Ampliação do Paranaguá vai depender de recursos federais

A fila de navios à espera para atracar expõe um problema antigo do Porto de Paranaguá. A falta de investimento em infraestrutura continua sendo o principal gargalo de um dos maiores portos graneleiros do Brasil. A expectativa é de que parte do dinheiro necessário para modernizar a autarquia seja liberado pelo governo federal por meio do Plano de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2). A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) estima que são necessários cerca de R$ 2 bilhões para realizar todas as benfeitorias, mas não dispõe dos recursos.

“O aumento da produtividade é o que tem que ser atacado em Paranaguá. O ideal é uma capacidade de operação muito maior”, diz o assessor da Federação de Agricultura do Paraná (Faep), Nilson Hanke Camargo.

A Appa planeja aumentar em 30% o potencial do atual corredor de exportação por meio da modernização dos equipamentos. A capacidade de embarque atual é de 9 mil toneladas/hora. Ao trocar de algumas peças dos seis shiploaders (carregador de navios), elevaria a capacidade individual do maquinário de 1,5 mil para 2 mil toneladas/hora. “Muitas máquinas são obsoletas. Tem que modernizar”, aponta Camargo.

Outra reivindicação dos exportadores é a construção de novos berços de atracação. Existe um projeto para instalação de um píer formando uma espécie de “T” avançado no mar e perpendicular aos berços atuais. Ao invés de três, sete navios poderiam atracar ao mesmo tempo para carregar grãos.

A administração da autarquia também estuda propostas para a cobertura dos berços do corredor de exportação. A proteção evitaria que o trabalho de carregamento dos navios fosse paralisado ao primeiro aguaceiro. O mau tempo é o maior responsável por perdas de prazos e de qualidade das cargas a granel.

Fonte:  Gazeta do Povo

Exportação de granéis pelo Paranaguá cresce 30% no primeiro quadrimestre

De janeiro a abril deste ano, o Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá movimentou 5,3 milhões de toneladas de grãos. O volume representa um crescimento de 30% na movimentação em comparação com o mesmo período do ano passado. 

Como já vinha sendo registrado nos meses anteriores, a soja e o farelo continuam sendo os principais responsáveis por essa alta. Ao todo, foram mais de 4,6 milhões de toneladas dos dois produtos que passaram pelas esteiras dos portos paranaenses nos primeiros quatros meses de 2012.

O que ajudou a aumentar o volume de grãos exportados pelo Porto de Paranaguá foi o preço internacional dos produtos, como explica o diretor empresarial, Lourenço Fregonese. “Este início de ano está sendo bem interessante. Apesar da seca muito grande nos estados produtores, a exportação se manteve forte”. Ainda de acordo com Fregonese, um dos maiores compradores dos grãos exportados pelo Porto de Paranaguá é a China.

Soja – A movimentação da soja, de janeiro a abril deste ano, foi 68% maior comparada ao mesmo período no ano passado. Foram 3 milhões de toneladas exportadas contra 1,8 milhão no mesmo período do ano passado. Já no farelo de soja, o crescimento no quadrimestre foi de 23%, totalizando 1,6 milhão de toneladas exportadas. 

Foram exportadas ainda pelo Corredor mais de 401 mil toneladas de trigo e mais de 272 mil toneladas de milho. 

No ano – O aumento na exportação de grãos pelo Porto de Paranaguá é uma tendência que segue linear pelo menos desde setembro de 2011. Este ano, todos os meses registraram alta na movimentação em relação ao ano passado. Em janeiro, o movimento total de grãos foi 7% maior. Em fevereiro, o recorde do ano, quase 89% superior. Em março, 48% e em abril, 3,1%. 

Considerando apenas o mês de abril, foram exportadas pelo Corredor de Exportação do porto 1,65 milhão de toneladas. No mesmo mês, em 2011, o total foi de 1,6 milhão de toneladas de granel. 

Recordes – Ainda de acordo com os dados divulgados pelo departamento de estatística da Autarquia, o recorde de embarque mensal registrado na história do Porto é de maio de 2011, com 1,8 milhão de toneladas exportadas. No ano passado, a Appa bateu o recorde de exportação de grãos, totalizando cerca de 14 milhões de toneladas exportadas.
FONTE: APPA

Santos sobe no ranking mundial de movimentação de carga

Em 2011, o Porto de Santos ultrapassou os resultados dos portos de Savannah (Estados Unidos) e de Durban (África do Sul) e subiu dois degraus no ranking portuário mundial de movimentação de contêineres da revista britânica especializada Containerisation International. Da 43º posição de 2010, Santos passou para 41º em 2011, graças ao aumento de 9,65% na movimentação de cofres de carga. Hoje, só o cais santista representa o Brasil no ranking de movimentação de contêineres.

