Seminário sobre Agronegócio para Exportação é realizado em Sergipe

Disseminar informações estratégicas para estimular os agentes do agronegócio brasileiro a aumentar sua participação no mercado internacional. Com esse foco foi realizado nesta quinta-feira, 21, no Centro de Convenções de Sergipe o “Seminário do Agronegócio para Exportação – Agroex”. Em sua 52ª edição, o evento que vem sendo realizado em todo o país pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) foi realizada pela primeira vez em Sergipe com a parceria do Governo do Estado, através da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec). O seminário foi direcionado a produtores rurais, estudantes, agroindustriais, cooperativas e instituições de apoio ao agronegócio.

O secretário da Sedetec, Saumíneo Nascimento, destacou a importância do evento para desmistificar a ideia de que o Estado somente pode se destacar nas exportações através do suco de laranja. “Pela primeira vez tivemos em Sergipe um evento voltado para o agronegócio local e vimos que embora metade das exportações de Sergipe se deva ao suco de laranja temos outras culturas que podem ser inseridas no setor, como o couro, por exemplo”, disse ao enfatizar que o governo Marcelo Déda prima pelo aumento do potencial competitivo, a fim de gerar mais empregos em Sergipe e esta é uma oportunidade de disseminar a cultura da ampliação da competitividade pelo agronegócio.  

Durante o 52º Agroex, foi apresentando o caso de sucesso realizado em Sergipe sobre a exportação de material genético de ovinos e caprinos para a Tailândia – projeto que tem apoio do Governo de Sergipe, por meio do Arranjo Produtivo Local de Sergipe (APL/SE), articulado pela Sedetec. “No ano passado fizemos a primeira remessa de matrizes reprodutoras do Brasil para esse país, que quer introduzir a raça Santa Inês em seu rebanho”, explicou o presidente da Associação Sergipana dos Criadores de Caprinos e Ovinos (ASCCO), Arnaldo Dantas, que abordou o tema no final do evento.

Se referindo também ao caso de sucesso sergipano, o superintendente federal de Agricultura Regional do Mapa, Carlos Augusto Leal, ressaltou que a realização do evento em Sergipe foi bastante oportuna. “Pudemos ter contato com uma série de informações, repassadas aos produtores do setor agropecuário para que eles possam se preparar e abrir novos mercados aos produtos com potencial de exportação no Estado”, disse.

O diretor de Promoção Internacional do Agronegócio do Mapa, Marcelo Junqueira, lembrou que a realização do evento em Sergipe somente foi possível graças aos esforços do Governo de Sergipe. “Viemos difundir que exportar é um negócio bom, é uma forma de vender valorizando seu produto”, destacou ao informar que o Brasil é um grande exportador de alimentos, mas ainda apresenta uma pauta pouco diversificada. “Sergipe ocupa o 23º como exportador de agronegócios no país, e embora respeitadas as dimensões geográficas, acredito que o Estado tem potencial para mais do que isso”, confirmou Junqueira que foi um dos palestrantes do evento, tratando sobre o tema ‘Oportunidades e desafios às exportações do agronegócio brasileiro’.

Também durante o Agroex os participantes puderam ver palestras sobre os temas “Valorizando o produto com uso da indicação geográfica na agropecuária”, por Manoel Mota, do departamento de Propriedade Intelectual e Tecnologia da Agropecuária; “Principais exigências sanitárias e fitossanitárias do mercado internacional”, por Jesulindo Nery, do Departamento de Negociações Sanitárias e Fitossanitárias; “Integração Contatual: uma estratégia de acesso ao mercado internacional”, por Eduardo Mazzoleni, do Departamento de Cooperativismo e Associativismo Rural e ainda “Caminhos para exportar: O passo a passo para a exportação do agronegócio, por Adilson Farias, do Departamento de Promoção Internacional de Agronegócio, todos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).    

