Adesão russa à OMC estimula exportação de produtos acabados para a União Europeia

Desde que a Rússia foi oficialmente admitida como país membro da Organização Mundial do Comércio (OMC), o governo russo vem incentivando produtores agrícolas e industriais a elevar o volume das vendas externas de farinha, óleo e vodca. O Ministro da Agricultura, Nikolai Fiodorov, exortou os produtores de alimentos a aumentar as exportações de produtos acabados para países europeus.

Na opinião do Ministro, a Rússia não deve fornecer apenas matéria-prima para o exterior. Nikolai Fiodorov também revelou que, atualmente, os europeus importam, em grande maioria, trigo, peixe e frutos do mar congelados da Rússia.

O Serviço Alfandegário Federal estima que, entre janeiro e março deste ano, o país exportou para os países que não fazem parte da Comunidade dos Estados Independentes (CEI), matérias-primas agrícolas e produtos alimentícios no valor total de US$ 3,2 bilhões. Isso corresponde a 1,9% do volume total de negócios de comércio exterior da Rússia. Por enquanto, o volume de produtos acabados não é computado separadamente, e o Ministério da Agricultura quer mudar essa situação.

Apenas 11 empresas russas fornecem atualmente produtos para o exterior, sendo que parte dessas companhias foi comprada por grandes corporações transnacionais. Esse é o caso, por exemplo, das fábricas de sorvetes Frio Russo e dos produtores de carne enlatada Dave and Sovereign, de Kaliningrado. Ainda assim, o fornecimento total para os mercados europeus não excede algumas toneladas por ano. A principal razão é que as empresas russas certificadas para exportar trabalham em segmentos dos quais o Ocidente não tem necessidade.

Com a entrada russa para a Organização Mundial do Comércio, estas barreiras se tornaram mais transponíveis, argumentam especialistas em matéria econômica. A Rússia poderia, então, na avaliação dos técnicos, começar a aumentar as exportações utilizando um produto russo de imagem marcante, como a vodca, por exemplo.

Hoje em dia, aproximadamente 5 milhões de decalitros de vodca são exportados anualmente para os países estrangeiros que não fazem parte da Comunidade de Estados Independentes. Além desta bebida, artigos como farinha, óleo e produtos do processamento da beterraba têm boas perspectivas de exportação. A farinha ocupa tradicionalmente não mais que 10% do mercado mundial de trigo, e os principais países exportadores se conformam em enviar o grão sem ser processado, dizem os analistas econômicos.

Iata: transporte aéreo de carga global tem leve aumento em abril

Para associação, mercado global conseguiu se recuperar no mês passado, mas crescimento permanece fraco

Aviôes de carga da empresa de transporte aéreo UPS, nos Estados UnidosSegundo Iata,o tráfego de carga internacional sofreu alta de 1,2% em comparação com o mesmo período do ano passado(John Sommers II/Reuters)

De acordo com informações da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), o mercado global de transporte aéreo de carga conseguiu se recuperar ligeiramente no mês de abril. O tráfego internacional teve alta de 1,2% em comparação com o mesmo período do ano passado, e avançou 0,8% ante março. Contudo, a Iata disse que o crescimento em geral continua fraco.

“Vimos um leve aumento nos mercados de carga no fim de 2012. Mas isso claramente estagnou”, afirmou o diretor-geral da Iata, Tony Tyler, em comunicado à imprensa.

Segundo ele, a melhora em abril, ainda que pequena, “significa que as condições econômicas não se deterioraram ao ponto de iniciar uma contração no mercado”. Tony ainda destacou que “se prestarmos atenção nos mercados emergentes – principalmente América Latina e Oriente Médio – veremos sinais encorajadores de crescimento”.

(com agência Reuters)

 

LLX recebe licença de instalação para terminal de cargas

Reuters

SÃO PAULO, 29 Mai (Reuters) – A LLX informou nesta quarta-feira que o Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (Inea) concedeu licença de instalação para a construção de um terminal portuário para movimentação de cargas no canal aberto pela empresa no Porto do Açu.

