Participação de importados no Brasil bate recorde, diz CNI

A despeito da desvalorização do real em relação ao dólar já verificada em março, a participação dos importados no mercado brasileiro de produtos industriais bateu novo recorde no mês, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI).De acordo com dados da entidade, insumos e mercadorias de outros países representaram 22,2% das compras da indústria e dos consumidores finais em março, o maior percentual desde que a série foi iniciada, em 1996.

Segundo a pesquisa, feita em parceria com a Funcex (Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior), o índice de participação de produtos importados no mercado brasileiro sobe desde 2003, com exceção de 2009.

No primeiro trimestre, o dólar estava 6% mais caro, em média, no Brasil em relação ao preço de 2011, situação que se intensificou de março para cá. Se na ocasião a moeda norte-americana estava cotada pouco acima de R$ 1,80, ontem fechou em R$ 2,006.

Mesmo assim, a CNI não acredita que o efeito cambial vá transparecer já nos dados da pesquisa de abril, a ser divulgada mês que vem. “Não acredito em queda”, diz Marcelo Azevedo, economista da entidade. “No máximo, haverá uma estabilização”.

Ele argumenta que os contratos de importação são fechados com antecedência, e que a indústria demanda tempo para adequar suas linhas de produção a insumos substitutos dos importados.

A queda recente da taxa básica de juros, hoje em 9%, também deve impactar futuramente outro indicador calculado pela CNI, que mede a participação das vendas externas no valor da produção industrial brasileira.

“Para as empresas, juros mais baixos são essenciais para financiamento das exportações”, afirma. No mês retrasado, o coeficiente que mede a participação das exportações foi de 18,1%.

Esse percentual é maior do que os 17,9% registrados em março do ano passado, mas abaixo do teto histórico, de 20,4%, que foi registrado em 2006.

FONTE: EXTRA MT

Pequenas empresas buscam apoio para exportar

Dezenas de pequenas e médias empresas querem vender seus produtos para o exterior. Europa, Estados Unidos, África são algumas das possibilidades de um mercado que é global e, mesmo com a crise econômica, não deixa de consumir. Ontem, 28 delas, de diversos setores, participaram da 3ª Rodada de Negócios Brasil Trade, que tem o objetivo de promover as exportações dos produtos brasileiros por meio do fomento às ações das trading companies (TC) – de importação e exportação – e das empresas comerciais exportadoras (ECE).

“É o primeiro passo de uma futura exportação, para a possibilidade de um negócio”, comenta a coordenadora do Centro Internacional da Negócios da Federação das Indústrias do Ceará (CIN-Fiec), Beatriz Bezerra.

O foco do encontro, no formato de reuniões pré-agendadas entre as tradings e as empresas potencialmente exportadoras, foram as que estão iniciando o processo de exportação.

Perfil exportador

O diretor da empresa de Consultoria e Negócios Atrios, Aderaldo Gentil da Silva, disse que o evento foi muito bom porque foram selecionadas empresas com o perfil exportador, prontas para trabalhar e capazes de se relacionar com o mercado internacional e que faz todo o trâmite. Destaca que também estão abertas à melhorias no processo produtivo para atender o mercado externo.

“Atendemos oito empresas dos ramos de tecnologia, alimentos e confecção que achamos que têm boas condições”, diz o consultor, que agora vai visitar todas as indústrias, para ver in loco a capacidade de produção, a possibilidade de adequação, além de fazer as indicações para as melhorias necessárias.

Acrescenta que, resolvida essa parte, a empresa leva os produtos até os compradores, traz alguns deles aqui ou participa de feiras e rodadas de negócios no exterior.

“A exportação é uma coisa trabalhosa”, diz, ressaltando que a conjuntura econômica hoje não é favorável ao comércio internacional para algumas empresas.

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Mercado de afretamento de navios de contêineres ganha ritmo

As atividades no mercado de afretamento de porta-contêineres aumentaram significativamente nas últimas semanas, com o aumento das taxas influenciando, cada vez mais, o segmento dos navios subpanamax.

O Lili Schulte, de 3.635 Teus (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) foi afretado para a China Shipping por um período de um a três meses a uma taxa de US$ 8.250 por sai, enquanto que outros acordos, também recentes, contabilizaram taxas inferiores a US$ 8 mil.

Os maiores ganhos nas taxas ainda são observados nos segmentos de navios panamax e post-panamax. A Hapag-Lloyd, por exemplo, afretou o Santa Patricia, de 5.047 Teus por um período de três a quatro meses com taxa diária de US$ 12.900 Teus. Um melhora significativa considerando que outro acordo feito recentemente pela NYK ao afretar o Virginia, de 5.040 Teus, estipulou taxa diária de US$ 12.150.

Com esses números, o sentimento geral do mercado com relação aos navios de grande porte é bastante otimista e as taxas continuam a aumentar devido à escassez de tonelagem, embora o mercado saiba que embora a frota já existente seja limitada e haja escassez neste momento, haverá um influxo de navios novos durante todo o ano.

