Terminal de Contêineres de Paranaguá (PR) atinge produtividade recorde

O resultado representa uma performance 130% superior à obtida no mesmo mês do ano passado

 Por Redação Administradores

O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), no Paraná, atingiu produtividade recorde no mês de maio, alcançando uma média de 70 mph (movimentos por hora). O resultado representa uma performance 130% superior à obtida no mesmo mês do ano passado, quando obteve média de 30 mph.

De acordo com Juarez Moraes e Silva, diretor superintendente Comercial do TCP, a produtividade do Terminal vem crescendo de forma consistente nos últimos meses, como reflexo da entrada de novos equipamentos, e também, de um trabalho de engajamento dos profissionais do TCP. “Estamos trabalhando em parceria para oferecer aos clientes e ao mercado serviços cada vez melhores”, destaca, lembrando que o aumento de produtividade se traduz em vantagens para armadores, importadores e exportadores, como redução nos custos de combustível e de operação de navios.

O TCP é o 3º maior terminal portuário de contêineres do Brasil, e, desde 1998, opera sob regime de concessão no Porto de Paranaguá. Com capacidade atual de 1,2 milhão de TEUs por ano (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), o TCP ampliará sua capacidade de movimentação para 1,5 milhão de TEUs/ano após a construção de seu 3º berço de atracação, que será concluído em 2013.

Brasil precisa abrir os portos para evitar apagão logístico

As manchetes destacaram o caos dos dois principais portos de carga do país, Santos e Paranaguá. O problema não é novo, como aqui registramos em março de 2011.

Mas o apagão portuário é invisível para a população, enquanto nos aeroportos fotografa bem -pessoas dormindo no chão, passageiros vociferando contra funcionários inocentes.

Os prejuízos são grandes. Há dias, existiam cerca de 80 embarcações em espera em cada um desses portos. Os navios graneleiros pagam aluguéis de US$ 40 mil por dia.

Isso rebaixa os preços para os produtores que exportam (como os do agronegócio) ou aumenta para os que importam (como fertilizantes), encarecendo a produção, reduzindo a renda, afetando a competitividade e obrigando o governo a prover recursos para a produção.

Em 1993, nosso sistema portuário passou por uma revolução, quando foi aprovada a lei 8.630, a chamada “lei de modernização dos portos”. Avançou, mas não esgotou as reformas necessárias, como a solução de problemas de trabalhadores que perderam as condições físicas ou os passivos trabalhistas.

A lei teve a grande virtude de privatizar as operações e de normatizar as principais estruturas de operação, criando duas figuras notáveis: os terminais públicos e os privativos. Os públicos tiveram a simples transferência de gestão para o setor privado, mediante licitação.

Quanto aos privativos e que não envolvem patrimônio construído pelo governo, o tratamento foi totalmente diferenciado, bastando uma autorização para que a iniciativa privada investisse por sua conta e risco, aliviando as tarefas de investimento e gestão públicas.

O resultado da nova lei permitiu que os portos crescessem em produção e em produtividade, e que as relações de trabalho se dignificassem.

Entretanto, alguns operadores encastelados nos portos públicos forçaram situações, pressionando para que a Antaq estabelecesse restrições ilegais à expansão desses terminais.

As pressões se agravaram até que, através do decreto nº 6.220/2008, que também fere a Lei dos Portos, se estabeleceu uma instabilidade jurídica que inibiu investimentos essenciais ao país, os quais somam muitos bilhões de reais e levam cerca de sete anos para serem implantados.

Vários setores de exportação do agronegócio estão perdendo oportunidades de mercado e de busca de riquezas para irrigar nossa economia por não terem alternativas competitivas de embarque.

Tramita no Senado o projeto de lei nº 118/11, que visa corrigir e pacificar interpretações sobre a Lei dos Portos, permitindo à iniciativa privada investir por conta e risco, eliminando o problema.