A licença envolve o terminal TX2, que “irá contar com um terminal portuário para a movimentação de cargas como granéis sólidos e líquidos, carga geral e de projeto”, informou a empresa de logística do empresário Eike Batista.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

Copyright Thomson Reuters 2011

Reforço no transporte de cargas do PIM cria vagas de emprego

Os novos equipamentos serão destinados, exclusivamente, para o atendimento das atividades dos principais armadores – Aliança, Hamburg SUD, CMA-CGM, Mercosul-Maersk, Log In Logística e NYK – que operam no transporte dos produtos importados e exportados pelo Polo Industrial de Manaus (PIM)

ACRITICA.COM

Para operar esta nova frota de veículos foram criados 115 novos postos de trabalho

Para operar esta nova frota de veículos foram criados 115 novos postos de trabalho(Divulgação)

Com a aquisição de 309 novos veículos o terminal portuário do Estado- Porto Chibatão deve ampliar o atendimento às empresas que compõem o Polo Industrial de Manaus (PIM), além de aumentar a agilidade e eficiência dos serviços.

Os 309 veículos e mais 12 empilhadeiras para contêineres Terex Hamdler que devem começar a operar esta semana, serão manuseados por 115 novos funcionários.

Os novos equipamentos serão destinados, exclusivamente, para o atendimento das atividades dos principais armadores – Aliança, Hamburg SUD, CMA-CGM, Mercosul-Maersk, Log In Logística e NYK – que operam no transporte dos produtos importados e exportados pelo Polo Industrial de Manaus (PIM), no qual o terminal reponde por 80% da movimentação de cargas movimentadas via navios de longo curso e cabotagem.

Na avaliação do gestor do Porto Chibatão, Jhony Fidelis, os investimentos na renovação da frota fazem parte da estratégia do Grupo para manter os altos índices de competitividade e eficiência assim como preparar-se para o aquecimento da produção das indústrias do PIM neste segundo semestre.

“Já reduzimos em 40% o tempo de movimentação decontêineres em nossos pátios neste período e estamos prontos para o aumento da demanda dos produtos fabricados em Manaus para os mercados consumidores do Sul e Sudeste do País previsto para o segundo semestre”, afirmou Fidelis.

Treinamentos

Para operar esta nova frota de veículos, da qual também fazem parte cavalos mecânicos, carretas porta-contêineres, carretas para operação portuária, guindastes e empilhadeiras Reach-Stacker entre outros itens, foram criados 115 novos postos de trabalho na companhia durante o período, assim como a contratação da empresa paulistana Incatep para treinar os colaboradores.

“Além de investir em equipamentos, colocamos recursos próprios para treinar os operadores, uma vez que em Manaus não existe nenhum curso de habilitação básica, ou seja, poderíamos investir mais se existisse mão de obra qualificada no mercado”, avaliou Jhony Fidelis.

Para o segundo semestre, além da continuidade do programa de ampliação da frota, novos investimentos em infraestrutura já estão em andamento como uma nova ponte de acesso ao píer, instalação do scanner de contêineres (o primeiro da região Norte) e uso de novas tecnologias no controle das operações.

 

Comércio internacional dá indícios de recuperação no ano

Relatório da Maersk Line do Brasil mostrou crescimento de 1% no movimento marítimo de contêineres no primeiro trimestre

Grupo dinamarquês A.P. Moeller-Maersk

São Paulo – O volume das importações exportações brasileiras via marítima cresceu 1% no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2012, segundo o relatório trimestral de comércio da Maersk Line do Brasil, empresa de transporte de contêineres.

O resultado vem após um último trimestre de resultados fracos em 2012. “Ainda é cedo para dizer que o Brasil está se recuperando, mas estamos vendo uma tendência de melhoria muito presente”, afirma Mario Veraldo, chefe de vendas da empresa.

Alguns pontos principais colaboraram com este resultado. Um dos motivos apontados pelo executivo é o bom desempenho das regiões Norte e Nordeste do Brasil.

No Norte, destaque para o desempenho da produção de máquinas e aparelhos eletrônicos. Já para o Nordeste, produtos químicos, metais, minerais, têxteis e couro.

Outro ponto de destaque são as importações de commodities, que tiveram um bom resultado no período, impulsionando o resultado com outros países.

Embora as previsões para o produto interno bruto (PIB) sejam de resultados fracos em 2013, as expectativas iniciais apontam para um ano melhor que 2012 para o comércio via contêineres, ainda que não mostre crescimento muito robusto.

Confira os principais números do desempenho do comércio exterior do Brasil por via marítima no primeiro trimestre de 2013, segundo dados da Maersk Line do Brasil:

Indicador Variação sobre 1º tri 2012
Desempenho total do movimento de contêineres 1%
Exportações -1,80%
Importações 3,40%
Total de movimentação – Sul -0,20%
Total de movimentação – Sudeste 1,30%
Total de movimentação – Norte 7%
Total de movimentação – Nordeste 0,90%

 

Simulações que definirão novos limites do canal do Porto de Santos começam segunda-feira

Tendo em vista o estreitamento do canal de entrada do Porto de Santos, que ocorrerá para permitir a homologação de maior profundidade, a Praticagem de Santos propôs às Autoridades Marítima e Portuária a realização de manobras em simulador.

