Tarifas de ferrovias caem 25% a partir do fim do mês

Agência Brasil

Brasília – A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou hoje (6) uma redução média de 25% no preço máximo das tarifas cobradas pelos concessionários de ferrovias para o transporte de cargas. Para a carga pesada, que inclui principalmente minério, a redução média será 30%. A medida começa a valer no dia 25 deste mês.

De acordo com o gerente de Regulação e Outorgas Ferroviárias da ANTT, Fábio Barbosa, a redução não significa necessariamente uma diminuição nas receitas das concessionárias, porque hoje os preços efetivamente praticados são menores que o teto estabelecido pela agência reguladora. “Estamos trazendo o teto tarifário para os preços que já são praticados atualmente”.

Segundo ele, a ANTT espera que a medida reduza a variação dos preços do transporteferroviário, que muitas vezes aumentam por causa da variação dos fretes em algumas épocas do ano.

O teto tarifário deve considerar especificidades do transporte de carga pelas ferrovias, atendendo usuários com diferentes volumes de carga. A medida valerá para as 11 concessionárias que operam no país.

Essa foi a primeira revisão da tarifas desde o processo de privatização do setor há 15 anos, mas a previsão inicial era fazer revisões a cada cinco anos. Segundo os diretores, as tarifas não foram reajustadas até hoje por falta de instrumentos que pudessem mensurar os custos das concessionárias.

“Se essa revisão tivesse sido feita de cinco em cinco anos, o efeito seria quase nulo, não representaria quase nada. Agora, vai ter um significado representativo”, disse o diretor da ANTT, Jorge Luiz Macedo Bastos.

As tabelas das novas tarifas serão publicadas no Diário Oficial da União na próxima segunda-feira (10) e as concessionárias terão um prazo de 15 dias para fazer a adequação dos contratos.

BNDES fecha contrato com banco argentino para financiar importadores locais

BRASÍLIA – Banco Nacional estabelecerá linha de crédito de US$ 20 milhões para o Banco de la Provincia de Buenos…

Agência Brasil

BRASÍLIA – O Banco de la Provincia de Buenos (Aires-Banco Provincia) é a décima oitava instituição credenciada para operar o programa BNDES Exim Automático, criado em 2010 pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com o objetivo de dar maior agilidade operacional ao financiamento às exportações brasileiras de máquinas e equipamentos, por meio da concessão de linha de crédito a bancos no exterior.

O contrato foi assinado nesta segunda-feira (10) entre os presidentes do BNDES, Luciano Coutinho, e do Banco Provincia, Gustavo Marangoni. O BNDES estabelecerá linha de crédito de US$ 20 milhões para o banco argentino, a fim de que financie importadores locais de bens de capital fabricados no Brasil. O risco de crédito do importador será assumido pelo Banco Provincia, segundo informou o BNDES, por meio de sua assessoria de imprensa.

Os 18 bancos credenciados em dez países – Argentina, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Honduras, Ilhas Cayman, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai – podem financiar cerca de US$ 800 milhões em máquinas e equipamentos exportados do Brasil.

Desde sua criação, já foram feitas mais de 50 operações em seis países, via BNDES Exim Automático, envolvendo 16 bancos no exterior, beneficiando pequenas, médias e grandes empresas brasileiras exportadoras de máquinas e equipamentos.

Terminal de contêineres de Paranaguá adota sistema de agendamento

O Terminal de Contêineres de Paranaguá, 3º maior terminal portuário de contêineres do Brasil, implantará, a partir do dia 15 de setembro, um sistema de agendamento para retirada de contêineres de importação, assim como para entrega de contêineres de exportação.

“O novo serviço oferecerá mais agilidade às operações no Terminal. Essa iniciativa está entre uma série de medidas adotadas nos últimos meses para elevar ainda mais o padrão dos serviços prestados”, destaca Juarez Moraes e Silva, diretor superintendente do TCP,

Juarez acrescenta que desde 2011 a empresa vem implementando uma série de iniciativas com objetivo de ampliar sua capacidade e tornar o TCP um Terminal de padrão internacional. “Estamos colocando em prática o maior projeto de investimento portuário do Brasil na atualidade, colocando no TCP R$ 250 milhões em recursos para equipamentos e ampliações. Além disso, estamos trabalhando para aumentar cada vez mais a produtividade do terminal, que hoje é mais de 130% superior ao índice de 2011”.

Para seguir o passo-a-passo e ter mais detalhes sobre o agendamento de retirada ou entrega de cargas, o TCP disponibilizou uma área em seu website (www.tcp.com.br), alem do Serviço de Atendimento ao Cliente do TCP por email (sac@tcp.com.br) ou telefone (41) 3420-3300.

Sobre o TCP

O TCP é o 3º maior terminal portuário de contêineres do Brasil, e, desde 1998, opera sob regime de concessão no Porto de Paranaguá. Com capacidade atual de aproximadamente 1,2 milhão de TEUs por ano (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), o TCP ampliará sua capacidade de movimentação para 1,5 milhão de TEUs/ano após a construção de seu 3º berço de atracação, que deve ser concluído em 2013.

O TCP tem como acionistas o fundo de private equity Advent International, a Pattac Empreendimentos e Participações S/A, TUC Participações Portuárias S/A, Soifer Participações Societárias Ltda., Group Maritim TCB S.L. e Galigrain S.A.

FONTE: ODIARIO.COM

Complexo Portuário quer espaço para receber grandes navios

Após 60 anos operando navios na mesma área de manobras, o Complexo Portuário do Itajaí-Açu estuda a possibilidade de instalar uma nova bacia de evolução para atender à operação de navios maiores e mais carregados.

