Exportação de petróleo do Brasil cresce 28% em abril

Folhapress

A exportação de petróleo do Brasil em abril somou 2,83 milhões de toneladas, um aumento de 28% sobre o mesmo mês de 2011, quando atingiram 2,21 milhões de toneladas. A informação foi divulgada nesta quarta-feira pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

Em relação ao mês de março, quando as vendas somaram 2,88 milhões de toneladas, houve uma ligeira queda de 1,5% no mês de abril.
A receita com as exportações registraram um salto importante de 46,5% em 12 meses por conta da valorização do petróleo no período.
Em abril de 2012, as vendas somaram US$ 2,25 bilhões, ante US$ 1,53 bilhão no ano anterior.

Os benefícios do Linha Azul durante a Maré Vermelha

Empresas habilitadas no Despacho Aduaneiro Expresso têm preferência para o canal verde

Com o objetivo de intensificar a fiscalização dos produtos importados com grande competitividade no mercado internacional, desde o dia 19 de março a Receita Federal do Brasil deu início, sem previsão para término, à Operação Maré Vermelha em todos os portos e aeroportos brasileiros.

Como essa ação visa evitar que produtos entrem ilegalmente no país ou que importadores utilizem artifícios para pagar menos impostos, como subfaturamento, declaração de origem falsa ou classificação errada da mercadoria, o prazo para liberação das mercadorias está maior, tendo em vista que o número de DI (Declaração de Importação) que está caindo no canal vermelho aumentou e, consequentemente, precisam passar por fiscalização documental e física antes de ser liberada.

Segundo uma notícia divulgada no jornal Valor Econômico do dia 23/04/2012, a Maré Vermelha está atrasando em 50% o tempo para a liberação das cargas, especialmente no Estado de São Paulo, o que acarreta lotação nos terminais de contêineres, além do aumento dos custos da importação já que, por exemplo, a armazenagem a ser paga pelo importador será maior.

As empresas habilitadas no Despacho Aduaneiro Expresso – Linha Azul – têm preferência na liberação da mercadoria em canal verde, uma vez que já passaram pela auditoria de controles internos e atenderam a todos os requisitos impostos pela RFB. Os prazos para a liberação das mercadorias variam de poucas horas para as empresas habilitadas até vários dias para as não habilitadas.

Além da preferência no canal verde, as empresas habilitadas têm descontos especiais na armazenagem aérea e/ou marítima; redução nas despesas com demurrage de containers e reciprocidade de tratamento entre os países do Mercosul.

 

Sobre o Despacho Aduaneiro Expresso – Linha Azul

O Despacho Aduaneiro Expresso – Linha Azul é um procedimento especial de facilitação aduaneira, criado pela Receita Federal do Brasil que consiste no tratamento de despacho aduaneiro expresso nas operações de importação, exportação e trânsito aduaneiro, mediante habilitação prévia da empresa interessada junto à Receita Federal.

A habilitação é concedida à empresa que possua os requisitos e condições estabelecidos nas normas da Receita Federal do Brasil, que adote os procedimentos que demonstrem a qualidade de seus controles internos que visam o cumprimento das obrigações tributárias e aduaneiras e permitam o monitoramento permanente destas obrigações pela Fiscalização Aduaneira.

 

Sobre o Consórcio Linha Azul

Formado em julho de 2005, o Consórcio Linha Azul (www.linhaazulonline.com.br) é constituído por 3 empresas: Tradeworks, prestadora de serviços na área de Comércio Exterior; Consulcamp, que atua na área fiscal e contábil e a RGC, que trabalha com classificação fiscal.

Sob a liderança da Tradeworks, as três empresas uniram seu “know-how” e passaram a oferecer ao mercado um pacote completo, de auditoria multidisciplinar, para a habilitação ao Linha Azul.

fonte: NETMARINHA.COM.BR


Receita Federal lança operação contra fraudes nas importações

A movimentação de cargas nunca foi tão grande no Porto de Vitória. Foram 8 milhões de toneladas só no ano passado. Uma mostra do crescimento das importações no país, que segundo a Receita Federal, foi de 24% em 2011. Mas como fiscalizar tanta mercadoria que vem de fora? Na maioria dos casos, só é feita uma checagem na papelada da importação. Desse jeito, muitos produtos entram no país de forma irregular.