 

As simulações têm o intuito de evitar que os grandes navios que operam atualmente no porto sofram restrições em função do novo balizamento do canal e do consequente estreitamento, ocorrido após as obras de seu aprofundamento. De acordo com os critérios técnicos recomendados pelas normas pertinentes, a dimensão dos navios e as condições de navegação podem receber limites inferiores aos atuais.

 

“Na tentativa de evitar que os grandes navios que já operam no porto sejam impedidos de entrar, bem como para minimizar o prejuízo que poderá ocorrer à dinâmica do tráfego no porto, a Praticagem propôs a simulação para, utilizando-se de toda a perícia e ‘expertise’ dos práticos, verificar quais seriam os limites máximos do novo canal, em condições próximas da realidade”, revelou o presidente da Praticagem de Santos, Paulo Sérgio Barbosa.

 

As simulações serão realizadas em duas etapas. Nesta primeira etapa, programada para os dias 27, 28 e 29 de maio, serão definidas as dimensões máximas dos navios que poderão navegar pelo novo canal.

 

Em junho, serão realizadas simulações para definir se o novo canal, mais estreito que o atual em determinado trecho (entre as boias 3 e 4), permitirá o tráfego em mão dupla. Se isso for permitido, então serão definidas as dimensões máximas dos navios que podem cruzar em trechos mais estreitos.

 

“A Praticagem está sempre atenta à navegação no canal e tem possibilitado, com sua perícia e conhecimento do local, o aproveitamento máximo dos navios que operam no porto”, disse Barbosa.

 

A Praticagem faz o monitoramento das condições climáticas e da maré para possibilitar a entrada ou saída de navios com calado superior aos 12,00 metros, que seria o máximo recomendado pelas normas técnicas com a profundidade atualmente homologada. “Programamos a manobra do navio para o momento de pico da maré, quando ela sobe cerca de um metro, e isso tem permitido a navegação de embarcações com até 13,3 metros de calado”, explica Barbosa. A utilização da “janela de maré” multiplica a capacidade de transporte: a cada dez centímetros ganhos, mil toneladas em média são adicionadas à carga embarcada; em outras palavras, até 26 mil toneladas a mais de carga em cada escala pode ser embarcada.

 

Outro exemplo dessa proatividade ocorreu na chegada dos portêineres – equipamentos usados para movimentar a carga do navio ao cais – do BTP. “Quando a Praticagem foi consultada pelo Terminal destinatário e soube que essa carga gigantesca iria chegar, propôs às Autoridades Marítima e Portuária, bem como ao próprio BTP, a realização de uma simulação da manobra. Com os resultados dessa simulação, foi realizado pela Praticagem um cuidadoso estudo que possibilitou a navegação no canal com total segurança e com absoluto sucesso”, disse Barbosa.

 

Fonte: Assessoria

Balança comercial registra aumento de 16% nas exportações

A balança comercial de Três Lagoas registrou novo crescimento nas exportações em abril. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), no mês passado o município destinou para outros países o total de US$ 90,5 milhões em insumos industriais. O montante corresponde a um aumento de 16,3% em comparação ao mês anterior, maior variação registrada neste ano. Em março, a indústria havia exportado US$ 77,8 milhões em produtos.

Além disso, a balança também aponta aumento significativo em comparação ao mesmo período do ano passado. Em abril de 2012, o município havia exportado US$ 65,9 milhões, 50% a menos.

O valor corresponde a um total de 176,8 mil toneladas exportadas em abril deste ano, contra 109 mil toneladas no mesmo período do ano passado.

No acumulado do ano, o crescimento no setor foi de 44,5%. Enquanto que em 2012, a cidade fechava o quadrimestre com o total de US$ 217,6 milhões em exportações. Neste ano, já são US$ 313,4 milhões em exportações até o mês passado.
Tal aumento deve-se, principalmente, à inauguração da fábrica de celulose Eldorado Brasil, que deu início à produção em dezembro do ano passado.

