Porto de Santos dobrará capacidade de escoamento de contêineres

O presidente da Brasil Terminal Portuário (BTP), Henry James Robinson, avalia que Santos (SP) se consolidará como o porto de transbordo de cargas no país com a entrada dos novos terminais de contêineres: a própria BTP e a Embraport. A previsão é que ambas comecem a operar em março de 2013.

 

Juntas, as empresas dobrarão a capacidade de Santos para escoar contêineres, que hoje está perto de 3,2 milhões de Teus (unidade padrão de 20 pés).

 

Segundo o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Renato Barco, já neste ano o porto deverá atingir a capacidade máxima, batendo no teto da oferta.

 

“No começo pode haver um descompasso entre oferta e demanda, mas a demanda é uma curva crescente”, disse Robinson durante a descarga dos primeiros equipamentos da BTP, nesta quarta.

 

O terminal da BTP tem 490 mil metros quadrados. Na primeira fase, a capacidade é para 1,2 milhão de Teus e 1,4 milhão de toneladas de granéis líquidos.

 

O investimento total é de R$ 1,8 bilhão, dos quais mais de 20% foram destinados à descontaminação da área onde está sendo construído o terminal, conhecida como o antigo “lixão” do porto.

Jornal Floripa Notícias

Secex lança sistema de informações sobre acordos comerciais

A Secex (Secretaria de Comércio Exterior) do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) lançou o sistema Capta (Consulta aos Acordos de Preferência Tarifária).
O objetivo do novo sistema é dar conhecimento sobre as preferências tarifárias que o Brasil recebe ou concede nos acordos comerciais. As preferências tarifárias indicam a redução percentual no imposto de importação em relação à tarifa aplicada.

Tatiana Lacerda Prazeres, secretária de Comércio Exterior do MDIC, disse que “o Capta se soma às ferramentas de informação de comércio exterior do Ministério, oferecidas com qualidade e transparência, já conhecidas e bastante utilizadas pelos operadores, como o AliceWeb, o Radar Comercial e o Vitrine do Exportador”.

Para Tatiana, “o sistema dará conhecimento sobre vantagens comerciais de forma simples”, considerou. Antes do Capta, a única fonte de informação disponível sobre as preferências tarifárias eram os textos dos próprios acordos, que não apresentam, de forma direta, esses dados.

O diretor do Departamento de Negociações Internacionais (Deint) da Secex, Daniel Godinho, informou que o Capta continuará sendo desenvolvido e, em uma segunda etapa, o sistema irá disponibilizar as alíquotas aplicadas aos produtos brasileiros, conforme previsto nos acordos comerciais, e não apenas as preferências.

O banco de dados trará ainda informações sobre as alíquotas aplicadas aos produtos dos principais concorrentes do Brasil. “Desta forma, neste segundo momento, o exportador brasileiro contará com todas as informações necessárias para explorar as melhores alternativas comerciais para o seu produto”, explicou Godinho.

O acesso ao Capta é gratuito e pode ser feito de forma intuitiva, com o ‘modelo de três cliques’ para obtenção da informação. Ele já foi elaborado com versões compatíveis para smartphones e tablets. O sistema foi feito em parceria com o governo britânico, por meio da Embaixada do Reino Unido no Brasil.

Fonte: Guia Marítimo