Fiep promove cursos na área de Comércio Exterior

Os empresários do Paraná que têm interesse em internacionalizar seus negócios podem contar com os cursos oferecidos pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), que serão realizados em Curitiba, Foz do Iguaçu e Londrina.

Estas iniciativas têm como objetivo melhorar as competências empresariais dos participantes para que se tornem mais competitivos no mercado global. São oferecidos cursos de “Exportação Básico”, “Tributação em Operações de Comércio Exterior”, “Drawback”, “Importação Básico”, “Classificação Fiscal de Mercadorias”, “Consórcios de Exportação: uma alternativa para as Pequenas e Médias Empresas” e “Planejando Estrategicamente suas Importações”.

Próximo curso – No próximo dia 19 de junho será realizado em Curitiba o curso de Exportação Básica, que visa apresentar aos participantes os aspectos administrativos, fiscais, e operacionais essenciais para planejar e realizar operações de exportação.

SERVIÇO

Data: 19/06/2012 (terça-feira)

Horário: 09:00 às 18:00

Local: CIETEP – Av. Comendador Franco ( Av. das Torres), nº 1341 – Jardim Botânico – Curitiba

FONTE: NET MARINHA

Convênio garante R$ 80 milhões

Em uma de suas últimas ações como secretário de Estado de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, Francisco Vuolo (PR) participou ontem (29) de uma reunião com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Na ocasião, foi marcada a data para a assinatura do convênio entre o governo do Estado e a Infraero. “A assinatura foi pré-agendada para o próximo dia 25”.

Contudo, o projeto da última etapa da reforma do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande ainda não está concluído. Segundo Vuolo, a Globo Engenharia, responsável pela execução do mesmo, deve entregar o projeto no início do mês.

“Ela entregará nos primeiros dias de junho e ele já vai direto para análise técnica da Infraero, que deve emitir um parecer no dia 20”, disse.

O convênio vai garantir o repasse de R$ 80 milhões do governo federal para as obras de ampliação do aeroporto, que vai envolver as obras na pista, a colocação das rampas de acesso ao embarque, construção de uma área de desembarque internacional e ampliação do estacionamento.

Esta será a terceira etapa da obras. A primeira foi a construção dos Módulos Operacionais Provisórios (MOP), que foi concluído em novembro do ano passado. Já a segunda, que ainda está sendo executada, trata-se da demolição e reconstrução do prédio administrativo e ampliação do estacionamento. Até outubro deste ano as obras devem ser entregues.

Além de participar da reunião com a Infraero, o principal motivo que fez postergar ao máximo sua saída foi o Terminal intermodal da Ferrovia Senador Vicente Vuolo, em Itiquira, que será inaugurado neste sábado (2).

O secretário deve deixar a secretaria no próximo dia 6, data-limite para desincompatibilização dos pré-candidatos que pretendem disputar um cargo no pleito de outubro deste ano. De acordo com ele, os progressistas ainda não resolveram quem indicar para ocupar seu lugar.

O pré-candidato tem a prerrogativa de voltar para Câmara Municipal, já que possui mandato eletivo de vereador. Contudo, ele afirma que ainda não sabe se irá retornar. “Naturalmente devemos voltar para a Câmara, mas ainda estamos fazendo avaliação do caso”.

fonte: DIÁRIO DE CUIABÁ

Suape trabalha para ser o segundo maior do país

O crescimento vigoroso vivido pelo Complexo Industrial e Portuário de Suape nos últimos anos o distanciou de outros portos do Nordeste em volume de cargas. Em 2009, por exemplo, o terminal pernambucano movimentou 242 mil TEUs (contêiner de 20 pés) – praticamente o mesmo que Salvador (BA). Em dois anos o movimento saltou para 430 mil TEUs e a projeção da administração é que até 2020 chegue a 1 milhão de TEUs.

O incremento em diferentes tipos de carga aproxima o complexo instalado no município de Cabo de Santo Agostinho (PE) da movimentação do Porto do Rio de Janeiro. A busca pelo posto de segundo maior porto do Brasil não é prioridade, embora já esteja à vista. Frederico Amâncio, vice-presidente de Suape, destaca que a consolidação como maior porto e principal porta de entrada de produtos e insumos para as regiões Norte e Nordeste é a questão de primeira ordem. “Suape tem uma grande estrutura para acompanhar a indústria dessas regiões e capacidade de expansão para todo o Brasil”, diz.

De acordo com a Antaq, 60% da navegação de cabotagem está concentrada em três complexos: Santos (23%), Manaus (19%) e Suape (18%). “A gente tem se beneficiado muito com as operações na Zona Franca. Manaus tem uma movimentação grande de contêiner, mas tem limitação a navios de grande porte”, afirma. Hoje a navegação interior partindo de Suape é a principal rota dos insumos para a indústria da capital amazonense.

Suape é um porto importador. Cerca de 70% da movimentação de cargas são operações de entrada. Do terminal pernambucano a carga é transbordada por meio de cabotagem ou segue por estradas. Entre 2010 e 2011, a navegação porto a porto, partindo de Suape, cresceu 30%. O porto se beneficia da posição geográfica, de uma grande retroárea e da possibilidade de atracar navios de grande porte, que não podem entregar a carga nos terminais de destino.