A superintendência do Porto de Itajaí considera a adequação necessária para permitir que os terminais locais possam competir em condições de igualdade com outros portos – algo essencial para manter a movimentação de contêineres e o fluxo econômico na região.

A obra, que pode chegar a um custo de R$ 100 milhões, pagos com recursos públicos, dependerá da desapropriação de áreas em Navegantes. A previsão é que a nova bacia de evolução fique pronta em 2014, e que garanta ao complexo a adequação ao mercado por pelo menos 10 anos.

A empreitada deve permitir operações com navios de até 336 metros de comprimento e 48,2 de largura. Hoje, os terminais de Itajaí e Navegantes trabalham com cargueiros de até 272 metros e recebem embarcações maiores em caráter experimental. Terminais concorrentes, como o de Itapoá, estão aptos a receber cargueiros com até 335 metros de comprimento.

Os estudos de viabilidade para a nova bacia de evolução de Itajaí iniciaram em 2010 e, de lá para cá, quatro possibilidades foram levantadas. Duas acabaram descartadas pelas condições desfavoráveis de vento e correnteza. Restaram, como alternativas, o uso de uma área verde, localizada ao lado do porto, ou o alargamento do rio em frente ao Centreventos de Itajaí, em Navegantes – que, até agora, se mostrou a opção mais viável.

A ideia é que os navios entrem pela barra e façam um giro de 180º bem em frente ao atracadouro da Vila da Regata, que recebeu os barcos da Volvo Ocean Race. Depois, os cargueiros seguirão de ré até os berços de atracação.

O esquema foi montado com base em simulações feitas por técnicos da empresa holandesa Arcadis, contratada pelos terminais Portonave e APM Terminals para avaliar as melhores alternativas.

– Fizemos simulações de entrada e saída, tanto com maré cheia quanto baixa. As conclusões revelaram que existe possibilidade de navegação segura – diz Luitze Perke, engenheiro da Arcadis.

As simulações foram apresentadas aos práticos que atuam no complexo, segunda-feira. Até o final do ano, novos testes serão feitos – desta vez no Itajaí-Açu.

Porto perde receita
Superintendente do complexo portuário, Antônio Ayres dos Santos Junior diz que a abertura de uma nova área de manobras é essencial para manter a competitividade dos portos de Itajaí e Navegantes, já que os armadores têm dado preferência a navios cada vez maiores e com mais capacidade para contêineres. A chegada dos grandes cargueiros, porém, deve impactar na receita do porto, que recebe por atracação.

A dragagem que aprofundou o canal, concluída no final de 2011, possibilitou a entrada de navios um pouco maiores do que os que vinham operando em Itajaí. Com isto, segundo Santos Junior, o porto perdeu rendimento.

Em compensação, a movimentação de contêineres, que impacta em toda a cadeia portuária, cresceu 42%.

– Se há uma única manobra, mas com muita carga, ganha-se em produtividade – diz o superintendente da APM Terminals no Brasil, Ricardo Arten.

Aumento no canal pode permitir navios maiores desde já
A Capitania dos Portos de Itajaí pediu que a superintendência do Complexo Portuário produza um novo estudo sobre as condições do canal de acesso, para avaliar se as operações estão seguras. Embora o tamanho padrão para os navios que entram nos portos de Itajaí e Navegantes seja de 272 metros, os terminais têm recebido, em caráter experimental, cargueiros de até 294 metros.

O argumento da Marinha é que as operações têm sido feitas com base em um estudo de 2009, e, desde então, o canal passou por uma nova enchente, em 2011, e por obras de dragagem.

– É preciso atualizar os dados se o porto tiver interesse em trabalhar com um navio maior como padrão – diz o delegado da Capitania dos Portos de Itajaí, Fernando Anselmo Sampaio.

Superintendente do Complexo Portuário do Itajaí-Açu, Antônio Ayres dos Santos Junior diz que o estudo deverá ser feito junto com uma nova verificação de profundidade, que está em vias de ser contratada. A previsão é que a verificação, que deve ser financiada pelos terminais privados, fique pronta 30 dias após a assinatura do contato.

A intenção da superintendência é que o complexo possa, antes mesmo das obras de uma nova bacia de evolução, receber navios com até 300 metros de comprimento.

– A ideia é alargarmos pontos do canal, para que alguns desses navios maiores possam entrar desde já – diz Santos Junior.

Moradores não acreditam em desapropriação
Lar de centenas de moradores de Navegantes, a área que para os técnicos parece a melhor opção para uma nova bacia de manobras deve significar, para a comunidade do Pontal, o transtorno da desocupação. Há pelo menos três décadas, a margem esquerda do Rio Itajaí-Açu em frente ao Centreventos, reconhecida como área portuária, foi tomada por casas simples e galpões de pesca, que servem de espaço para preparar os barcos e descascar o camarão.

Por ali, o anúncio de que a área pode ser desapropriada para dar lugar à bacia de evolução não é novidade.

– Vivo aqui há mais de 20 anos e desde aquela época sempre ouvi que o porto iria pegar a área de volta. Não acredito mais que isto vá acontecer – diz Antônio Roberto de Lima, 38 anos.

Mesmo quem se conforma com a possibilidade de sair do local confessa que sentirá falta da vista privilegiada do Itajaí-Açu, em meio ao canal de acesso dos navios. Pescador aposentado, obrigado a deixar o trabalho por problemas de saúde, que o forçaram a sessões periódicas de hemodiálise, Darci Francisco da Silva, 59, mata a saudade do mar observando os barcos pesqueiros atracados perto de casa.

– Onde vão colocar os pescadores, as embarcações? Não tem como um pescador sair daqui para morar em outro bairro – diz.

Fonte: Diário Catarinense