Financiamento à exportação diminui 18%

Agência Estado

O movimento de câmbio contratado de comércio exterior no primeiro trimestre deste ano teve queda no volume de financiamentos às exportações e um ligeiro aumento do saldo de importações em relação ao mesmo período de 2012. A persistente contração da economia da zona do euro e a falta de perspectiva de um crescimento sustentável nos Estados Unidos são apontados por especialistas do mercado como principais motivos para a redução dos empréstimos contratados para financiar as vendas de produtos brasileiros no mercado internacional.

Sem um crescimento consolidado no exterior, o exportador brasileiro não se sente seguro para ampliar o volume de empréstimos destinados a financiar suas vendas externas, disse um operador de tesouraria de um banco com forte atuação em comércio exterior. “Com o crescimento da China abaixo de dois dígitos, as inúmeras incertezas na zona do euro e o crescimento morno nos EUA, as vendas externas não deslancharam este ano, mesmo após a flexibilização de restrições do governo às exportação no fim de 2012”, afirmou.

Segundo o especialista, as regras para o financiamento à exportação eram mais rigorosas no começo do ano passado do que no início deste ano. A situação externa, porém, estava melhor do que agora. Nem mesmo o início dos embarques da safra agrícola em fevereiro foi suficiente para alterar esse quadro, completou o especialista.

De acordo com os dados de movimentação de câmbio contratado de comércio exterior, disponíveis no site do Banco Central, o total de exportações no primeiro trimestre deste ano foi 18% menor e somou US$ 49,887 bilhões. No primeiro trimestre de 2012, o financiamento total contratado para exportação foi de US$ 60,838 bilhões.

Entre as linhas de crédito acessadas pelos exportadores, as operações de Antecipação de Contrato de Câmbio (ACC) diminuíram 28%, para US$ 9,186 bilhões, no primeiro trimestre ante o mesmo período do ano passado, quando foram contratados US$ 12,762 bilhões. Já os empréstimos via Pagamento Antecipado (PA) totalizaram US$ 9,224 bilhões, uma queda de 21% em relação ao total contratado nos três primeiros meses do ano passado (de US$ 11,658 bilhões). Já as demais operações de financiamento às exportações somaram US$ 31,477 bilhões, equivalentes a um declínio de 13,57% ante o montante de US$ 36,418 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior.

Importações

Em relação às compras de empresas brasileiras no exterior, houve leve aumento no primeiro trimestre ante o mesmo período do ano passado. O saldo de importações cresceu 2,02%, para US$ 51,935 bilhões, ante um saldo, no primeiro trimestre de 2012, de US$ 50,905 bilhões. A demanda interna por produtos e equipamentos no exterior só não foi maior porque o ritmo de crescimento do País ainda está lento e o maior volume de importações ocorre no quarto trimestre de cada ano, disse o operador de câmbio João Paulo de Gracia Correa, da Correparti Corretora.

A projeção do Banco Central é de que o Produto Interno Bruto (PIB) do País poderá crescer 3,1% em 2013, ou seja, abaixo de 1% de expansão por trimestre. Segundo Corrêa, nos três últimos meses de cada ano, muitas empresas antecipam compras no exterior visando as festas de fim de ano e as férias de verão no Brasil.

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