Empresas de transporte querem baixar preço de pedágio em MT

Representantes do setor de transporte rodoviário de cargas querem discutir com o governo do Estado o valor do pedágio na MT-130, no trecho que liga Rondonópolis ao entroncamento com a BR-070, em Primavera do Leste (200 km de Cuiabá).

 O preço praticado é de R$ 6,50 por eixo. Em outras praças de pedágio em Mato Grosso, o valor é de cerca de R$ 4.
“Queremos saber por que não fomos chamados para discutir os termos da concessão e nem os valores estipulados. Esse é o pedágio mais caro do Estado e não sabemos como se chegou a esse valor. Não podemos ficar refém de uma decisão que afeta todo o setor”, afirmou o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de Mato Grosso (Sindmat), Eleus Vieira de Amorim.

Exportações de produtos industrializados batem recorde para meses de outubro

As exportações de produtos industrializados registraram recorde neste ano, para os meses de outubro, na série histórica da balança comercial brasileira, conforme anunciado por Tatiana Lacerda Prazeres, secretária de Comércio Exterior do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).

“Esse dado é especialmente relevante em um cenário de crise e de retração de mercados importantes para o Brasil, em que as exportações brasileiras encontram dificuldades. De maneira que, na nossa avaliação, esse dado merece destaque”, considerou a secretária.

As vendas mensais dos bens industrializados foram de US$ 12 bilhões, valor que supera as exportações desses produtos em outubro de 2011 (US$ 10,7 bilhões).  Nas vendas de produtos manufaturados (US$ 8,6 bilhões), a quantia de outubro é a maior desde 2008 (US$ 7,9 bilhões). Nos semimanufaturados (US$ 3,5 bilhões), o valor ultrapassa os embarques de 2011 (US$ 3 bilhões).

Na comparação entre outubro deste ano e outubro do ano passado, houve crescimento tanto nas vendas de manufaturados (0,9%) e de semimanufaturados (4,5%). Já os embarques de produtos básicos, que somaram US$ 21,8 bilhões, tiveram queda de 23,1%.
Em relação ainda aos resultados de outubro, foi verificada a segunda maior média diária de exportações para os meses, em 2012 (US$ 989,4 milhões), inferior apenas à registrada em 2011 (US$ 1,107 bilhão). Para as importações, o mesmo aconteceu com a média em outubro deste ano (US$ 913,8 milhões), somente sendo superada pela do ano passado (US$ 989,1 milhões).

A corrente de comércio foi, da mesma forma, em outubro, a segunda maior este ano (US$ 41,870 bilhões), superada pelo resultado de 2011 (US$ 41,921 bilhões). No mês, o saldo comercial foi superavitário em US$ 1,662 bilhão, mantendo-se a trajetória positiva verificada desde fevereiro deste ano.

Fonte: Guia Marítimo

Movimentação de contêineres irá dobrar até 2021

Os resultados dos portos brasileiros neste ano comprovam: a movimentação por contêineres está crescendo. O Porto de Santos, por exemplo, atingiu recorde nos primeiros cinco meses de 2012, aumentando em 10,2% esta forma de transporte. O setor tende a crescer 7,4% ao ano entre 2012 e 2021. A expansão elevará o volume de contêineres a 14,7 milhões de TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) em 2021, 90% a mais do que em 2011, quando o país movimentou 8,2 milhões de TEUs.

As previsões fazem parte do estudo Portos 2021 – Avaliação de Demanda e Capacidade do Segmento Portuário de Contêineres no Brasil, preparado pelo Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS) sob encomenda da Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público (Abratec). Incorporado ao transporte de cargas brasileiro, o contêiner é uma forma de agilizar os embarques e reduzir o custo de mão de obra, principalmente para algumas mercadorias tradicionalmente levadas soltas no navio.

Normalmente usados para transportar produtos de alto valor agregado, os contêineres passaram a servir também para o transporte de granéis. Açúcar, café, celulose, produtos siderúrgicos, suco de laranja e fertilizantes são alguns exemplos. Somente essa tendência pode aumentar os volumes transportados em um milhão de TEUs por ano, diz o estudo do ILOS. Outro dado do Porto de Santos revela a tendência: o açúcar ensacado, antes transportado em navios convencionais, apresentou queda de 48% em 2012, ao passo que o açúcar embarcado em contêiner cresceu 41%.

A intenção do ILOS, ao apresentar um retrato do sistema portuário de contêineres do País, é subsidiar o governo com dados isentos e técnicos sobre a realidade do setor até 2021. Segundo a Abratec, as empresas filiadas à entidade informam que dispõem de R$ 10,5 bilhões para investir em expansão. Destes, R$ 4,5 bilhões serão empregados até 2016 em obras para áreas de atracação de embarcações e aumento de espaço físico para os contêineres.

China domina a produção dos dispositivos

O mercado de contêineres é basicamente comandado por Coreia do Sul e China, explica o consultor de logística José Geraldo Vantine. “O Brasil não possui preço competitivo para produzir. Atuamos apenas com reformas nos terminais portuários”, afirma. “No passado, a Coreia foi dominando de forma avassaladora outros países que produziam, depois a China entrou forte e, como já há um comércio global estabelecido, não vale a pena. Grandes países com forte comércio exterior como França, Inglaterra e Canadá, também não produzem”, diz.

O custo de um contêiner fica em torno de U$ 2 mil, e os principais donos hoje são os próprios armadores. “Esse valor cobrado pelos chineses é imbatível no mundo todo. A mão de obra chinesa é muito barata. Lá um soldador trabalha de segunda a sábado, 12 horas por dia, com salários em torno de U$ 50 ao mês. Os asiáticos ainda subsidiam o aço há anos (inclusive o brasileiro)”, lembra Silvio Campos, presidente da Câmara Brasileira de Contêineres, Transporte ferroviário e Multimodal (CBC).

De acordo com Campos, a China, por ter o maior volume de exportações do mundo, além de fabricar os contêineres, consegue atender à demanda mundial com a vantagem de que ele já sai carregado do País, reduzindo ainda mais o custo. A participação brasileira nas exportações por contêineres ainda não é expressiva em função da nossa vocação para utilizar grandes navios e cargas a granel. “O Brasil é um grande exportador de commodities, que por suas características de grande volume são mais facilmente transportadas a granel. Desta forma, a movimentação de produtos manufaturados do Brasil ainda representa cerca de 5% da movimentação mundial de contêineres”, conta Campos.

Cartola – Agência de Conteúdo

Especial para o Terra