“É uma forma que o importador encontra de pagar menos impostos. Assim, o produto fica mais barato, e com isso ameaçando a indústria nacional”, ressalta o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (FIES), Marcos Guerra.

Para evitar fraude nas importações, este ano a Receita iniciou a Operação Maré Vermelha, anunciada como a maior da história do país. É um pente fino em portos e aeroportos que aumentou o rigor da fiscalização. Vistorias, em que os auditores da Receita mandam abrir um container para olhar mais de perto o que tem lá dentro, ficaram muito mais frequentes.

“A abertura de contêineres para conferência física auxilia na identificação dos produtos, na verificação, se aquilo que foi declarado realmente confere com aquilo que foi trazido pelo importador”, destaca o chefe da alfândega de Vitória (ES), Flávio Passos Coelho.

O alvo principal da Receita Federal são bens de consumo, como produtos eletrônicos e vestuário. O resultado de um mês de operação em todo o país é um aumento de 800% no volume de importações retido com suspeita de irregularidade.

“Pode acontecer em importações em portos, aeroportos, que é a natureza da Operação Maré Vermelha, mas pode acontecer com contrabando físico também, que ingressa pelas nossas fronteiras”, afirmou o subsecretário da Aduana, Relações Internacionais da Receita, Ernani Argolo Checcucci Filho

A Receita Federal também promete ampliar o pessoal trabalhando na operação, porque fiscalização mais rigorosa também representa mais demora na liberação dos produtos. Em alguns portos do país, já começa a faltar espaço para guardar tanta carga à espera de liberação.

Fonte: G1 Economia

Agenda tem balança comercial e dados de trabalho nos EUA

SÃO PAULO – Na agenda econômica desta quarta-feira (2), no front doméstico, o Banco Central revela o fluxo cambial, divulgado semanalmente, com o movimento de entrada e saída de dólares do País. E o Ministério de Comércio Exterior reporta o resultado da balança comercial do mês de abril.

Os norte-americanos conhecerão o ADP Employment de abril, relatório que revela o número de postos detrabalho no setor privado do país. Também será divulgado o Factory Orders de março, índice que mede o volume de pedidos feitos à industria como um todo, de bens duráveis e bens não-duráveis. Por fim, será revelado o relatório semanal de estoques de petróleo norte-americano.

Na Zona do Euro, será revelada a Sondagem Industrial PMI de abril, que é uma medida de atividade industrial medida pelo Markit mensalmente. Valores acima de 50 indicam expansão, enquanto abaixo desta marca é caracterizada uma contração.

Agenda Brasil

Indicadores Horário de Brasília Referência Anterior
Fluxo Cambial 12h30 Semanal
Balança Comercial 15h00 Abril 2 bilhões


Agenda Internacional

Indicadores Horário de Brasília Referência Anterior
ADP  Employment 09h15 Abril
Factory Orders 11h00 Março 1,30%
Estoques de Petróleo 11h30 Semanal 3,97 millhões
 Sondagem Industrial PMI – Zona do Euro Abril

 

Alemanha e China
Na Alemanha, será divulgada pela Markit a revisão da sondagem industrial PMI de abril e a DeStatis reporta a taxa de desemprego de abril.

Na China, sai a sondagem de serviços PMI de abril.

ABICAB e Apex-Brasil realizam missão vendedora em Chicago

Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados – levará seis associados para uma missão vendedora em Chicago (EUA), que irá englobar, entre outras ações, a participação na feira Sweet & Snacks 2012, uma das principais vitrines para o mercado americano de chocolates, balas e confeitos. A ação faz parte do projeto Sweet Brasil, por meio do qual a entidade promove as exportações do setor, em parceria com a Apex-Brasil – Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos.

Aladim, Chocolates Garoto, Docile, Embaré, Montevérgine e Riclan serão as integrantes do pavilhão brasileiro na feira, que acontece entre 8 e 10 de maio. Em 2011, o evento reuniu aproximadamente 15 mil visitantes de mais de 60 países e 737 expositores. Além da presença na Sweet & Snacks, as empresas também participarão de visitas técnicas e de uma rodada de negócios exclusiva organizada pela ABICAB e Apex-Brasil.