A CNA e a CNI estão unidas pela sua aprovação, pois existem recursos para investimentos em todo o mundo.

Captá-los e usá-los é uma forma inteligente de enfrentar a crise internacional e defender a nossa economia.

O colapso portuário que estamos enfrentando não tem solução “de prateleira” e nos obriga a pelo menos duas reflexões: é justo para a sociedade brasileira prejuízo tão grande? Até quando a soberania nacional prevalecerá diante das necessidades de um mundo faminto e de interesses antinacionais?

A solução está nas mãos do governo. Basta mandar aprovar o referido projeto ou revogar o decreto 6.620, o do fechamento dos nossos portos.

Fonte: Folha de S. Paulo

Brasil e Argentina negociam acordo para destravar comércio bilateral

Os governos do Brasil e da Argentina aproveitaram a cúpula de presidentes do Mercosul na província argentina de Mendoza para tentar destravar o comércio bilateral e aliviar as intensas críticas de empresários de ambos os países. Nas últimas terça e quarta-feira, a Secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, reuniu-se com sua colega argentina, a Secretária de Comércio Exterior, Beatriz Paglieri, para discutir a situação de setores sensíveis para os dois principais sócios do bloco, entre eles, os produtores de carne suína brasileiros, que há meses vem sofrendo dificuldades para entrar no mercado argentino.

— Chegamos a um acordo verbal para flexibilizar a aplicação de barreiras não tarifárias entre os dois países — comentou uma fonte que está participando das negociações.

Segundo ela, “o Brasil tentará não prejudicar as importações de automóveis e produtos regionais argentinos e, em contrapartida, o governo Kirchner evitaria barrar autopeças e carne suína provenientes do Brasil”. O entendimento incluiria outros produtos, que ainda estão sendo discutidos.

 

— Estamos conversando, mas há muito tempo não se negociava desta maneira entre Brasil e Argentina — afirmou a fonte, que pediu para não ser identificada.

Os dois governos estariam analisando a possibilidade de realizar reuniões mensais – como acontecia em outras épocas – para evitar novas crises bilaterais. A ideia surgiu num primeiro encontro entre o Secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alessandro Teixeira, e o polêmico Secretário de Comércio Interior argentino, Guillermo Moreno (considerado o cérebro da política comercial protecionista da Casa Rosada), na primeira semana de junho, em Buenos Aires.

O governo Dilma Rousseff está mostrando todo o seu interesse em melhorar a relação comercial com a Argentina. Ontem, Tatiana conversou com governadores de províncias argentinas como Mendoza e San Juan e, também, participou de um encontro com empresários argentinos na Bolsa de Comércio de Mendoza.

— Vemos disposição do Brasil para escutar nossas queixas — comentou um empresário argentino.

O interesse do Brasil é grande: no ano passado, a Argentina recebeu US$ 7 bilhões em investimentos estrangeiros diretos, dos quais cerca de 40% foram capitais brasileiros. Também em 2011, o Brasil registrou superávit comercial de quase US$ 6 bilhões com a Argentina.

— Os problemas existem, são reais, mas estamos trabalhando porque nossa parceria é estratégica — assegurou uma fonte brasileira.

Nos últimos meses, vários setores empresariais brasileiros foram prejudicados pela implementação das chamadas Licenças Não Automáticas (LNA) por parte da Argentina. De acordo com as normas da Organização Mundial de Comércio (OMC), os governos podem demorar até 60 dias em autorizar a entrada de importações com LNA. No entanto, em muitos casos, os produtos brasileiros demoram muito mais tempo em obter sinal verde para ingressar no mercado argentino. Um dos casos mais críticos é o dos calçados. De acordo com a Associação Brasileira de Calçados, cerca de 1,4 milhão de pares estão parados na fronteira com a Argentina à espera de autorização das autoridades locais. Deste total, 200 mil completaram, este mês, um ano de espera.