A balança comercial mostrou ainda que as exportações três-lagoenses são compostas, literalmente, dos insumos industriais. Ao todo, foram US$ 312,2 milhões em insumos, o que corresponde a 99,63% do total das exportações. Bens de capital e intermediários, como alimentos e bebidas destinadas à indústria, ocupam espaço bastante reduzido. A primeira, 0,21%, com US$ 657,5 mil, enquanto a segunda, 0,005, com US$ 157,7 mil.

E se 99,6% das exportações são insumos, 90% é apenas de celulose – até fevereiro a participação do insumo na balança comercial local era de 86%. Carro-chefe da balança comercial três-lagoense, gerou US$ 282,1 milhões em exportações, tornando-se o principal produto de exportação de todo o Mato Grosso do Sul.

 O papel aparece em segundo lugar, com US$ 16,1 milhões em exportações de janeiro a abril (5,16% de participação na balança), seguido da farinha do óleo de soja, com US$ 12,8 milhões exportados (4,06% da balança).

PAÍSES
A balança comercial também mostrou mudança nos principais importadores da produção de Três Lagoas. A China permanece na liderança, com participação de nada menos que 39,89% (US$ 125 milhões em importações). No entanto, em abril, a Holanda superou a Itália, até então segunda maior importadora, com a importação de US$ 57,5 milhões (participação de 18,37%). O mercado italiano aparece em terceiro com US$ 42,8 milhões (13,66%), seguida da Coreia do Sul, com US$ 20,3 milhões (6,48%) e pelos Estados Unidos, que assumiu a quinta posição – até então ocupada pelo Reino Unido, com US$ 11,4 milhões (3,66%).
IMPORTAÇÕES
A balança comercial também aponta que, pela primeira vez neste ano, o saldo entre exportações e importações fechou positivo. No mês passado, a indústria de Três Lagoas importou US$ 72,4 milhões, o equivalente a um saldo positivo de US$ 18,1%. Até então, o município vinha apresentando apenas saldos negativos que chegaram a até 83,4%, como o registrado em janeiro.

Um grande hub de importações

Da Petrobras às grandes tradings, empresas de todo o país utilizam os portos do sul como forma de agilizar as compras no exterior

Por Andreas Müller
Quase todas elas são grandes indústrias multinacionais ou tradings comerciais. A maioria atua em setores intensivos em mão de obra e comercializa produtos de alto valor agregado – como veículos, máquinas agrícolas, computadores e eletrodomésticos. Algumas atuam em apenas uma etapa da cadeia produtiva: ora produzem componentes que são exportados para outras fábricas, ora montam o produto final a partir de peças e partes trazidas de fora do país. Mas todas, sem exceção, compartilham de uma característica em comum: são as companhias que mais importam produtos e serviços no sul do país.

navio-petrobras-proj-exp-350Na ponta está a Petrobras. Detentora do monopólio do mercado de combustíveis no país, a estatal lidera o ranking dos maiores importadores do sul por conta das compras de petróleo bruto, óleos, lubrificantes e até mesmo gasolina – que só crescem. Em 2012, as importações da empresa deram um salto de quase 25%. Em uma conferência realizada no início de fevereiro, o diretor de abastecimento da Petrobras, José Cozenza, explicou que o avanço nas importações é resultado direto do aumento da frota brasileira de veículos e, ainda, do preço cada vez menos atraente do etanol – o que favorece o consumo de gasolina. No total, as importações da companhia passaram de US$ 5,5 bilhões, um recorde que pesou no saldo da balança comercial do Paraná e do Rio Grande do Sul. onde a estatal mantém duas grandes refinarias – a Repar, localizada em Araucária (PR) e a Refap, que fica em Canoas (RS).Para conter a alta, a Petrobras anunciou que vai aumentar novamente o percentual de etanol adicionado à gasolina nas bombas. A partir de maio, a mistura passará dos atuais 20% para 25%.

A Petrobras não é um simples importador. Tal como a maioria das grandes companhias que operam no sul do país, a estatal não só compra produtos estrangeiros como também exporta parte de sua produção. Mas em proporções bem diferentes – e não necessariamente favoráveis ao saldo comercial da região. Em 2012, as exportações da Petrobras pelos Estados do sul do país somaram pouco mais de US$ 890 milhões. É o equivalente a apenas 16% de tudo que a empresa importou no mesmo período pela região. Resultado: déficit de US$ 4,6 bilhões e um padrão de atuação que diz muito sobre as demais companhias importadoras do sul.