 

Em 2011, a missão vendedora somou cerca de US$ 1 milhão em negócios. “O projeto permite que atuemos em um mercado de extrema importância para a indústria brasileira, que dá sinais de recuperação no consumo e é o maior do setor de confeitaria no mundo. É a oportunidade de conhecermos de perto a dinâmica do mercado americano e de apresentar não só nossos produtos, mas também um pouco de nossa cultura”, analisa a vice-presidente de Exportação da ABICAB, Solange Isidoro.

Sobre a ABICAB:

A ABICAB – Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados foi fundada em 1957 com o objetivo de responder pela política do setor junto às esferas públicas e privada, tanto no Brasil quanto no exterior. Suas diretrizes são voltadas para a valorização destas indústrias, que é responsável pela geração de 31 mil empregos diretos e 62 mil indiretos. Atualmente, a ABICAB engloba a cadeia produtiva brasileira, representando 92% do mercado de chocolates, 70% do mercado de balas e confeitos, 80% do mercado de amendoim e 100% do mercado de cacau.

Dentre as principais atividades desenvolvidas em prol do fortalecimento e desenvolvimento do setor, destaca-se o Programa Sweet Brasil, criado em março de 1998, que tem por objetivo promover os produtos brasileiros no mercado externo, por meio de parceria com a Apex-Brasil.

fonte: EXPORT NEWS

‘Novo petróleo’ promete mudar mapa geopolítico da energia

Novas tecnologias para explorar petróleo e gás prometem revolucionar o mapa geopolítico da energia, segundo especialistas no setor.

Imagine um mundo em que os Estados Unidos não se importam tanto com o que acontece no Oriente Médio – porque abastecer as frotas de Nova York ou Chicago não depende de um combustível vindo do Iraque ou da Arábia Saudita. O poder da influente Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) está esvaziado. A Europa não precisa do gás russo e a China não está tão preocupada em financiar regimes africanos para garantir sua fatia da produção local de combustíveis fósseis.

É mais ou menos esse o cenário de médio prazo pintado por consultorias e especialistas entusiasmados com novas tecnologias, que permitem a exploração de reservas de gás e petróleo de difícil acesso ou cujo produto precisa passar por processos químicos específicos antes de ser utilizado. São os chamados combustíveis fósseis “não convencionais”.

Eles apontam que não só as fontes de petróleo e gás não devem se esgotar em um futuro próximo – como previam estudos proféticos das últimas décadas -, como a distribuição geográfica das novas reservas é muito mais democrática, o que favorece grandes consumidores.

“Até pouco tempo, eram dominantes as previsões de que os países importadores aumentariam sua dependência do Oriente Médio e não haveria solução para altos preços do petróleo”, diz o geólogo e economista Robin Mills, autor do livro O Mito da Crise do Petróleo (The Mith of the Oil Crisis) e consultor em Dubai.

“Com os avanços tecnológicos dos últimos anos, ganham força expectativas de que, ao menos no médio prazo, os preços dos combustíveis fósseis voltem a cair, países que eram importadores de recursos energéticos se tornem autossuficientes ou até exportadores e a OPEC seja mais pressionada a revisar suas práticas”, disse à BBC Brasil.

São muitas as tecnologias que estão ajudando a traçar um novo mapa da energia no mundo. A começar pelas que permitem a exploração de petróleo em águas profundas – caso do pré-sal brasileiro. Outro exemplo é o aproveitamento do petróleo arenoso – encontrado em Alberta, no Canadá – também só é possível graças ao aprimoramento de processos físicos e químicos que purificam esse petróleo de baixa qualidade.

A técnica que mais desperta entusiasmo, porém, é de longe a relacionada à exploração do petróleo e, principalmente, do gás de xisto, obtidos a partir da rocha de mesmo nome. Segundo o especialista do mercado de petróleo Daniel Yergin, trata-se da maior invenção da área de energia da década.

Em centros de estudos e consultorias especializadas, o termo “revolução do gás de xisto” já virou corrente, e a respeitada Agência Internacional de Energia (AIE) chegou a perguntar em um relatório no ano passado: “Estaríamos entrando na ”era dourada do gás””?

”Revolução do gás”

A causa do entusiasmo está relacionada aos bons resultados obtidos na exploração desse recurso nos Estados Unidos. Até 2008, os americanos importavam cerca de 13% do gás consumido no país do Canadá, segundo um relatório da consultoria KPMG.