 

Embraport apresenta seu sistema de agendamento de cargas a transportadoras

Com objetivo de explicar o funcionamento do sistema de agendamento de cargas de seu terminal portuário, que começará a operar em breve, a Embraport vai oferecer workshops para representantes das transportadoras de cargas de todo o Brasil. Os encontros ocorrerão nos dias 09, 11 e 17 de abril, mediante confirmação prévia.

Ao longo da apresentação, os participantes terão a oportunidade de conhecer o sistema, que vai garantir agilidade e eficiência na operação, além de proporcionar economia de tempo e custos para as transportadoras.

As apresentações serão feitas no próprio Terminal, por representantes da área de Operação e TI da Embraport.

 

Fonte: Guia Maritimo

Log-In apresenta seus novos graneleiros na Intermodal 2013

Log-In Tambaqui iniciou sua operação em fevereiro e, até o fim do ano, será entregue o Log-In Tucunaré. Investimento nos navios é de cerca de R$340 milhões

De 2 a 4 de abril, a Log-In Logística Intermodal participa da 19ª Intermodal South America, uma das maiores feiras internacionais de comércio exterior, logística e transporte. “A Log-In se orgulha de ter participado de todas as edições da Intermodal desde que a empresa foi fundada, em 2007. Sempre reservamos algo especial para a feira. Este ano, falaremos sobre nossos novos graneleiros. Na última edição do evento, anunciamos em primeira mão a criação do Costa Norte, nosso terceiro serviço de cabotagem, que atende com exclusividade os portos de Itaqui, no Maranhão, e de Vila do Conde, no Pará”, afirma Fábio Siccherino, diretor comercial da Log-In.
Os graneleiros citados por Siccherino são o Log-In Tambaqui, que entrou em operação em fevereiro deste ano, e o Log-In Tucunaré, previsto para ser entregue até dezembro. As embarcações são, respectivamente, o terceiro e o quarto navios de uma encomenda de sete que a Log-In tem junto ao EISA (Estaleiro Ilha S.A.), sendo cinco do tipo porta-contêiner e dois graneleiros.
O investimento total da Log-In em construção naval no Brasil é superior a R$ 1 bilhão, sendo cerca de R$ 340 milhões destinados exclusivamente aos dois graneleiros. Antes do Log-In Tambaqui, o último graneleiro construído no Brasil e que ficou sob bandeira brasileira foi o navio Marcos Dias, no início da década de 1990.
Graneleiros – O Log-In Tambaqui, que entrou em operação em fevereiro de 2013,  e o Log-In Tucunaré, cujo lançamento ao mar será em abril próximo,  estão sendo construídos para atender ao contrato de 25 anos da Log-In com a Alunorte, para viagens consecutivas entre o Porto de Trombetas e o Porto de Vila do Conde, ambos no estado do Pará. Ao longo do contrato os navios movimentarão em torno de 150 milhões de toneladas de minério de bauxita a granel.
Para a construção de cada embarcação foram utilizadas cerca de 13 mil toneladas de chapas de aço. Os navios têm capacidade individual de 80.100 TPB (Toneladas de Porte Bruto) e transportam cerca de 75 mil toneladas de bauxita por viagem. Suas medidas são 245m de comprimento e 40m de largura, com calado de 11,58 m.
O projeto dos graneleiros levou em conta a natureza da carga a ser transportada e a região de atuação. Sua hidrodinâmica foi projetada a fim de proporcionar uma melhor navegabilidade e excelente manobrabilidade, deslocando baixo volume de água com a finalidade de aumentar a segurança da navegação e não prejudicar a população ribeirinha. Seu consumo de combustível e emissão de gases consideraram padrões superiores de eficiência.
“A linha do casco foi projetada de forma a criar menos ondas durante a passagem do navio e, com isso, causar menor erosão nas margens dos rios, além de não prejudicar a pesca local feita com o uso de pequenas embarcações”, explica Fábio Siccherino. “Além disso, optamos pelo uso de um motor mais moderno e potente, o que elimina em até 20% os gases poluentes emitidos no meio ambiente em comparação a um navio convencional”.
