ITÁLIA PODE DUPLICAR EXPORTAÇÃO PARA BRASIL NOS PRÓXIMOS TRÊS ANOS

SÃO PAULO, 22 MAI (ANSA) – A exportação italiana para o Brasil pode duplicar nos próximos três anos dos atuais US$ 6,2 bilhões (cerca de R$ 12,7 bilhões), afirmou hoje o presidente do Instituto para o Comércio com o Exterior (ICE), Riccardo Maria Monti, no Fórum Econômico Brasil-Itália, que reúne empresários dos dois países.

“Já realizamos um bom trabalho no Brasil mas trabalhando como nos anos anteriores o valor pode dobrar em três anos. O Brasil tem uma economia extremamente interessante e diversificada, com perspectivas de desenvolvimento, e a Itália tem uma comunidade antiga aqui que deve ser aproveitada. Podemos enfatizar, por exemplo, na área de alimentos, que ainda tem valores baixos”, afirmou Monti.

Hoje serão firmados alguns acordos bilaterais, principalmente no setor náutico. “As instituições fazem a sua parte, mas cabe depois às empresas terem a coragem de pegar o avião em busca de negócios”, disse, acrescentando que a colaboração entre os ministérios está funcionando bem.

Neste sentido, o presidente do ICE apontou que a atuação do órgão está sendo reforçada e ampliada com o aumento do número de funcionários internos que agora são 450.

“Uma agência forte é necessária para atingir novos mercados, mas ao mesmo tempo estamos fazendo uma análise dos gastos para racionalizar os custos, que deve levar a uma economia de cerca US$ 10 milhões (cerca de R$20,2 milhões)”, finalizou Monti. (ANSA)

Dólar alto favorece exportadores

Enquanto o dólar oscila e os importadores suam para segurar a alta de preços dos produtos, há quem aproveite esse cenário: os exportadores.

Com o real menos valorizado e o câmbio favorável ao comércio exterior, os micro e pequenos empresários ampliam a margem de lucro e a reserva financeira para oferecer descontos atrativos aos clientes estrangeiros.

Juarez Fernandes, 38, proprietário de uma loja de vestidos de noiva que leva seu nome, diz ter mais condições de negociar com suas clientes angolanas -a Angola é o principal destino das confecções do estilista.

Só nas duas últimas semanas, contabiliza, quatro estrangeiras fecharam negócio.

De olho nas variações cambiais, Fernandes afirma ter acelerado a produção para atender à demanda, que tende a aumentar ainda mais. “Elas [angolanas] não gostam de vestido branco, preferem o perolado. É um perfil diferente do brasileiro”, explica.

Como Juarez, outras 10,1 mil micro e pequenas empresas exportaram quase R$ 2 bilhões em 2010, segundo os dados mais recentes do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). De 2009 a 2010, o volume exportado por essas companhias aumentou 49%.

Após um longo período de valorização da moeda brasileira e retração nas vendas para o exterior em 2011, os exportadores só têm a comemorar. “Mas com moderação”, alerta José Augusto de Castro, presidente em exercício da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil).

“Além da inconstância cambial, o mercado internacional está em retração econômica. Não adianta ter preço bom se não tiver para quem vender”, pondera Castro.

 

DOIS LADOS

 

Por outro lado, a alta do dólar causa impacto nos exportadores que importam insumos. Esse é o o caso do setor mobiliário, que costuma comprar tintas e metais de países como a Argentina.

 

“O câmbio favorece os exportadores, mas gera desconforto entre os que importam produtos e terão de repassar o aumento de custos aos clientes”, diz José Luiz Fernandez, presidente da Amibóvel (Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário).

 

O empresário Pierre Stauffenegger, 55, proprietário do Grupo Vidy, de móveis planejados para laboratórios, importa chapas da Coreia do Sul e terá de arcar com custos 20% maiores.

 

“A flutuação cambial, quando é drástica como a da semana passada, dificulta a administração dos ganhos e custos. Ficamos à mercê do mercado”, complementa ele.

 

Apesar dos altos e baixos, o empresário espera vender mais projetos para países da África e do Mercosul.

 

FONTE: JORNAL FLORIPA

Seminário discute os desafios da indústria brasileira

Quatro comissões da Câmara realizam hoje e amanhã o seminário “Desafios da Indústria Brasileira Frente à Competitividade Internacional”.