O caso dos suínos também é complicado. Em março passado, o ministro da Agricultura, Jorge Mendes Ribeiro, reuniu-se com seu colega de pasta argentino Norberto Yahuar na capital argentina e ambos chegaram a um acordo preliminar que prevê a implementação de cotas para os produtos brasileiros. Ficou estabelecido um limite de 3 mil toneladas mensais, mas este entendimento não tem sido cumprido pelos argentinos, segundo denunciaram empresários brasileiros recentemente.

Em maio passado, as vendas brasileiras para o mercado argentino recuaram 16%, frente ao mesmo período do ano passado. O motivo seria a desaceleração de ambas economias mas, também, a política protecionista adotada pela Casa Rosada e defendida publicamente pela própria presidente Cristina Kirchner.

Fonte:www.oglobo.com

Presidente das empresas Tramontina palestra na Câmara de Comércio

A Câmara de Comércio da Cidade do Rio Grande realizou, nesta terça, 26, mais uma edição da reunião-almoço Tá em Pauta. O evento, que é realizado mensalmente, ocorreu no salão nobre da Câmara de Comércio e contou com a participação de empresários, lideranças da cidade e convidados. O palestrante foi o presidente das empresas Tramontina, Clóvis Tramontina, que falou sobre os“100 anos de Grandes Começos” da indústria.

Presidente das empresas Tramontina palestra na Câmara de Comércio

Ao iniciar sua palestra sobre as empresas que dirige, o empresário observou tratar-se de “uma história de 100 anos de grandes começos” porque é assim que a Tramontina se sente: sempre começando. Iniciada em 1911, com uma pequena ferraria em Carlos Barbosa, a Tramontina hoje tem 10 unidades fabris, capacitadas tecnologicamente para enfrentar os desafios do futuro, que produzem mais de 17 mil itens diferentes em cinco linhas básicas: utilidades domésticas, ferramentas, materiais elétricos, artefatos de madeira e mesas e cadeiras de plástico.

Clóvis, que é presidente das empresas Tramontina desde 1992, falou que uma das práticas da família que vem contribuindo para o sucesso é a confiança nas pessoas e, hoje, todos os dirigentes das unidades são formados dentro da casa. Segundo ele, a Tramontina tem sua força neste ponto e na preocupação em fazer produtos com qualidade. Destacou ainda que a marca está presente em mais de 120 países.

A primeira exportação, feita para o Chile, ocorreu na década de 60. Na década de 80, passou a exportar para os Estados Unidos. Logo depois, passou a exportar para a Europa e o Oriente Médio. O desafio hoje é atender o mercado chinês. Em agosto, já haverá uma loja própria na China para venda dos produtos Tramontina. E a direção ainda tem outros planos de expansão para o futuro.

Exportações

A Tramontina exporta, em média, 30% do total de sua produção. Os principais produtos exportados são talheres e panelas. O maior mercado são os Estados Unidos. E 99% das exportações da Tramontina são feitas pelo Porto do Rio Grande, segundo informações do seu vice-presidente, Joselito Gusso. Já as importações de componentes e maquinários ocorrem 100% pelo porto rio-grandino.

Por Carmem Ziebellcarmem@jornalagora.com.br

Foto:Deyver Dias

Fonte: Jornal Agora

São Mateus vai ganhar complexo logístico

Na noite de ontem, foi dado o pontapé inicial do 12º projeto portuário do litoral capixaba, desta vez em São Mateus – entre as praias de Barra Nova e Urussuquara –, Norte do Espírito Santo. Trata-se do Complexo Logístico Industrial e Portuário Capixaba, empreendimento tocado pela Queiroz Galvão. Ainda não há cronograma fechado, mas a expectativa é de que as obras tenham início no primeiro semestre de 2014.