Além da Petrobras, outras grandes indústrias despontam nos rankings de exportação e importação do sul do país com déficits em suas balanças comerciais. No Paraná, a Renault registrou um saldo negativo de US$ 501,8 milhões, enquanto a Electrolux fechou com US$ 456 milhões. No Rio Grande do Sul, a Braskem encerrou o ano com um déficit comercial de US$ 368 milhões. Mesmo assim, o diretor de negócios internacionais da companhia, Roger Marchioni, garante que o foco está na expansão das vendas para o exterior. “A Braskem não pode mais se eximir do papel de líder das Américas em resinas termoplásticas. Temos de atender ao mercado brasileiro, sim, mas também ao mercado regional – aquele formado pelos nossos parceiros mais próximos, como Chile, Paraguai, Argentina e Bolívia”, conta ele. Na região sul, cerca de 22% da receita líquida da Braskem vem das exportações. E a ideia é aumentar esse percentual cada vez mais.

Segundo Marchioni, a Braskem é, atualmente, a única grande empresa petroquímica que está investindo no aumento da capacidade instalada entre os países do antigo Cone Sul. E isso dá a ela uma importante vantagem competitiva: a capacidade de atender os clientes com rapidez. “Hoje, quem quiser importar resinas da Ásia terá de levar em conta que o produto deles demora dois meses para chegar aqui. Já a gente entrega o produto num prazo entre uma e três semanas para qualquer mercado no Cone Sul. Isso tem um valor importante, especialmente para a gente, que trabalha em um mercado que é de commodity”. Para dar conta da demanda potencial da região, a Braskem investe pesado. Em 2012, a companhia aplicou cerca de R$ 1,7 bilhão em diferentes projetos de expansão de capacidade produtiva. Entre eles, uma nova planta de PVC e a modernização da fábrica de butadieno no Polo de Triunfo (RS), além do início de uma operação no México. São projetos arrojados e de alta tecnologia que, consequentemente, elevam as necessidades de importação – não só de nafta, mas também de equipamentos, sistemas e serviços.

Polo de importações

Na última década, Santa Catarina se tornou uma referência nacional em matéria de importações. Revitalizou seus portos e deu espaço para a iniciativa privada construir e modernizar terminais. Ao mesmo tempo, reduziu as alíquotas de ICMS nos portos para 5%, a menor taxa do Brasil, como forma de atrair operações de outros Estados – onde a alíquota média era de 15%. O resultado não tardou: em dez anos, o volume de importações pela costa catarinense cresceu mais de 13 vezes. Era de US$ 931,4 milhões em 2002 – e bateu em US$ 14,5 bilhões em 2012. As portas abertas atrairam investimentos, geraram empregos e dotaram Santa Catarina com a melhor infraestrutura portuária do Brasil (veja os detalhes na reportagem a seguir).
A força ficou ainda mais evidente neste ano. Em janeiro, o governo federal determinou a uniformização das alíquotas de ICMS nos portos. Agora, todos os Estados cobram a mesma taxa de 4%. A medida deu um susto nos empresários catarinenses. Sem o benefício fiscal, muitos recearam uma debandada de importadores que operam em terminais como o de Itajaí, São Francisco do Sul e Imbituba. Na época, Eliane Andrade, diretora executiva do grupo Conasscon, especializado em contabilidade para comércio exterior, estimou que até 20% das empresas importadoras deixariam Santa Catarina devido à unificação do ICMS. “Felizmente, não foi o que aconteceu”, diz ela. “Em vez da debandada, as empresas continuaram vindo para cá, inclusive tradings.” Segundo ela, mesmo sem vantagens tributárias, Santa Catarina oferece uma infraestrutura portuária mais competitiva do que a de outros Estados. “Em São Paulo, o Porto de Santos traz uma série de problemas: a fiscalização da Receita é mais demorada, os custos são mais altos e há casos de roubos de mercadorias. Ninguém gosta de fazer por lá”, exagera. Daí que uma boa parte dos grandes importadores de Santa Catarina vem de outros Estados. São companhias como Pirelli, Dow, Roche e Siemens, cujas operações no Brasil se concentram no sudeste. Ou, ainda, grandes tradings que buscam na costa catarinense um espaço mais adequado para seus negócios.

Hermanos no encalço

Não é só como compradora de grãos que a China deixa sua marca na balança comercial do sul. A potência asiática também desponta entre as principais origens das importações dos três Estados – lidera o ranking no Paraná e em Santa Catarina e fica em terceiro lugar no Rio Grande do Sul (veja mais nos gráficos ao lado). Os chineses vendem de tudo: de automóveis a calçados, de condicionadores de ar a equipamentos industriais. E não estão sozinhos: também a Argentina desponta como grande vendedora de produtos para o Brasil. E em posição bem favorável: o mercado argentino já desponta entre os cinco que geram mais déficits para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. E as perspectivas não são nada boas: com as barreiras alfandegárias impostas por Cristina Kirchner aos produtos brasileiros, são poucas as chances de tornar o saldo positivo novamente.