Confirmaram presença na abertura do evento, entre outras autoridades e especialistas, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel; o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa; e o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), José Ricardo Roriz Coelho.

Hoje serão discutidos os seguintes temas:
– Os desafios, a competitividade e o futuro da indústria brasileira;
– A competitividade da indústria manufatureira nacional e o comércio internacional.

Desindustrialização
O presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, deputado Márcio Reinaldo Moreira (PP-MG), considera o tema um dos mais importantes para o País. Ele destaca que a desindustrialização no Brasil é notória e que as estatísticas da participação da indústria no PIB nacional voltaram a níveis da década de 50. O seminário desta semana, segundo o deputado, deve sugerir soluções para o problema.

“Alguns culpam a política de câmbio, outros culpam a política de juros, outros culpam a política de recursos humanos, outros dizem que a saída é a valorização do que é brasileiro em relação ao que é chinês ou americano. Então, eu acho que é um elenco muito significativo, que tem que resultar até em mudanças no comportamento individual e coletivo da sociedade”, disse.

Já o presidente da Comissão de Finanças e Tributação, deputado Antônio Andrade (PMDB-MG), aponta o custo Brasil como a principal desvantagem da indústria nacional.

“Eu acredito que dentro do Congresso, após esse seminário, nós teremos algumas posições a serem tomadas. A energia elétrica brasileira é uma das mais caras do mundo. Acho que devemos desonerar o preço da energia elétrica, que é um insumo usado por toda indústria e pesa muito. A própria folha de pagamento, os juros, acho que daqui desse seminário vamos tirar algumas conclusões a respeito dessa queda do sistema industrial brasileiro”, afirmou.

O seminário é uma iniciativa das comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Trabalho, Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.

Veja a programação completa

O seminário será realizado às 9 horas, no auditório Petrônio Portella, no Senado.

 

FONTE:  ‘Agência Câmara de Notícias

Alta no preço da soja acelera movimentação no Porto de Paranaguá

Com dólar em alta e cotação da soja em bons patamares exportações se intensificam 

Fonte: Globo Rural

O dólar na melhor cotação dos últimos três anos, em R$ 2, o preço pago pela saca de soja em Paranaguá no melhor patamar da história – ultrapassou os R$ 60 – e o prêmio pago pela soja exportada por Paranaguá na bolsa de Chicago em US$ 0,74, o melhor de três anos, tudo isso vem fazendo com que os exportadores de soja promovam uma verdadeira corrida aos portos.

De acordo com osuperintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino, quando há um alinhamento de valores positivos, as transações comerciais são aceleradas e tem-se uma corrida para os portos. O reflexo desta conjunção de fatores é a movimentação atípica no terminal.

No primeiro quadrimestre, o Porto de Paranaguá já exportou 3 milhões de toneladas de soja, volume 68% superior ao exportado no mesmo período do ano passado. Também foi escoado 1,6 milhão de toneladas de farelos de soja, volume 23% superior ao registrado em 2011.

A alta na movimentação reflete-se diretamente na quantidade de navios. Nesta segunda-feira (21/5), 51 navios estão aguardando para atracar no Porto de Paranaguá. Destes, 25 esperam para atracar no corredor de exportação. Os navios em espera estão distribuídos em 20 berços de atracação. Sob a ótica da produção é importante mencionar que o Porto finaliza aproximadamente 10 navios por dia e por outro lado podem chegar mais de 10 embarcações diariamente. A fila é dinâmica e em determinados momentos a espera é maior ou menor, dependendo das operações.

Essa situação pode ser observada também nos portos vizinhos. Em Santos (SP), o relatório de navios apontava nesta segunda-feira (21) 76 embarcações aguardando atracação. Em São Francisco do Sul (SC), nove. No Porto de Rio Grande (RS), 20 navios estão aguardando para atracar nesta mesma data. O tempo de espera varia de acordo com o tipo de carga. “Neste momento, quando temos todos os eventos comerciais favoráveis e os produtores e tradings buscando resultados, forma-se esta corrida aos portos.

Hoje, o tempo de espera hoje pode chegar até 30 dias em função desta corrida pela carga. Mas esse tempo de espera se reduz rapidamente. O Porto de Paranaguá pode atender seis navios simultaneamente reagindo rapidamente no carregamento dos grãos”, explica Dividino.