Em solenidade realizada no Palácio Anchieta, foram assinados o protocolo de intenções e um decreto municipal tornando de utilidade pública uma área de 100 milhões de metros quadrados no entorno do terreno do futuro Super Porto do Leste. A intenção dos investidores é que nessa grande área surja um condomínio industrial, cuja a produção seria escoada pelo porto. Empresas voltadas para produtos importados também poderiam instalar-se no complexo.

Complexo logístico de São Mateus

“O Brasil encontra-se numa situação de estrangulamento logístico. Não há por onde escoar a produção. Com a construção de um complexo desse porte, vários investimentos que hoje não saem do papel pela absoluta falta de infraestrutura serão viabilizados. Fizemos um estudo detalhado da costa brasileira e chegamos a São Mateus, local com ótimas condições físicas e logísticas. Temos todas as condições de escoar boa parte da produção de Minas Gerais e do Centro-Oeste”, assinalou o diretor de Desenvolvimento de Negócios da Queiroz Galvão, Matheus Antunes.

Num primeiro momento, o porto trabalharia com minério de ferro, grãos, carvão e combustível. “Já temos contato com empresas que precisam de comprar ou escoar esses produtos e estão em dificuldades. Depois de fechada essa primeira fase, partiremos para a consolidação da retroárea”, explicou o executivo.

Embora não tenha apresentado cronograma, Antunes disse estar no mesmo patamar dos demais portos-indústria anunciados recentemente no Estado – Manabi, em Linhares, e Porto Central, em Presidente Kennedy. “Estamos todos atrás de licenciamento ambiental e viabilidade econômica. Sob a ótica ambiental, o que está mais próximo de uma resolução é o da Ferrous (em Kennedy)”.

Quando questionado sobre a quantidade de portos projetados para o litoral capixaba, Antunes não afastou a possibilidade de formar parcerias. “Existe sim essa possibilidade de associação, tanto com Manabi quanto com Porto Central. O que queremos é um projeto viável”.

Porto Leste

Investimento
Cerca de R$ 1 bilhão.

Emprego
Cinco mil na primeira fase da operação.

Área
4,5 milhões de metros quadrados de porto e 100 milhões de metros quadrados de retroárea.

Local
São Mateus, entre as praias de Barra Nova e Urussuquara.

Fonte: A Gazeta (ES) Vitória/Abdo Filho

Souza Cruz recebe Prêmio Exportação da ADVB-RS

A Souza Cruz recebeu  o Prêmio Exportação RS 2012 da Associação Brasileira dos Dirigentes de Vendas (ADVB-RS), no Teatro Bourbon Country, em Porto Alegre. A Companhia foi destacada na categoria Trajetória Exportadora Master, reservada às empresas que apresentaram trajetória exportadora muito expressiva, situando-se entre as maiores exportadoras do Rio Grande do Sul por um período longo (três anos) e com taxa de crescimento significativa.

As vendas externas da Souza Cruz em 2011 envolveram 96,6 mil toneladas de tabaco beneficiado e seus subprodutos, que foram destinadas para 39 países, entre os quais Holanda, Rússia, China, Polônia, Romênia, África do Sul, Vietnã, Malásia, Nigéria, Austrália, Cingapura, Ucrânia e Inglaterra. Essa comercialização gerou uma receita de US$ 645,12 milhões. A Souza Cruz foi distinguida na sua categoria junto com a Marcopolo e a Stihl.

O diretor de Tabaco, Dimar Frozza, um dos representantes da Empresa na solenidade de premiação que  lotou o Bourbon Country, comemorou o “reconhecimento” do trabalho da Souza Cruz. “O prêmio é uma confirmação da luta das empresas para colocar o Brasil no cenário internacional”, disse. Frozza destacou que o desempenho exportador tem sido possível pela qualidade do tabaco produzido dentro do sistema integrado com 30 mil produtores nos três estados da Região Sul do país. O diretor observou que a produção sustentável é um compromisso da Souza Cruz. A Empresa investe em ações para garantir a sustentabilidade de todos os envolvidos em sua cadeia produtiva por meio da plataforma Produtor Rural Sustentável, que inclui programas com foco, por exemplo, na maximização da propriedade como  negócio sustentável e no incentivo à diversificação de culturas.