Fonte: Guia Marítimo

Estradas e pontes do Pará devem receber R$ 1,2 bi

A Assembleia Legislativa do Pará (AL) vai propor ao governo do Estado a criação do Fundo Estadual de Apoio às Vias Rodoviárias, que poderá funcionar com arrecadação do próprio Estado e municípios com a inclusão das empresas privadas na obrigatoriedade de contribuir financeiramente com o fundo.

A verba seria utilizada para recuperação das estradas estaduais e municipais no Pará. A contribuição das empresas seria uma forma de compensação pelos estragos que os grandes veículos de transporte de carga fazem nas vias pavimentadas. Em sessão especial, a AL debateu ontem a situação da malha viária do Estado, proposta pelo líder do PT, Zé Maria Souza, juntamente com colega de bancada, Airton Faleiro.

“A situação das estradas é ruim, os deputados são cobrados nos municípios pela população, pelas lideranças, por prefeitos e vereadores e estou convencido de que sozinho o Estado não pode resolver e que os municípios também não dão conta das vicinais sem ajuda”, explicou Faleiro. Ele ressaltou que o projeto do fundo será apresentado ao governo como projeto de indicação. “É uma excelente proposta e o governador já demonstrou interesse em implantar”, definiu o secretário estadual de Transportes, Eduardo Carneiro,

Segundo o secretário, há previsão de aplicação, até o final deste ano, de R$ 200 milhões do orçamento estadual na recuperação de pontes e rodovias. Outros R$ 60 milhões oriundos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide); outros R$ 600 milhões deverão ser financiados pelo BNDES para obras nas estradas paraenses. No total, há previsão de investimento de R$ 1,2 bilhão em pavimentação, recuperação de vias, além de construção e recuperação de pontes de concreto. Parte destes recursos está em fase de captação.

Uma das obras previstas é a segunda etapa de recuperação da Alça Viária. Também está prevista a instalação da primeira balança de cargas após a conclusão da obra da Alça Viária, uma forma de controlar o peso dos transportes nesta via.

Para as rodovias da Calha Norte, informou o secretário, está prevista a recuperação de alguns trechos até o final de dezembro. Carneiro explica que esta região abriga a pior situação das estradas estaduais e municipais, agravada com o período chuvoso.

FUNDO

Para ele, a proposição do fundo rodoviário, como já está sendo denominado, vai possibilitar que os municípios e o Estado tenham maior poder aquisitivo para recuperar as estradas precárias. “A região oeste precisa ser priorizada. Há mais de 400 pontes precisando ser refeitas”, ressalta Carneiro.

Para o ex-secretário de Transportes, deputado Francisco Melo, o Chicão, é impossível o Estado sozinho manter a malha viária trafegável sem parceria com municípios, governo federal e com a iniciativa privada. Ele também defendeu a implantação no Pará das parcerias público-privadas como alternativa para manter as estradas em bom estado de trânsito. O projeto do Executivo estadual se encontra na AL, já tem parecer favorável das comissões de Justiça e de Finanças, mas enfrenta grande reação de parte da oposição e de movimentos sociais.

(Diário do Pará)

Portugal volta a ter saldo positivo no comércio com o Brasil

Brasília – Portugal aumentou em abril as suas exportações para o Brasil e conseguiu um saldo comercial positivo. No mês passado as exportações lusas para o mercado brasileiro foram de US$ 69,8 milhões, enquanto as vendas brasileiras para Portugal somaram US$ 51,1 milhões, segundo as estatísticas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Abril foi o segundo mês este ano em que o comércio luso-brasileiro resultou num superávit para Lisboa. Já em janeiro, até agora o melhor mês para as exportações portuguesas, havia sido registrado um saldo favorável aPortugal.

As vendas portuguesas para o mercado brasileiro em abril, no valor de US$ 69,8 milhões, tiveram um crescimento homólogo de 31%. Já as exportações do Brasil para Portugal, de US$ 51,1 milhões, apresentaram uma queda de 70% face a abril do ano passado.

No total do primeiro quadrimestre do ano, o Brasil registra US$ 485,1 milhões de exportações para o mercado luso, menos 19,8% do que em igual período do ano passado. O acumulado das vendas portuguesas para o Brasil ascende a US$ 320,6 milhões entre janeiro e abril, crescendo 27,6% em termos homólogos.

Com US$ 121 milhões de comércio bilateral, o mês de abril foi o mais fraco deste ano, que teve em fevereiro a corrente de comércio mais elevada, de US$ 274 milhões.

Nos primeiros quatro meses de 2012 o produto que Portugal mais vendeu para o Brasil foi azeite, com um peso de mais de 16% na pauta. Gasolina, bacalhau e pêras foram outros dos produtos mais exportados pelas empresas portuguesas para omercado brasileiro, segundo os dados do MDIC.

No sentido inverso, o petróleo dominou as exportações brasileiras para Portugal, com mais de 40% do total registrado até abril. O açúcar, com participação de 16%, e a soja, com 11%, estão também no topo da lista dos produtos mais exportados pelo Brasil para o mercado português.