IMPORTAÇÃO CRESCE E EXPÕE A PERDA DE COMPETITIVIDADE

Em 1996, quando as estatísticas da entidade sobre o tema começaram a  ser feitas, o coeficiente de penetra­cão das importações era de 15,1%.
 

 

Em 2012, a participação dos produtos importados no mercado brasileiro atingiu o recorde de 21,6% – ou 2,1 pontos porcentuais acima de 2011, segundo a publicação Coeficientes de Abertura Comercial da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Mas o maior problema não está na importação, e, sim, na fragilidade das exportações de manufaturados, dada a baixa competitividade da indústria brasileira. A CNI não ignora o problema, mas destaca a queda de participação do produto brasileiro no mercado local.
Em 1996, quando as estatísticas da entidade sobre o tema começaram a  ser feitas, o coeficiente de penetra­cão das importações era de 15,1%. Foi  a 19,7%, em 2001, e depois oscilou entre 16% e 19%, chegando a 16,6%, em 2009. Nos últimos três anos, subiu 5 pontos porcentuais.
O maior crescimento da importação ocorreu na indústria de transformação, com destaque para itens de informática, eletrônicos e ópticos (+6,4 pontos porcentuais), máquinas e materiais elétricos (+4,8 pontos), farmoquímicos e farmacêuticos (+4,6 pontos) e máquinas e equipamentos (+4,6 pontos). A importação é maior em itens que exigem mais tecnologia e mais capital. Mas aparticipação dos importados também aumentou muito em vestuário, veículos automotores e têxteis.
O Brasil tem capacidade para produzir esses itens, mas não pode con­correr com estrangeiros que pagam menos tributos, têm menor custo financeiro e política cambial mais clara, sem tantas idas e vindas – e, portanto, mais incertezas e custos. “O Brasil tem uma ineficiência sistêmica que precisa ser combatida, como tributação dos investimentos, carga tributária elevada e complexa, custos trabalhistas altos e educação básica ruim”, enfatizou um gerente da CNI, Renato da Fonseca.
A indústria brasileira ainda consegue competir no exterior, tanto que a parcela da produção exportada passou de 19,4%, em 2011, para 20,6%, em 2012. Mas o crescimento foi menor que o das importações.
A parcela exportada aumentou mais em indústrias como fumo, têxteis e outros equipamentos de transporte (como motos). Ainda não há dados de 2013, mas é provável que eles revelem uma participação ainda maior dos importados.
A melhor política contra esses de­sequilíbrios não é proteger a indústria nacional, mas ampliar a abertura do mercado. A corrente de comércio brasileira (soma de importações e exportações) poderia dobrar em rela­ção aos 21,5% do PIB calculada para após chegar a 25%, em 2008.
FONTE: O Estado de S. Paulo
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