 

FONTE:RADIO FANDANGO

Hamburg Süd é agraciada no 40º Prêmio Exportação RS

No último dia 25 de Junho, a Hamburg Süd recebeu o prêmio “Destaque Serviços de Suporte à Exportação”, na 40ª edição do Prêmio Exportação RS.

O evento é considerado o maior do segmento no Sul do País. Ele tem como objetivo reconhecer e valorizar as empresas com atividades exportadoras de produtos e serviços, fabricados e/ou comercializados no Rio Grande do Sul, que tiveram destaque no ano anterior à premiação.

A Hamburg Süd foi escolhida por meio da análise de dados sobre o desenvolvimento de estratégias inovadoras para expor e comercializar produtos no mercado internacional. Essas informações foram fornecidas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

“O Prêmio Exportação RS acontece há 40 anos e recebê-lo é uma honra para a Hamburg Süd”, conta Rene Wlach, gerente regional da Hamburg Süd.

Sobre a Hamburg Süd
Fundada em 1871, a Hamburg Süd é um dos maiores grupos operando no transporte marítimo e está presente nas Américas, Europa, África, Ásia e Oceania, seja diretamente ou através de empresas coligadas. A Hamburg Süd, adquirida pelo Grupo Oetker no fim da década de 40, também é um dos maiores especialistas no transporte de cargas congeladas e refrigeradas com tecnologias inovadoras.

Em 2011, a empresa movimentou 3,1 milhões de TEUs. O maior fluxo de mercadorias concentra-se nos trechos Brasil e Argentina para a Europa. Nesta rota, os produtos mais transportados são café, tabaco, autopeças, carne, frango e frutas. Na rota inversa aparecem os produtos químicos e autopeças.

Informações para a Imprensa:
DFREIRE Comunicação e Negócios
http://www.dfreire.com.br
Contato: Flávia Gavioli (flavia@dfreire.com.br)
Tel. (11) 5505-8922

 

Fonte: Agência de Pautas INCorporativa

Balança comercial volta ao vermelho na 4ª semana de junho

A balança comercial brasileira registrou déficit (importações maiores do que exportações) de US$ 119 milhões na última semana, entre os dias 18 e 24, informou nesta segunda-feira (25) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

O último saldo comercial negativo havia sido registrado na segunda semana de junho (-US$ 627 milhões) e em outras oito semanas deste ano. Na parcial de junho, até o dia 24, o saldo retornou ao campo negativo. O resultado parcial deste mês ficou negativo em US$ 55 milhões.

No acumulado de junho, as exportações somaram US$ 14,13 bilhões, ou US$ 942 milhões por dia útil – valor abaixo da média diária de US$ 1,05 bilhão de maio.

Ao mesmo tempo, as compras do exterior, que somaram US$ 14,19 bilhões na parcial deste mês, tiveram média de US$ 946 milhões por dia útil – as mais altas de 2012, comparando com meses fechados.

Parcial de 2012

No acumulado deste ano, até 24 de junho, os dados mostram que a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 6,21 bilhões. Isso representa uma queda de 48,7% sobre o mesmo período do ano passado (quando foi de US$ 12,11 bilhões).

Na parcial de 2012, as exportações somaram US$ 111,99 bilhões, com média diária de US$ 933 milhões, enquanto as compras do exterior totalizaram US$ 105,78 bilhões (média de US$ 881 milhões por dia útil). Contra o mesmo período de 2011, as vendas externas tiveram queda de 1,3%, e as importações avançaram 4,4%, de acordo com dados do governo federal.

