Porto de Cabedelo aumenta exportações

A política de atração de empresas praticada pelo Governo da Paraíba a partir de 2011 já apresenta resultados significativos nas exportações, com a chegada de novas indústrias e a ampliação de outros empreendimentos em diversos segmentos. A Paraíba exportou nos primeiros quatro meses deste ano cerca de US$ 92,5 milhões, um crescimento de 38% comparado ao mesmo período do ano passado, quando as exportações atingiram US$ 66 milhões.

Na avaliação do presidente da Companhia Docas da Paraíba, Wilbur Holmes Jácome, a indústria na Paraíba está produzindo mais, portanto, gerando mais emprego e renda. “Isto já é reflexo de uma postura de governo onde nessa atração de novas empresas, de investimentos privados se cria uma atmosfera de negócios e a balança comercial mostra que nós estamos exportando mais”, comemora.

O presidente da Companhia Docas destacou que as missões público-privadas – a primeira esteve em Cuba em setembro de 2011 – definidas pelo governador Ricardo Coutinho, têm promovido exportadores. “É uma conjuntura de mercado, mas também é o reflexo de uma postura de governo. Não dá para dissociar, tudo tem sinergia dentro do mercado e dentro desse contexto o Porto de Cabedelo tem papel fundamental”, avalia Wilbur.

Pela ordem, os produtos mais exportados são calçados, açucar, álcool e a ilmenita, um mineral composto por óxido de ferro e titânio, extraído de uma mina na cidade de Mataraca. Quanto aos produtos importados os principais em volume são o trigo, o coke e agora também o malte para a indústria de cerveja.

Mais uma vez o Porto de Cabedelo, destaca Wilbur, aparece como um importante equipamento logístico. “A gente está fazendo um trabalho contínuo para tentar manter essas cargas em um ritmo maior de importação e exportação para atender de maneira mais rápida os clientes”, explica.

De acordo com o dirigente da Companhia Docas, um dado que está sendo analisado é a queda nas importações, que foi de 53% neste ano em relação aos primeiros quatro meses de 2011. A Companhia ainda não identificou os fatores que ocasionaram a redução.

Assessoria

FONTE: PB AGORA

Publicado decreto que prevê lista de exceção à TEC

Agência Estado

A presidente Dilma Rousseff assinou o decreto nº 7.734, publicado nesta segunda-feira no Diário Oficial da União (DOU), incorporando às normas brasileiras o acordo feito entre os países do Mercosul que permite a criação de uma lista de exceção à Tarifa Externa Comum (TEC) com 100 produtos. O mecanismo foi aprovado em 2011 para impedir importações consideradas predatórias à indústria local. Assim, cada governo dos países que compõem o Mercosul poderá elevar o imposto de importação de até 100 itens adquiridos de países de fora do bloco.

O imposto, de 12% a 13% atualmente em média, poderá chegar a 35%, máximo permitido pela Organização Mundial do Comércio (OMC). A medida foi anunciada pelo Brasil em agosto de 2011 como parte do Plano Brasil Maior, que prevê medidas de política industrial e de comércio exterior. À época, o Brasil argumentou que o mecanismo aumenta a margem de manobra dos países para fazerem uma melhor gestão da política tarifária à luz de um ambiente de crise internacional.

A medida valerá até o final de 2014. Os produtos incluídos na lista podem permanecer com a alíquota de Imposto de Importação elevada por até 12 meses, podendo ser prorrogado por igual período. Cada país do bloco terá de comunicar aos demais parceiros de Mercosul as circunstâncias que motivaram o aumento do tributo. Os países do bloco terão 15 dias úteis para se manifestar em contrário. Caso não o façam, o país poderá adotar a medida imediatamente após esse prazo.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) fez uma consulta pública para receber sugestões sobre quais produtos poderiam ser incluídos na nova lista de exceção. A relação final está sendo fechada pelo governo. A diferença para a lista de exceção atual é que a nova relação só poderá ter aumento de Imposto de Importação. Na lista já existente, o governo pode também baixar o imposto para evitar, por exemplo, desabastecimento interno de algum produto.

