Brado deve investir R$ 1,2 bi em cinco anos

A Brado Logística, voltada a movimentação em contêineres controlada pela América Latina Logística (ALL), trabalha com volume de investimento total de até R$ 1,2 bilhão em cinco anos. Antes, o número estimado era de R$ 1 bilhão. Em reuniões recentes, os executivos da controladora chegaram a dizer que o numero poderia ficar abaixo do inicialmente previsto.

O presidente da Brado, José Demeterco, informou ontem durante apresentação a jornalistas que o valor continua previsto em torno de R$ 1 bilhão no período de cinco anos. “De um R$ 1 bilhão a R$ 1,2 bilhão”, disse. O período de investimentos vai até 2016, segundo informou a companhia. Até hoje, a Brado já investiu R$ 250 milhões. Parte do montante é de “equity” e parte foi aplicada por meio de financiamentos.

A companhia espera um volume de movimentação 60% maior em 2013, em comparação a 2012. O maior crescimento vai ser registrado no Paraná e em Santa Catarina, impulsionado pelas commodities. “Vemos um crescimento grande do granel na movimentação por contêiner”, diz Demeterco.

A companhia está em negociações avançadas para a entrada de um novo sócio. A engenharia financeira para sua expansão depende dos recursos do novo acionista. Hoje, a ALL tem 80% da companhia e a Standard Logística, os outros 20%.

Fonte: Valor Econômico

Brasil se mantém atrativo às empresas de carga aérea

Companhias como Emirates e TAP têm aumentado em 30% volume de produtos exportados

Brasil Econômico – Ana Paula Machado

Mesmo com a desaceleração da economia no Brasil, o país ainda é um dos mercados mais atrativos para as empresas de carga aérea. A portuguesa TAP, por exemplo, tem aumentado em 30% o volume de produtos exportados na rota Brasil/Europa. Já a companhia Emirates SkyCargo, aumentou em 16% a movimentação na primeira metade do ano fiscal 2012/2013.

“Viracopos, em Campinas, será o nosso hub (aeroporto distribuidor) para a América do Sul. Lá temos mais eficiência na movimentação de carga. Além disso, a região tem um potencial enorme de crescimento, puxado justamente pelo mercado brasileiro”, disse o vice-presidente mundial para Cargas da Emirates, Ram Menen.

E foi justamente o segmento de carga que trouxe a companhia árabe para o Brasil. Ela começou a operar aqui cargueiros em 2006. A Emirates SkyCargo opera no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, com o Boeing 777F, que tem capacidade para 105 toneladas de carga com três frequências semanais, às segundas, quintas e sábados, para satisfazer às necessidades dos clientes no transporte de para Europa e Oriente Médio.

 

Dilvulgação

A TAP, por exemplo, tem aumentado em 30% o volume de produtos exportados na rota Brasil/Europa

 

Com esse “pioneirismo” a companhia já detém 10% de participação no transporte de carga no mercado brasileiro, entre as empresas estrangeiras. No ano fiscal 2011-2012, ela transportou cerca de 28 mil toneladas nas rotas para a América do Sul.

Da América do Sul, as exportações incluem peças automotivas, equipamentos de perfuração, produtos perecíveis e farmacêuticos. Os produtos mais importados são equipamentos médicos, peças de aeronaves, eletrônicos, farmacêuticos e móveis. “Por enquanto, não vamos aumentar as frequências na rota brasileira”, disse Menem. “Não há demanda ainda pra isso, mas no futuro é uma medida a ser avaliada, justamente pelo potencial que há a região“, completou.

Outra que tem no Brasil um dos seus principais mercados é a portuguesa TAP. Diferentemente da Emirates, a companhia portuguesa opera carga em conjunto com passageiro no país. Ou seja, não há frequências com cargueiro integral para o mercado brasileiro.

Segundo o diretor de cargas e correio da TAP para o Brasil, Pedro Mendes, somente no primeiro bimestre deste ano, o volume de exportação cresceu cerca de 30% na rota Brasil/Europa. Foram 900 toneladas por mês. Hoje, a empresa opera 70 frequências semanais no país é a companhia europeia que atende o maior número de cidades.