Hoje, com a exploração das reservas de xisto, não só o país se tornou autossuficiente, como já pensa em exportar. Para completar, o preço do produto está caindo de forma acentuada, com os custos de extração cobertos pela venda de outros produtos químicos produzidos no processamento do gás.

“Nesse cenário, não é de se estranhar que hoje uma das grandes corridas tecnológicas nos Estados Unidos seja para desenvolver e aprimorar meios de transporte a gás, permitindo a redução do consumo de petróleo convencional”, diz Frank Umbach, especialista em segurança energética do Centre for European Security Strategies, com sede em Munique.

Reservas de gás de xisto são exploradas na Pensilvânia, na Louisiana e no Texas e já representam 30% do consumo de gás no país. Já o petróleo de xisto é produzido em Dakota do Norte e no Texas.

As expectativas criadas por tais mudanças também ajudam a explicar por que a Argentina expropriou neste mês a petrolífera YPF, controlada pela espanhola Repsol, que explorava as reservas de petróleo e gás de xisto nos campos de Vaca Muerta.

“A percepção de que essa nova fonte de combustível fóssil pode mudar significativamente a posição dos países no mercado de energia cria um senso de urgência com relação a exploração desses campos”, explica Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), em São Paulo. “A Argentina pedia mais investimentos para avançar nessa corrida, mas o governo continua limitando o preço cobrado pela energia internamente, o que reduz o interesse das empresas.”

Tecnologias cruciais

Duas tecnologias foram cruciais para viabilizar a exploração do gás de xisto. A primeira é a técnica de perfuração horizontal, que permite o aproveitamento de reservas espalhadas por grandes áreas geográficas, mas pouco profundas. A segunda é a de fraturamento hidráulico, que consiste no bombeamento de uma mistura de água, areia e produtos químicos para dentro dos poços de exploração.

O impacto produzido por esse jorro de alta pressão produz pequenas fissuras nas rochas, liberando o gás que é canalizado para os dutos.

A exploração de petróleo de xisto (na realidade, um óleo semelhante mas não idêntico ao petróleo convencional) é um pouco diferente. Ás vezes esse combustível líquido é encontrado entre as rochas, mas em geral ele é produzido com o aquecimento do xisto.

Para o especialista em petróleo e energia Jed Bailey, da Energy Narrative, nos EUA, o que faz do xisto um dos motores de uma revolução na geopolítica da energia é a forma democrática como essas rochas estão distribuídas geograficamente.

Reservas desse material estão sendo encontradas de norte a sul do globo, em todos os continentes. Por enquanto, as maiores estão na China, Argentina, México, África do Sul, Estados Unidos, Canadá e Austrália, mas também há reservas na Colômbia, França, Polônia e Grã-Bretanha, entre outros países. No Brasil, a Petrobrás produz petróleo de xisto no Paraná.

Pires chama a atenção para o fato de que Estados Unidos e China, países que lideram o ranking de consumo de energia no mundo, também concentram algumas das maiores reservas. “O gás de xisto e todas essas outras fontes não convencionais alimentam as esperanças de importadores de energia de reduzirem sua dependência de exportadores problemáticos ou instáveis”, explica.

Para Bailey, no caso dos EUA, uma diversificação para além do petróleo tradicional poderia fazer com que, no longo prazo, houvesse menos justificativa e apoio político para interferências no Oriente Médio, por exemplo. “No entanto, isso não quer dizer que a região sairia de vez do radar americano, por causa da sua influência na formação de preços no mercado global de energia”, diz.

Problemas ambientais

Há algumas ressalvas importantes no que diz respeito a exploração desses combustíveis fósseis não convencionais. A primeira é a questão dos altos custos, que fazem com que a utilização de muitas dessas tecnologias só se justifique se os preços de seus produtos se mantiverem em um patamar relativamente elevado.

Um segundo porém é que o sucesso da exploração dessas novas fontes de petróleo e gás desanima a busca de fontes de energia renováveis e usos mais eficientes de energia. O petróleo não convencional é tão poluente quanto o convencional.

“E mesmo que o gás de xisto substitua o carvão e o petróleo, fontes de energia mais sujas, não deixa de ser uma fonte suja também, porque sua queima emite poluentes”, explica Bailey. “Além disso, com o preço do gás caindo, a energia eólica ou solar hoje parece cada vez menos vantajosa.”

