BM: América Latina precisa ampliar exportação de tecnologia

Santiago, 14 Mai 2012 (AFP) -A América Latina precisa aumentar a exportação de tecnologia e produtos industriais, e não se basear apenas em seus recursos naturais, com o objetivo de aproveitar a crescente demanda do mercado chinês, aconselhou Justin Lin, economista-chefe do Banco Mundial (BM).

“Os países da América Latina e do Caribe devem realizar mudanças estruturais em sua política de exportação e passar à tecnologia e à indústria, porque essas mudanças constituem a base para continuar crescendo”, disse o economista chinês durante uma conferência realizada nesta segunda-feira na sede da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal) em Santiago.

Lin pediu aos países latino-americanos para cruzar “a fronteira tecnológica global” mediante a promoção de “mudanças estruturais” que se dirijam a “abastecer a crescente demanda chinesa”, país que na opinião da instituição crescerá a um ritmo de 8% anuais durante os próximos 20 anos.

“A América Latina precisa de uma estratégia para promover mudanças estruturais e buscar a diversificação dos recursos naturais para a tecnologia que é a melhor estratégia para fazer frente aos desafios da alta demanda da China e aproveitar suas oportunidades”, completou o economista.

A América Latina tornou-se no parceiro comercial mais dinâmico para a China, o maior consumidor do mundo, com um crescimento de 31% anuais das exportações chinesas à região latino-americana entre 2005 e 2010, comparado com os 16% do resto do mundo, segundo dados da Cepal.

As exportações da região à China se concentram em produtos primários e seu processamento básico.

“Para a maioria dos países na região, a China já é o principal mercado de exportações. O problema é que é ainda mercado de recursos naturais”, disse à AFP Antonio Prado, secretário-adjunto da Cepal, que participou da coletiva com Justin Li.

AFP

Superávit de US$ 1,6 bilhão no comércio exterior

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,6 bilhão na segunda semana de maio, quando foram registradas exportações de US$ 5,976 bilhões para importações de US$ 4,345 bilhões. Os dados foram divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e revelam que as exportações superaram as importações pelo bom desempenho nos produtos e insumos básicos ( 22,5%), manufaturados ( 9,6%) e semimanufaturados ( 1,4%).

Entre os básicos, os destaques foram algodão em bruto, minério de cobre, soja em grão, carne bovina, suína e de frango, fumo em folhas, farelo de soja e petróleo. Entre os manufaturados, que são produtos de maior valor agregado, o aumento de vendas foi capitaneado por suco de laranja, automóveis, açúcar refinado, veículos de carga, óleos combustíveis, polímeros plásticos e laminados planos.

O Brasil é o segundo maior produtor mundial de suco de laranja, só perdendo para os Estados Unidos, onde a produção da Califórnia é insuficiente para abastecer o mercado norte-americano.

Por outro lado, o país aumentou as importações de farmacêuticos (47,8%), siderúrgicos (18,2%), veículos automóveis e partes (13%), aparelhos eletroeletrônicos (9,1%), equipamentos mecânicos (7,8%), instrumentos de ótica e precisão (5,7%) e químicos orgânicos/inorgânicos (5,4%) em relação ao mesmo período de 2011. Como algumas montadoras importam componentes, o movimento mostra aquecimento da atividade numa aposta que procura romper com indicadores de queda nas vendas. Ainda é cedo, porém, segundo analistas do governo, para concluir se este superávit é resultado da alta do dólar.

FONTE:  Correio Braziliense

Menor demanda por carga ajuda a diminuir lucro da LAN

Agência Estado

A companhia aérea chilena LAN Airlines disse nesta segunda-feira que seu lucro líquido caiu 22% no primeiro trimestre, para US$ 76 milhões, em relação a igual período do ano passado, devido, em parte, à demanda menor do Brasil por transportes de cargas, afirmou o executivo-chefe da empresa, Alejandro De la Fuente. A receita com transporte cargas cresceu somente 6%, para US$ 368 milhões. A queda do lucro líquido da LAN no primeiro trimestre também foi resultado de um aumento de 15% dos preços dos combustíveis e custos relacionados à integração de suas operações colombianas, afirmou a empresa em comunicado. A LAN começará a operar com a brasileira TAM como uma empresa única em 15 de junho, cerca de dois anos após as companhias anunciarem os planos de fusão em agosto de 2010. Após a fusão, a LAN registrará um custo extraordinário de entre US$ 150 milhões a US$ 200 milhões. A companhia espera começar a alcançar economias anuais de entre US$ 600 milhões e US$ 700 milhões em 2016, com economias de entre US$ 170 milhões e US$ 200 milhões sendo reportadas um ano após a fusão. Segundo De la Fuente, os negócios de transporte de cargas não cresceram no ano passado porque as economias do Brasil e de outros países da América Latina estão desacelerando. “A redução do transporte de cargas começou no segundo semestre de 2011 e continuou no primeiro trimestre”, afirmou o executivo. A companhia planeja aumentar suas operações europeias, entre outras medidas, para aumentar o negócio de transporte de carga, que representou 25% da receita da companhia da LAN no primeiro trimestre. As informações são da Dow Jones.

ALL bate recorde no transporte de carga no 1º semestre de 2012

No primeiro trimestre de 2012, a América Latina Logística (ALL) registrou aumento de 7,6% nas operações ferroviárias no Brasil em comparação a 2011, chegando à marca de 9,2 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU).

No mesmo período, a geração operacional de caixa consolidada atingiu R$ 320,8 milhões, elevação 6,4% no frente aos R$301,7 milhões do ano de 2011, registrados no mesmo período.

O crescimento da geração operacional de caixa foi impulsionado pelo maior volume transportado na operação ferroviária no Brasil e pelos resultados das novas empresas criadas pela ALL em 2011, a Brado e a Ritmo, empresas dedicas a logística de contêineres e rodoviária, respectivamente.

FONTE: Campo Grande News