“Março foi melhor que fevereiro. Chegamos a 1,2 mil toneladas. Com isso, retomamos a terceira posição no ranking”. O mercado que mais demanda espaços nos porões dos aviões da TAP é o nordestino.

O executivo ressaltou que os exportadores da região Nordeste são responsáveis por 60% do volume movimentado pela companhia na rota brasileira. “Mandamos muita fruta para a Europa, é o nosso principal produto. E hoje, os grandes produtores estão presentes nas cidades nordestinas”, disse Mendes. “São Paulo hoje não é forte em exportação dentro da nossa companhia. Há muita concorrência por aqui”.

Grandes armadores reajustam os fretes nas rotas do Brasil

Os principais armadores que fazem o transporte de contêineres no longo curso com a Costa Leste da América do Sul anunciaram aumento de fretes válidos a partir deste mês. A maioria dos reajustes incide desde 1º de abril. Os aumentos variam em cada serviço, mas, no geral, atingirão as maiores rotas com as quais o Brasil comercializa: Europa e Ásia. Para usuários do transporte, o empenho do governo em baixar custos portuários para tornar o comércio exterior brasileiro mais competitivo poderá ter efeito limitado.

Sem marinha mercante na navegação de longo curso, o Brasil depende das linhas internacionais para exportar e importar. Os armadores, por sua vez, afirmam que não se trata de reajuste, mas sim de recomposição de preços em busca de rentabilidade no negócio, após perdas bilionárias em razão da crise mundial. “Os ganhos que teremos com a redução de custos portuários que a MP 595 promete podem ser anulados por conta dos fretes, mas infelizmente o governo não tem o que fazer. É a lei de mercado”, diz José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

 

Atuam na Costa Leste da América do Sul na navegação de longo curso mais de 20 empresas estrangeiras. Em 2012 elas movimentaram 5,59 milhões de Teus (contêiner de 20 pés) cheios. Quase 65% da movimentação está centrada nas mãos de cinco companhias – todas anunciaram aumentos em alguma rota que escala os portos brasileiros, dominantes nos tráfegos sul-americanos.

Fonte: Valor

Justiça suspende liminar contra Terminal de Contêineres

Da Redação

A Justiça concedeu parecer favorável à Santos Brasil, arrendatária do Terminal de Contêineres (Tecon) do Porto de Santos, e suspendeu a liminar obtida pelo Ministério Público Estadual (MPE) que proibia caminhões com destino à empresa de estacionar ou parar na Rodovia Cônego Domênico Rangoni (SP-248). O inquérito civil previa multa de R$ 50 mil por veículo flagrado cometendo alguma dessas irregularidades.

A liminar havia sido pedida pelo MPE para reduzir os congestionamentos na rodovia, principal acesso aos terminais da Margem Esquerda do Porto (entre eles, o Tecon).

A decisão de suspender a medida judicial foi tomada na última segunda-feira. Mas até ontem a promotora do MPE Nelisa Olivetti de França Neri de Almeida, autora da ação que motivou a liminar, não havia sido notificada. Por isso, ela preferiu não se pronunciar sobre o caso, da mesma forma que não adiantou se irá recorrer da decisão.

O tenente Moacir Mathias, da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), também não foi informado do desembaraço. Por isso, as equipes na estrada permanecem monitorando o acesso de caminhões com destino a Santos Brasil.

A Tribuna Jornal - Santos, Brazil

Zonas de exportação terão de apresentar projeto industrial

Brasília (ABr) – Uma resolução aprovada ontem pelo Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), vai ajudar no desenvolvimento dessas  áreas. Existem 24 zonas distribuídas em 20 estados brasileiros – desse total, duas devem ser implantadas no Rio Grande do Norte. As áreas oferecem vantagens para empresas exportadoras, mas a maioria tem dificuldade para atrair investimentos.

DivulgaçãoGustavo Fontenele, secretário executivo do Conselho das ZPEs: norma dará fôlego aos projetos
Gustavo Fontenele, secretário executivo do Conselho das ZPEs: norma dará fôlego aos projetos

Pela resolução aprovada ontem, para criar novas ZPEs será preciso apresentar projeto industrial. Isso significa que, antes da implementação, o governo do estado precisará viabilizar o interesse do setor privado em investir. Além da decisão, que será publicada nos próximos dias no Diário Oficial da União, o conselho autorizou a criação da ZPE de Rondônia.

