacional, durante a Exposição Internacional de Animais, Máquinas, Implementos e Produtos Agropecuários (Expointer), no Rio Grande do Sul. Os documentos selam o compromisso entre estes governos para dar garantias ao financiamento das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos de uso agrícola, por meio do Programa de Financiamento às Exportações (Proex).

“Estes acordos viabilizam importantes trocas comerciais com o continente africano para que possamos ter preponderância nestes mercados. Há uma grande convergência. Ajudamos no desenvolvimento destes países irmãos, com quem partilhamos um destino comum, e, ao mesmo tempo, desenvolvemos mais a nossa indústria de máquinas e equipamentos”, disse Schaefer na ocasião, em que mencionou ainda que o governo brasileiro pretende expandir os recursos do programa nos próximos anos.

O ministro das Finanças de Senegal, Amandou Kane, que veio ao Brasil para firmar o acordo, disse que o seu país se inspira no modelo do agronegócio brasileiro e que busca implementar melhorias nas áreas de sementes e cultivo, irrigação, e mecanização do campo. “Estou certo que os equipamentos brasileiros são os melhores para o Senegal porque possuem a tecnologia adequada para o uso em nosso país”, considerou. Pelo governo de Zimbábue, o acordo foi assinado pelo embaixador do país no Brasil, Thomas Bvuma.

Também presente ao evento, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, disse que o Programa Mais Alimentos, pelos seus êxitos alcançados, passou a ter repercussão internacional e outros países vêm procurando adotar sistemas semelhantes e importar máquinas brasileiras para modernizar as suas atividades agrícolas. “Dessa maneira, é possível aumentar a tecnologia e a produtividade no campo”, comentou.

Caravana de produtores conhece logística de exportação portuária

Produtores do Cone Sul do estado de Rondônia e noroeste do Mato Grosso visitaram a Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Rondônia (Soph) no último sábado (31). Além de ver de perto a estrutura portuária, eles também conheceram a logística de exportação e importação e como o Porto Organizado contribui para a economia do estado.

 

A caravana foi iniciativa da FMC (“Fazendo Mais Pelo Campo” ) Agricultural Products – fabricante de defensivos agrícolas – e teve como propósito apresentar aos produtores rurais o trajeto da soja – que utiliza o corredor noroeste de exportação – rota de escoamento da produção de grãos das regiões noroeste de Mato Grosso e sul de Rondônia, através das hidrovias formadas pelos rios Madeira e Amazonas.

Durante a visita, o diretor- presidente da Soph, Ricardo de Sá Vieira, destacou a agilidade do Porto da Capital na liberação de cargas. Sá também ressaltou as vantagens do modal hidroviário.

“Um comboio de balsas que transporta 20 toneladas de soja e segue pela Hidrovia do Madeira, por exemplo, equivale a 727 carretas bitrens nas rodovias, considerando que cada uma delas transporte uma carga de 55 toneladas de grãos. Sem contar que o frete hidroviário é 50% menor que o rodoviário, enfatizou o secretário.

Os visitantes tiveram ainda uma palestra, in loco, com o técnico operacional do Departamento de Fiscalização e Operação da Soph, Marcos Reis, que explicou como funciona o Porto Organizado e a importância da Hidrovia do Madeira.

O agricultor Gilmar Vassati, que cultiva soja e arroz no Mato Grosso, visitou um porto pela primeira vez. “Gostei de conhecer a estrutura. O que o agricultor precisa é desses investimentos para escoar o produto”, disse.

Participaram da comitiva o secretário estadual de Agricultura (Seagri), Evandro Padovani, o secretário adjunto da mesma pasta, Adilson Júlio Pereira e o secretário adjunto de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Francisco de Sales Oliveira dos Santos.

Autor: Isis Capistrano / Josi Gonçalves
Foto: Isis Capistrano
Fonte: Assessoria Soph

Com alta do dólar, rentabilidade das exportações sobem 2% em julho

Valor Econômico.

A desvalorização do câmbio resultou em elevação de 2% na rentabilidade das exportações em julho, na comparação com o mês anterior, de acordo com cálculo da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex). A cotação nominal do dólar alcançou R$ 2,25 na média diária de julho, com alta de 3,2% em relação ao mês anterior.

Rodrigo Branco, economista da fundação, diz que de junho para julho a desvalorização do real compensou a elevação de custos e a queda média de 1,1% nos preços de exportação. Na comparação com julho do ano passado, houve ganho de margem de 1,3% na exportação. No acumulado do ano, porém, há perda de 0,8%. Em 12 meses a queda é de 0,3%.

Caso o câmbio mantenha a tendência de real mais desvalorizado, diz Branco, o ganho de rentabilidade das exportações, que por enquanto está somente na margem, deve começar a aparecer nos números do acumulado do ano.

Em julho, na comparação com o mês anterior, 22 dos 29 setores acompanhados pela Funcex registraram alta na margem de exportação. Dentre as maiores altas, ficaram os equipamentos de informática (20,9%), máquinas e equipamentos (4,7%), metalurgia (4,5%) e celulose e papel (4,3%). No acumulado do ano, porém, dos 29 setores, apenas 13 apresentam alta de rentabilidade.