Em mais uma iniciativa para apoiar exportadores brasileiros, Coface apresenta soluções em seminário

Evento acontece dia 29 de maio, no Rio de Janeiro, e tem como objetivo identificar oportunidades na área de exportação

A filial brasileira da Coface, uma das líderes mundiais no setor de seguro de crédito, vai participar no dia 29 de maio, no Rio de Janeiro, do “Seminário Incertezas Econômicas e Oportunidades Comerciais para as Exportações Fluminenses”.
Promovido pelo Sebrae e pelaFIRJAN, o evento irá falar do cenário de incertezas e da possível retração da demanda mundial que pode ainda acontecer em 2012. Na ocasião, serão apresentadas informações estratégicas para que as empresas possam aproveitar, com segurança, as oportunidades comerciais em mercados emergentes.
E a Coface, com suas soluções de seguro de crédito, é peça fundamental para que as empresas receosas sobre transações de comércio exterior façam negócios com conhecimento e segurança. ”Uma das vantagens competitivas que uma empresa precisa ter, é poder contar com uma boa gestão de crédito. E, o seguro de crédito é uma das ferramentas que pode desempenhar essa função, protegendo os recebíveis de uma empresa, alavancando vendas e ainda protegendo o seu balanço”, afirma Marcele Lemos – Presidente da Coface no Brasil.
Sobre a Coface
O Grupo Coface, um dos líderes mundiais em seguro de crédito, oferece às companhias ao redor do mundo, soluções para o gerenciamento de recebíveis, tanto no mercado doméstico quanto para exportação. Em 2011, a Coface registrou um volume de negócios consolidado de € 1.6 bilhões de euros, com 4.600 funcionários fornecendo um serviço global em 66 países. A cada bimestre, a Coface publica suas análises de risco-país de 157 países com base no seu conhecimento exclusivo do comportamento de pagamento das companhias e no expertise dos seus 250 analistas de risco.
Na França, a Coface gerencia garantias públicas à exportação em nome do governo francês.
A Coface é subsidiária do Natixis cujo capital próprio (Tier 1) foi de 16.4 bilhões de Euros ao final de dezembro de 2011.

fonte:  Portal Nacional de Seguros

Porto de Santos precisa superar gargalo de acesso

Maior terminal portuário do país, com um movimento perto de 90 milhões de toneladas de cargas em 2011, o Porto de Santos, no litoral paulista, carece de mais planejamento e vontade política para estabelecer alternativas que superem os atuais gargalos que dificultam o acesso para embarque e desembarque de mercadorias.

Essa foi a visão apresentada por empresários, armadores e gestores de autarquias portuárias, em painel no 7º Encontro de Logística e Transportes, em São Paulo, para quem as condições precárias no transporte de cargas, por conta dos gargalos de acesso, rodoviário e ferroviário, trazem pesados impactos de custos e transtornos para a população urbana, de Santos e São Paulo.

“A melhoria de acesso é a decisão mais emergencial”, resume Martin Aron, diretor do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp. Devido ao aumento das exportações de commodities (96% do total de produtos exportados pelo Brasil são realizados através dos portos), o terminal santista cumpre também uma escalada de crescimento.

Em 1994, o porto santista movimentava 34 milhões de toneladas de cargas. Em 2011, 14 anos depois, esse o movimento atingiu 85,9 milhões, o maior entre os portos brasileiros, de acordo com dados do Anuário Estatístico Aquaviário. A expectativa deste ano é de ultrapassar 100 milhões de toneladas.

Isso deve aumentar as dificuldades de escoamento e chegada de mercadorias, e vai demandar mais acessos”, analisa Mauro Salgado, diretor comercial e administrativo da Santos Brasil, empresa de operação de contêineres. Ele assinala que faltam planejamento e definição de alternativas para desafogar a concentração do fluxo rodoviário, que cresce 20% a cada quatro anos. É uma carga que passa pelo centro urbano de São Paulo.

Um elemento complicador nesse cenário, de acordo com ele, é a expressiva evolução da atividade de contêiner, que representa hoje a parcela que mais cresce no movimento geral de cargas. Em 2011, o transporte por contêineres foi de 7,9 milhões de TEUs (unidade correspondente a um contêiner de 20 pés), o que significou um aumento de 7,4% em relação a 2010.

O investimento no modal ferroviário pode ser a alternativa, com vantagens consideráveis, entre as quais a de redução de custos logísticos e melhorias na movimentação de contêineres, aponta Guilherme Quintela, presidente da Contrail, uma das principais operadoras de transporte multimodal de contêineres do país. “A previsão é de que em seis anos dobre o movimento de contêineres em Santos por conta de grandes investimentos privados”, destaca Quintela.

O aumento do transporte de em contêineres deve trazer benefícios para a navegação de cabotagem, que, no ano passado, foi responsável pela movimentação de 133,2 milhões de toneladas. “A cabotagem tem amplo mercado a conquistar com a expansão do mercado de contêineres, comenta Cleber Lucas, vice-presidente do Sindicato Nacional das Empresas de navegação Marítima. (GC)

FONTE: VALOR ECONÔMICO