Tanto o Log-In Tambaqui quanto o Log-In Tucunaré serão navios-escola. “As embarcações terão camarotes extras para acomodar alunos de escolas de formação de marítimos. Com isso, esperamos contribuir para a melhor formação desses profissionais, cujo mercado apresenta déficit de mão de obra”, ressalta o diretor comercial da Log-In.
– Log-In Tambaqui e Log-In Tucunaré (números por navio):
• R$170 milhões – investimento estimado
• 75 mil toneladas – volume de carga transportada em cada viagem
• 9 dias – ciclo estimado para cada viagem
• 80,1 mil toneladas – porte bruto da embarcação
• 245 metros – comprimento total do navio
• 40 metros – largura total do navio
• 25 anos – prazo do contrato com a Alunorte (início jan/2010)
• 150 milhões toneladas – quantidade de minério de bauxita a granel a ser transportada durante a vigência do contrato
Projeto Bauxiteiro – Em janeiro de 2010, a Log-In iniciou a operação para a Alunorte com navios afretados, que estão sendo substituídos pelos graneleiros Log-In Tambaqui, já está em operação, e o Log-In Tucunaré, este último em fase adiantada de construção.
Todas as embarcações encomendadas pela Log-In ao EISA – Estaleiro Ilha S/A, estão incluídas no PAC – Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal. O projeto com a Alunorte faz parte da estratégia da Log-In de desenvolver soluções especializadas para logística de cargas na cabotagem brasileira, mediante contratos de longo prazo.
2012 – No último dia 21 de março, a Log-In divulgou seu resultado anual. Em 2012, a empresa registrou investimento total de R$247,1 milhões, sendo R$137,8 gastos na construção dos três últimos navios porta-contêiner encomendados ao Eisa e R$59,7 milhões nos novos graneleiros.
Em 2012, os volumes transportados pela Log-In na navegação costeira cresceram 29,5% em relação a 2011, passando de 153,4 mil TEUs para 198,6 mil TEUs. Já se compararmos apenas o último trimestre de cada ano, o aumento sobe para 56,2%. A receita bruta consolidada da empresa foi de R$806,9 milhões em 2012, 10% acima que no ano anterior.
O EBITDA Consolidado ajustado atingiu R$113,4 milhões em 2012 frente aos R$ 25,4 milhões negativos em 2011. Só no quarto trimestre de 2012, o EBTDA  ajustado foi de R$ 22,0 milhões contra R$56,4 milhões negativos do 4T11. Se separarmos o EBITDA da navegação costeira, em 2012, o índice atingiu R$72,6 milhões contra R$5,0 milhões negativos em 2011. No TVV, o EBITDA em 2012 foi de R$82,4 milhões com margem de 46,4%, contra R$ 2,3 milhões em 2011.
Cabotagem – Diante de crescimentos do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 0,9% em 2012 e de 2,7% em 2011, o segmento nacional de cabotagem vem registrando incremento médio de 4% nos últimos cinco anos. Com base nisso, é fato ressaltar que cada vez mais os olhos do mercado voltam-se para essa opção logística.
A cabotagem apresenta três benefícios principais frente outros modais: 1) menor custo para distâncias a partir de 1500 km; 2) menor risco de avarias da carga; 3) menor emissão de gás carbônico, já que a cabotagem é o modal mais eficiente sob o ponto de vista ambiental, sendo três vezes menos poluente que o modal rodoviário, por exemplo.
Log-In – A Log-In Logística Intermodal possui atuação focada na criação de soluções logísticas integradas para movimentação de contêineres porta a porta, por meio marítimo, complementado por ponta rodoviária, bem como pela movimentação portuária e armazenagem de carga através de terminais intermodais terrestres.
Intermodal – A coletiva de imprensa da Log-In Logística Intermodal na 19ª Intermodal South America acontecerá na terça-feira, dia 2 de abril, às 17h30, na sala de coletivas. Quem comandará a coletiva será o diretor comercial da Log-In, Fábio Siccherino.