Resultado de 2011 fechado

Em todo o ano de 2011, o superávit da balança comercial brasileira somou US$ 29,79 bilhões. Com isso, o superávit da balança comercial registrou crescimento de 47,8% em relação ao ano de 2010, quando o saldo positivo totalizou US$ 20,15 bilhões. Trata-se, também, do maior superávit da balança comercial desde 2007 (US$ 40,03 bilhões). Em 2008 e 2009, respectivamente, o saldo comercial somou US$ 24,95 bilhões e US$ 25,27 bilhões.

Perspectivas para 2012

Para 2012, ano que está sendo marcado pelos efeitos da crise financeira internacional, com a previsão de crescimento do PIB em cerca de 2,2%, e pela concorrência acirrada pelos mercados que ainda registram crescimento econômico – como é o caso do Brasil –, os economistas dos bancos acreditam que o valor do superávit da balança comercial (exportações menos importações) registrará queda, atingindo cerca de US$ 20 bilhões.

O Banco Central, porém, está um pouco mais otimista. A autoridade monetária projeta um superávit da balança comercial de US$ 21 bilhões para este ano. A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por sua vez, prevê um saldo comercial positivo de US$ 20,8 bilhões neste ano.

FONTE: JORNAL FLORIPA

Balança comercial tem saldo negativo na penúltima semana do mês

Fonte: Agência Brasil

A balança comercial brasileira registrou saldo negativo de US$ 119 milhões na semana entre os dias 18 e 22 de junho, informou nesta segunda-feira (25) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O déficit é resultado de US$ 4,07 bilhões em exportações contra US$ 4,19 bilhões de importações no período.

No mês, os embarques externos alcançaram US$ 14,13 bilhões e as compras internas, US$ 14,19 bilhões, com saldo negativo de US$ 55 milhões. No caso das exportações, houve retração de 16,5% na compração dom o mesmo período do ano passado. A queda é atribuída à redução nas vendas internacionais das três categorias de produtos: semimanufaturados (-27,2%), manufaturados (-19,8%) e básicos (-11%).

Nas importações, houve aumento dos gastos em 2,7% ,quando comparado a junho de 2011. O acréscimo foi principalmente com combustíveis e lubrificantes (+25,8%), aeronaves e partes (+23,1%), adubos e fertilizantes (+18,5%), siderúrgicos (+9,7%) e equipamentos mecânicos (+3,8%).

De janeiro a junho, as exportações somam US$ 111,99 bilhões e as importações, US$ 105,78 bilhões, com resultado superavitário de US$ 6,21 bilhões.

Entrada de produtos importados perde força

A desaceleração do volume de importação se acentuou nos cinco primeiros meses deste ano e reduziu o descompasso com a produção física industrial. De janeiro a maio deste ano, a quantidade de produtos importados cresceu apenas 2,3%, na comparação com os mesmos meses de 2011. No mesmo período do ano passado, a elevação havia sido de 14,2%. A desaceleração menor do preço médio dos importados compensou um pouco o efeito da redução de volume. Com crescimento de 4,2% no preço, o valor total da importação de janeiro a maio deste ano aumentou em 6,4%. Os dados são da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex).

A comparação da média móvel em 12 meses revela o quanto a importação perdeu fôlego em termos de volume. Em maio do ano passado, a elevação em 12 meses atingiu 25,9%. Em maio deste ano, o crescimento caiu para 4,4%. Os preços tiveram comportamento inverso. No mesmo período, o preço médio dos importados saiu de alta de 7,7% para 10,2%.

O volume de importação de bens intermediários, que no ano passado crescia bem acima da produção física industrial, passou a ter evolução mais próxima ao desempenho do setor manufatureiro. Na média móvel de 12 meses encerrados em abril do ano passado, o quantum de intermediários importados crescia 26,6%, enquanto a produção industrial tinha elevação de 5,45%.

