RF ratifica IOF zero em derivativos para exportador

Agência Estado

A Secretaria da Receita Federal publicou nesta quarta-feira instrução normativa que reduz a zero a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras  (IOF) nas operações em contratos de derivativos para o exportador. Para isso, segundo o texto da instrução, o valor total da exposição cambial vendida diária não poderá ser superior a 1,2 vez o valor total das operações de exportação realizadas no ano anterior. Determinação nesse sentido já consta de decreto publicado em 16 de março no D.O.

Oportunidades no comércio Exterior é tema de palestra oferecida a empresários

Empresários tocantinenses terão a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre as tendências do comércio internacional na palestra “Oportunidades no Comércio Exterior”, que será ministrada na próxima quarta-feira, 30 de maio, por meio da parceria entre a Federação das Indústrias do Estado do Tocantins – FIETO, Secretária de Indústria e Comércio do Estado do Tocantins – SIC/TO e Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa – SEBRAE. O evento acontece no Centro de Educação Empresarial do SEBRAE (Quadra 103 Sul), a partir das 08h da manhã.

A palestra será ministrada pelo especialista em negócios internacionais e consultor de empresas nas áreas de Negociação Internacional, Gerenciamento de Risco e Internacionalização de Empresas e internacionalista, Sérgio Pereira. As inscrições são limitadas e poderão ser feitas até o dia 29 de maio pelo telefone (63) 3228-8900 ou no e-mail: cin-to@fieto.com.br.

A iniciativa faz parte do Plano Nacional da Cultura Exportadora do Ministério do Desenvolvimento Industrial e Comércio Exterior com objetivo de mostrar aos empresários o benefício do comércio exterior no cenário atual e a forma para iniciar o processo de internacionalização.

FONTE: JORNAL O GIRASSOL

Exportação de Moda do Rio cresce mesmo em período de crise econômica

Preço médio da moda fluminense é o mais valorizado entre os maiores exportadores US$ 92,34/kg.

Mesmo com um cenário externo recessivo, os produtos de vestuário exportados pelo estado do Rio continuam valorizados, mantendo-se nos últimos cinco anos com o melhor resultado dentre as principais unidades federativas exportadoras. Vale assinalar que o preço médio da moda fluminense que em 2007 era de 70,65 US$/Kg alcançou ao final de 2011 o recorde de 92,34 US$/Kg, confirmando a vocação do estado do Rio de Janeiro para a produção de moda com alta qualidade e diferenciação.

Além dos números positivos dos preços médios de exportação o estado do Rio também registrou significativo aumento de participação no total das exportações brasileiras de moda, saltando de 8,78% em 2007 (janeiro a novembro), para 13,46% no mesmo período de 2011, quando exportou US$ 22,027 milhões.

Importante registrar que enquanto nos últimos 5 anos (2007-2011) as exportações de moda brasileira caíram 37%, de US$ 248 milhões em 2007 para US$ 163,6 milhões em 2011. São Paulo e Santa Catarina, que lideram o ranking de maiores exportadores junto com o estado do Rio também apresentarem resultados negativos: -40,6% e -44,0% respectivamente. As exportações fluminenses de moda, em contrapartida, cresceram 1,2% entre 2007 e 2011.

Além disso, o Rio de Janeiro teve a menor queda em termos de quantidade (Kg) de produtos de vestuário exportado (22,58%), contra quedas mais expressivas de São Paulo e Santa Catarina, 66% e 65% respectivamente. O Brasil nesse mesmo período (2007-2011) experimentou uma redução da quantidade (Kg) de suas exportações de moda em 61%.

Ao ressaltarmos a expressiva valorização da moda fluminense nos últimos 5 anos cabe registrar que o segmento de moda praia foi o destaque com um aumento do preço médio de 62,83%, saltando de 83,02 US$/Kg em 2007 para 135,19 US$/Kg em 2011. O segmento de moda íntima, que já foi o maior exportador do estado do Rio, também obteve valorização de preço em 28,48%, no mesmo período, ao alcançar 97,26US$/Kg em 2011. Os outros produtos de vestuário, que atualmente respondem pela maior parcela das exportações fluminenses (69% de contribuição, contra 46,5% em 2007), aumentaram seu preço médio em 35,75%, sendo vendidos para o exterior por 84,10 US$/Kg em 2011.

Em termos de destino, os Estados Unidos permanecem como o principal mercado das exportações de moda do estado do Rio ao absorverem, em 2007 e 2010, 35% e 31% respectivamente das vendas destes produtos ao exterior.

Em 2007, dentre os cinco principais destinos, dois eram latino-americanos: Argentina e Chile. Já em 2010, a América Latina perde espaço para novos mercados, especialmente a Ásia representada pelo Japão e a África com Angola. Vale salientar que em 2007 a França, uma das referências mundiais da moda, era destino de apenas 1,1% dos produtos de vestuário do estado do Rio e se tornou, em 2011, o segundo maior mercado consumidor de nossas peças, respondendo por 16% das exportações.