No caso da exploração de gás de xisto, outro agravante é que ainda não há clareza sobre os riscos de contaminação do lençol freático pelos produtos químicos usados em sua exploração. Também acredita-se que o gás liberado no processo de extração possa causar pequenas explosões subterrâneas e tremores, embora a tese ainda não esteja comprovada.

Por causa dessa preocupações, a França foi o primeiro país a proibir as técnicas de fraturamento hidráulico, em julho de 2011, banindo até pesquisas nessa área. Na Grã-Bretanha, grupos ambientalistas têm se oposto a exploração de uma reserva em Lancashire, embora uma comissão no Parlamento tenha avaliado a técnica como segura. “Existe uma corrida por essas novas tecnologias por questões de conveniência econômica e interesses geopolíticos, mas isso não quer dizer que elas sejam sustentáveis do ponto de vista ambiental”, diz Pires.

 

BBC Brasil

Exportação de frutas avança

Apesar dos bons resultados alcançados nas vendas externas, problemas ameaçam a expansão da atividade

O agronegócio foi responsável por 46% das exportações cearenses em 2011, movimentando US$ 648 milhões. Desse total, US$ 102 milhões vieram da exportação de frutas frescas, com destaque para o melão (US$ 76,3 milhões), a banana (US$ 10,3 milhões) e a melancia (US$ 7,5 milhões). Além disso, as exportações de castanha de caju somaram US$ 190,5 milhões. Vale destacar que, nos três primeiros meses de 2012, as exportações de frutas frescas cresceram 34,3% no Ceará, ante igual período de 2011 (US$ 26,97 contra US$ 20,09 milhões).

Os números mostram a força do setor no Estado, que é o terceiro maior exportador de frutas do País, atrás da Bahia e de Pernambuco. Mas, se por um lado, os números referenciam à fruticultura na pauta de exportações do Ceará, por outro lado, revelam o quanto o Estado deve preocupar-se em manter e expandir o setor.

“O Ceará, o Brasil está perdendo competitividade no setor de fruticultura, apesar dos avanços registrados nos últimos dez anos”, afirma o presidente do Instituto Frutal, Euvaldo Bringel. Segundo ele, há uma “penca” de problemas no País, notadamente, no Ceará, que estariam afetando o setor e que, até agora, não possuem soluções.

“Pragas”

Ele cita como “pragas” à expansão da produtividade e à maior competitividade da fruticultura cearense os elevados preços dos insumos e da energia elétrica, os pesados encargos sociais e trabalhistas, além da burocracia para instalação de novas plantas produtivas no campo e de problemas logísticos no Porto do Pecém. “O maior gargalo está na logística, porque fruta é produto perecível. Essa é uma grita (sic) que estamos fazendo”, diz.

Porto do Pecém

Segundo Bringel, o setor teme enfrentar uma série de problemas, no futuro próximo, com o início da operação da siderúrgica do Pecém, e, consequente, movimentação de carvão no terminal portuário. “Sabemos que teremos que dividir espaços no porto com o carvão. O terminal terá de dispor de locais, (píeres e retro áreas) bem definidos para os minérios e as frutas”, diz. Há ainda problemas de manutenção dos contêineres, que, agora, estão deixando a área interna do porto, para um local privado externo. “O que nos preocupa mais é a perda de competitividade. O Ceará está deixando de atrair novos players, novas empresas para atuar no setor”, afirma. Ele reconhece, no entanto, que o que o setor estaria deixando de vender para o mercado externo estaria sendo direcionado e consumido no mercado doméstico.

Encontro

Numa tentativa de movimentar e difundir o agronegócio do Ceará, Euvaldo Bringel informa que a XX edição da Frutal, de 09 a 13 de setembro de 2013, irá abrigar a XX Reunião da Banana, maior encontro mundial de produtores, comerciantes e exportadores da fruta no mundo. Além disso, de 09 a 11 de maio próximos, Fortaleza irá receber o presidente da Fruit Logística, uma das maiores feiras de frutas frescas do Mundo, Gerard Lamess, que vem conhecer fruticultores e a estrutura produtiva e exportadora do Estado.

“É importante ressaltar que o Ceará tem a presença das maiores empresas do mundo plantando frutas no Estado, diretamente ou em parceria. Tudo isso forma um cenário competitivo para atrairmos a Fruit Logística, o que será um enorme passo para colocarmos o Ceará na vitrine mundial da fruticultura”, diz Bringel.