Na mesma comparação, em abril deste ano a produção industrial apresentou queda de 1,05%, enquanto a alta da quantidade importada de intermediários foi de 3,1%. Nos 12 meses encerrados em maio, o quantum dos intermediários caiu para 1,7%.

Para Edgard Pereira, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), essa aproximação entre o volume de intermediários importados e a produção industrial revela que os produtos comprados do exterior já foram incorporados à estrutura de produção nacional e tomaram uma parcela da oferta interna.

“Até o ano passado, tínhamos grande participação da importação oportunista, facilitada pelo câmbio, e um processo de substituição do produto nacional pelo importado.” Com a importação já integrada na nova estrutura de produção e um real mais desvalorizado em relação ao dólar, diz Pereira, a tendência é que os volumes desembarcados evoluam em ritmo mais próximo ao do crescimento da economia.

José Augusto de Castro, vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), diz que a desvalorização do real em relação ao dólar ainda não teve efeito nos desembarques até maio, mas deve começar ser sentida nos próximos meses. “Não haverá repasse total do câmbio para os preços em reais, já que deve haver negociação para dividir o custo adicional entre exportador e importador. Mas é uma desvalorização importante, que vai fazer diferença no preço e conter a importação.”

A retomada do espaço perdido pelo produto nacional – seja dos intermediários ou dos bens de consumo – será diferenciada em cada setor e não deve ser imediata. “A compra de manufaturados do exterior é feita a longo prazo e os contratos estão em andamento. Ainda haverá muitos desembarques negociados há meses. Além disso, o importador brasileiro não deve romper a relação já feita com o fornecedor externo. A tendência é que ele fique com um pé lá fora e outro dentro do país”, diz Castro.

Pereira também não acredita em um efeito tão imediato. A evolução do câmbio a partir de agora deve ter papel importante. “Se metade do que uma indústria vende hoje no país é importada, essa participação não mudará instantaneamente.

“Ela já fez mudanças estruturais. Se deixou de fabricar algo para importar, por exemplo, ela não irá reativar essa produção, a menos que o preço do dólar realmente se consolide no patamar de R$ 2,00”, diz Pereira. Segundo ele, isso deve acontecer somente em um prazo mais longo, de quatro a cinco anos. “É preciso lembrar que há outros fatores de competitividade que fazem diferença, e que ainda não foram alterados, como carga tributária, custo de salários e energia.”

Para Welber Barral, sócio da Barral M Jorge Associados, a desvalorização do real pode ajudar alguns setores a competir melhor com os importados ou permitir maior rentabilidade nas exportações. Mas acredita que o câmbio pode não ser suficiente para a recuperação de alguns segmentos mais intensivos em mão de obra.

Dados da Funcex mostram que a queda na quantidade dos importados não é uniforme. Enquanto o volume médio importado de janeiro a maio cresceu 2,3% em relação aos mesmos meses de 2011, o quantum desembarcado em vestuário teve elevação de 30,9%.

Por categoria de uso, os bens de consumo não duráveis fecharam o quadrimestre com alta de 12,9% na quantidade importada. Para Rodrigo Branco, da Funcex, o desempenho se deve à menor elasticidade desses bens em relação à demanda. “Como são bens com valor unitário relativamente baixo, demoram mais para responder a um recuo de demanda.”

A desaceleração na quantidade importada foi puxada pelos intermediários, que tiveram queda de 0,8%, e pelos bens de consumo duráveis, que sofreram redução de 8,2%. Para Barral, a queda no volume de duráveis está relacionada aos automóveis e ao impacto da alta do IPI em 30 pontos percentuais para veículos importados.

O preço dos duráveis comprados de fora, porém, foi o que mais aumentou no acumulado de janeiro a maio, quando se compara as importações por categoria de uso. A alta de preço dos duráveis foi de 8,4%. Para Castro, isso também foi efeito da elevação de IPI sobre importados, que afetou o desembarque dos carros importados da Coreia e da China, de menor valor.

Fonte:Valor Econômico