 FONTE: TERRA

STF decide mais uma causa tributária a favor dos exportadores

plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu nesta quinta-feira, por unanimidade, que os valores decorrentes das variações cambiais positivas das receitas oriundas de exportação são imunes à incidência do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

O voto condutor da relatora do recrecursourso extraordinário em causa, Rosa Weber, foi no sentido de que se aplicava ao caso o dispositivo do artigo 149 da Constituição, segundo o qual “as contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico (…) não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação”.

A União ingressara com recurso (RE 627.815) contra acórdão unânime da 2ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que garantiu à empresa Incepa Revestimentos Cerâmicos isenção do PIS e da Cofins incidentes sobre as receitas decorrentes de operações realizadas na venda de produtos para o exterior, já que tal isenção – elevada ao status de imunidade pela Emenda Constitucional 33/2001 – também alcança a variação cambial destes valores.

O recurso da União foi rejeitado, e mantido o acórdão do TRF da 4ª Região (Rio Grande do Sul).  A Advocacia-Geral da União sustentava que a “imunidade prevista no texto constitucional tem como fim as receitas de exportação propriamente dita, e não a movimentação financeira da empresa exportadora, ou os ganhos financeiros advindos de variações cambiais ou o lucro gerado pelas operações de exportação”.

 

FONTE: JB

Pesquisa entra na segunda etapa

Primeiras informações serão divulgadas em agosto

A segunda etapa do diagnóstico dos impactos do complexo intermodal da Ferronorte ao município de Rondonópolis (215 km de Cuiabá) teve início nesta quarta-feira (22). A pesquisa é realizada pela coordenação do curso de Economia da UFMT, campus local, subsidiada pela Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Rondonópolis (ACIR), com apoio da Prefeitura Municipal.

A primeira reunião para a coleta de dados do complexo contou com a participação de representantes da ACIR, do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Edson Ferreira, do professore doutor Luís Otávio Bau Macedo e do professor de Economia Renato Wasques, além do gerente de Projetos Logísticos da América Latina Logística (ALL), Luca Veronesi Deboni.

Conforme o projeto, os primeiros dados da pesquisa serão apresentados no final de agosto. No encontro, o representante da ALL repassou informações sobre a estrutura do complexo, número de empresas que já negociaram lotes, produtos que serão carregados e que vão chegar ao terminal, infraestrutura para os usuários do complexo, principalmente caminhoneiros, estimativa de empregos diretos na primeira fase e, depois de concluídas todas as instalações, além de outras informações.

A pesquisa foi uma iniciativa da ACIR, frente às modificações socioeconômicas que a ferrovia irá trazer para o município e região. A entidade também firmou uma parceria com a Fundação de Apoio e Desenvolvimento da UFMT – Uniselva para o desenvolvimento de outra pesquisa sobre a conjuntura econômica de Rondonópolis, a qual também está em andamento.

Maior do país

O terminal ferroviário de Rondonópolis será o maior terminal de commodities agrícolas do país, com investimento total de R$ 760 milhões, incluindo as quase 30 empresas que vão se instalar no local.

Os principais produtos transportados, descarregados ou armazenados no local serão grãos, combustíveis, fertilizantes e produtos alimentícios. A capacidade é de receber até 1.200 caminhões por dia e a a área construída tem quase 400 hectares e está localizada no km 94 da rodovia BR 163, a 28 quilômetros do Centro de Rondonópolis.

A capacidade de embarque e desembarque do terminal será de 25 milhões de toneladas ao ano e, inicialmente, de 11 milhões toneladas/ano. Conforme o gerente de Projetos Logísticos da ALL, inicialmente serão gerados cerca de mil empregos diretos, a partir do funcionamento da ALL, Brado Logística e Noble Group. Em 2014, com o pleno funcionamento do terminal, a estimativa é de gerar três mil empregos diretos no complexo.

Compensação ambiental

Como forma de compensar a utilização da área, a ALL doou à administração municipal uma área verde de 34 hectares. Dentro do complexo, o município também conta com um lote de 4,5 hectares para a instalação de algum serviço.

MidiaNews Cuiabá - Cuiabá