De acordo com Gustavo Fontenele, secretário-executivo do CZPE, a nova norma dará fôlego ao regime das zonas de processamento de exportação. “O interesse econômico estará amarrado no ato da criação”, destaca. Ele explica que das 24 ZPEs, as de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Acre, Piauí e Ceará são as mais adiantadas. Segundo ele, o diferencial foi o interesse político aliado ao do setor privado. Os estados exportam principalmente produtos primários, como madeira, soja e milho.

O secretário-executivo afirma que o governo federal acompanhará a implantação da ZPE de Rondônia e dará o suporte necessário. “A mera criação não garante que irá prosperar. O desafio é trabalhar com o governo do estado para impulsionar. É um estado onde o agronegócio, a agroindústria e a mineração têm peso”, disse. A autorização do CZPE foi o primeiro passo para a criação da zona, já que esta só será oficializada após decreto da presidenta Dilma Rousseff. Atualmente, seis estados brasileiros não têm zonas de processamento de exportações. São eles Paraná, Goiás, Distrito Federal, Amapá, Amazonas e Alagoas.

Além de mudanças pontuais, o governo brasileiro estuda alterar a legislação relativa às ZPEs para que o regime engrene. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, afirmou que a exigência de que 80% do faturamento seja em exportações para uma empresa ser habilitada é considerada alta e pode ser reduzida. Segundo Pimentel, também é avaliada a criação de ZPEs setoriais, de acordo com a vocação econômica de cada região brasileira.

fonte: http://tribunadonorte.com.br

Ministro dos Portos afirma que soluções adotadas pelo Paraná são exemplos

O ministro dos Portos, Leônidas Cristino, visitou ontem, quinta-feira (4), o estande dos portos paranaenses na Feira Intermodal South America, realizada em São Paulo. Cristino lembrou que as soluções administrativas e práticas adotadas pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) para acabar com o problema das filas de caminhões são exemplos para os outros terminais do país.

“Durante muitos anos, o Porto de Paranaguá foi lembrado pelas longas filas de caminhões que atrapalhavam não apenas o escoamento dos produtos como todo o trânsito nas rodovias do entorno. Porém, desde o segundo semestre de 2011, o porto vem sendo reconhecido pelas soluções gerenciais que acabaram com esse problema. Essas soluções estão aí para serem seguidas pelos demais terminais portuários”, afirmou o ministro. Ele foi recebido pelo superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino.

Ao fazer um balanço desse novo encontro com o ministro e da participação da Appa na feira, que encerrada nesta quinta-feira, Dividino garante que o saldo é positivo. “Pudemos mostrar o que o Governo do Paraná tem feito para resolver os problemas dos portos paranaenses e dos projetos que darão a Paranaguá e Antonina tranquilidade no futuro”, comentou.

Para o diretor empresarial da Appa, Lourenço Fregonese, a Intermodal é um espaço único de integração, troca de informações e acesso a novas parcerias. “Todos os anos, os portos paranaenses participam da feira em parceria com os operadores. Este ano, participamos desta edição da Intermodal com diferentes parceiros, o que dá mais força aos portos e demonstra nosso constante trabalho de integração e busca por melhorias e progresso comum a todos”, diz.

Parceiros – A Harbor Operadora Portuária foi uma das parceiras da Appa na feira, este ano. De acordo com o gerente, Valmor Felipetto, a feira é uma importante canal de relações públicas. “Aqui é possível a interação comercial real, da qual se colhe resultados. A participação na feira é uma tarefa que produz efeitos positivos e rápidos. Além disso, estando junto com a Appa, mostra-se que há integração entre a comunidade portuária de Paranaguá e com a comunidade portuária de todo o mundo”, afirma o gerente.

Para o analista de mercado Lucas Cesar Guzen, da CPA, que também esteve com a APPA no evento, a feira é importante para a aproximação com o cliente, para estreitar relacionamento, divulgar a marca. “Na Intermodal encontramos as novas tecnologias de logística, transporte e comércio exterior”, comentou.

Fonte: Agência Paraná