Também é possível observar a queda das exportações de moda para o MERCOSUL que em 2007 representava 12,67% do total exportado pelo Rio de Janeiro (US$ 2,791 milhões) e passou em 2011 para 7,89% (US$ 1,739 milhões). Por outro lado, o bloco que mais cresceu foi a União Europeia que era destino de 24,47% (US$ 5,391 milhões) das exportações fluminenses em 2007 e passou a representar 32,36% em 2011 com importações de US$ 7,128 milhões.

FONTE: REVISTA FATOR

Volume de exportação cai 1,1% em abril

A queda de 3,01% na exportação em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado – retração de 7,9% na média diária – não foi afetada somente pelo recuo de preços, mas também pela redução do volume. O preço médio de exportação caiu 1,9% em abril, na comparação com o mesmo mês de 2011. O volume do total das vendas brasileiras ao exterior caiu 1,1%. Os dados de volume e preço são da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex). Economistas consideram que a queda é um sinalizador de que a piora no quadro europeu e a desaceleração da economia chinesa podem ter um impacto nos embarques brasileiros que vai além da redução de preços das commodities.

A queda no volume de exportação foi puxada principalmente pelos bens industrializados: a redução foi de 11% para semimanufaturados e de 1,2% para os manufaturados. Entre os semimanufaturados mais importantes embarcados pelo Brasil estão produtos de ferro e aço, celulose e açúcar bruto. O volume de básicos, responsável por pouco mais de metade da pauta de exportação, teve alta de 2%.

Rodrigo Branco, economista da Funcex, diz que a redução do volume de exportação em abril quebra o ritmo de recuperação da quantidade embarcada que vinha ocorrendo nos meses anteriores. No acumulado de janeiro a março, na comparação com o mesmo período do ano passado, o volume de exportação aumentou 5,5%.

“Em abril, a menor demanda internacional teve efeito não somente no preço, o que já vinha acontecendo nos meses anteriores, mas também no quantum”, diz Branco. Por categoria de uso, os dados da Funcex mostram, em abril, queda de 5,7% no volume de exportação de produtos intermediários, de 22,2% em bens de consumo duráveis e de 10,2% em não duráveis.

José Augusto de Castro, vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), acredita que o cenário é de queda ou desaceleração na exportação nos próximos meses. “Isso é resultado de um quadro mais negativo na Europa, com dados de crescimento de desemprego. Mesmo a China tem permitido a valorização da sua moeda, mostrando um reforço à política de fornecimento ao próprio mercado doméstico.”

A demanda chinesa por produtos brasileiros como soja e minério de ferro, diz Castro, continua grande, o que ajuda a segurar um pouco mais os preços. A desaceleração da economia do país asiático, porém, impede grande elevação de volume dos embarques.

“O que preocupa mais é que neste ano provavelmente não haverá um efeito preço para elevar o valor de exportação, como aconteceu no ano passado”, lembra Castro. Segundo a Funcex, o preço médio de exportação dos produtos básicos caiu 4,3% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado. No acumulado até março, a redução foi de 2,1%. Em abril, os semimanufaturados também apresentaram redução de preço, de, 4,6%. Os manufaturados ficaram 2,3% mais caros.

O economista Fernando Ribeiro, técnico de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), diz que a queda no volume de exportação em abril não surpreende. “A exportação já não vinha apresentando dados muito favoráveis do fim de 2011 para cá. O crescimento de 5,5% no volume exportado até março foi muito puxado pelos básicos, sendo que os manufaturados tiveram perda razoável de crescimento.”

Além do cenário mundial ruim, o desempenho da exportação brasileira é afetado adicionalmente pela Argentina, na venda de alguns itens manufaturados. Apesar de acreditar que no decorrer de 2012 o Brasil ainda poderá ter em alguns meses outras quedas no volume de exportação, Ribeiro estima que a quantidade embarcada terá alta pequena no ano, abaixo de 4%. O problema, diz ele, são os preços, que oscilaram muito e podem assumir níveis imprevisíveis.

“Tanto a exportação como a importação para 2012 estão com tendência de estagnação, andando meio de lado, crescendo bem devagar”, diz Ribeiro. Para ele, não há muita perspectiva de mudança no cenário mundial. O que pode ainda fazer diferença, diz, é uma retomada da demanda doméstica com força no segundo semestre, capaz de impulsionar e acelerar a importação.

Para Ribeiro, os dados de recuo nos desembarques em abril chamam a atenção. De acordo com a Funcex, houve redução de 3,9% no volume de importação de intermediários em abril, na comparação com o mesmo mês de 2011, e de 18,8% nos bens de consumo duráveis. Os não duráveis apresentaram queda de 4,1%. Para o economista do Iedi, a redução de intermediários reflete a desaceleração de produção industrial. “No caso dos bens de consumo, pode ser desaquecimento do consumo ou reposição de estoques.”

Fonte: Valor Econômico