Porto de Santos: o 41º do mundo em movimentação (Codesp)
De acordo com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), cerca de 2,7 milhões TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) entraram ou saíram do País pelo Porto de Santos em 2010. Já o volume operado foi de 2,9 milhões TEUs no ano passado. “A projeção para 2012 é alcançar a marca dos 3,1 milhões TEUs, crescimento de 6,8%. Um novo terminal, que recebeu investimentos da ordem de R$ 1,5 bilhão, deverá entrar em operação ainda este ano”, afirma Carlos Helmut Koppike, diretor de Desenvolvimento Comercial da Codesp. Um outro terminal (com investimentos orçados em cerca de R$ 1,9 bilhão) poderá começar a operar em 2013. “A soma dessas duas instalações representará um aumento significativo de capacidade disponível, superando as necessidades projetadas para o futuro”, revela Koppike.

Com os dois novos terminais trabalhando em 2014, o cais santista poderá embarcar ou desembarcar 6,34 milhões TEUs por ano – o dobro da movimentação prevista para este ano. Sendo assim, diz o executivo, há grandes chances de ultrapassar nos próximos anos a 41º posição no ranking mundial de movimentação. Em recente entrevista, José Roberto Correia Serra, diretor-presidente da Codesp, disse que, com os dois novos terminais, o Porto de Santos tem condições de se colocar entre os 30 principais do mundo em um futuro próximo.

Segundo Koppike, a iniciativa privada vem modernizando continuamente os terminais locais, proporcionando ganhos significativos de produtividade. Ele conta que um dos terminais alcançou recentemente a marca recorde de 155 movimentos por hora. “É um número bastante expressivo, compatível com grandes portos do exterior”, afirma. A Codesp informou que, só em 2011, as empresas arrendatárias do porto – como a Libra, a Marimex e outras – investiram cerca de R$ 1,4 bilhão em obras de infraestrutura e aquisição de equipamentos.

Fonte: Revista Comércio Exterior

Exportações superam importações na 1ª semana de maio

A exportações superaram as importações na primeira semana de maio (que teve apenas três dias úteis), e o resultado da balança comercial ficou positivo em US$ 560 milhões. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (7), pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

O superavit comercial é resultante das exportações de US$ 3,749 bilhões e importações de US$ 3,189 bilhões.

No ano, o saldo positivo é de US$ 3,878 bilhões, resultado 35,1% menor do que no mesmo período de 2011 (US$ 5,974 bilhões). As exportações somam US$ 78,395 bilhões, as importações, U$S 74,517 bilhões.

A balança comercial é o resultado do comércio entre os países, a relação entre as exportações e importações. Se o resultado é positivo, é registrado superavit e significa que o país vendeu mais produtos ou serviços do que comprou. No caso de resultado negativo (quando as importações são maiores do que as exportações) é registrado deficit.

 

FONTE: JORNAL FLORIPA

Exportações para Argentina caem quase 30% em abril

Com as barreiras impostas pela Argentina à entrada de produtos importados, as exportações brasileiras para o país vizinho caíram 27,1% no mês passado em relação ao mesmo período de 2011, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio). A Argentina é o segundo país que mais compra de Santa Catarina. No primeiro trimestre o Estado exportou US$ 2,09 bilhões, com alta de 11,9%, valor maior que os 9,5% registrados na média nacional.

Em média, os exportadores brasileiros venderam US$ 67,6 milhões (R$ 127,85 milhões) por dia aos argentinos em abril (US$ 1,35 bilhão no mês todo). Desde 1º de fevereiro deste ano, toda importação feita pela Argentina precisa passar por autorização prévia de órgãos estatais.

Esse registro das importações serve também para que o governo autorize ou não a aquisição de divisas por parte das indústrias que necessitem comprar insumos para fabricar produtos. Por conta disso, as exportações brasileiras para todos os países foram de US$ 19,5 bilhões no período, ou US$ 978,3 milhões por dia útil, queda de 7,9% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Importação recorde

Em valores absolutos, as importações brasileiras registraram recorde no mês passado para meses de abril. As compras de outros países totalizaram US$ 18,6 bilhões, superando os US$ 18,3 bilhões do mesmo mês do ano passado. Quando a comparação é feita pela média diária (cálculo realizado para se excluir da conta a diferença de dias úteis de cada mês), há queda em relação a abril de 2011, de 3,1%.

EconomiaSC