O crescimento das operações desse tipo tem sido constante, projetando uma duplicação no volume movimentado nos próximos oito anos. Mas são os grandes projetos nas áreas de petroquímica, mineração e integração logística que vão alçar os atuais 11 milhões de toneladas movimentadas atualmente a um patamar três vezes maior até 2014. O boom de Suape acontece simultaneamente no cais, nos investimentos dentro do complexo e em seu entorno.

No porto, um novo terminal de contêineres será construído, composto por dois berços de atracação com 770 metros e canal de acesso com 390 metros de largura e profundidade de 16,5 metros, com profundidade operacional nos berços de 15,5 metros. O novo Tecon poderá movimentar até 750 mil TEUs por ano. Ainda em fase de projeto, o terminal despertou interesse de todas as operadoras brasileiras e de empresas internacionais que ainda não operam no país.

A construção de um terminal de minério, previsto inicialmente para movimentar 2 milhões de toneladas anuais de coque, será apresentada à Antaq. A obra vai dimensionar o complexo de Suape para receber os minérios transportados pela Transnordestina, com destaque à gipsita, clinquer e escória. A administração espera licitar a obra até o fim do ano e movimentar até 14 milhões de toneladas por ano.

Os grãos e os insumos do setor agrícola do Centro-Oeste e Nordeste, integrados pela Transnordestina, vão desembarcar em um terminal preparado para receber um volume estimado em 8 milhões de toneladas por ano. Hoje o maior moinho de trigo do Nordeste está em Suape. A área para um terminal de açúcar já foi arrendada e será explorada por uma parceria da trade inglesa ED & F Man e a Agrovia, com expectativa de movimentar, até 2015, 540 mil toneladas anualmente.

A refinaria Abreu e Lima, da Petrobras, e a Petroquímica Suape, vão somar ao movimento do porto 14 milhões e 2 milhões de toneladas por ano, respectivamente. São esses os empreendimentos com maiores investimentos no complexo: a refinaria, US$ 13,3 bilhões, e a petroquímica, US$ 2,75.

Segundo Amâncio, “Suape é um complexo industrial portuário. Isso faz com que cresça como plataforma logística associada à atividade industrial a seu entorno.” A operação segue o modelo de grandes complexos portuários como o de Roterdã, na Holanda. “Estamos fortalecendo Suape como um Hub Port e queremos nos consolidar como o segundo porto do Brasil e o grande porto do Norte e Nordeste”, diz Amâncio.

Fonte: Valor Econômico

FedEx compra Rapidão Cometa

A companhia americana FedEx, gigante de entregas e logística presente em 220 países e territórios, com faturamento de US$ 42 bilhões, comprou a pernambucana Rapidão Cometa, uma das maiores do Brasil na área, com faturamento estimado em R$ 1 bilhão para 2011 e capacidade de atingir 5.300 localidades no País. A aquisição foi divulgada na terça pela FedEx, única a comentar o negócio, ainda que tenha detalhado pouco a compra. Segundo ela, haverá integração dos negócios em um período de 18 a 24 meses.

No comunicado sobre a compra, o presidente da FedEx Express América Latina e Caribe, Juan N. Cento, fala sobre o potencial da economia brasileira e da área de logística. Segundo ele, a aquisição de um dos maiores fornecedores em soluções de logística no Brasil vai possibilitar a oferta de um portfólio mais abrangente no País, incluindo transporte aéreo internacional expresso e serviços de maior valor agregado, como cadeia de suprimentos e soluções logísticas.

Mas as oportunidades não estão apenas em negócios novos. O atual portfólio da pernambucana já enche os olhos. A Rapidão Cometa está à frente de um terminal alfandegado em Suape, com posto da Receita Federal, uma unidade que até o ano passado movimentava 670 mil toneladas por mês. Sem contar os segmentos tradicionais, de transporte expresso e soluções de logística integrada de carga, trabalhando por chão e pelo ar.

A pernambucana faturou R$ 864 milhões em 2010 e, para o ano passado, estimava R$ 1 bilhão.

Do outro lado, o da compradora, os números são ainda mais impressionantes. Tanto assim que a FedEx chegou ao Brasil primeiro pelo cinema, aparecendo em filmes como O Náufrago, com Tom Hanks, onde o protagonista, um funcionário da empresa, fica preso em uma ilha com uma encomenda lacrada e, apesar do isolamento, não viola o pacote.

Essa empresa de classe mundial reparou na pernambucana em 2001, quando ambas fecharam acordo para a Rapidão Cometa ser a representante brasileira da multinacional. Na época, era só um contrato operacional.

Até ali, a FedEx já tinha feito várias aquisições, mas sua grande marca era justamente esse lado operacional, como a entrega em um único sábado de 250 mil cópias de um livro: era o dia de lançamento do livro Harry Potter e o Cálice de Fogo e os fãs esperavam ávidos por seus exemplares, comprados à Amazon, um grande desafio logístico.

Outra sacada foi uma parceria público-privada com o US Postal Service, os “Correios” dos Estados Unidos, consolidando sua posição no mercado norte-americano.

Os anos passaram e, para manter o crescimento forte, a gigante começou as aquisições e a apostar ainda mais alto nos mercados emergentes. Foi assim que, apesar do mundo em crise, ela bateu 13% de avanço em 2011.

A companhia vinha com um olho na Ásia e outro nas Américas. Ano passado, comprou uma empresa indiana e outra no México. Este ano, depois de uma longa preparação, levou uma brasileira.

FONTE: JORNAL FLORIPA